RELAÇÕES DE TRABALHO NA INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA NOS ANOS 1950 EM SÃO PAULO: O CASO DA COMPANHIA MARISTELA

Afrânio Mendes Catani, Renato Porto Giliolo

Resumo


o objetivo deste trabalho é apresentar o caso histórico da Companhia Cinematográfica Marisrela e os conflitos enfrentados nas relações trabalhistas na indústria cinemarogrãfica paulista dos anos 1950. Para compreender esse contexto, indicaremos alguns aspectos das relações entre burguesia paulista, mecenaro cultural e cultura cinematográfica da capital. A incipiência da indústria cinematográfica paulista. inserida no impulso do mercado cultural proporcionado pelo crescimento da classe média paulista no pós-guetra, representou a petspectiva de constituição de um mercado de trabalho para técnicos, artistas, produtores c outros profissionais da área. Surgem, assim, os clubes de cinema, ilustrando o crescente interesse dos intelectuais pela sétima arte. Neste período em que o cinema ganhou espaços instirucionais na cultura paulista e nacional. surgiu a Maristeia. O retomo do capital investido dos primeiros filmes foi insarisfarório, provocando um quadro de crise financeira. desencadeando conflitos no âmbito das relações trabalhistas. Dos cerca de 150 funcionários, quase cem foram demitidos, tendo havido também comoção pública em tomo do episódio. A partir das reivindicações dos funcionários. mencionaremos em que medida suas alegações escavam fundadas na CL T e quais as limitações da indústria cinematográfica refletidas no caso da Companhia Marisrela.

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