MULHERES, AUTOEMPREGO E PRECARIZAÇÃO NO CONTEXTO CUBANO

Maria Izabel Machado, Marlene Tamanini

Resumo


A atualização do modelo econômico cubano vem produzindo mudanças que impactam diferentemente homens e mulheres, como a regulamentação de novos agentes econômicos. Nas relações de trabalho fortemente influenciadas por essas medidas, assiste-se à significativa elevação do autoemprego ou cuentapropismo, forma de trabalho autônoma, alternativa aos baixos salários do setor público e às cooperativas rurais. Não obstante a recente regulamentação desse setor, muitos não o acessam em função dos elevados custos para a obtenção de licenças, constituindo um mercado submerso pelo qual circulam mercadorias e trabalhadores à margem dos direitos e da legalidade.  As cadeias produtivas que se estabelecem corroboram para a manutenção das mulheres em papeis essencializados, transformando seu trabalho em ajuda familiar, nem sempre remunerada.  Tal análise se processa empiricamente através de observação participante e entrevistas em profundidade, realizadas durante o primeiro semestre de 2015 na província de Holguín, como parte de pesquisa de doutorado em andamento.


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