Do Homem Duplicado à Enemy: adaptação e reinvenção do duplo no cinema

Bertrand Lira, Daniel Magalhães

Resumo


A adaptação cinematográfica do romance O homem duplicado, publicado pelo português José Saramago em 2002, trouxe de volta ao cinema o mito do duplo. Em Enemy (2013), somos apresentados a uma história onde arquétipos consagrados no imaginário humano ajudam a compor uma narrativa complexa e enigmática. Deste modo, procuramos estratégias para apreciar o filme não apenas em seus aspectos narrativos, mas sobretudo em seus aspectos simbólicos. Através do viés da psicanálise, este artigo busca desenvolver uma análise fílmica do mito do duplo a partir das teorias do imaginário. Almeja-se que ao final da leitura tenhamos uma dimensão mais precisa da profundidade simbólico-imagética de Enemy tanto enquanto adaptação quanto como obra cinematográfica, com linguagem e estética soberanas.

Palavras-chave: Duplo. Imaginário. Mito. Enemy.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA / CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES - PPGC/UFPB