LINGUÍSTICA, PSICANÁLISE E CINEMA: A VOZ QUE INTERPELA NO SIMBÓLICO

Natanael Duarte de Azevedo, José Temístocles Ferreira Júnior

Resumo


O presente artigo contribui para uma aproximação que fazemos entre a linguística saussuriana e a psicanálise lacaniana, a partir de uma melhor compreensão desta estrutura que Lacan diz ser a do inconsciente e que ele mesmo afirma ser semelhante a uma estrutura de linguagem. Sendo assim, movimentos do inconsciente e da linguagem estão presentes quando falamos em metáfora e metonímia enquanto formações do inconsciente e as comparamos aos movimentos do signo no sistema linguístico conforme pensado por Saussure. Analisamos o filme Seven, de David Fincher, segundo as teorias propostas por Saussure (relações sintagmáticas e associativas) e Lacan (movimentos de metáfora e de metonímia). Salientamos que a análise busca inferir dos crimes cometidos pelo assassino (sujeito) do filme os movimentos de linguagem como deslizamentos, tanto do ponto de vista da linguística saussuriana como do ponto de vista da psicanálise lacaniana. Ressaltamos, aqui, que a proposta não é traçar de forma decisiva o perfil do sujeito, muito menos enquadrá-lo num perfil clínico de psicose, neurose ou perversão. Mas, sim, perceber os movimentos de linguagem que desenham as cenas dos crimes sempre permeadas pela estrutura psíquica de John Doe. Para a análise, partimos do ponto que Lacan conceitua como fio condutor, ou seja, a metonímia. Esta está presente no ponto de partida da significação própria a cada sujeito (LACAN, 1988). Observamos, então, os movimentos metonímicos realizados pelo sujeito John Doe, para assim chegar à significação da realização da metáfora.

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