BIOCOMBUSTÍVEIS: QUATRO QUESTÕES SOBRE SEU FUTURO

Yony Sampaio, Tales Vital, Gustavo Ramos Sampaio

Resumo


Quatro questões são colocadas em relação aos biocombustíveis: qual sua participação e potencialidade no balanço energético, no mundo e no Brasil; qual o papel dos biocombustíveis na redução dos gases de efeito estufa, destacando-se diferenças entre o álcool de milho e o de cana-de-açúcar e outras fontes; qual de fato o conflito entre produção de energia e produção de alimentos; quais os potenciais impactos ambientais da expansão da produção de biocombustíveis. Foi procedida extensa revisão bibliográfica. Pode-se concluir que a participação no balanço energético é limitada e assim deve continuar com exceção do Brasil. Biocombustiveis hoje não são alternativa para o petróleo. Dentre as alternativas hoje viáveis, o álcool de cana é a que apresenta melhor contribuição líquida para a redução dos efeitos estufa, embora existam grandes expectativas em relação aos biocombustíveis de segunda geração. A maioria dos modelos de simulação mostram efeitos exagerados sobre a produção de alimentos, ao não assumir ganhos de produtividade nem o uso de áreas sub-utilizadas. No caso particular do Brasil, a expansão dos biocombustíveis pode ocorrer sem maiores conflitos com a produção de alimentos. Por fim, impactos ambientais decorrem da expansão em áreas de vegetação nativa, principalmente florestas. Não é o caso do Brasil.

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ISSN 1517-9354




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