CHAMADA ABERTA: Vol. 21, n.2 , 2019

DOSSIÊ - VIDAS ESCRITAS: AUTOBIOGRAFIAS, MEMÓRIAS, DIÁRIOS, AUTOFICÇÕES, ROMANCES AUTOBIOGRÁFICOS, TESTEMUNHOS, HISTÓRIAS DE VIDA E BIOGRAFIAS

A partir dos anos sessenta do século passado, e especialmente dos anos de 1970, o estudo teórico e crítico da autobiografia experimentou um notável avanço nas literaturas ocidentais, concomitantemente ao crescente apreço que os leitores e autores demonstraram por esse gênero literário. Até então, havia sido um gênero subestimado (com exceção dos clássicos), que recebia apenas valor histórico e testemunhal. A ausência de uma definição específica e a falta de reconhecimento literário convertiam a autobiografia em uma “miscelânea”, em que se juntavam as obras estritamente autobiográficas com qualquer romance, poema ou drama que tinha, ou parecia ter, um conteúdo auto/biográfico. Felizmente isso mudou no último terço do século passado, quando, no âmbito anglo-saxão e, especialmente, na França, o estudo da autobiografia despertou uma atenção crítica e teórica. Apareceram os trabalhos de James Olney, John Paul Eakin, Georges Gusdorf e Philippe Lejeune, entre outros, e começou-se a reivindicar a “literariedade” do gênero, colocando-o ao mesmo nível que os demais gêneros de ficção. O empenho se destinava à especificidade da autobiografia, que a tornava única e diferente em relação a outros registros literários. Nesse sentido, Philippe Lejeune e seu “pacto autobiográfico” representaram uma contribuição decisiva. Assim, o dossiê “Vidas escritas: autobiografias, memórias, diários, autoficções, romances autobiográficos, testemunhos, histórias de vida e biografias” contribuirá para a pesquisa das “escritas de si” através da divulgação de trabalhos (em português, inglês, espanhol e francês) no campo da literatura auto/biográfica.

Responsáveis: Manuel Alberca (Universidad de Málaga - Espanha); Ana Cristina Marinho (Universidade Federal da Paraíba - Brasil)

Prazo para submissão de artigos: 1º de junho de 2019

DOSSIER - VIDAS ESCRITAS: AUTOBIOGRAFÍAS, MEMORIAS, DIARIOS, AUTOFICCIONES, NOVELAS AUTOBIOGRÁFICAS, TESTIMONIOS, HISTORIAS DE VIDA Y BIOGRAFÍAS

Desde los años sesenta del siglo pasado, y sobre todo a partir de los setenta, el estudio teórico y crítico de la autobiografía experimentó en las literaturas occidentales un notable desarrollo, paralelo al aprecio creciente que lectores y autores demostraron por este género literario. Había sido hasta entonces un género subestimado (a excepción de los clásicos), al que se le concedía solo valor histórico y testimonial. La ausencia de una definición específica y la falta de reconocimiento literario convertían la autobiografía en un “cajón de sastre”, donde se juntaban las obras propiamente autobiográficas con cualquier novela, poema o drama, que tuviese, o pareciese tener, contenido auto/biográfico. Afortunadamente esto cambió el último tercio del siglo pasado, cuando en el ámbito anglosajón y, de forma especial, en Francia, el estudio de la autobiografía despertó una atención crítica y teórica. Aparecieron entonces los trabajos de James Olney, John Paul Eakin, Georges Gusdorf y Philippe Lejeune, entre otros, y se comenzó a reivindicar la “literalidad” del género, situándolo al mismo nivel que el resto de géneros de ficción. El esfuerzo iría dirigido a precisar lo específico de la autobiografía, lo que la hacía singular y diferente con relación a otros registros literarios. En este sentido Philippe Lejeune y su “pacto autobiográfico” supusieron una aportación decisiva. Así, el dossier “Vidas escritas: autobiografías, memorias, diarios, autoficciones, novelas autobiográficas, testimonios, historias de vida y biografías”, contribuirá a la investigación de las “escrituras del yo” por medio de la divulgación de trabajos (en portugués, inglés, español y francés) en el campo de la literatura auto/biográfica.

Responsables: Manuel Alberca (Universidad de Málaga - Espanha); Ana Cristina Marinho (Universidade Federal da Paraíba - Brasil)

Fecha límite para la presentación de artículos: 01 de julio de 2019