NEBULIZADORES E A POSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DE MICRORGANISMOS SUPERINFECTANTES E OPORTUNISTAS

Elerson Gaetti-Jardim Junior, Ellen Cristina Gaetti-Jardim, Christiane Marie Schweitzer, Ana Heloisa Gomes, Kathlenn Liezbeth Oliveira, Jorgiana Sangalli, Fátima Regina Nunes de Sousa

Resumo


Objetivo: Avaliar por cultura e PCR a contaminação microbiana de nebulizadores utilizadas em clínicas particulares e públicas, bem como aparelhos de uso domiciliar e hospitalares. Materiais e Métodos: Foram coletadas amostras de máscaras, reservatórios e mangueiras de 50 nebulizadores, com auxílio de zaragatoas alginatadas, que eram transferidas para água peptonada e cultivadas após pré-enriquecimento em água peptonada ou caldo EVA. Após a obtenção de cultura pura fazia-se a identificação dos isolados através de testes fenotípicos. A presença dos principais microrganismos oportunistas foi avaliada por PCR utilizando-se de iniciadores e condições de amplificação específicos. Resultados: Os resultados demonstraram que não existe uma orientação adequada sobre como deve a contaminação dos dispositivos dos nebulizadores ser controlada, sendo que a freqüência de microrganismos entéricos, estafilococos e pseudomonados foi bastante elevada, particularmente nas amostras obtidas de aparelhos descontaminados com etanol ou que apenas recebiam higiene mecânica. Conclusão: O estudo mostra que os nebulizadores, independentemente se âmbito hospitalar ou domiciliar, são possíveis vias de transmissão de patógenos associados com infecções resistentes a antimicrobianos e essas vias deve ser consideradas com maior ênfase na prevenção.

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