Relação entre Comportamento Glicêmico e Lactacidêmico no Exercício Resistido

ALEXANDRE SÉRGIO SILVA, GISELE AUGUSTA MACIEL FRANCA, LUCIANA MAGALHÃES GRISI, LUCIANO DE OLIVEIRA, MARCOS ANTÔNIO PEREIRA DOS SANTOS

Resumo


RESUMO
Objetivo: Investigar a relação entre o comportamento glicêmico e a produção de lactato no exercício de musculação. Material e Métodos: Cinco homens (18 e 25 anos), realizaram dois treinamentos com três séries de 10 exercícios para membros inferiores, com intensidade elevada (SI), utilizando-se 08 a 12 repetições máximas; e moderada (SM), com cargas equivalentes a 50% da utilizada em SI. Coletas sanguíneas foram tomadas antes e ao final de cada dois exercícios. As concentrações séricas de lactato e glicemia foram feitas em analisadores portáteis. Os dados foram tratados pelo teste de Wilcoxon e pela correlação de Spearman (p< 0,05). Resultados: Em SI, a glicemia mostrou-se sempre mais elevada (98, 93.4, 100, 103 e 104 mg/dl) que em SM (95.6, 90.6, 93.8, 90.2 e 92.4 mg/dl), com p<0,05 nos dois últimos exercícios. Os maiores valores glicêmicos foram acompanhados de concentrações séricas de lactato mais elevadas em SI (7.08, 8.40, 9.12, 7.66, 8.82 mM), comparado com SM (6.12, 7.54, 6.06, 5.22 e 6.70 mM), com p<0,05 nas três últimas medidas. Observou-se correlação entre lactato e glicemia em SI (r2= 0,839) e SM (R2= 0,873), indicando relação de causa e efeito entre lactacidemia e glicemia. Conclusão: A maior produção de lactato em exercícios de alta intensidade pode ser entendido como um dos fatores envolvidos nos maiores valores glicêmicos encontrados nestes exercícios.

DESCRITORES
Musculação. Exercício resistido. Lactato. Glicemia. Intensidade do Exercício.

Texto completo:

PDF