Avaliação quantitativa dos projetos de iniciação científica financiados pelo CNPq na vigência 2008-2009

Diego Figueiredo Nóbrega, Ana Camila Batista Medeiros de Assis, Raquel Venâncio Fernandes Dantas, Alex Medeiros de Farias, Arthur Marinho Lira, Ana Maria Gondim Valença

Resumo


Introdução: O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) propõe-se a incentivar o desenvolvimento da pesquisa na graduação, estimulando o desenvolvimento da capacidade crítica e do pensar científico, sendo um importante instrumento na formação de recursos humanos. Objetivo: Avaliar quantitativamente a distribuição dos projetos de iniciação cientifica financiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), durante a vigência 2008-2009. Metodologia: Utilizou-se uma abordagem indutiva com procedimento comparativo-estatístico, por meio da técnica da documentação indireta, sendo os dados obtidos mediante consulta ao sítio do CNPq. Avaliou-se quantitativamente a distribuição das bolsas de iniciação cientifica segundo: região geográfica, unidade federativa (UF), instituição, grande área e área. Os dados foram analisados descritivamente. Resultados: Do total de 22.686 bolsas de iniciação cientifica, a região Sudeste concentra 46,83% (n=10.623), tendo como destaque os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com respectivamente 21,50% (n=4.877), 14,64% (n=3.321) e 9,87% (n=2.239). A região Nordeste é a segunda do país em projetos financiados (20,85%; n=4.730), com predomínio dos estados de Pernambuco (4,71%; n=1.069), Ceará (3,84%; n=871), Bahia (3,27%; n=743) e Paraíba (3,21%; n=728). Os estados do Amapá (0,15%; n=35) e Roraima (0,19%; n=42) são os menos representativos. A instituição que detém o maior número de bolsas é a Universidade de São Paulo (6,46%; n=1.466). Dos 728 projetos financiados na Paraíba, a UFPB possui 59,61% (n=434), a UFCG possui 28,30%( n=206) e a UEPB 12,09% (n=88). Ao analisar a distribuição por grande área, constata-se maior financiamento para Ciências Biológicas (17,34%; n=3.934), seguido pelas Ciências da Saúde (14,83%; n=3.365). Na análise por área, destacam-se os cursos de Agronomia (5,47%; n=1.240), Química (5,26%; n=1.193) e Medicina (5,17%; n=1.172). Conclusão: A distribuição dos projetos apoiados pela CNPq é desigual, havendo uma maior concentração de bolsas nos estados e nas instituições da região Sudeste. A região Norte é a menos beneficiada por este programa e, no Nordeste, destaca-se o estado de Pernambuco. Constatou-se, ainda, uma distribuição heterogênea quanto à grande área e, no que diz respeito à área, prevaleceu a Agronomia.

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