RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS EM AUTOGESTÃO NO BRASIL ATUAL: RESISTÊNCIAS DAS CLASSES TRABALHADORAS E POPULARES EM TEMPOS DE CRISE PANDÊMICA?

Autores

  • Vanessa Moreira Sígolo USP
  • Fernanda Santos Araújo
  • Flavio Chedid Henriques
  • Vicente Nepomuceno
  • Tarcila Mantovan Atolini

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1676-4439.2020v19n02.54841

Resumo

RESUMO:

As experiências de recuperação de empresas em autogestão são expressões de resistência das classes trabalhadoras, presentes na história do capitalismo, em vários países. No Brasil, no final de 1980, experiências surgem em período de forte crise relacionada à integração do país aos processos de mundialização da economia e implantação de políticas neoliberais. O fenômeno gerou conquistas no enfrentamento ao desemprego, colocando em prática relações de trabalho e propriedade associativas, abrindo diálogos com universidades e outras lutas sociais. Todavia, o tema alcançou limitadas conquistas em políticas públicas e reduzido espaço no movimento sindical em contexto de crescimento econômico, e o refluxo de experiências caracterizou a última década. No cenário atual de grave crise pandêmica, somada aos retrocessos e violações a direitos humanos, sociais e do trabalho no país, estas experiências assumem relevância. Este artigo, em continuidade a pesquisas anteriores, analisa o panorama das experiências brasileiras, em diálogo com outras experiências latino-americanas.

Palavras-Chaves: empresas recuperadas por trabalhadores, autogestão do trabalho, resistências e lutas sociais, classes trabalhadoras e populares, crise pandêmica.

 

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Publicado

2021-01-20

Edição

Seção

Dossiê: Trabalho coletivo autogestionário na América Latina