Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf <p><em><strong>Aufklärung, revista de filosofia</strong></em> (Qualis A3, DOI 10.18012/ARF) tem foco na publicação de artigos na área de filosofia, ou que sejam relevantes para a pesquisa em filosofia. Tem como objetivos: a) contribuir para a formação acadêmica de profissionais de filosofia [ensino e pesquisa] e áreas afins; b) contribuir para a efetivação de políticas da área de filosofia, ao propiciar a divulgação de resultados originados a partir de pesquisas filosóficas voltadas para a pós-graduação com base em princípios éticos tranparentes; e c) constituir-se como um espaço aberto para o debate entre pesquisadores do Brasil e do exterior.</p> Aufklärung: Journal of Philosophy pt-BR Aufklärung: revista de filosofia 2358-8470 <p><strong>Política de Direito Autoral para os itens publicados pela Revista:</strong></p><p>1.Esta revista é regida por uma Licença da Creative Commons aplicada a revistas eletrônicas. Esta licença pode ser lida no link a seguir: <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank">Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)</a>.</p><p>2.Consonante a essa politica, a revista declara que os autores são os detentores do copyright de seus artigos sem restrição, e podem depositar o pós-print de seus artigos em qualquer repositório ou site.</p><p><strong>Política de Direito de Uso dos Metadados para informações contidas nos itens do repositório</strong><br />1. Qualquer pessoa e/ou empresa pode acessar os metadados dos itens publicados gratuitamente e a qulquer tempo.<br />2.Os metadados podem ser usados sem licença prévia em qualquer meio, mesmo comercialmente, desde que seja oferecido um link para o <strong>OAI Identifier</strong> ou para o artigo que ele desceve, sob os termos da licença CC BY aplicada à revista.</p><p>Os autores que têm seus trabalhos publicados concordam que com todas as declarações e normas da Revista e assumem inteira responsabilidade pelas informações prestadas e ideias veiculadas em seus artigos, em conformidade com a Política de Boas Práticas da Revista.</p> Un amor superficial. Una aproximación al amor en Gilles Deleuze https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/64760 <p>En este artículo nos proponemos reconstruir una hipótesis sobre el amor en la filosofía de Gilles Deleuze. Constatamos que, en distintos momentos de su itinerario filosófico, el tópico del amor es objeto de un tratamiento complejo, que conduce desde el descubrimiento de la expresión de los mundos que el otro envuelve, y que van despegándose de ese otro, hacia una progresiva liberación de elementos deshumanizados que se abren en una sexualidad transformada. Intentaremos mostrar que este ejercicio experimental revela una superficie, definida por la descomposición del yo y donde el pasaje por un mundo sin otros nos permitirá descubrir un plano de elementos liberados, abierto a conexiones que nos permitirán otros modos de comprensión para el fenómeno amoroso.</p> Cristóbal Durán Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 11 24 10.18012/arf.v10i2.64760 Do sentimento físico da forma https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/64967 <p>O presente ensaio busca investigar as sensações e os sentimentos físico-vitais decorrentes do contato com a forma artística. Para tal intento, e a partir das constelações principais que orbitam entorno de Nietzsche e Warburg, o ensaio busca inquirir se a obra de arte, tal como a concebemos, é passível de servir como tônico vital ou estimulante à vida. Entendendo sensação como o atrito, a marca do contato corpóreo do organismo com o meio, e o sentimento como a incorporação desta sensação em termos de incremento ou decaimento vital, o ensaio busca questionar se a forma não seria a tradução em termos vitais das forças físicas do mundo, e portanto, uma possibilidade físico-biológica de acréscimo de poder vital. Desta forma, mais do que servir ao gozo estético, a obra seria antes a materialização de uma forma de vida histórica, e, portanto, sedenta de vontade de poder.</p> <p>Palavras-chave: Forma; Corpo; Poder.</p> Claudio Cavargere Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 25 36 10.18012/arf.v10i2.64967 O bem como momento da ação moral na filosofia do direito de Hegel https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/65526 <p>O presente artigo tem a intenção de investigar a seguinte problemática: qual é o significado da concepção de bem na filosofia moral e jurídica de Hegel? Assim, tendo em vista o fomento de uma articulação filosófica consistente para o entendimento de tal questão, estabeleço como estratégia argumentativa a estrutura tópica tripartite, sendo a abordagem inicial realizada na introdução em linhas gerais, a contextualização do problema da moralidade. Adiante, esboço o sentido de se compreender qual seja a concepção de agir racional da vontade subjetiva, que se estabelece como um momento da moralidade intersubjetiva hegeliana. Seguindo em frente, tomo como linha de argumentação a noção jurídica hegeliana em que se faz uma abordagem do bem como um conceito universal concreto plenamente atualizado e determinado. Finalmente, procuro entender como se constitui a fundamentação da boa vontade na transição para a esfera da eticidade, tendo em vista o movimento de ação moral dos agentes humanos na estrutura argumentativa do bem e da moralidade na filosofia da justiça de Hegel.</p> Joel Decothé Jr. Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 37 52 10.18012/arf.v10i2.65526 Sociedade Aberta: Karl Popper ou Henri Bergson? https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/65047 <p>O termo Sociedade Aberta foi rigorosamente apresentado por Bergson em <em>Les Deux Sources de la morale et de la religion</em> (1932), mas foi <em>The Open Society and Its Enemies</em> (1945), de Karl Popper, que deu fama à expressão. Foi sob influência desta última abordagem e não da de Bergson que o termo passou a ser utilizado praticamente como sinônimo de democracia ou de uma ordem social científica, racional, livre, tolerante, inclusiva, pluralista e humanista. O termo acabou abarcando quase todos os valores fundamentais defendidos pelo mundo livre; mas o que ganhou em extensão perdeu em profundidade, aproximando-se do senso comum à custa do seu valor filosófico. Esse artigo tenta, portanto, reverter esse empobrecimento conceitual, retomando a perspectiva original de Bergson, em diálogo com a reflexão racionalita e crítica de Karl Popper.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Catarina Rochamonte Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 53 68 10.18012/arf.v10i2.65047 Apontamentos metodológicos acerca da canção popular: aproximações aos estudos musicais da Estética de Lukács https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/62743 <p>O ensaio, de caráter teórico bibliográfico, debate alguns fundamentos sobre a metodologia aplicada à análise da canção popular urbana brasileira. Para tematizar o escasso debate que envolve um método para o estudo da canção popular, utiliza-se como teoria o capítulo 14 da <em>Estética</em> de George Lukács. Recorta-se, para as finalidades do presente ensaio, especificamente o item dedicado à música. Como forma de aproximação aos elementos específicos da canção popular urbana brasileira, usam-se autores que estudam o escopo particular dessa manifestação musical. Como considerações, aponta-se que o estudo da canção não pode desprezar as categorias gerais da estética, no entanto, suas características exigem determinados cuidados que, por sua vez, solicitam uma particularidade metodológica aplicada às exigências brotadas das contradições específicas da canção popular urbana brasileira.&nbsp;&nbsp;</p> José Deribaldo Gomes dos Santos Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 69 84 10.18012/arf.v10i2.62743 Karl Marx's view of the productive forces and its development today https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/68477 <p>When studying human society, Karl Marx affirmed that all changes in social life, in the end, originate from the transformation of the productive forces. The development of productive forces is expressed through the conquest of nature of men. Productive forces reflect the actual capability of men in the process of creating wealth for the society and ensuring human development. In any society, in order to create wealth, both workers and means of production are needed. Without instruments for the labor process, men cannot create wealth. That development provides us with more convincing practical evidence to continue affirming Karl Marx's precise view of the productive forces, and at the same time requires us to supplement and develop his view on this issue in consistent with reality. In the current context of globalization and the Fourth Industrial Revolution, it is essential to clarify all the practical capabilities used in the production process of the society over the world's development periods to promote social development. Therefore, this article clarifies the basic arguments to analyze Karl Marx's view on the productive forces and see the need to refresh and supplement Karl Marx's theory in the current situation.</p> Dung Bui Xuan Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 85 96 10.18012/arf.v10i2.68477 Propiedades de los rizomas como esência de las investigaciones decoloniales planetaria-complejas https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/63739 <p><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Bajo las intenciones que conducen a promover la liberación de los oprimidos en la colonialidad global, considerando la decolonialidad planetaria como la urgencia de la complejidad como transmétodo, en la presente investigación desde la deconstrucción rizomática como transmétodo, </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">se analizan las propiedades de los rizomas como la esencia de las investigaciones planetaria-complejas decoloniales; </span><span style="vertical-align: inherit;">este es el objetivo complejo de la indagación</span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> . </span><span style="vertical-align: inherit;">Se enmarca en las líneas de investigación: </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">educación-transepistemologías transcomplejas</span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> y </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">transepistemologías de los conocimientos-saberes y transmetodologías transcomplejas. </span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">En la reconstrucción se especifican los significados filosóficos de las propiedades de los rizomas: </span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">conexión y heterogeneidad</span></span></span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> , </span></span></span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">multiplicidad</span></span></span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> , </span></span></span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">ruptura significante</span></span></span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> , cartografía y </span></span></span></span><em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">calcomanía</span></span></span></span></em><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"> , pudimos contribuir a investigaciones planetarias complejas con una crítica antimétodo honestamente compleja y transdisciplinar en el proyecto antieurocentrista. </span></span></span><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Hemos reconciliado las complejas concepciones surgidas del poscolonialismo y estas perspectivas de articulación teórica entre la crítica decolonial transmoderna con las reflexiones de Michel Foucault, Felix Guattari y Gilles Deleuze como posibles colaboraciones en la misión liberadora de la decolonialidad planetaria.</span></span></span></span></p> Milagros Elena Rodriguez Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 97 108 10.18012/arf.v10i2.63739 Contra as críticas comunitaristas de Michael Sandel ao pensamento de Rawls https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/63424 <p>Nesse trabalho se investigará uma das principais críticas ao pensamento rawlsiano, que surgiu no rescaldo da publicação de <em>Uma Teoria da Justiça</em> de 1971, a saber, a crítica comunitarista elaborada por Michael Sandel. Para Sandel, Rawls parte de um sujeito radicalmente desencarnado, uma unidade do <em>self</em>, de um sujeito humano como um agente soberano de escolha, uma criatura cujos fins são escolhidos e não dados. De acordo com Sandel, a posição original não é um contrato, mas a tomada de consciência de um ser intersubjetivo. Contra a leitura de Sandel, esse trabalho defenderá que as partes na posição original não são a afirmação de um sujeito liberal, individualizado, pois elas não são nem pensadas como pessoas reais, nem como pessoas futuras, assim como não representam quem as pessoas realmente são ou os seus verdadeiros <em>selfs. </em>A ideia é que a justiça como equidade se baseia em uma concepção normativa dos cidadãos e cidadãs como pessoas morais livres e iguais, mas não pressupõe qualquer concepção metafísica de pessoa. Desse modo, se argumentará que a partir das obras posteriores à <em>Uma Teoria da Justiça </em>­– com a mudança na perspectiva rawlsiana de pessoas, evidenciando as duas faculdades morais (racionalidade e razoabilidade), e, a ideia de autonomia plena (pertencente aos cidadãos e cidadãs da sociedade bem-ordenada) – as críticas comunitaristas ao pensamento de Rawls caem, definitivamente, por terra.</p> Julio Tomé Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 109 124 10.18012/arf.v10i2.63424 Transumanismo e a questão da liberdade frente ao aprimoramento moral https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/67284 <p>Os transumanismos, enquanto movimentos culturais, filosóficos e ideológicos que atingem as diversas áreas do saber técnico científico, têm provocado uma ruptura na práxis filosófica ocidental, pelo fato de afirmar a possibilidade de aprimoramento genético do ser humano através de procedimentos biotecnocientíficos. No entanto, as alterações biofísicas, defendidas pelos transumanistas, não se restringem apenas ao campo somático e psíquico, elas englobam a humanidade em sua totalidade, inclusive os aspectos morais. Nesse sentido, nosso objetivo neste artigo consiste em mostrar quais os impactos éticos e políticos em relação ao aprimoramento moral humano, destacando até que ponto nossa liberdade pode vir estar ameaçada por tais práticas. Afinal, seria possível aprimorar geneticamente nossa moral? Devemos aprimorar nossos traços disposicionais morais por meio de procedimentos biotecnocientíficos? Frente a esses questionamentos: num primeiro momento analisaremos como o aprimoramento moral humano pode interferir na nossa liberdade enquanto seres humanos; e num segundo momento, analisaremos como o aprimoramento humano se tornou uma urgência moral para os transumanistas.</p> Leonardo Nunes Camargo Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 125 136 10.18012/arf.v10i2.67284 Efeitos contraditórios da tecnologia avançada: apontamentos sobre a objetividade tecnológica acelerada https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/63471 <p>O artigo visa destacar considerações acerca do caráter representativo das novas tecnologias digitais e de seus efeitos contraditórios acelerados à sociedade e as suas relações constitutivas. Para tanto, reflete ponderações concernentes ao estado de coisas particulares e reais com as quais as novas tecnologias lidam. Além disso, busca realçar a proximidade deste avanço do conhecimento com os mitos esclarecidos. Por fim, sinaliza a atualidade da crítica ao inconformismo e resistência às regressões modernas, pois a possível fusão do biológico com o digital incide em mais controle sendo o sofisma da libertação da natureza no escravismo irracional da razão tecnocientífica.</p> Marcelo Gonçalves Rodrigues Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 137 158 10.18012/arf.v10i2.63471 Acerca do mundo administrado e a teoria dos rackets na atualidade: desregulamentação como norma no caso brasileiro https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/64421 <p>O artigo apresenta elementos de uma falsa dicotomia entre capitalismo administrado pelo Estado e neoliberalismo. Ao escavar a gênese de noções filosóficas e sociológicas da chamada primeira geração da Teoria crítica, busca-se elucidar o ponto de contato entre esses dois períodos do capitalismo, insistindo na prevalência e complementaridade de um par conceitual de Max Horkheimer e Theodor W. Adorno: a teoria dos <em>rackets </em>(<em>Racket-Theorie</em>) e o mundo administrado (<em>verwaltete Welt</em>). O texto defende que as relações de produção mais palpáveis de cada conceito – o caráter aparentemente dinâmico dos <em>rackets</em> e a racionalidade totalitária do mundo administrado – já haviam sido tracejadas com vistas em uma complementaridade conceitual que, ao fim de tudo, antecipa as transformações mais recentes do capital, bem como a eventual reviravolta das sociedades capitalistas em fascismo. Após este passo, o artigo volta-se para uma reflexão sobre a condição brasileira na atualidade, limiar da conversão de capitalismo em fascismo, de Estado de Direito em anomia. Em outras palavras, o momento político e social do Brasil destacaria as divergências e a complementaridade entre <em>racket</em> e mundo administrado, ressaltando a atualidade destes conceitos no que tange aos elementos irracionais mobilizados pelas instâncias de poder de dominação sobre os sujeitos.</p> João Paulo Andrade Ana Paula de Ávila Gomide Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 159 176 10.18012/arf.v10i2.64421 Da possibilidade de responsabilização moral do agente por resultados não desejados no curso de uma ação intencional: Estudo sobre ações intencionais e ações moralmente imprudentes conscientes no âmbito da filosofia da mente https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/63313 <p>Nesse trabalho investigo algumas questões atinentes às ações intencionais e às ações moralmente imprudentes conscientes<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, buscando responder à indagação se é possível responsabilizar moralmente o agente pelos resultados indesejados oriundos de suas ações intencionais. A primeira conclusão a que se chegou foi a de que o resultado de uma ação que não tenha sido objeto da intenção do agente é mera consequência da ação principal, todavia, a ação que o provocou pode ser caracterizada como ação moralmente imprudente consciente. A segunda conclusão é a de que, sim, os resultados indesejados oriundos de uma ação intencional são também de responsabilidade moral do agente causador, logo, mostra-se razoável responsabilizá-lo por isso.</p> <p>&nbsp;</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Compreendido neste trabalho como <em>ciente de...</em> por meio das representações.</p> Antonio Sanches Sólon Rudá Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 177 186 10.18012/arf.v10i2.63313 Entre Hobbes e Foucault: Soberania e Resistências https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/63191 <p>Este artigo busca correlacionar alguns tópicos de Hobbes (em especial o problema da soberania) para reconstruir, em Foucault, o problema da resistência. Para tal, trabalhando com o exemplo do estado de natureza e com diversos comentadores de ambos os autores, far-se-á uma análise cujo ponto de cruzamento se dá no par comando-obediência, mais pontualmente no que tange a questão da voz, tal como referenciado por Veyne. Mesclando-se duas abordagens teóricas, no que concerne Hobbes, optou-se por uma perspectiva estrutural, respeitando a metodologia geométrica do autor; em relação à Foucault, operou-se a partir de um aspecto heurístico, visando se aproximar de seu experimentalismo.</p> Gustavo Ruiz da Silva Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 187 198 10.18012/arf.v10i2.63191 Ontologia dos valores e o estado fiscal em crise: Fundamentos jurídicos https://periodicos.ufpb.br/index.php/arf/article/view/62233 <p>A partir da tributação como elemento em comum das crises econômica e fiscal na pandemia de COVID-19, o trabalho aborda a função do tributo no Estado Fiscal e apresenta considerações a partir da teoria dos valores que possam indicar a solução do conflito estabelecido. Ao final é apresentado brevemente julgado que enfrenta a problemática, apontando-se a utilização dos elementos trabalhados no texto, concluindo que no embate entre a crise econômica sofrida por alguns empreendimentos e a incidência da tributação, esta se mostra hierarquicamente superior sob o pressuposto de que seja a forma como o Estado carreia recursos para o enfrentamento da crise de saúde pública.</p> José Galbio Oliveira Junior Copyright (c) 2023 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-31 2023-10-31 10 2 199 210 10.18012/arf.v10i2.62233