https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/issue/feed Revista Ártemis 2022-07-01T11:41:34-03:00 Revista Ártemis artemisestudosdegenero@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Ártemis divulga a produção científica no campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades pelo viés interdisciplinar, abordando fenômenos sociológicos, culturais, análises históricas, literárias, psicológicas, além de estudos interseccionais. O objetivo é contribuir com a construção de novas abordagens teóricas e metodológicas, difundir artigos e pesquisas nacionais e internacionais, resenhas, entrevistas e traduções. A revista é semestral, estando vinculada aos Programas de Pós-Graduação em Sociologia e em Letras da UFPB. Em julho de 2019, recebeu classificação Qualis A2.</p> https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/61394 O mito como elemento de reprodução dos saberes e práticas da pesca artesanal feminina em uma comunidade na Amazônia 2021-11-11T09:45:26-03:00 Nádia Rocha nrocha@ufpa.br Marcelo Oliveira marcelomvo@ufpa.br Ariadne Contente ariadne@ufpa.br <p>Este artigo objetiva discutir o mito enquanto elemento que normatiza e conforma a reprodução da atividade de pesca artesanal feminina na comunidade Segredinho/Capanema-Pará, nordeste paraense. A questão de pesquisa que conduziu o estudo foi a seguinte: como se dá a relação entre mito e a pesca artesanal feminina na comunidade Segredinho em Capanema-Pará? Sendo assim, optamos pela pesquisa qualitativa por envolver compreensões e reflexões acerca do objeto de estudo. Para isso, utilizamos como instrumentos a observação participante e a entrevista semiestruturada realizada com 06 mulheres pescadoras ligadas diretamente a pesca artesanal na referida comunidade. Após a análise, percebeu-se que a crença no mito local normatiza e conforma às atividades produtivas ligadas a pesca feminina e condiciona as pescadoras na realização de práticas conservacionistas no uso dos recursos que são extraídos do Lago do Segredo tanto pela percepção dos recursos como fundamentais para sua sobrevivência quanto pela manutenção da pesca como herança cultural para as novas gerações.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/49509 Protagonismo feminino no meio rural: as mulheres da Cooperação no Sul de Santa Catarina - Brasil 2022-03-29T16:49:44-03:00 Suzane Grimm suzane.grimm@gmail.com Dimas de Oliveira Estevam doe@unesc.net Giovana Ilka Jacinto Salvaro giovanailka@unesc.net As persistentes desigualdades de gênero têm entre os desafios o acesso à renda pelas mulheres. No meio rural, a dificuldade é ainda maior. Em 2006, no município de São Ludgero, no sul de Santa Catarina, Brasil, agricultoras criaram uma feira de produtos coloniais e, posteriormente, em 2013, a Cooperativa de Mulheres Agricultoras e Artesãs de São Ludgero (Cooperação). Diante disso, objetivou-se estudar o protagonismo dessas mulheres na busca de autonomia e emancipação. Concluiu-se que as mulheres vinculadas à cooperação demonstram ocupar a posição de protagonistas de suas ações ao exercerem o controle da produção, da comercialização e do gerenciamento da feira e da Cooperativa (Cooperação). 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/56280 Violência contra mulheres na universidade: um estudo sobre as produções científicas latino-americanas 2022-03-30T16:51:03-03:00 Janine Gudolle de Souza gudolle.janine@gmail.com Adriane Rubio Roso adriane.roso@ufsm.br Ana Flavia de Souza anaflaviad@yahoo.com.br <p>As universidades têm se apresentado como um lugar de intensas violências, atingindo principalmente mulheres. Diante desse cenário, buscamos compreender quais ações as universidades da América Latina têm proposto para o enfrentamento da violência contra as mulheres. Para tanto, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, a partir de buscas no Portal de Periódicos da CAPES e Scielo. Foram selecionados 40 artigos científicos para esta revisão. Os resultados demonstram que as universidades majoritariamente têm criado protocolos para o enfrentamento da violência, além disso, percebe-se uma intensa mobilização de mulheres a partir da formação de coletivos e a realização de denúncias em redes sociais. Compreendemos que as instituições de ensino devem se mobilizar para além da mera criação de protocolos, incluindo uma perspectiva de gênero e propiciando encontros para reflexão e conhecimento sobre a temática da violência contra as mulheres. Deve-se promover campanhas, rodas de conversa, criação de materiais educativos e informativos acerca da violência contra as mulheres no ambiente universitário. Ainda, deve-se levar em consideração que embora a violência tenha sido mais frequente em relação a estudantes, qualquer pessoa, independente do lugar que ocupa na instituição, pode estar exposta a diferentes violências.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/61430 Trajetórias de lésbicas e gays no ativismo: representatividades gendradas que impactam o bem-estar e a saúde mental 2022-03-30T16:39:31-03:00 Felipe de Baére felipebaerepsicologia@gmail.com Valeska Zanello valeskazanello@uol.com.br <p>Desde a fase inaugural do movimento LGBTQIA+, quando ainda era composto apenas pela militância homossexual, têm sido observadas que as diferentes trajetórias de ativistas lésbicas e gays são marcadas por tensões e divergências entre ambos. Com o intuito de compreender como esses dois sujeitos políticos entendem o modo pelo qual as suas representatividades e ocupações no movimento social repercutem em seu bem-estar e na sua saúde mental, o presente trabalho teve como escopo analisar qualitativamente as vivências pessoais e a trajetória na militância de ativistas lésbicas e gays. Para essa finalidade, foram entrevistados quatro homens gays e quatro mulheres lésbicas, de diferentes faixas etárias, conhecidos pelos seus percursos na militância. Através da análise de conteúdo, foram produzidas três categorias: “Sofrimentos relacionados à representatividade no movimento social; “O ativismo virtual e a personificação da militância” e “Estratégias de autocuidado”. Ao final, verificou-se que a maneira através da qual o gênero influencia a representatividade de lésbicas e gays no movimento acarreta em sofrimentos psíquicos distintos em ambos os grupos: gays parecem sofrer pelo ônus da projeção e do reconhecimento na representatividade; enquanto lésbicas sofrem pelo apagamento e não reconhecimento de seus trabalhos e lutas. Além disso, foi assinalado que a relação com a militância demanda estratégias de autocuidado, a fim de atenuar os efeitos da sobrecarga e dos percalços no cotidiano do ativismo.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62244 As mulheres que não se dão o respeito: representações sobre a vítima de estupro 2022-03-30T16:16:58-03:00 Camila Muhl came.muhl@gmail.com <p>Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que anualmente no Brasil são registrados boletins de ocorrência para mais de 60 mil casos de estupro e estupro de vulnerável e estima-se que esse número seja uma fração dos casos que realmente ocorrem. A vida das vítimas desse tipo de violência é transformada pelo abuso que ocorreu, mas também pelas consequências que surgem a partir dele. Nesse estudo, investigou-se as percepções e os significados atribuídos a uma vítima de estupro, a partir da repercussão de um caso real nas redes sociais. A Análise de Conteúdo, abordagem metodológica aqui utilizada, mostrou que a situação de ser vítima de estupro é constantemente questionada em função dos fatos ocorridos, do comportamento pregresso, da intenção e do uso de álcool. A interpretação de dados foi feita desde os estudos de gênero, para compreender as configurações presentes no fenômeno da violência sexual que levam a culpabilização da vítima.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/60122 "Papai no bolso e mamãe no coração"?: análise das configurações de práticas das paternidades contemporâneas 2021-07-07T16:32:50-03:00 Juliana A Sulz julianaasulz@gmail.com Frederico Assis Cardoso fredasc.ufmg@gmail.com <p>Este texto expressa o resultado de uma pesquisa sobre as configurações de práticas das paternidades contemporâneas e as identidades paternas de pais homens em uma escola da rede privada da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O objetivo principal do estudo foi compreender e analisar os modelos de paternidade exercidos por pais homens nos cuidados domésticos de sua prole, bem como nas mobilizações parentais relacionadas às trajetórias escolares de suas crianças. O argumento central da pesquisa refere-se ao fato de que as estruturas tradicionais familiares apresentaram nas últimas décadas profundas alterações de ordem social. Tais alterações, decorrência histórica do movimento feminista, levaram à maior participação da mulher no mercado de trabalho e ao consequente surgimento de novas modalidades de arranjos familiares, que desafiam os papéis sociais parentais ao reconfigurarem práticas e tarefas tanto relativas à organização da vida doméstica como ao acompanhamento escolar. A pesquisa revelou as experiências dos pais homens de classe média que estão diante de novas organizações familiares. A construção de novas paternidades, tendo em vista relações sociais de gênero mais igualitária, e novos modelos de masculinidades são os eixos fundamentais para verdadeiras mudanças na vida familiar.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/56619 Uma comunidade terapêutica para mulheres: corpos dóceis ou nada mais? 2022-03-29T16:05:52-03:00 Cicero Marcelo Félix Junior cicerofelixjr@gmail.com Eneida Silveira Santiago eneidasantiago2@gmail.com <p>O presente artigo é parte da dissertação de mestrado “Um Psicólogo na Atenção em Saúde de Mulheres em Uso Abusivo de Drogas: Uma Perspectiva Etnográfica”. Partiu-se do questionamento acerca dos papéis desempenhados por dispositivos de atenção não governamental destinados a mulheres em uso abusivo de drogas: a quem tais instituições servem, a quem ou ao que realmente visam atender? Apoiando-se nas hipóteses de que as mulheres que se propõem a tratamentos em uma Comunidade Terapêutica, tendem a não o fazer por desejo próprio, mas em atendimento à Instituições diversas, da Família ao Estado. O estudo caracteriza-se com qualitativo exploratório, de caráter etnográfico. O fazer etnográfico encontra-se na possibilidade de estranhamentos como via de acesso ao potencial esclarecedor (Magnani, 2009) e se dá por meio de um olhar de perto e de dentro (Magnani, 2002), em uma extensiva convivência (Sato &amp; Souza, 2001).&nbsp; A discussão foi baseada na genealogia de poder presente na obra de Foucault (2006) e de estudiosos dessa. A partir desta análise, infere-se que as mulheres continuam, demasiadamente, sendo socialmente atreladas a papéis sociais de mãe, esposa, responsável, dona de casa, cuidadora da família e do lar, o que se intensifica na situação de abuso de drogas. Portanto, compreende-se que um dispositivo advindo das lógicas reformistas no intento de superação da lógica manicomial, mas que acaba por repetir tais práticas, corrobora contundentemente para o categórico e acelerado movimento de retrocessos já presentes no campo da saúde pública, principalmente no concernente da saúde mental. &nbsp;</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/60948 A história social da mulher no trabalho: marcos mundiais e repercussões no Brasil 2021-09-23T15:58:26-03:00 Leticia Maria Barbano leticiabarbano@yahoo.com.br Daniel Marinho Cezar da Cruz cruzdmc@gmail.com <p>Muitos estudos acadêmicos discursam sobre a mulher trabalhadora, mas poucos são os que sintetizam informações históricas de maneira crítica. Este ensaio teórico apresenta informações oriundas de artigos científicos, livros e capítulos de livro sobre a história social da mulher trabalhadora, organizados a partir de marcos mundiais e apresentados com reflexões discutidas para a realidade brasileira. A análise foi organizada em três tópicos: 1) A mulher e o trabalho ao longo dos tempos; 2) Burguesia, Revolução Industrial e o Feminismo; 3) O trabalho feminino no Brasil: um longo percurso histórico para a conquista de espaços. A sumarização histórica trazida por este estudo elucida questões referentes à mulher trabalhadora, amplia a discussão sobre o assunto e abre perspectivas para a elaboração de pesquisas e políticas públicas e privadas relacionadas a esta temática.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/61039 A luta contra o patriarcado: uma revisão histórica dos movimentos feministas 2022-03-29T15:47:02-03:00 Ana Crhistina Vanali anacvanali@yahoo.com.br Andrea Maila Voss Kominek amvkominek@gmail.com Vanessa Vargas Bober bober.vanessa@gmail.com <p>O movimento feminista popularizou-se com a propagação de conteúdo, proporcionada pelo advento da Internet. Entretanto, observa-se que essa disseminação da informação não correspondeu ao aprofundamento dos debates e a apropriação histórica dos movimentos feministas. Assim, o presente artigo visa resgatar a discussão sobre o fundamento das lutas feministas na sociedade patriarcal e revisitar os marcos históricos do feminismo como um movimento de luta e combate as diversas formas de opressão. Para tanto utilizou a revisão de literatura, com intenção de compreender a estruturação do movimento feminista, o qual se caracteriza como um coletivo fluido e em constante transformação. Sendo assim, como resultado final, observou-se que a discussão sobre o feminismo não pode ocorrer de forma superficial e volúvel, uma vez que este possui uma construção sócio histórica consistente e com amplo conteúdo de ações e de referenciais teórico que respalda o movimento de luta.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63550 Apresentação do dossiê 2022-06-30T15:12:10-03:00 Davi Pinho davi.pinho@uerj.br Maria A. de Oliveira mariaaoliv@yahoo.com Nicea Helena Nogueira nicea.nogueira@ufjf.br <p>.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63551 Virginia Woolf and “Fur Consciousness” 2022-06-30T15:14:45-03:00 Jeanne Dubino dubinoja@appstate.edu <p>.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62693 Cena Modernista e Forma Espacial em Jacob’s Room de Virginia Woolf 2022-03-30T20:50:46-03:00 Ana Carolina de Azevedo Guedes anaazevedoguedes@gmail.com <p><strong>Resumo:</strong> O presente artigo busca abordar a obra de Virginia Woolf, <em>Jacob’s Room</em> (1922), no ano de publicação de seu centenário, tendo como ponto de análise seu lugar no quadro de grandes obras do romance inglês. Para isso, abordaremos o livro primeiramente em sua concepção no âmbito das relações entre pintura e escrita, passando pela sua presença dentro do movimento modernista e finalmente como inovação no ano de publicação de obras como <em>The Waste Land</em>, de T. S. Eliot e <em>Ulysses</em> de James Joyce. <em>Jacob’s Room</em> é conhecido como primeiro romance experimental de Virginia Woolf e tendo essa característica em vista, privilegia uma apresentação do sujeito perceptível a sua situação no mundo, como resultado conflitos que lhe tiram o lugar o segurança e o lança ao desconhecido, fazendo com que busque na arte formas de se expressar. Outra forma de pensar a estética é dentro da concepção de Roger Fry, contemporâneo de Virginia Woolf. Ao colocar o enfoque da arte na subjetividade do autor, Fry dá a Woolf os elementos que serão mobilizados para a criação dos cenários e do aspecto de sonho que o romance possui, que é o argumento principal desse artigo.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62677 The years de Virginia Woolf: um romance da vida doméstica 2022-03-30T17:24:13-03:00 Brena Suelen Siqueira Moura brenamoura@gmail.com <p>Virginia Woolf escreveu em seu diário em 1931 que pretendia escrever um livro sobre a vida sexual das mulheres, o que seria uma continuação de <em>A Room of Own’s One </em>(1929). <em>The Years </em>(1937), penúltimo romance de Virginia Woolf, explora as mudanças políticas, sociais e econômica de uma família inglesa no período de 50 anos. No ano seguinte à publicação de <em>The Years,</em> Virginia Woolf expôs as razões pelas quais as filhas de homens cultos não exerciam influência significativa para prevenir a guerra no ensaio <em>Three Guineas</em>. Em <em>The Years,</em> parece-nos que essas razões estão materializadas na trajetória de vida das mulheres da família Pargiter. Este artigo investigará como o penúltimo romance de Virginia Woolf mostra a sociedade de sua época, uma vez que uma das personagens mulheres confessa não sentir os efeitos da Primeira Grande Guerra. A narrativa de <em>The Years</em> focaliza a vida cotidiana dos personagens de uma classe social privilegiada, dentro de suas casas, em meio a seus afazeres familiares e reuniões sociais. Talvez seja possível inferir que a causa da passividade da personagem Eleanor seria porque sua vida estava restringida ao mundo privado, isto é, doméstico. Neste sentido, este artigo se propõe a ler, por meio das biografias das mulheres da família Pargiter, a sociedade patriarcal na qual estavam submersas. Coube a <em>The Years</em> escrever a história não-escrita das mulheres sob a ótica familiar, já que os anos passam neste romance e essas mudanças históricas, sociais e políticas podem ser lidas a partir de um âmbito privado.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63553 O quarto de Jacob e um vislumbre de modernismo 2022-06-30T15:25:39-03:00 Caroline Resende Neves arolineneves@hotmail.co.uk Rossana Pinheiro-Jones rpinheiro.jones@gmail.com <div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>O ano de 2022 marca o centenário da publicação de O quarto de Jacob. Neste artigo, pretendemos explorar as experimentações de linguagem, forma e composição da narrativa, que fazem com que esta obra seja considerada modernista. Além disso, iremos explorar a relação que o terceiro romance de Virginia Woolf manteve com pinturas de vanguarda da época, produzidas pelo Grupo de Bloomsbury e por outros pintores pós-impressionistas e cubistas.</p> </div> </div> </div> </div> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63554 Virginia Woolf e Ursula K. Le Guin: escritoras de uma realidade mais ampla 2022-06-30T15:27:55-03:00 Gabriel Leibold gleibold6@gmail.com <div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>Enquanto escritoras de uma realidade mais ampla, Virginia Woolf (1882 - 1941) e Ursula K. Le Guin (1929 - 2018) foram, cada uma a seu tempo, romancistas e ensaístas que não se limitaram a enxergar as palavras e seus significados como correspondências fechadas, estanques. Compreendendo a arte da escrita pelas lentes do coletivo e da multiplicidade, ambas escreveram ficção como quem pretendia expandir o alcance das palavras e ampliar as metáforas que delas poderiam surgir. Este ensaio pretende investigar alguns dos pontos de contato entre Woolf e Le Guin, pensando em particular a conversa entre os escritos de não-ficção, “Sr. Bennett e Sra. Brown” (1924), escrito por Woolf, e a resposta póstuma de Le Guin no texto “Ficção Científica e a Sra. Brown” (1986). O desenvolvimento da segunda parte do ensaio se detém sobre as críticas de Woolf e Le Guin ao conceito de heroísmo, bem como as propostas de reformulação da narrativa “primordial” do herói nos termos de uma interdependência fundamental para a vida em sociedade, para a valorização da diferença (BUTLER, 2020; BRAIDOTTI, 2011).</p> </div> </div> </div> </div> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63555 “Words are an impure medium”: intermedial relations in Virginia Woolf’s “Kew Gardens” 2022-06-30T15:31:05-03:00 Genilda Azerêdo genildaazeredo@yahoo.com.br Caio Antônio Nóbrega caioamnobrega@gmail.com <div class="page" title="Page 1"> <div class="section"> <div class="layoutArea"> <div class="column"> <p>We aim at discussing Virginia Woolf ’s short story “Kew Gardens” from an intermedial perspective, so as to value the articulation between image and word, cinematic and literary structure. In order to achieve this objective, we support the investigation with Woolf’s own reflections on the “flirtations of the arts”, a notion which proves productive in some of her texts; and on theories of intermediality – RAJEWSKY (2012); RIPPL (2015); HALLET (2015), among others –, whose approach connects literary studies with other arts and media. The results show the intense dialogue between Woolf and the visual arts and reveal that the modern nature of her literature is also a substantial response to the interchange between different arts, being a source of aesthetic and cultural learning.</p> </div> </div> </div> </div> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62680 Lentes estilhaçadas: as fraturas da modernidade em Entre os atos e O quarto de Jacob 2022-03-29T21:09:36-03:00 Lucas Leite Borba lucasleiteborba@hotmail.com Débora Souza da Rosa debora.rosa@academico.ufpb.br <p>O presente trabalho propõe uma análise com base na crítica feminista dos romances <em>Between the Acts </em>(1941) e <em>Jacob’s Room </em>(1922). Visamos explorar o experimentalismo como ferramenta estética e política na obra de Virginia Woolf, a partir dos ecos de <em>Jacob’s Room</em> em sua última obra. Para o recorte dessa pesquisa, analisaremos dois aspectos da estética woolfiana que unem os romances a serem analisados: A fragmentação da perspectiva narrativa, com base nos ensaios <em>Modern Fiction </em>(1919) e <em>Character in Fiction</em> (1924), e as fraturas da história oficial falogocêntrica expostas pela revisão histórica feminista, com base na crítica de Toril Moi (1991) em <em>Sexual, Textual, Politics</em>, assim como no ensaio <em>A room of one’s own </em>(1929), de Virginia Woolf. Outrossim, buscamos não apenas expor as contribuições de Woolf para o modernismo, mas, também, ratificar a presença e a maturação dessas ao longo de sua produção literária e ensaística.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62449 O corpo que escreve: Virginia Woolf tateando o indizível 2022-03-08T16:08:27-03:00 Luísa Leite S. de Freitas luisa.ls.defreitas@gmail.com <p>“Ficção moderna”, texto que Virginia Woolf incluiu em sua coletânea <em>The Common Reader</em>, de 1925, foi editado pela autora a partir de seu “Modern novels”, publicado em 10 de abril de 1919 no <em>Times Literary Supplement</em>. Nesse intervalo, <em>Ulysses</em> (1922), de James Joyce, autor citado por Woolf em ambos os textos, foi publicado. A escrita de Joyce, exato contemporâneo de Woolf, é citada pela autora em sua argumentação, em meio a elogios e contestações que fundamentam sua defesa: não há “o” método de escrita ficcional. Em suas ponderações, Woolf examina a percepção da realidade por quem escreve. Suas reflexões — cujo centro é, evidentemente, a prosa de seu tempo — voltam-se, assim, aos atos mentais necessários ou pertinentes à escrita. Woolf não se limita ao âmbito mental, isolado do corpóreo; ao contrário, a escritora reflete sobre habitar/ser um corpo que escreve. Relembrando Jean-Luc Nancy, filósofo recém-falecido em 2021, este artigo propõe coletar as reflexões sobre escrita e corporeidade em Virginia Woolf. Além de “Ficção moderna”, são citados “A torre inclinada”, “Craftsmanship”, “Sobre estar doente” e outros, além de <em>Corpus</em>, de Nancy.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62617 Uma leitura sobre os insetos na festa de Mrs. Dalloway 2022-03-23T22:26:07-03:00 Patricia Marouvo patriciamarouvo@yahoo.com.br <p>Na obra de Virginia Woolf, a festa de Mrs. Dalloway atua como palco onde as personagens interagem e experimentam as máscaras que julgam necessárias para um melhor convívio social. No conto “The Introduction” (1973), Lily Everit relutantemente comparece à festa, mas, deslumbrada pela vivacidade e leveza da anfitriã, se metamorfoseia em borboleta quando convocada a conversar com um estudante de Oxford. No conto “The New Dress” (1927), a mosca torna-se um referente para a vulnerabilidade que nos une enquanto humanos, tentando sobreviver em meio aos excessos da realidade, de modo geral, e da festa, em particular. Este artigo busca pensar a figuração dos insetos nos referidos contos woolfianos a fim de refletir sobre a desestabilização das identidades presentes no seio da festa quando o elemento não humano figura como potencial desencadeador de devires que reorganizam as relações entre os convidados e, em última instância, entre o humano e o não humano.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/62694 Genderfluid em Orlando: um parcour literário para refletir o futuro da sexualidade no Direito 2022-03-30T23:29:27-03:00 Tereza Rodrigues Vieira terezarvieira@uol.com.br Virgínia Telles vi.telles@outlook.com <p>Na perspectiva jurídica, os feminismos desafiam o papel do direito, em relação aos esquemas de dominação sobre mulheres, objetivando conquistar o seu pleno reconhecimento como sujeitos de direito. Contudo, no âmbito do tratamento jurídico da sexualidade, particularmente, o Direito se depara com o desafio de superar a racionalidade sexual moderna, paradigma influente até o momento atual. O presente artigo, efetivado mediante levantamento bibliográfico e documental, parte de tal problemática e aventa como hipótese de solução o acolhimento, por parte da ciência jurídica, de uma visão feminista crítica e interdisciplinar, trazida à luz, neste trabalho, a partir da obra literária da escritora Virginia Woolf. Concluiu-se que as obras “Jacob’s room” e “A room of one’s own” denotam importantes noções da teoria de gênero de Judith Butler e que o romance “Orlando: A biography” representa um importante legado para a perspectiva queer e em especial ao reconhecimento e valorização da identidade genderfluid.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63557 Escutando Conversas com Virginia Woolf 2022-06-30T16:05:25-03:00 Adriana Jordão adriana.jordao@live.com 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63260 A multiplicidade de pontos de contato entre prosa e poesia em Virginia Woolf 2022-06-06T18:31:29-03:00 Bernardo Luiz Antunes Soares luizsoares72@hotmail.com <p>Resenha sobre o livro "A prosa poética de Virginia Woolf", de Maria A. de Oliveira.</p> 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/63558 Colonialidade como norma em contextos pós-coloniais: gênero, raça e classe 2022-06-30T16:09:43-03:00 Francis Willams Brito da Conceição francis.brito@ufpe.br 2022-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Ártemis