AMBIVALÊNCIA IDENTITÁRIA NA FLUIDEZ DA FRONTEIRA: UMA LEITURA DO POEMA “GATO ESCONDIDO” DE LEPÊ CORREIA

Autores

  • Patrícia Germano

Resumo

O foco dessa análise é observar o caráter ambivalente (BAUMAN: 2001 & 2005) e fronteiriço (BHABHA, 1998) criado no poema “Gato escondido” – Lepê Correia, a partir da construção de um sujeito lírico negro, cujo aparente objetivo é o pertencimento a um todo homogeneizado e que, para tanto, “despe-se” do que lhe serve de estigma e de subalternidade, aos olhos do outro e “veste-se” de identificações tradicionalmente privilegiadas em seu meio. Sendo assim, esse estudo centra-se na constatação de como a poesia problematiza a questão da identidade cultural africana, embora evidencie a fluidez das identificações (HALL, 2002) as questões de alteridade, ao tempo em que denuncia e põe em xeque a fragilidade dos conceitos identitários (MATHEWS, 2002) pautados na diferença de cor (YOUNG, 2005).

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Publicado

2012-08-19

Edição

Seção

Literaturas africanas e estudos culturais