O axioma Extra Ecclesiam Nulla Salus: do exclusivismo à abertura ao diálogo ecumênico e inter-religioso.

  • Chrystiano Gomes Ferraz Mestrando em Teologia do Programa de Pós Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Palavras-chave: Religiões, Diálogo Inter-religioso

Resumo

Remontando o surgimento do axioma Extra Ecclesiam Nulla Salus (Fora da Igreja não há salvação), suas diferentes interpretações e aplicações, sua caminhada histórica, e sua importância para a Igreja Católica Apostólica Romana, esta pesquisa teve por objetivo oferecer uma possível releitura do axioma após o Concílio Vaticano II de (1962–1965), menos exclusivista e mais dialogal com as outras grandes tradições religiosas. Foi destacada a distância da utilização do axioma apresentada no texto produzido pelo Concílio de Florença de 1442 da gênese deste adágio em sua intensão intra-eclesial. Entre Florença e o Vaticano II as Reformas, a grande influência da Modernidade e a crise dos discursos religiosos trouxeram uma série de desafios à Igreja. Em abertura às demandas da Modernidade foi convocado o Concílio Vaticano II, e por meio dos documentos conciliares foram propostas atualizações, inclusive à hermenêutica do axioma estudado. A pluralidade religiosa e a quebra da hegemonia de uma religião sobre as outras, características do nosso tempo, tem nos desafiado a estabelecer nossas relações com o outro religioso em abertura e diálogo. Para tal, se faz necessário repensar as formulações exclusivistas elaboradas pela Igreja em outros contextos históricos.

Biografia do Autor

Chrystiano Gomes Ferraz, Mestrando em Teologia do Programa de Pós Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Mestrando em Teologia do Programa de Pós Graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Bacharel em Teologia pela FABAT (Faculdade Batista do Rio de Janeiro/ Seminário Teológico do Sul do Brasil).
Publicado
2019-07-30
Seção
Artigos: Temática Livre