Letras & Ideias https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias <p align="justify"><strong>L E T R A S &amp; I D E I A S</strong> é uma revista eletrônica de acesso livre da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) vinculada ao Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (<a href="http://www.cchla.ufpb.br" target="_blank">CCHLA</a>) e ao Programa de Pós-Graduação de Letras (<a href="http://www.cchla.ufpb.br/ppgl" target="_blank">PPGL</a>). Publica trabalhos inéditos na área de Letras, especialmente nas linhas de pesquisa do programa de pós-graduação.</p> pt-BR <p align="justify">© UFPB CCHLA<br>Mais detalhes sobre a Política de direitos autorais em "Informações para Autores".</p> <p align="justify">&nbsp;</p> ligepsi@gmail.com (Hermano de França Rodrigues) ligepsi@gmail.com (Letras & Ideias) Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 OJS 3.3.0.5 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A metapsicologia de Amélie Nothomb https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/47472 Sybele Macedo Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/47472 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 A sintaxe da morte melancólica no conto "A almofada de penas", de Horacio Quiroga https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/46892 <p class="Texto-Resumo">O objetivo deste trabalho está focado em encontrar as marcas enunciativas da categoria da <em>melancolia</em>, conforme proposta pela Teoria Psicanalítica freudiana, na narrativa do conto "A almofada de penas", do escritor uruguaio Horacio Quiroga; melancolia que leva à morte. Com efeito, boa parte da narrativa quiroguiana está centrada na temática da morte com suas personagens sucumbindo de maneira trágica e inesperada e diversas vezes sem motivo aparente; há um "deixar-se morrer" que aparece com notável insistência. A leitura aqui abordada pretende mostrar como esses derradeiros atos da vida são originados pela melancolia da personagem, estado de alma melancólico patológico causado pela perda do objeto de desejo que não mais se encontra, pelo deslocamento da sombra desse objeto para o <em>eu</em> que, através da ambivalência emocional do binômio amor-ódio, causará essa morte como destino inevitável.</p> Gustavo Javier Figliolo Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/46892 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 O tédio em Graciliano Ramos https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/48844 <p>Este artigo procura examinar o tédio, em perspectiva filosófica e psicanalítica, como um método em que, na literatura graciliana, é elaborada uma reflexão sobre a problemática da existência humana marcada pela desmotivação e/ou desprazer do sujeito. O estudo considera ideias de Lars Svendsen e Sigmund Freud para, assim, se deter em dois contos que constituem seu objeto.</p> Benedito de Jesus Serrão Rodrigues Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/48844 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 Entre Eros e Thanatos https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/48875 <p>Da mitologia grega, Freud se apropria dos nomes de Eros e Thanatos para exemplificar as teorias das pulsões, que explica a formação psíquica de todos os indivíduos. Eros e Thanatos correspondem, consequentemente, ao desejo erótico e a atração pela morte, coexistindo simultaneamente. A pulsão de vida equivale a toda a demanda interna que nos leva a buscar o prazer, a criar e a realizar projetos enquanto a pulsão de morte obedece à demanda que nos conduz à busca pelo isolamento, pela estagnação e pelos atos de destruição e morte. Nesta perspectiva, o princípio do prazer pode ser entendido como um motor para a pulsão de vida, e age atenuando situações dolorosas, fazendo que o ser humano aja desde o princípio de vida. Porém os indivíduos melancólicos tendem a evocar repetidamente, situações de dor extrema, de modo que se para o indivíduo neurótico o princípio do prazer busca amenizar ou zerar o desprazer, para o psicótico maníaco-depressivo, o princípio de morte cumprirá a mesma função. Augusto dos Anjos é sem sombra de dúvida um dos poetas brasileiros mais originais. O pessimismo e a angústia que recobrem toda sua escrita nos transportam para um lugar de observância das misérias humanas, e é nessa observância que estabelecemos os objetivos para o nosso trabalho. Pretendemos então, desenvolver uma análise crítica do poema “Psicologia de um vencido”, de Augusto dos Anjos, observando os traços melancólicos existentes no poema e como estes traços evocam a pulsão de morte, descrita por Freud.</p> Flávia Valéria Salviano Serpa Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/48875 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 Quem tem medo de Clarice Lispector? https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49325 <p>A escrita de Clarice Lispector desperta paixão em alguns leitores, em outros, invencível estranhamento e até medo. Depoentes deixaram sua contribuição para a pesquisa narrando seus sentimentos de gratidão e de alteração alcançados após a leitura de textos de Clarice Lispector. Ela cura porque não pretende curar: quando os leitores aceitam a mão que ela oferece, são capazes de recuperar sua autenticidade perdida e uma visão orientada para a vitalidade, para os núcleos e para a alteridade do mundo.A fim de tentar entender a maneira única e intensa que ela toca os leitores, sua escrita foi analisada do ponto de vista da teoria psicanalítica de D.W. Winnicott. Três figuras que aparecem frequentemente na obra de Clarice Lispector foram selecionadas como centrais para a investigação daquilo que foi chamado de cura: o mundo, o núcleo e a mão. Cada figura leva a outros temas importantes: o vivo e o neutro.</p> Rita de Cássia Kileber Barbosa Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49325 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 O que nos contam nossos delírios sobre a nossa própria história? https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49428 <p>O conto “O delírio”, de Clarice Lispector, de 1940, relata uma noite insone de um homem, sem nome, onde se apresenta o delírio por ele construído. A narrativa traz a passagem de apenas uma noite, vislumbrando toda uma conjuntura da história daquele homem, que por não apresentar nome na história, talvez tente dizer disso através das suas elaborações de delírio. Os elementos “escolhidos” são de grande importância para a complexidade do delírio, como a terra, a luz, assim como a febre e as dores que acometem o protagonista. O enredo se encerra quando o homem se dispõe a escrever sobre a noite e os elementos. A psicanálise, nesse trabalho à luz de Freud e Lacan, nos coloca a refletir sobre a construção de um delírio, compondo a história de cada sujeito e fazendo inferências na sua própria realidade, sustentando suas faltas.</p> Marcíllia Poncyana Félix Bezerra Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49428 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 As Banshees e as vozes https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49417 <p>Esse ensaio tem como base trazer mais contribuições sobre a temática da psicose, mas analisando a personagem Cassie, presente no livro da escritora afro norte-americana Ayana Mathis (2014<em>), As Doze Tribos de Hattie</em>, no qual a narrativa do livro é fragmentada e conta a história de Hattie, mas pelo olhar dos doze filhos da personagem que dá nome ao livro, e nesse fragmento em específico, temos uma psicótica em surto. Portanto, o ensaio fará uma explanação da relação entre literatura e psicanalise, levando em consideração os diálogos possíveis entre os dois campos; e posteriormente, uma análise da representação de uma psicótica presente no livro e como isso tem relação com o aporte teórico propagado pelo psicanalista Jacque Lacan (1988) em seu <em>Seminário 3: As psicoses</em>.</p> Douglas Santana Ariston Sacramento Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49417 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 A palavra acrobata https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49416 <p>O presente trabalho pretendeu articular psicanálise e literatura através do conceito lacaniano de letra e lituraterra. Para tanto, fizemos um recorde de algumas obras de Clarice Lispector e escolhemos o Seminário livro 18 de Lacan enquanto embasamento teórico. A noção de lituraterra lacaniana difere da literatura convencional, tendo em vista que esta traz um formato determinante e abafa o efeito de gozo, portanto, não diz do escrito. A crítica à literatura é essa inquietação com as formas que evitam revelar o furo. Lacan traz que ao propor um texto à psicanálise, não tenta dar conta do texto como um todo, mas mostrar o que há por trás dele. Nossa abordagem seguiu essa recomendação, não pretendemos dar conta da escrita lispectoriana num ponto de vista literário, mas lançar sobre ela um olhar pela perspectiva da letra que faz litoral ao revelar o furo e permitir o espanto. Com essas relações entre psicanálise e literatura, por esses conceitos lacanianos descritos sugerimos que Lispector chega mais perto da lituraterra que da literatura. Tendo em vista que ela tem a imagem tomada por seu valor fonético ou de letra, e não meramente representativo. Nessa mistura de Clarice e psicanálise o que se pode dizer dessa (des)construção de nomes é um saber fazer com o real da falta que aparece.</p> Eva Maria Lins Silva Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49416 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 O processo de construção do Eu a partir da presença do outro nos contos de Julio Cortázar e de Milton Hatoum https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49443 <p>O objetivo deste artigo é analisar o processo de construção do Eu na perspectiva do olhar e da presença do Outro a partir das considerações das memórias dos narradores dos contos <em>Final do Jogo </em>(2016), do escritor naturalizado argentino Julio Cortázar, por meio de um estudo de Literatura Comparada ao conto <em>Uma estrangeira da nossa rua</em> (2009) do manauara Milton Hatoum, elencados com o fim de explicar de que forma a presença da outridade influencia constantemente, na inquietante formação das identidades dos protagonistas dos relatos no decorrer da juventude, marcada pelo medo, pelas condições sociais, físicas e psicológicas distorcidas e irreversíveis. E, para entrelaçar esse discurso, o método de análise escolhido foi o de Literatura Comparada de Remak, Pichois &amp; Rousseau (2011), os conceitos de identidade de Bauman (2005), Bicca (1999) e Quinet (2015) em relação à outridade, Vasconcelos (2013) para explicar as vertigens do eu no processo de construção do eu-identitário esperado pela aceitação do Outro, Candau (2016) e Halbwachs (2013) no que concerne à memória individual e à coletiva, além de contribuições de Freud (2010, 2016), para explicar o processo de formação narcísica das personagens literárias escolhidas para a discussão neste trabalho.</p> Cristiane de Mesquita Alves Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49443 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 O amor obsessivo de Aurélia Camargo https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49333 <p>A neurose obsessiva, em uma acepção lacaniana, caracteriza-se pela inscrição parcial do Pai, no sentido de que ele se afigura de forma idealizada para o sujeito adoecido, devido a este não aceitar a castração, a condição faltosa do Outro. Do ponto de vista freudiano, ela corresponde a uma perda parcial da realidade, cuja causa é uma regressão do Eu à fase sádico-anal, decorrente da negação do Édipo. Naquela acepção, o Pai, na obsessão, inscreve-se como uma entidade assexual, imaculada, circunscrito no campo do Outro, do lado da Mulher. Por essa razão, o obsessivo vive uma castração de simbolização fragilizada, por reter a função paterna com significação feminina, o que o leva a matar o Pai enquanto falo masculino. Já para o Pai da Psicanálise, a obsessão está ligada à fixação do sujeito à analidade, à não superação do luto da coisa. As duas acepções, portanto, mostram uma falha edipiana que envolve uma questão de economia do significante e da realidade. Nesse sentido, nosso objetivo, neste trabalho, é analisar o amor obsessivo de Aurélia Camargo em relação a Seixas, destacando todo o processo de mortificação do “pai” para ela ser, usando como expediente a analidade para atingir o pai subjetivo, e, por conseguinte, o pai social, que é o Patriarcado. Ademais, ressalva-se o empuxo-à-mulher como manifestação solidária às mulheres e como propriedade peculiar do movimento do Romantismo, que se abraçam em defesa de um discurso do feminino. Para subsidiar a análise, usamos como aporte teórico, principalmente, as contribuições dos teóricos lacanianos Melman (2004) e Quinet (2014), de Freud (2016; 2015; 2013; 2011; 1915) e Kehl (2016; 1915). Destarte, esta pesquisa mostra a luta de Aurélia para instituir a voz da subjetividade feminina, pelo recurso da sexualidade, o que era o maior obstáculo para as mulheres de seu tempo, em grande escala, neuróticas.</p> Vanalucia Soares da Silveira Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49333 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 Tessitura "Corpo-mundo" https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49439 <p>Em face de embasamento conceitual que sustenta a relação eu-outro-eu reconhecida em Alice, personagem protagonista de <em>Ele não olhou pra você</em> (2019), de Avanilda Torres (1944–), pretende-se esboçar uma leitura introdutória acerca desse romance, recém-lançado ao público-leitor. Amiúde, destaca-se no processo de interpretação do texto o descentramento da protagonista, levando em consideração a importância de um outro, o narrador, que assume a tarefa de dar voz à personagem central, ser que se encontra em estado de crise, à procura de sua história e de sua consciência. As inúmeras referências feitas pelo narrador à Psicanálise e à Literatura convocam a necessidade de pôr em ordem teorias psicanalíticas de Freud e Lacan, assim como, referências literárias que povoam a (in)consciência da personagem feminina. Em reflexão preliminar, à luz de D'Agord et al. (2013), Kon (1996) e Merleau-Ponty (1980), expõe-se debate epistemológico que depõe sobre a experiência do corpo consigo mesmo, com as coisas, com os outros e com a linguagem, a fim de situar o romance em destaque como obra que exemplifica a tessitura corpo-mundo. <em>A posteriori</em>, Adorno (2011), Bakhtin (2011 [1992]) e Todorov (1970) abalizam a delimitação de Alice como eu-objeto do narrador.</p> Thiago Azevedo Sá de Oliveira Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49439 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 O olhar do Outro na constituição do Eu https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49415 <p>Na Grécia antiga, até meados do século V, o conceito de mito estava associado com a necessidade humana de aplicar o caráter racional à realidade. É pelo <em>mythos</em> que as brumas do desconhecimento humano, sobre o mundo, são dissipadas. Esse <em>logos,</em> imbricado com as narrativas de seres mágicos que detinham poderes, muitas vezes, relacionados às forças da natureza, norteavam a religiosidade do homem. Após o século V, com a ascensão da filosofia, o discurso mítico passa a ser colocado em xeque e, dessa forma, as rupturas entre <em>mythos e logos</em> são estabelecidas. Contudo, as narrativas míticas reverberam, ao longo dos séculos e nas mais diversas culturas, aspectos basilares da natureza humana. Através de suas personas, essas narrativas são vislumbrados como <em>mimese</em> daquilo que é intrínseco a todos nós: as vicissitudes que constituem, por excelência, a arquitetura da subjetividade. Não obstante, assim como o homem clássico, o psicanalista busca, através dessas narrativas clássicas, teorizar sobre a essência humana, marcando, em um tempo primordial, fatos que dizem de nossa generalidade como seres desejantes. O presente trabalho tem por objetivo desenvolver uma leitura psicanalítica do mito de Narciso, na versão do livro <em>Metamorfoses,</em> de Ovídio. Um questionamento norteia, de forma geral, as diretrizes desse etudo: quais os elementos do <em>corpus</em> reverberam na teoria psicanalítica que abarca os pressupostos teóricos sobre o narcisismo primário? Outras indagações nos motivam, entre elas: quais os pontos convergentes/divergentes entre as teorias psicanalíticas adotadas acerca do narcisismo primário? Para tanto, recorremos as contribuições de Sigmund Schlomo Freud (1856-1939); Jacques-Marie Émile Lacan (1901-1981) e Françoise Dolto (1908-1988). Cada um dos autores apresentam sua concepção sobre o narcisismo infantil divergindo entre si e reverberando aspectos do discurso mítico.</p> Silvio Oliveira Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49415 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 Entre sonhos e desejos https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49438 <p>O livro de fotomontagens <em>A Pintura em Pânico, </em>de Jorge de Lima, foi publicado em 1943, sendo alvo de inúmeras críticas pela sociedade da época devido às imagens eróticas do livro, condicionando-lhe a infeliz alcunha de imoral. Na mesma direção, mas anos antes, <strong>Luis Buñuel</strong> produzia o filme <em>Un Chien Andalou </em>(1929), com roteiro de Salvador Dalí e que possuía diálogo profícuo com as teorias do psicanalista Sigmund Freud. Tal filme também é marcado pelo uso da montagem de imagens eróticas com alto teor surrealista, construindo sugestões poéticas a partir do desejo, e, por conseguinte, do sexo. Sem olvidar que as pulsões sexuais, problematizadas por Freud são importantes para pensar os interditos, isto é, ao expor aspectos da sexualidade, pode-se afrontar padrões estabelecidos socialmente, assim como Buñuel e Lima fizeram em suas produções. Nesse sentido, a presente pesquisa busca investigar o erótico nas obras mencionadas, investigando como elas dialogam e como o desejo sexual é usado para construir sentidos sistemáticos e inovadores. Portanto, este trabalho será embasado nas reflexões sobre Tradução Intersemiótica, de Júlio Plaza (2003), já que pensa sistemas semióticos diferentes e nas considerações de Bataille (2003) sobre erotismo na Literatura.</p> José Antonio Santos de Oliveira, Felipe Verçosa, Amanda Freitas Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/49438 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300 Escritas sobre a subjetividade para escrutinar as crises humanas https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/55868 Hermano de França Rodrigues Copyright (c) 2019 UFPB CCHLA https://periodicos.ufpb.br/index.php/letraseideias/article/view/55868 Mon, 30 Dec 2019 00:00:00 -0300