Proteção da informação digital: segurança ou privação?

  • Álvaro Caetano Pimentel Sobrinho

Resumo

É preciso refletir sobre a segurança dos dados que se encontram, atualmente em grande número, disponíveis em bibliotecas virtuais e/ou eletrônicas. Sabe-se, contudo, que a acessibilidade a esses dados nem sempre é tão livre quanto parece ser, e nem sempre segura quanto às vezes aparenta – o mundo está em rede e vigiado por satélites. Os aplicativos que possibilitam proteger a informação e, de alguma maneira, policiar o acesso aos dados perpassa por um conjunto de abstrações sobre ética, acesso, modelos e regras que estão nas construções efetuadas por técnicos e administradores de dados. Assim, “os dispositivos midiáticos, notadamente os computadores, que a cada momento estão mais velozes, duplicaram as condições de alcance material a uma proximidade fantástica” (Pimentel Sobrinho, p.15). Isso possibilita perceber o espaço virtual mais importante que o espaço geográfico porque é permissível estar em vários lugares, simultaneamente, estando fisicamente em apenas um. O objetivo dentro dos conceitos que permeiam a segurança das bases de dados é discutir se a propalada liberdade de acessá-los existe de fato ou se faz parte da ideia de policiar os dados e tratá-los como commodities. Diante desse fato emergem questões sobre ética, acesso livre, segurança, privacidade de dados e se é possível acessá-los considerando os conceitos de segurança e tratamento dado a esses dados como moeda. Evidentemente se há um valor agregado a uma informação percebe-se que deverá haver uma discussão do que deve ser de livre acesso e a maneira que poder-se-á disponibilizar as informações. Palavras-chave: Segurança. Acesso livre. Acesso aberto. Ética. Colaboração. Informação. Link para o texto completo (HTML) http://dgz.org.br/jun11/Art_07.htm
Publicado
2012-08-09
Seção
Resumos de artigos científicos