Biblioteca escolar: espaço de silêncio e interdição

  • Gustavo Grandini Bastos Universidade de São Paulo
  • Soraya Maria Romano Pacífico Universidade de São Paulo
  • Lucília Maria Sousa Romão Universidade de São Paulo

Resumo

Postulamos que a biblioteca, ao legitimar e instaurar o silêncio em seu espaço impede de proporcionar aos leitores um espaço de possibilidades de construção de sentidos, de fuga e de contestação da ordem em que vivemos. Marcamos que, ainda mais pelo fato de trabalhar muito com alunos é complexo imaginar os mesmos se relacionando bem em um espaço tão sisudo. Ocorre ainda que quem comanda a biblioteca crê no silêncio como a ausência de sentido, ato vazio de qualquer rastro, buscando garantir uma ausência de quebrar uma segurança aparente, censurando o aluno, impedindo-o de enunciar outros sentidos além dos apresentados pelo professor, na sala de aula. Procuramos nesse trabalho, à luz da teoria discursiva, questionar e expor que o silêncio está longe de ser oco de sentidos e significados. Palavras-chave: Discurso. Biblioteca escolar. Silêncio. Sentido. Leitores. Link para o texto completo (PDF) http://revista.ibict.br/liinc/index.php/liinc/article/viewFile/347/315

Biografia do Autor

Gustavo Grandini Bastos, Universidade de São Paulo
Mestrando em Ciência, Tecnologia e Sociedade do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Soraya Maria Romano Pacífico, Universidade de São Paulo
Doutora em Psicologia da Educação pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Líder do grupo de pesquisa “Discurso e memória: nos movimentos do sujeito”.
Lucília Maria Sousa Romão, Universidade de São Paulo
Doutora em Psicologia pela USP. Professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Líder do grupo de pesquisa “Discurso e memória: nos movimentos do sujeito”.
Publicado
2013-01-03
Seção
Resumos de artigos científicos