Uma conceituação estruturalista para inovação radical

  • Lúcia Helena Tavares Viegas UFRJ.
  • José Vitor Bomtempo UFRJ.

Resumo

Este artigo propõe uma conceituação estruturalista para inovação radical. A literatura sobre inovação considera a inovação radical pela perspectiva positivista, e sustenta que tal inovação é o agente determinante da transformação de um paradigma. A mudança de um paradigma, contudo, não é tão simples quanto a entrada e obsolescência de um produto, serviço ou tecnologia, mas é também determinada por estruturas econômicas, sociais e políticas que configuram as inovações - sendo elas mesmas, simultaneamente, alteradas pelas inovações. A perspectiva estruturalista, típica de estudos das ciências antropológicas, além de descrever uma sociedade, permite compreender o que a mantém coesa como estrutura social. Fundado nesta perspectiva, este artigo conceitua inovação radical como resultante de uma conformação de um modo de produção e de um modo institucional, como uma configuração gestáltica. A conceituação proposta contribui para revigorar o debate sobre o papel de estratégias e políticas de empresas e países em tais processos. Palavras-chaves: Inovação radical. Conceituação. Abordagem estruturalista. Mudança de paradigma. Estratégias e políticas de inovação. Virtualidade. Link para o texto completo (PDF) http://www.dgz.org.br/dez11/Art_02.htm

Biografia do Autor

Lúcia Helena Tavares Viegas, UFRJ.
Doutoranda em Gestão e Inovação Tecnológica, no Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos, da Escola de Química, UFRJ.
José Vitor Bomtempo, UFRJ.
Doutor em Economia Industrial, pela École de Mines, França. Professor do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos, da Escola de Química, UFRJ.
Publicado
2013-04-22
Seção
Resumos de artigos científicos