Conceitos de inédito e original: uso e implicações na comunicação científica

  • Joana Coeli Ribeiro Garcia Universidade Federal da Paraíba.
  • Maria das Graças Targino Universidade Federal do Piauí.

Resumo

Mudanças ambientais proporcionadas pelas tecnologias de informação e de comunicação aceleram a produção e o fluxo informacional no ambiente da comunicação científica. Suscitam discussões em torno de concepções vigentes nas normas de artigos de revistas científicas em qualquer área, em especial, no que se refere aos termos – inédito e original – como exigência para aprovação de escritos enviados para avaliação. Diante da disparidade de procedimentos editoriais no momento de aceitação de textos já disponíveis em repositórios institucionais, em bibliotecas digitais de teses e dissertações, ou, ainda, apresentados em eventos científicos, divulgados em diferentes suportes e no caso da edição de traduções, objetivamos analisar as possíveis mudanças conceituais dos termos citados e suas implicações na comunicação científica. Para tanto, selecionamos os campos de ciência da informação e museologia. Mediante o cruzamento de duas listas de revistas, produzidas respectivamente por Tomaél e Café e Borges (2011) e Santos (2011), chegamos ao total de 67 títulos para análise das normas de publicação, com ênfase para o uso das palavras inédito e original. Os resultados, em geral, apontam falta de uniformidade e de coerência, e desatualização em relação às tendências atuais, a exemplo do Movimento do Acesso Aberto, dos repositórios, das bases de dados de teses e dissertações, da expansão de eventos, da variedade de suportes agora disponíveis e da maior circulação de traduções. Apresentam-se, ao final, proposições. Palavras-chave: Comunicação científica. Revistas científicas. Conceito de inédito. Conceito de original. Ineditismo. Originalidade. Link para o texto completo (PDF) http://www.datagramazero.org.br/dez12/Art_02.htm

Biografia do Autor

Joana Coeli Ribeiro Garcia, Universidade Federal da Paraíba.
Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.
Maria das Graças Targino, Universidade Federal do Piauí.
Pós-Doutora em Jornalismo pelo Instituto de Iberoamérica da Universidad de Salamanca. Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Piauí.
Publicado
2013-12-27
Seção
Resumos de artigos científicos