Fluxos e territorialidade: comunidade quilombola como linha de fuga

  • Ione Maria Ghislene Bentz Universidade Vale do Rio dos Sinos

Resumo

Este texto tem por objetivo o estudo da cultura quilombola na
migração para espaços urbanos. O território urbano em foco é a
Comunidade Quilombola Areal da Baronesa, situada em Porto
Alegre, Rio Grande do Sul. O referencial teórico tem inspiração
nos desdobramentos das máquinas semióticas desenvolvidas
por Deleuze e Guattari, com ênfase nos conceitos de fluxos e
territorialidade. Serão analisados os significados simbólicos dos
artefatos - comportamentos, rituais, práticas cotidianas, entre
outras manifestações da Comunidade do Areal. As práticas de
cultura estimulam as práticas de design. Essas práticas oferecem
insumos para a discussão que as consideram como ecossistemas
cujos processos projetuais criativos são capazes de produzir
artefatos que transformam a realidade social. Serão
contempladas a produção dos efeitos de sentidos, as expressões
de cultura, o exercício do poder simbólico, as expressões do
desejo e a inovação social.

Palavras-chave: Cultura. Design. Territorialidade. Linhas de fuga. Comunidade.

Link: http://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/68386

Biografia do Autor

Ione Maria Ghislene Bentz, Universidade Vale do Rio dos Sinos
Doutora em Linguística e Semiótica pela Universidade de São Paulo, BR., Estágio pós-doutoral na Université de Paris 3, Sorbonne, Mestre em Teoria Literária pela Pontfícia Universidade Católica de Porto Alegre, RS., Especialista em Teoria Literária pela Universidade de Lisboa ( Fundação Calouste Gulbenkian), Graduação em Letras. Tem experiência em docência, pesquisa e orientação ( mestrado e doutorado) nas áreas de Linguística e Comunicação, com ênfase em sistemas de linguagem, processos de significação e linguagens sincréticas.
Publicado
2017-06-21
Seção
Resumos de artigos científicos