Educar para o empoderamento de meninas: apostas na infância para promover a igualdade de gênero

  • Andressa Botton Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marlene Neves Strey Organização Não-Governamental

Resumo

Atualmente, há inúmeros programas e ações que visam o empoderamento feminino, tanto no Brasil quanto em nível internacional. Muitas dessas práticas são voltadas ao público de mulheres adultas, e se justificam para tentar diminuir as desigualdades de gênero e outros problemas sociais que colocam o sexo feminino em desvantagem, ainda nos dias atuais. Entretanto, o número de programas voltados para o empoderamento de meninas vem crescendo nos últimos anos, afirmando a importância do trabalho pela igualdade de gênero desde a infância. Neste artigo de revisão de literatura, com uma abordagem feminista de gênero, objetivase discutir a importância de que programas de empoderamento feminino e de promoção de igualdade de gênero sejam promovidos para/com crianças, a fim de que elas cresçam e se desenvolvam conhecendo os benefícios e os motivos de uma vida com menos desigualdades. Além disso, considera-se que o trabalho com crianças pode apresentar resultados satisfatórios e duradouros pela facilidade do aprendizado infantil através da socialização de gênero com os/as adultos e a incorporação dessas percepções em sua identidade, bem como pela plasticidade cerebral ser maior nessa fase, o que permite às crianças grande adaptabilidade e capacidade de agregar as novidades que lhes são ensinadas. Desse modo, poderá se ter maior apoio social e governamental para propor novos projetos e ações de empoderamento de meninas, aumentando o número de práticas com crianças que podem contribuir para uma sociedade com maior igualdade de gênero.

Palavras-chave: Gênero. Infância. Empoderamento de meninas. Igualdade de gênero.

Link: http://revista.ibict.br/inclusao/article/view/4109/3729

Biografia do Autor

Andressa Botton, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Doutoranda em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) - Porto Alegre, RS - Brasil. Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/ RS) – Brasil. Psicóloga da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Porto Alegre, RS - Brasil.
Marlene Neves Strey, Organização Não-Governamental
Pós-doutorado em Psicologia pela Universidad de Barcelona (UB) - Barcelona, Catalunha - Espanha. Doutora em Psicologia pela Universidad Autónoma de Madrid (UAM) - Espanha. Professora aposentada do Curso de Psicologia da Escola de Humanidades da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) - Porto Alegre, RS - Brasil. Psicóloga da Organização Não-Governamental (ONG) “Coletivo, Feminino, Plural” - Porto Alegre, RS - Brasil
Publicado
2019-03-16
Seção
Resumos de artigos científicos