As primeiras normas epistolares da Companhia de Jesus

  • Leonardo Gonçalves Silva Universidade de São Paulo
  • Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira Professora do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Resumo

A Companhia de Jesus, em seus primórdios, tinha nas cartas o principal meio para a troca de informação entre seus religiosos espalhados pelas mais diversas partes do mundo. Contudo, tais cartas não eram escritas de acordo com o estilo ou a vontade do religioso que a escrevia; pelo contrário, obedeciam a rígidas normativas que regulavam tanto o conteúdo como a forma dessas cartas. Esta pesquisa teve como objetivo identificar e analisar quais foram as primeiras normas para a escrita epistolar da Companhia de Jesus. Para isso utilizou-se de revisão de literatura e da análise documental em três normas epistolares dos primeiros anos da Companhia: as Reglas (1547), alguns artigos das Constituições relativos ao tema (1558) e a Formula scribendi (1565), cuja tradução em língua portuguesa foi feita exclusivamente para esta pesquisa. A análise delas mostrou que a Companhia elaborou normativas rígidas para a produção e circulação das cartas: por determinarem questões como autores, destinatários, assuntos e os prazos das cartas, as normas epistolares foram de essencial importância para a criação e manutenção de uma rede de informações epistolares.

Palavras-chave: Companhia de Jesus, Epistolografia, Manuais epistolares.

Biografia do Autor

Leonardo Gonçalves Silva, Universidade de São Paulo
Mestrado em Ciência da Informação pela ECA-USP. Graduado em Biblioteconomia pela mesma universidade.
Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira, Professora do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Doutora em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Publicado
2019-07-09
Seção
Artigos de revisão