Metodologias colaborativas não extrativistas e comunicação: articulando criativamente saberes e sentidos para a emancipação social

  • Marina Tarnowski Fasanello Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Núcleo Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
  • João Arriscado Nunes Universidade de Coimbra, Centro de Estudos Sociais. Coimbra, Portugal.
  • Marcelo Firpo Porto Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Resumo

Este artigo discute a proposição de metodologias colaborativas não extrativistas e sua relação com a comunicação a partir da obra de Boaventura de Sousa Santos. Partindo de autores como Orlando Fals Borda e Paulo Freire, Santos questiona as metodologias qualitativas que extraem conhecimentos apartados das lutas sociais e não reconhecem os saberes dos sujeitos investigados. A partir desse referencial e de uma pesquisa sobre documentários produzidos no contexto das lutas sociais contra os agrotóxicos e pela agroecologia, buscamos levantar possibilidades metodológicas relacionais que apontem para processos de co-labor-ação e co-criação. A construção de novas narrativas e conhecimentos dilui fronteiras entre ciência e arte, ao mesmo tempo que resgata e avança na perspectiva freiriana da comunicação enquanto um tornar comum. Entrevistas narrativas e contação de histórias da literatura oral são exemplos dados no artigo que apontam para uma abordagem teórico-poética como alternativa.

Palavras-chave: Comunicação; Metodologia qualitativa colaborativa; Epistemologias do Sul; Entrevista narrativa; Arte.

LINK: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/1527/2240

Biografia do Autor

Marina Tarnowski Fasanello, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Núcleo Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Doutorado em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz.
Marcelo Firpo Porto, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Centro de Estudos em Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Publicado
2019-07-08
Seção
Resumos de artigos científicos