SÍSIFO E AS POSSIBILIDADES DE LIBERDADE NA CONDENAÇÃO ETERNA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.76535

Palavras-chave:

Sísifo, Existencialismo, Fenomenologia, Liberdade, Transcendência

Resumo

Este artigo explora o mito de Sísifo, figura central no Existencialismo, abordando sua punição eterna de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, tarefa que nunca se conclui. Tendo Camus como ponto de partida e indo além, busca-se refletir, com base na Fenomenologia e no Existencialismo (Husserl, Merleau-Ponty, Sartre e Kierkegaard), sobre a possibilidade de libertação encontrada na ressignificação do sofrimento e da luta. O texto investiga temas como repetição, liberdade e transcendência, questionando se Sísifo, como metáfora da condição humana, pode encontrar sentido na monotonia de sua condenação. Discute-se também o tempo circular no Tártaro, considerando-o como prisão ou oportunidade de libertação, bem como as quatro possibilidades de reação de Sísifo diante da própria punição: rebeldia, liberdade no movimento, movimento sem empenho e abstinência. Ao enfocar a interação com sua condenação, o artigo busca responder de que modo a experiência de uma prisão temporal pode ser significativa, criadora e plena de sentido.

 

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Biografia do Autor

Ana Paula Barbosa-Fohrmann, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Direito pela Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg. Doutora em Filosofia pela UFRJ. Professora Associada da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFRJ.

Referências

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

Barbosa-Fohrmann, A. P. (2026). SÍSIFO E AS POSSIBILIDADES DE LIBERDADE NA CONDENAÇÃO ETERNA. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(3), 148–158. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.76535

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