SÍSIFO E AS POSSIBILIDADES DE LIBERDADE NA CONDENAÇÃO ETERNA
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.76535Palavras-chave:
Sísifo, Existencialismo, Fenomenologia, Liberdade, TranscendênciaResumo
Este artigo explora o mito de Sísifo, figura central no Existencialismo, abordando sua punição eterna de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, tarefa que nunca se conclui. Tendo Camus como ponto de partida e indo além, busca-se refletir, com base na Fenomenologia e no Existencialismo (Husserl, Merleau-Ponty, Sartre e Kierkegaard), sobre a possibilidade de libertação encontrada na ressignificação do sofrimento e da luta. O texto investiga temas como repetição, liberdade e transcendência, questionando se Sísifo, como metáfora da condição humana, pode encontrar sentido na monotonia de sua condenação. Discute-se também o tempo circular no Tártaro, considerando-o como prisão ou oportunidade de libertação, bem como as quatro possibilidades de reação de Sísifo diante da própria punição: rebeldia, liberdade no movimento, movimento sem empenho e abstinência. Ao enfocar a interação com sua condenação, o artigo busca responder de que modo a experiência de uma prisão temporal pode ser significativa, criadora e plena de sentido.
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Referências
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