A COMUNIDADE COMO “SUPLEMENTO” E “SER-COM” EM JEAN-LUC NANCY
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.77742Palavras-chave:
Comunidade, “ser-com”, Indivíduo, Jean-Luc Nancy, Georges BatailleResumo
Intenção desse artigo é mostrar como, para Jean-Luc Nancy, a comunidade não é anterior à sociedade, e nunca esteve presente como tal, constituindo um verdadeiro “suplemento” fantasmático da história. É a partir de Rousseau, que delinear-se-á o perfil da comunidade como conjunto orgânico, totêmico, homogêneo e das ligações fortes em contraposição à desunião, à frieza e à mera utilidade da sociedade. Após a contraposição entre comunidade e sociedade, veremos como, no século passado, a comunidade-sujeito tornou-se a comunidade da morte na fusão comunitária. Morte que, segundo Nancy, não opera nenhuma sublimação, mas mostra a insuficiência dos indivíduos que se revelam apenas o resultado de uma operação abstrata. Isso quer dizer que não há indivíduo que não seja sempre direcionado e “tencionado a”, em um clinâmen que constitui a fita-trama da nossa existência. Concluiremos fazendo interagir o pensamento de Jean-Luc Nancy com a Teoria da composição dos seres de Bataille.
Downloads
Referências
BATAILLE, G. A experiência interior: seguida de Método de Meditação e Postscriptum 1953: Suma Ateológica, vol. I. Tradução: F. Scheibe. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016.
BATAILLE, G. O culpado: seguido de A aleluia. Suma Ateológica, vol. II. Tradução: F. Scheibe. 1. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.
BAUMAN, Z. Comunidade: A Busca por Segurança no Mundo Atual. Tradução: P. Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
BLANCHOT, M. A comunidade inconfessável. Tradução: E. A. Almeida Filho. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2013.
DE PETRA, F. Comunità, comunicazione, comune: Da George Bataille a J.-L. Nancy. Roma: DeriveApprodi, 2010.
ESPOSITO, R. Communitas: Origine e destino della comunità. Torino: Einaudi, 2006.
HUTCHENS, B. C. Jean-Luc Nancy and the Future of Philosophy. London: Routledge, 2005.
MORONCINI, B. La comunità dell’invenzione. Napoli: Cronopio, 2001.
NANCY, J.-L. The inoperative Community. Tradução: P. Connor, L. Garbus, M. Holland, e S. Sawhney. Minneapolis: University of Minnesota press, 1991.
NANCY, J.-L. Un pensiero finito. Tradução: L. Bonesio. Milano: Marcos y Marcos, 1992.
NANCY, J.-L. Essere singolare plurale. Tradução: D. Tarizzo. Torino: Einaudi, 2001.
NANCY, J.-L. La comunità inoperosa. Tradução: A. Moscati. Napoli: Cronopio 2003.
NANCY, J.-L. Politica e “Essere con”. F. de Petra (org.). Milano-Udine: Mimesis, 2013.
NANCY, J.-L. La comunità sconfessata. F. De Petra (org.). Milano-Udine: Mimesis, 2016.
PLESSNER, H. I limiti della comunità. Per una critica del radicalismo sociale. Tradução: B. Accarino. Roma-Bari: Laterza, 2001.
PULCINI, E. La cura del mondo: Paura e responsabilità nell’età globale. Torino: Bollati Boringhieri, 2009.
SCHUBACK, M. Prefácio. In: A Comunidade Inoperada. Tradução: Soraya Guimarães Hoepfner. Rio de Janeiro: 7Letras, 2016.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Deborah Spiga

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).