A COMUNIDADE COMO “SUPLEMENTO” E “SER-COM” EM JEAN-LUC NANCY

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.77742

Palavras-chave:

Comunidade, “ser-com”, Indivíduo, Jean-Luc Nancy, Georges Bataille

Resumo

Intenção desse artigo é mostrar como, para Jean-Luc Nancy, a comunidade não é anterior à sociedade, e nunca esteve presente como tal, constituindo um verdadeiro “suplemento” fantasmático da história. É a partir de Rousseau, que delinear-se-á o perfil da comunidade como conjunto orgânico, totêmico, homogêneo e das ligações fortes em contraposição à desunião, à frieza e à mera utilidade da sociedade. Após a contraposição entre comunidade e sociedade, veremos como, no século passado, a comunidade-sujeito tornou-se a comunidade da morte na fusão comunitária. Morte que, segundo Nancy, não opera nenhuma sublimação, mas mostra a insuficiência dos indivíduos que se revelam apenas o resultado de uma operação abstrata. Isso quer dizer que não há indivíduo que não seja sempre direcionado e “tencionado a”, em um clinâmen que constitui a fita-trama da nossa existência. Concluiremos fazendo interagir o pensamento de Jean-Luc Nancy com a Teoria da composição dos seres de Bataille.

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Biografia do Autor

Deborah Spiga, Unifesp

Doutora em filosofia pelo programa de pós-graduação da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Possui graduação em Filosofia pela Università degli Studi di Sassari (2011) e mestrado em Scienze filosofiche pela mesma instituição (2014).

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

Spiga, D. (2026). A COMUNIDADE COMO “SUPLEMENTO” E “SER-COM” EM JEAN-LUC NANCY. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(3), 5–21. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.77742

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