O FIM DA ARTE:

A LIBERDADE DA ARTE ROMÂNTICA EM HEGEL

Autores

  • Francisca Maria Oliveira Souza Universidade Estadual Vale do Acaraú
  • Marcos Fábio Alexandre Nicolau Universidade Estadual Vale do Acaraú https://orcid.org/0000-0002-6077-8055

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.79942

Palavras-chave:

Formas de arte, estética hegeliana, espírito absoluto

Resumo

Este artigo visa tratar da concepção hegeliana de “fim da arte”, cujo enfoque é a efetivação da liberdade que o Espírito Absoluto desenvolveu em sua mediação entre as formas particulares da arte simbólica, clássica e romântica. Objetivamos analisar como a arte se liberta no transbordar da forma ao puro conteúdo realizado na tríade da arte romântica: passando pela pintura, pela música e chegando em sua suprassunção, à poesia, na qual o Espírito Absoluto se volta cada vez mais para sua interioridade, representada aqui pela inspiração do artista. O sistema hegeliano expõe justamente o processo de autoexposição desse conteúdo espiritual, que torna-se tão profundo que trasborda as formas sensíveis, tornando a arte insuficiente para expressá-lo plenamente. Para tanto, o artigo foca nos Cursos de Estética, e exploramos o Espírito Absoluto em sua busca pela liberdade e autoconhecimento. Nesse percurso, o conteúdo transcende a forma, e a arte cede lugar a formas mais objetivas de compreensão, como a religião e a filosofia. Ao final, apresentamos que a ideia hegeliana de um “fim da arte” é, portanto, uma suprassunção (Aufhebung), uma passagem para um estágio superior da consciência e da liberdade do Espírito Absoluto, livre das limitações da representação sensível em direção a efetivação de seu conteúdo.

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Biografia do Autor

Francisca Maria Oliveira Souza, Universidade Estadual Vale do Acaraú

Mestranda pelo PPGFIL da Universidade Estadual Vale do Acaraú. – UVA. O presente trabalho foi realizado com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Códigos de Financiamento 001.

Marcos Fábio Alexandre Nicolau, Universidade Estadual Vale do Acaraú

Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará – PPGE/UFC. Professor Adjunto do Curso de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA.

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

Souza, F. M. O., & Nicolau, M. F. A. (2026). O FIM DA ARTE: : A LIBERDADE DA ARTE ROMÂNTICA EM HEGEL. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(3), 306–316. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.79942

Edição

Seção

Dossiê especial – A INVENÇÃO DO MODERNO: Método, Sujeito e Liberdade

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