A POTÊNCIA DA IMAGINAÇÃO NA FILOSOFIA DE SPINOZA:

DO ERRO À LIBERTAÇÃO HUMANA

Autores

  • Fabíola da Silva Caldas Colégio Universitário - UFMA

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.80148

Palavras-chave:

Spinoza, Imaginação, Potência, Afetos, Liberdade

Resumo

O artigo apresenta uma interpretação da imaginação em Spinoza que problematiza a leitura tradicional da imaginação como mera fonte de erros, confusão e servidão. Reconhece-se que tal perspectiva fundamenta-se no Tratado da Emenda do Intelecto (TIE) e na Ética, nos quais o primeiro gênero de conhecimento é visto como percepção vaga, inadequada e marcada por causas externas. Contudo, a investigação demonstra que as imagens, em si mesmas, não contêm falsidade; o erro decorre apenas da privação do conhecimento adequado. Ao associar a imaginação ao conatus e aos afetos nas partes III e V da Ética, evidencia-se sua potência. Quando a mente ganha consciência do ato de imaginar e utiliza preceitos racionais para reorganizar afecções e memórias, a imaginação deixa de ser um freio e passa a colaborar no processo de libertação humana. A imaginação não é eliminada pela razão, mas por ela reconfigurada, constituindo um instrumento prático e fundamental para o aumento da potência de agir e a conquista da liberdade.

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Biografia do Autor

Fabíola da Silva Caldas, Colégio Universitário - UFMA

Doutora em Filosofia (UFC). Professora do Colégio Universitário – UFMA.

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

Caldas, F. da S. (2026). A POTÊNCIA DA IMAGINAÇÃO NA FILOSOFIA DE SPINOZA:: DO ERRO À LIBERTAÇÃO HUMANA. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(3), 274–288. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.80148

Edição

Seção

Dossiê especial – A INVENÇÃO DO MODERNO: Método, Sujeito e Liberdade

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