A SERVIDÃO HUMANA NA PARTE 4 DA ÉTICA DE BENEDICTUS DE SPINOZA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.80157

Palavras-chave:

Spinoza, Ética, Servidão, Afetos, Liberdade

Resumo

O artigo analisa a concepção de servidão na Parte 4 da Ética de Spinoza. Diferente de tradições filosóficas que consideram a servidão moral como um estado corrompido superável pela ascese ou mera força de vontade, Spinoza a define como um estado natural e irredutível do ser humano, marcado pela impotência em moderar os afetos. Como o homem é parte da natureza e não tem autonomia ontológica absoluta, ele é inevitavelmente afetado por causas exteriores, o que resulta em submissão às paixões e às ideias confusas derivadas da imaginação. Apesar dessa condição inerente, o texto demonstra que a libertação é possível através do conhecimento racional. A razão permite a formação de ideias adequadas e a compreensão da necessidade universal, fazendo com que o indivíduo passe da passividade para a ação. A liberdade spinozana, portanto, não é uma propriedade inata, mas uma conquista contínua alcançada pelo uso da razão. Esse percurso de superação dos condicionamentos passionais culmina na beatitude, um estado de alegria suprema advindo do conhecimento do vínculo atemporal que une o ser humano a Deus, ou seja, à própria natureza.

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Biografia do Autor

Emanuel Angelo da Rocha Fragoso, Universidade Estadual do Ceará - UECE

Professor de Ética e Filosofia Social e Política no Curso de Graduação em Filosofia e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFil) da UECE.

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

Fragoso, E. A. da R. (2026). A SERVIDÃO HUMANA NA PARTE 4 DA ÉTICA DE BENEDICTUS DE SPINOZA. Problemata - Revista Internacional De Filosofia, 17(3), 262–273. https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.80157

Edição

Seção

Dossiê especial – A INVENÇÃO DO MODERNO: Método, Sujeito e Liberdade

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