DESCARTES E ESPINOSA,
UM MODERNO E UM CRÍTICO DA MODERNIDADE?
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i3.80197Palavras-chave:
Descartes, Espinosa, Modernidade, Infinito. LiberdadeResumo
De modo geral, quando se procura abordar a filosofia cartesiana e a fundação da modernidade circunscrevendo-o nas questões sobre o método, a subjetividade ou a liberdade, a filosofia de Espinosa acaba por ser descrita como por uma oposição completa, quase um anti-cartesianismo. Então, se reservarmos o lugar de fundação do pensamento moderno a Descartes, restaria a Espinosa o papel de uma filosofia contra tal modernidade, mesmo sendo herdeiro e em estreito diálogo com o filósofo francês. Para nos esquivarmos desse lugar comum, procuramos apontar aspectos de uma investigação sobre a relação entre Descartes e Espinosa que procura estabelecer uma nova visada” é, mesmo reconhecendo as profundas diferenças sobre o método, a subjetividade e a liberdade. Assim, procuraremos investigar os seus pontos comuns, um solo comum de conceitos que permita entre eles estabelecer um diálogo profícuo, seguindo uma via aberta por Merleau-Ponty quando ao revelar o segredo do Grande Racionalismo Seiscentista, a saber, o conceito de infinito positivo. E, partir da investigação sobre o conceito de infinito positivo, retomaremos a reflexão sobre a contribuição de Descartes e Espinosa para a ideia de modernidade.
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Referências
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