https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/issue/feed Revista Espaço do Currículo 2022-10-18T08:50:52-03:00 Profa. Dra. Ângela Cristina Alves Albino, Profa. Dra. Ana Claudia da Silva Rodrigues e Profa. Dra. Maria Zuleide da Costa Pereira rec@ce.ufpb.br Open Journal Systems <p>A Revista Espaço do Currículo é uma revista eletrônica de <strong>qualis A3 (2017-2020) em Educação</strong>, organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares (GEPPC), da Universidade Federal da Paraíba. Tem como objetivo socializar conhecimentos sobre abordagens curriculares produzidas em âmbitos Internacional e Nacional. Como espaço de divulgação eletrônica, a sua pretensão é facilitar e aprofundar o diálogo acadêmico, não de forma ruidosa, mas na perspectiva de dar visibilidade à relação existente entre sociedade, educação e currículo num mundo sem fronteiras. É uma publicação quadrimestral e reserva-se o direito de selecionar os artigos enviados, espontaneamente, e submetê-los à apreciação de um Conselho Editorial constituído por investigadores de diferentes instituições e países.</p> https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64568 ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS NA PESQUISA EM CURRÍCULO 2022-10-18T08:50:52-03:00 Rafael Ferreira de Souza Honorato rafaelhono@gmail.com Hugo Heleno Camilo Costa hugoguimel@gmail.com Érika Virgílio Rodrigues da Cunha erikavrcunha@gmail.com <p>Este número da Revista Espaço do Currículo, dedicado às contribuições da Teoria do Discurso aos estudos em currículo, oferece ao leitor uma coletânea de estudos que objetivam utilizar as teorizações de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, e suas relações com visões pós-estruturais e pós-fundacionais, como referencial teórico, metodológico e epistemológico, capaz de auxiliar no que diz respeito à compreensão dos fenômenos curriculares, cujas naturezas complexas e dinâmicas requerem estratégias plásticas para a compreensão e para a projeção de diferentes formas de intervenção política. São artigos atentos e sensíveis a dinâmicas hegemônicas que marcam a produção de políticas de currículo, que tratam de questões ligadas à Educação Básica, à formação de professores, às subjetividades, aos distintos processos de identificação, bem como a outros processos articulatórios envolvidos com o campo da Educação. Todos os artigos, portanto, revolvem o tema central da desconstrução, que é a produção político-discursiva da sociedade (LACLAU, 2011), voltando-se ao terreno complexo da educação e da política curricular. A convergência de tais trabalhos tende, então, a oportunizar um contexto para conversas entre pesquisadores e pesquisas, temas, associações, concepções e interpretações teóricas e empíricas sobre como a Teoria do Discurso tem possibilitado a compreensão de diferentes questões curriculares que marcam o que podemos chamar de uma atualidade do campo.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62654 #BNCC: 2022-06-16T15:39:14-03:00 Franklin Kaic Dutra-Pereira franklinkaic@gmail.com Saimonton Tinôco saimonton.tinoco@academico.ufpb.br <div><em>Hashtag </em>BNCC... Eis o que nos move a escrever uma carta a quem pesquisa sobre as políticas curriculares no Brasil, em meio ao avanço da utilização de plataformas virtuais de interação – chamadas comumente de redes sociais –, sobretudo no contexto da pandemia de COVID-19. Arriscamo-nos num processo dialógico e inventivo de fazer pesquisa COM, criando, apresentando e movimentando questões a partir de postagens publicadas no <em>Twitter</em>, as quais nomeamos de <em>e</em>-narrativas. Tais escolhas se devem ao fato de considerarmos que os tuites têm algo a dizer sobre o acontecido nos espaços onde se faz a educação, por isso podem ser entendidos como narrativas que contêm pistas para estudos curriculares. Também fomos provocados pelos debates gerados no IX Colóquio Internacionais de Políticas e Práticas Curriculares, organizado de forma remota pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares, em 2020. Com isso, pretendemos chamar a atenção da comunidade científica para questões sinalizadas nas postagens – que traduzem anúncios e denúncias e inquietações e dúvidas e desejos e... –, bem como para a necessidade de (re)pensarmos as escolhas que temos feito quanto ao diálogo e a comunicação de nossas pesquisas, sobretudo no que se refere às comunidades escolares e aos cursos de formação docente.</div> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62388 PACOTES INTERPRETATIVOS SOBRE A BNCC DO ENSINO MÉDIO 2022-06-17T11:39:26-03:00 Deborah Karla Calegari Alves deborahcalegari82@gmail.com Fábio Luis Krützmann fa.biologia22@gmail.com Luiz Caldeira Brant de Tolentino Neto lcaldeira@gmail.com <p>A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é, atualmente, uma das principais políticas educacionais no Brasil e influencia os currículos escolares de todo o país. Este artigo pretende identificar e analisar enquadramentos da mídia sobre a BNCC, em especial na etapa do Ensino Médio. Para essa pesquisa foram analisadas notícias sobre o tema nos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo entre 2018 e 2021. Utilizou-se a Análise de Enquadramento, em especial a ideia de pacotes interpretativos de Gamson e colaboradores (1983, 1989 e 1996). Pôde-se perceber grande concentração de publicações no período anterior à aprovação e amplamente favoráveis ao documento. Constatou-se que as entidades apoiadoras da BNCC se destacaram como autores e fontes de consulta das matérias e foram identificados cinco pacotes interpretativos: <em>BNCC traz qualidade; BNCC garante maior autonomia/protagonismo; BNCC é uma necessidade; BNCC traz flexibilização ao currículo </em>e<em> BNCC é atacada por grupos conservadores</em>. Todos os pacotes auxiliam a propagação da ideia de que a BNCC representa uma <em>cura</em> para os problemas da educação e evidenciam a utilidade de veículos de grande mídia a esse propósito.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62895 O CURRÍCULO SOB A LENTE DECOLONIAL 2022-07-15T18:50:12-03:00 Carlos Mometti carlosmometti@usp.br Fanley Bertoti da Cunha fanleycunha@usp.br Gabriela Canuto dos Reis gcanutodosreis@usp.br <p>A discussão sobre a formação humana é um tema fundamental na atualidade, pensando nos caminhos que são possíveis e que refletem as escolhas da sociedade e dos professores. A colonização ocorreu no passado em termos geográficos, políticos e econômicos, mas ainda ocorre hoje, mesmo que em outros processos, como a colonização epistemológica, ontológica e psicológica. Essa colonização se transforma em colonialidade que pode ser encontrada, inclusive nos currículos escolares. Neste artigo, propomos a partir da discussão com a literatura e com nossa prática pedagógica, refletir sobre a possibilidade de que os currículos tenham uma lente decolonial. Abordamos as disciplinas de Educação Física, Biologia e Física, de maneira a contribuir para que a reflexão se estabeleça e que possamos avançar nos processos de decolonização dos saberes, propondo novas perspectivas e olhares que favoreçam uma educação emancipadora.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/61406 TEORIAS SOCIOLÓGICAS DE BALL E BERNSTEIN 2022-04-11T21:40:39-03:00 Mayra da Silva Cutruneo Ceschini mayraceschini@gmail.com Elena Maria Billig Mello elenamello@unipampa.edu.br <p>Neste artigo objetivamos apresentar uma perspectiva analítica para as políticas curriculares, a partir da interligação entre as Teorias Sociológicas de Ball e Bernstein como uma via para compreensão do discurso pedagógico produzido nos textos e contextos dessas políticas. Apresentamos no texto a fundamentação teórico-epistemológica e metodológica que pode ser utilizada para amparar pesquisas no campo do currículo, que utilizem a abordagem sociológica, sendo ele construído a partir de uma abordagem qualitativa. A partir da pesquisa bibliográfica realizada, bordamos conceitos sociológicos que fundamentam a pesquisa, como Estado, poder, política e suas tipologias, bem como perspectivas analíticas que se apresentam para sua análise, com suporte nas teorias sociológicas de Ball e Bernstein, utilizadas intercruzadas para a análise dos discursos e contextos das <em>policies</em>. Consideramos que a sociologia é um terreno fértil para embasar as pesquisas no campo do currículo e que a interligação dessas teorias é uma potente via analítica para as políticas curriculares.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63113 TÉCNICAS DE CONDUTA E POSIÇÕES DEMANDADAS PELA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 2022-07-15T15:46:32-03:00 Marcelo de Oliveira Dias marcelo_dias@ufrrj.br <p>O artigo trata da discussão de parte integrante de um dispositivo curricular, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Matemática nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Para analisar esta regulação utilizou-se o conceito foucaultiano de dispositivo, tendo como fundamentação teórico-metodológica os estudos de Michel Foucault, com alguns conceitos interpretados por Deleuze. O objetivo foi apropriar-se de sua teoria para analisar discursos de entidades educacionais sobre a BNCC, especificamente da prescrição de Matemática para os Anos Finais do Ensino Fundamental, que por meio de técnicas de conduta, podem disponibilizar posições de sujeito, especificamente aos estudantes, por meio da linha de força central do documento, a Resolução de Problemas. Foi adotado a método de cartografia rizomática por possibilitar a conexão dos pontos da reforma em ramificações que se dão em direções variadas por meio de seus discursos. Evidenciou-se que o conjunto de possíveis técnicas de conduta de constituição geradas pelo elemento do dispositivo, neste artigo, dão pistas de se localizarem mais próximas da produção de <em>sujeito resolvedor de problemas de Matemática</em> em uma lógica de reforma associada ao bom desempenho e interesses neoliberais.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62349 O CURRÍCULO ESCOLAR E A EMERGÊNCIA DE UMA EDUCAÇÃO INTERCULTURAL CRÍTICA 2022-04-28T18:59:54-03:00 Marinete da Frota Figueredo marinetefrota@hotmail.com Dinalva de Jesus Santana Macêdo dinalvamacedo@hotmail.com <p>Este texto tem como intento problematizar o currículo escolar ao longo dos anos e a emergência de uma educação intercultural crítica. Para isso, abordou-se acerca das teorias tradicionais, críticas e pós-críticas de currículo, destacando nelas os elementos centrais e o lugar da cultura em cada uma delas, bem como as intenções quanto aos sujeitos e a inserção deles na sociedade. As teorias tradicionais enfatizam o controle social e privilegiam o conhecimento e a cultura dominantes. Já as teorias críticas e pós-críticas estão preocupadas com as relações de poder imbricadas no currículo, assim, defendem a sua construção com base na realidade, nas especificidades e culturas dos/as estudantes. Ao compreender o currículo como um artefato cultural que influencia na formação e na atuação dos sujeitos na sociedade, infere-se que é necessário questionar o pensamento “abissal” imbricado nele. Em prol do reconhecimento da diversidade cultural, do rompimento de práticas de dominação e de exclusão e de uma formação crítica, defende-se a produção de currículos que tenham como base a educação intercultural crítica, que é orientada pela multiplicidade de conhecimentos e de culturas, visando o combate de todas as formas de desigualdade e discriminação presentes na sociedade.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62499 EPÍLOGO DO SÉCULO XX EM VISITA 2022-04-12T11:09:12-03:00 Júlio César Maia jcesarm@outlook.com Michele Sacardo smichele@ufj.edu.br <p>O presente estudo, de caráter bibliográfico, acrescenta ao conjunto de investigações dedicadas às teorias educacionais, pedagógicas e curriculares brasileiras. Divide-se em duas seções, conjuntamente empenhadas em elucidar a influência das teorias críticas da educação e do currículo sobre o componente educacional do Brasil. No que diz respeito à apresentação das teorias pedagógicas críticas constitutivas do que se convencionou chamar progresivismo pedagógico brasileiro a partir da década de 1980, reflete sobre as pedagogias Libertadora e Libertária respectivamente nas figuras de Paulo Freire (1921-1997) e Maurício Tragtenberg (1929-1998). Não obstante também investiga a particularidade de pedagogias que, na contramão das primeiras, também constituem o campo progressista: trata-se da pedagogias Crítico-Social dos Conteúdos e Histórico-Crítica respectivamente estudadas nas figuras de José Carlos Libâneo e Dermeval Saviani. Por fim, enquanto esforço conclusivo, debruça-se sobre as determinações históricas lançadas ao campo do currículo a partir desse movimento crítico.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63008 UMA EXPERIÊNCIA DE CURRÍCULO 2022-05-06T21:18:28-03:00 José Alberto Romana Díaz jose.diaz@univates.br Angélica Vier Munhoz angelicavmunhoz@gmail.com Glòria Jové Monclús jovegloria@gmail.com <p><span id="E632" class="qowt-font2-Candara">Neste ensaio, apresentamos uma experiência estética com base na proposta curricular de formação de professores da </span><span id="E634" class="qowt-font2-Candara">Universitat</span><span id="E636" class="qowt-font2-Candara"> de Lleida, realizando uma discussão sobre o currículo e o que chamamos de arquivo-corpo. Trata-se de tomar um currículo não somente como um depositório de documentos, mas também como aquilo que nele é vivido, sentido, praticado, e que é arquivado no corpo, produzindo determinados modos de subjetivação. Para isso, aproximamo-nos das discussões curriculares de autores como </span><span id="E638" class="qowt-font2-Candara">Corazza</span><span id="E640" class="qowt-font2-Candara"> e Tadeu (2003), dentre outros, da noção de arquivo de Foucault (2008) e da ideia de arquivo-corpo de </span><span id="E642" class="qowt-font2-Candara">Lepecki</span><span id="E644" class="qowt-font2-Candara"> (2015) e </span><span id="E646" class="qowt-font2-Candara">Artières</span><span id="E648" class="qowt-font2-Candara"> (1998). Diante da experiência de Lleida, indagamos: &nbsp;quais práticas curriculares arquivamos no nosso corpo? Que modos de subjetivação tais práticas curriculares produzem em nós?&nbsp; Por fim, acreditamos que as experiências curriculares, atravessadas por experimentações estéticas, são capazes de arquivar no corpo outros modos de existir.</span></p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64150 ANÁLISE DO DISCURSO POLÍTICO E PESQUISA EDUCACIONAL 2022-09-27T11:16:35-03:00 Myriam Southwell islaesmeralda@gmail.com Noralí Boulan noraliboulan@gmail.com <p>Neste documento recuperamos uma série de discussões que desenvolvemos em torno do estudo do currículo baseado na teorização pós-estruturalista e nas categorias produzidas pela Análise Político do Discurso (APD). Esta perspectiva é desenvolvida a partir de uma concepção pós-estruturalista do social, do caráter ontológico do político, de uma visão discursiva da concepção gramsciana de hegemonia e de uma incorporação sócio-política dos desenvolvimentos da psicanálise sobre a subjetividade. Nesta base, propomos dar conta deste horizonte de inteligibilidade em uma investigação realizada sobre o currículo de formação de professores na província de Buenos Aires entre 2004 e 2007. Esta política procurou implantar horizontes de treinamento que articulassem o trabalho dos professores com a produção cultural, temas políticos com perspectivas crítico-transformativas e um alto compromisso com suas comunidades e com a educação pública. </p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63680 CÓDIGO CURRICULAR EMERGENTE 2022-09-13T11:16:46-03:00 Rita Guadalupe Angulo Villanueva rita.angulo@uaslp.mx <p>Este ensaio desenvolve a categoria teórica código curricular emergente (ECC), cujo objectivo é nomear um evento que se desenvolve na sociedade, fora da escola, um ideal formativo sem precedentes para as novas gerações, constituindo lentamente uma representação social que está a tomar forma. Baseia-se na noção de código curricular (LUNDGREN, 1991) e assume uma série de princípios, textos e pensamentos comuns. O currículo vivido é capaz de perceber ecos desta tendência do pensamento nas vozes dos próprios estudantes e professores, e retoma e apresenta novos conhecimentos na sala de aula, até agora ignorados pelo currículo prescrito. O conhecimento é o núcleo do CCE e o questionamento do conhecimento prescrito e a lógica do conhecimento que este implica é a sua tarefa. A proposta é a resistência, conceptualizada a partir da noção de interstício e luta nas fracturas (LAZO, 2021) num cenário de rachadura do capitalismo e da presença de uma crise estrutural generalizada (DE ALBA, 1991). A resistência é proposta a partir de uma dimensão social e de uma pedagogia crítica como uma prática educativa de autocuidado. Para já, foram identificadas como populações a investigar: pais, estudantes, professores, trabalhadores e empregadores.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64209 PESQUISA EM EDUCAÇÃO E A TEORIA DO DISCURSO 2022-09-08T09:30:23-03:00 Denise de Souza Destro denisesdestro@gmail.com Geniana dos Santos genianacba@gmail.com Reybia Bueno Ramos reybiabueno2019@gmail.com <p>O objetivo do texto é destacar os trabalhos que foram apresentados nas três primeiras edições do Simpósio Pós-Estruturalismo e Teoria Social (2015, 2017 e 2019) concernentes ao campo da Educação, identificando as noções/operadores da Teoria do Discurso que são referendados nesses textos e as contribuições que os/as autores (as) estabeleceram a partir desse referencial teórico-estratégico. Para tal foram lidos e interpretados os textos referentes ao campo da Educação, publicados nos anais do Simpósio por meio nos três primeiros eventos realizados na cidade de Pelotas/RS. As noções/operadores da TD utilizados como objetos de reflexão nos textos potencializam a ampliação no campo da Educação, em suas diferentes áreas de conhecimento, além de serem compreendidos como teorias que possibilitam a compreensão da precariedade, provisoriedade e imprevisibilidade no fazer educacional e curricular.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64103 O CURRÍCULO EM CONTEXTO PÓS-ESTRUTURAL 2022-09-13T11:20:13-03:00 Kleber Santos Chaves kleber.ksc2@gmail.com Ana Cristina dos Santos Silva anahick2006@hotmail.com Benedito Gonçalves Eugênio benedito.eugenio@uesb.edu.br <p>No presente artigo objetivamos apresentar o campo curricular em uma leitura pós-estrutural pós-fundacional, sob as lentes da Teoria do Discurso (TD) como proposta por Laclau e Mouffe. Por um caminho de revisão bibliográfica, dentro de uma pesquisa qualitativa, propomos uma apresentação perspectivada tanto da corrente de pensamento quanto da teoria empregada com fins de situar o currículo nessas bases. Neste exercício de revisão, lemos duas influentes obras sobre o Currículo, demonstrando como a perspectiva discursiva amplia as possibilidades de entendimento do elemento curricular em seus diferentes arranjos no tempo. Finalmente, concluímos que o currículo é discurso que significa a realidade e que essa significação está em constante disputa pela hegemonização do significado.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63837 TEORIA CURRICULAR E POLÍTICA CURRICULAR 2022-08-03T10:19:50-03:00 Jéssica Rochelly Da Silva Ramos rochellyramos@hotmail.com Kátia Silva Cunha kscunha@gmail.com Leonardo da Silva Santos silvasantosleonardo@hotmail.com <p>O artigo focaliza o debate sobre a teoria curricular e a política curricular nas atuais reformas e políticas educacionais, argumentando que tais políticas intentam sobre o controle do outro e na tentativa de dar uma resposta ao que é lido como conhecimento “faltoso” busca definir conhecimentos centralizados, excluindo as diferenças das políticas e dos currículos. A partir de um estudo e de revisão teórica, discutimos à luz da Teoria do Discurso e das contribuições do pensamento de Derrida, os processos contingentes de subjetivação das políticas, a tradução que impede o controle do conhecimento, dos currículos, da formação, da decisão e do sujeito.&nbsp; Concluímos, provisoriamente que, o conflito em torno do pensamento curricular e das teorias, bem como a disputa pelo poder de decidir o que deve ser ensinado e aprendido, tem marcado a tentativa de fixar nas políticas e nos currículos para a escola do campo projetos de formação que tentam controlar a formação desses povos e produzir sujeitos universais, desconsiderando os processos de diferir e as diferenças. Nesse sentido, defendemos a ideia de teoria e de política comprometida e marcada pelo comprometimento ético-político com a alteridade e com a desconstrução. Apostamos em uma teoria e política negociada e produzida nas ambivalências e contingências provocadas pelos processos de diferir, comprometidas com a alteridade na desconstrução de normatividades, da BNCC.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63669 DESCONSTRUÇÃO DE FUNDAMENTOS EDUCACIONAIS, HIPERPOLITIZAÇÃO E HEGEMONIA 2022-07-21T12:08:52-03:00 Clívio Pimentel Junior clivio.pimentel@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Focaliza-se, neste texto, o debate teórico acerca das implicações da incorporação da teoria pós-estruturalista do discurso de Laclau e Mouffe ao campo dos estudos curriculares. Ao descrever o modo como a teoria do discurso reconfigura a noção de hegemonia e de identidades sociais em bases não essencialistas, o trabalho debruça-se, mais especificamente, sobre os efeitos de hiperpolitização e desconstrução de fundamentos educacionais suscitados pela incorporação da teoria aos estudos no campo do currículo. Ao potencializar a luta política pela significação de quaisquer termos e modos de imaginar, pensar, descrever e tentar definir a educação e as finalidades sociais da escolarização, defende-se que a teoria do discurso amplifica, indefinidamente, a discursividade no campo do currículo.</span></p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64556 TEORIA DO DISCURSO E A QUESTÃO MULTICULTURAL 2022-10-17T11:27:28-03:00 William de Goes Ribeiro williamgribeiro@gmail.com <p>O texto propõe a articulação do aporte teórico-metodológico da abordagem discursiva laclauniana com as questões multiculturais. Traça uma contextualização na qual explicita a relevância do debate identitário para o país, a despeito das críticas e dos problemas e riscos com o essencialismo. A partir disso, destaca o que tem sido compreendido como multiculturalismo, isto é, um conjunto de respostas acerca da condição plural das sociedades contemporâneas. Tais respostas são mobilizadas por questões enunciadas em múltiplos contextos, incluindo, a educação. Já a teoria do discurso emerge como uma teoria política pós-estruturalista e pós-fundacionista. Não há origens e nem teleologias, identidades fixas e sujeitos autocentrados. Rejeitando tanto o universalismo imposto quanto o relativismo fragmentário, se apresenta como um convite para pensar o social de outro modo, incorporando questões complexas como o universalismo e o particularismo. Nesse sentido, não nega a necessidade de respostas às questões multiculturais, mas ao modo como geralmente as tratamos, reconfigurando o sentido de diferença para além da diversidade cultural, o que inclui também a singularidade, a multiplicidade, o fluxo discursivo em disputa. Defendo que a aproximação é potente e pertinente para o debate contemporâneo no qual o país se insere de maneira dramática, considerando as desigualdades e as opressões.</p> 2022-10-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64417 POLÍTICA CURRICULAR E HEGEMONIA 2022-10-03T10:57:39-03:00 Cristiane Ferreira Português Almeida cris_portugues@hotmail.com Guibison da Silva Cruz guibisonsilva@hotmail.com Hugo Heleno Camilo Costa hugoguimel@gmail.com <p>O presente texto propõe uma reflexão sobre a noção de hegemonia, desenvolvida por Laclau e Mouffe em suas relações com a pesquisa em currículo. A abordagem desenvolvida permite compreender, no amplo campo da política curricular da BNCC, diferentes hegemonias. Para o presente artigo, serão destacadas duas delas: os novos e multiletramentos, associados à Língua Portuguesa (LP); e o Esporte, no componente Educação Física (EF). A Teoria do Discurso compõe a estratégia de pesquisa, junto às apropriações realizadas, principalmente, por Alice Lopes e Elizabeth Macedo para pesquisas no campo de políticas de currículo. Com esses aportes, é problematizada a política pública de currículo em que se constitui a BNCC. É ponderado que a centralização curricular<br>defendida via discursos hegemonizados nos dois componentes destacados se justifica por uma suposta aproximação à realidade<br>do jovem, ao passo que projeta a ideia de que a educação que acontece nas escolas é pouco atraente, conteudista e desvinculada<br>do mundo do estudante. É considerado que, apesar de a BNCC-LP e a BNCC-EF buscarem uma estabilização curricular, supondo a possibilidade de controle sobre o que acontece nas escolas, o movimento para o fechamento dos sentidos sociais não é possível. Conclui-se assinalando que os componentes curriculares LP e EF sempre estão sujeitos a ressignificações no campo da discursividade, nos diferentes contextos em que são interpretados, o que reitera a defesa de um currículo mais democrático e plural, cuja significação não pode ser fechada de vez por todas.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64400 CONSTRUÇÕES POLÍTICO-DISCURSIVAS EM TORNO DE UM TODOS PARA/PELA EDUCAÇÃO 2022-09-30T21:35:32-03:00 Ana Paula Soares apps.ana@gmail.com Rosanne Evangelista Dias rosanne_dias@uol.com.br <p>Em uma perspectiva pós-fundacional e pós-estrutural, este artigo visa discutir a construção político-discursiva da organização Todos pela Educação (TPE) como uma identidade coletiva que se coloca como representante de um “todos” no cenário educacional brasileiro. Problematiza-se a ideia de totalidade e representação plena como projetos impossíveis e inalcançáveis no debate político. A principal fonte para a empiria considerada trata do conteúdo disponibilizado pela própria entidade em sua página oficial na internet. As análises são feitas com base em um registro pós-estrutural, com foco na discussão de Ernesto Laclau (2013; 2014) sobre o populismo, em diálogo com autores brasileiros que também pensam as políticas educacionais como práticas discursivas. Observa-se o TPE colocar-se não apenas como “o representante” da chamada sociedade civil organizada, mas reivindicar seu reconhecimento social como autoridade em políticas educacionais.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/64118 FORMAÇÃO INICIAL EM DEBATE 2022-09-08T09:32:58-03:00 Neylanne Aracelli de Almeida Pimenta naalmeida@uea.edu.br Paula Eduarda das Dores de Souza Lima dudallima@yahoo.com.br Márcia Betânia de Oliveira betaniaoliveira@uern.br <p>Neste escopo objetivamos contribuir com a leitura, interpretação, tradução e significação do Parecer CNE/CP 22/2019, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Buscamos compreender a política, expressa em texto, identificando discursos que se hegemonizaram na produção desse texto normativo. Abordamos tais questões com base em estudos de Ball que nos possibilitam pensarmos espaços para as traduções e interpretações dos sujeitos, somada às contribuições da teoria do discurso de Ernesto Laclau a partir das noções de hegemonia, demandas, precariedade e contingências. Defendemos que as políticas curriculares supracitadas podem ser defendidas numa perspectiva pós-estrutural, como uma luta por significação que busca, constantemente, uma definição do que vem a ser a melhor formação para o professorado na tentativa de fixar sentidos para a categoria. Consideramos que o texto normativo do Parecer CNE/CP nº. 22/2019, enquanto se apresenta como tentativas de fechamento e fixação dos sentidos em torno da formação inicial docente, é um discurso que, embora tenha se hegemonizado, tende a perder força frente às demandas, que são contextuais e também frente às precariedades e contingências. Mediante a infinitude de possibilidades de significação presentes nas articulações políticas, por meio do Parecer CNE/CP no. 22/2019, ainda que tida como “certa” de vigorar e reger o controle de ações e decisões educacionais, não está dada, nem seguramente consolidada e destinada a uma implementação pretensamente bem sucedida.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63697 A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL 2022-09-13T09:55:36-03:00 Juliana Diniz Gutierres Borges julianadinizg@hotmail.com Maria Manuela Alves Garcia garciamariamanuela@gmail.com <p>À luz da Teoria Política do Discurso, de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, analisam-se as demandas por formação das docentes da Educação Infantil, examinando o jogo de decisões políticas em disputa no período entre 2009 e 2019, que negociam o espaço de formação e as possibilidades de significação dessa docência. Interpretam-se as demandas pelos tipos de formação, considerando a movimentação de sentidos que percorrem o debate da reformulação curricular dos cursos de formação para essa docência, especialmente, do curso de Pedagogia. Procura-se extrair as principais reivindicações de entidades acadêmicas, organizações internacionais e de outras organizações sociais. Interpreta-se que as demandas por formação se vinculam a uma demanda por reconhecimento profissional, que se antagoniza à figura da professora leiga. Conclui-se que o rebaixamento das exigências nos processos de qualificação das professoras de Educação Infantil, mediante uma formação em nível médio, de grau técnico ou vocacional, o aligeiramento dos processos de formação e a redução de investimentos (por meio de alternativas emergenciais como: a formação a distância e programas de formação em serviço) são ações fragmentadas nas políticas de formação das professoras de Educação Infantil. Sendo assim, a satisfação das demandas por formação superior e específica em Educação Infantil que emerge nos documentos da comunidade acadêmica e de movimentos sociais parece necessária para conter o quadro de desprofissionalização dessa categoria.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62480 PROCESSOS DE NEGOCIAÇÕES-ARTICULAÇÕES DE POLÍTICAS-PRÁTICAS CURRICULARES NO CENÁRIO PANDÊMICO DA COVID-19 2022-07-05T13:31:03-03:00 Tamires Barros Veloso tamiresbarros32@gmail.com Lucinalva Andrade Ataíde de Almeida nina.ataide@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo a análise de políticas curriculares mobilizadas nas práticas curriculares de professores/as dos anos iniciais do ensino fundamental no cenário pandêmico da COVID-19 em Caruaru, agreste pernambucano. Para isso, construímos, o percurso teórico-metodológico em negociação-articulação com a Teoria do Discurso (LACLAU; MOUFFE, 2015), centradas nas noções de negociação-articulação na construção dos sentidos de currículo, política e prática curricular (BORGES; LOPES, 2019; ALMEIDA <em>et al</em>., 2020). Utilizamos, formulário na plataforma do <em>Google Forms</em>®, e entrevista como instrumentos na produção dos dados. Como resultados, identificamos, processos de negociações-articulações na produção discursiva das práticas curriculares das professoras para além das influências dos materiais pedagógicos dos programas e planos de ensino enviados para desenvolvimento das aulas remotas, evidenciando, a emergência de políticas curriculares nas ações/decisões construídas cotidianamente considerando as necessidades pedagógicas digitais dos/as alunos/as.</p> 2022-10-15T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo