Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec <p>A Revista Espaço do Currículo é uma revista eletrônica de <strong>qualis A3 (2017-2020) em Educação</strong>, organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares (GEPPC), da Universidade Federal da Paraíba. Tem como objetivo socializar conhecimentos sobre abordagens curriculares produzidas em âmbitos Internacional e Nacional. Como espaço de divulgação eletrônica, a sua pretensão é facilitar e aprofundar o diálogo acadêmico, não de forma ruidosa, mas na perspectiva de dar visibilidade à relação existente entre sociedade, educação e currículo num mundo sem fronteiras. É uma publicação quadrimestral e reserva-se o direito de selecionar os artigos enviados, espontaneamente, e submetê-los à apreciação de um Conselho Editorial constituído por investigadores de diferentes instituições e países.</p> pt-BR <p style="margin-bottom: 8.0pt; text-align: justify; line-height: 150%;">Ao submeter um artigo à Revista Espaço do Currículo (REC) e tê-lo aprovado, os autores concordam em ceder, sem remuneração, os seguintes direitos à Revista Espaço do Currículo: os direitos de primeira publicação e a permissão para que a REC redistribua esse artigo e seus metadados aos serviços de indexação e referência que seus editores julguem apropriados.</p> rec@ce.ufpb.br (Profa. Dra. Ângela Cristina Alves Albino, Profa. Dra. Ana Claudia da Silva Rodrigues e Profa. Dra. Maria Zuleide da Costa Pereira) periodicos.ufpb@gmail.com (Portal de Periódicos da UFPB) Tue, 07 Jun 2022 12:56:23 -0300 OJS 3.3.0.5 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 CURRÍCULOS, INTERSECCIONALIDADES E PRÁTICAS ANTIRRACISTAS EM EDUCAÇÃO https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63252 <p>O presente dossiê, <em>Currículos, interseccionalidades e práticas antirracistas em educação, </em>objetivou reunir um conjunto de textos que evidenciassem processos curriculares/educativos envolvendo questões étnico-raciais na escola, na universidade e na relação escola-universidade, mas também fora delas. Em 2022, a Lei Federal nº 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas da educação básica, completa 19 anos. São quase duas décadas de um debate ainda necessário e pungente, com muitos desafios a enfrentar! Mesmo que, do ponto de vista legal, a educação antirracista seja reconhecida como direito, ainda é preciso lutar muito para que seus princípios e apostas sejam vivenciadas e polinizadas nas políticas curriculares. Pensar o currículo a partir da ideia afroperspectivista significa desconfigurar uma formação que durante muito tempo foi considerada a ideal, ou seja, um modelo eurocêntrico de pensar-fazer-saber. Contudo, reafirma-se que é <em>nos/com</em> os cotidianos que inventam-se formas de resistência e transgressão às estruturas racistas e preconceituosas. Os trabalhos apresentados aqui abrem caminhos, atravessam encruzilhadas e giram o mundo...</p> Allan Carvalho Rodrigues, Luís Paulo Cruz Borges, Tiago Ribeiro Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63252 Tue, 07 Jun 2022 00:00:00 -0300 REFLEXÕES SOBRE RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62847 <p>A educação antirracista combate todas as formas de expressão de racismo e busca promover o respeito e a valorização das diferentes culturas e identidades dos povos.&nbsp; A Lei Federal 10.639/2003, modificada pela Lei 11.645/2008, estabelece a inclusão da história e a cultura afro-brasileira e indígena como temáticas obrigatórias, e contribui na valorização da cultura e da história negra e indígena. Este artigo objetiva refletir sobre as relações étnico-raciais para o desenvolvimento de um currículo escolar voltado à educação antirracista, por meio da análise de artigos, apresentados em um dossiê temático de um periódico nacional, que tratam de práticas e reflexões envolvendo as relações étnico-raciais. Usou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa. Os dados demonstram que as reflexões e práticas pedagógicas desenvolvidas em relação às questões étnico-raciais contribuem na valorização da história, da cultura e da identidade racial. Assim, a educação antirracista, que incorpora as relações étnico-raciais, deve estar contemplada no currículo escolar e ser desenvolvida nas práticas pedagógicas para combater a discriminação racial e promover a valorização da identidade negra e indígena.</p> Carla Maria Leidemer Bruxel, Vidica Bianchi, Eva Teresinha de Oliveira Boff Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62847 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 A CULTURA AFRO-BRASILEIRA NO ENSINO BÁSICO E SUPERIOR https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62952 <p>No Brasil, o acesso da população negra à educação foi inicialmente proibida, orquestradamente dificultado e moralmente desfavorecido. Após a promulgação de leis que obrigam o ensino da cultura afro-brasileira (Lei Federal nº 10.639/2003) e fornecem uma maior possibilidade de acesso ao Ensino Superior (Lei Federal nº 12.711/2012) e a concursos públicos (Lei Federal nº 12.990/2014), a educação e o acesso a ela de grande parte da população negra no Brasil teve pequenos avanços, mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido, principalmente na área STEM. Este trabalho teve como objetivo compreender a cultura negra a partir dos estudantes negros dos cursos de graduação da Escola de Química e Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande, realizando análises quanti (ingresso e performance) e qualitativas (Análise Textual Discursiva de respostas a um questionário semiestruturado). Nossos resultados mostraram que o número de estudantes negros que ingressam nos cursos de graduação da EQA/FURG é bem inferior ao dos não negros. Porém, mesmo compreendendo que a cultura afro-brasileira ainda não é intensamente trabalha nos contextos educacionais, tanto de nível básico quando universitário, os estudantes negros possuem uma performance similar ao dos não negros. Em outras palavras, não falta capacidade, falta é oportunidade!</p> Manuel de Souza, Aline Dorneles Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62952 Sat, 28 May 2022 00:00:00 -0300 UMEI REGINA LEITE GARCIA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63043 <p>Considerando a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, como preconiza a LBD, a discussão sobre os currículos nesse segmento se faz necessária. Mas, o que os professores que atuam com essas crianças entendem por currículos? Nessa direção, o texto que ora se apresenta tem por intuito apresentar as narrativas de professoras que atuam com crianças de 2 a 5 anos de idade sobre as suas práticas, depreendendo sentidos a partir do que as docentes narram. Articulando as especificidades da docência na Educação Infantil, em diálogo com a história da implementação de uma unidade pública municipal de Educação Infantil, em um município fluminense, ao receber os seus primeiros professores efetivos, tecemos as tramas iniciais, adotando como núcleo central da investigação as narrativas docentes, assumindo as conversas como abordagem metodológica. Nessa direção, objetiva-se investigar os sentidos atribuídos por nós, professores, às práticas propostas com crianças de 2 a 5 anos de idade, ampliando os sentidos sobre os currículos produzidos na primeira etapa da Educação Básica, que podem nos ajudar a ampliar os saberes sobre produções curriculares dinâmicas e singulares, mas que podem auxiliar no&nbsp; planejamento de práticas que tenham a criança na centralidade do processo educativo, como sinalizam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil .</p> Alexandra Garcia, Luziane Patricio Siqueira Rodrigues, Allan Rodrigues Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/63043 Sun, 15 May 2022 00:00:00 -0300 ARRANJOS CURRICULARES DO TRABALHO DIDÁTICO PEDAGÓGICO NA PANDEMIA EM ESCOLAS E UNIVERSIDADES NA AMAZÔNIA TOCANTINA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/59861 <p>No Tocantins mais de 20 escolas particulares fecharam em 2020 durante a Pandemia, conforme o SINEP/TO. Com a suspensão das aulas em março de 2020, devido à crise sanitária, somente 10 universidades dentre as 69 universidades federais brasileiras, adotaram <em>Ensino Remoto ou Híbrido</em>. O texto tem como foco temático o <em>Ensino Remoto.</em> Seu objetivo é discutir os diversos e diferentes formatos de <em>arranjos curriculares</em> para o trabalho didático pedagógico mediado por <em>Tecnologias Ciberculturais</em>. Seu método fenomenológico, descreve os <em>etnotextos</em> como fixadores de experiência a partir do programa <em>Palmas Home School</em> das escolas municipais palmenses; do <em>Ensino Remoto</em> da UFT e do <em>Ensino Remoto Emergencial</em> da UFPA. Os resultados apontam que os sistemas educacionais estaduais e municipais e as universidades implementaram na Pandemia modelos curriculares de <em>Home Office</em> sem recursos multimídia, com graus baixíssimos de interatividade e com currículos desarticulados e o trabalho pedagógico, cada vez mais precarizado.</p> José Damião Trindade Rocha Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/59861 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 PELA TOCA DO COELHO https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/58031 <p>Com o auxílio de excertos oriundos da célebre obra de Lewis Carroll, “As aventuras de Alice no país das maravilhas”, este artigo tem por objetivo discorrer acerca de currículo, projeto político-pedagógico e suas implicações no ensino superior, principalmente no que concerne a formação de professores, visando também compartilhar os resultados do trabalho de dissertação realizado em 2018 em uma universidade do interior do Estado de São Paulo com três cursos de licenciatura. Buscando identificar as semelhanças entre o corvo e a escrivaninha, descobrimos que há muito mais entre currículo e projeto político-pedagógico do que obrigação burocrática: uma relação intrínseca e uma potencialidade que merece ser discutida.</p> Pâmela Christina Gonçalves de Morais, Maria Antonia Ramos de Azevedo Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/58031 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 O CURRÍCULO CULTURAL DO SAMBA DE COCO https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/60918 <p>O presente estudo buscou compreender o currículo cultural do Samba de Coco de Arcoverde no processo escolarizado da EREM Carlos Rios, no município de Arcoverde, Pernambuco. Utilizamos como referencial teórico os Estudos Culturais e as teorias crítica e pós-críticas de currículo, com foco nas discussões da relação entre educação e cultura, atreladas ao currículo cultural do Samba de Coco e ao currículo escolarizado. No currículo cultural do Samba de Coco, na escola Carlos Rios, observamos que existiu a valorização e o respeito pela cultura popular e a diversidade cultural; a valorização dos conhecimentos dos estudantes e a produção do conhecimento junto com os/as artistas. O que evidenciou a importância da escola para tratar sobre as diversidades e diferenças culturais, a importância da Arte, do artista, do educador para esse processo e a significativa contribuição de uma pedagogia construída por educadores e artistas, da relevância em discutir e promover ações conjuntas de políticas públicas de educação e cultura.</p> Ana Paula Leandro da Silva, Ana Paula Abrahamian de Souza, Bruna Tarcília Ferraz Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/60918 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 DIVERSIDADE, DIREITOS HUMANOS E CURRICULO ESCOLAR https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/58160 <p>A mundialização ressignificou o &lt;&lt;local&gt;&gt;. Contudo, os efeitos da globalização econômica materializam-se na forma de desemprego, fome, ampliação das desigualdades sociais. Este contexto traz os desafios dos direitos humanos no Brasil. Deste objeto veio a questão: qual é a importância das políticas e práticas curriculares para o desenvolvimento de uma cultura dos direitos humanos? &nbsp;O objetivo do artigo foi contrastar a relação da diversidade, dos direitos e o currículo escolar. A metodologia utilizada foi de base bibliográfica. Foram levantados artigos em “motores de busca” da internet (CAPES,&nbsp; <em>scielo </em>Brasil, <em>google scholar</em>) e na biblioteca do autor. O artigo foi estruturado em três seções. A primeira aborda aspectos da diversidade cultural brasileira. A segunda destaca os direitos humanos articulados com a educação para a igualdade e a dignidade. Por último frisou-se o currículo escolar para vivenciar os direitos humanos na diversidade cultural. Este artefato cultural pode tornar-se o embolo de valores para uma cultura dos direitos humanos</p> Jose Wilson Rodrigues de Melo Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/58160 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 “TODOS TÊM A MESMA COR”? https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62808 <p>O presente ensaio buscou apresentar um levantamento acerca da produção científica das pós-graduações <em>scricto sensu</em> em psicologia (Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado), sobre branquitude, defendidas de 2003 a 2018 no Brasil, visando perceber, dessa forma, como a psicologia vem se posicionando no enfrentamento ao racismo brasileiro.&nbsp; Para tal utilizou com base os principais bancos de dados e plataformas digitais: Sucupira, BDTD, Portal Domínio Público e o Google acadêmico; e teve como resultado uma ínfima produção, que foi analisada de forma contundente.&nbsp; As descobertas da pesquisa fizeram com que fosse observada a necessidade da categoria profissional, especialmente, por meio dos cursos de pós-graduação, com a realização de pesquisas, aprofundar suas análises sobre o racismo no Brasil, os impactos dele na vida da população negra e como a psicologia pode atuar visando o combate ao racismo, bem como o fortalecimento de denúncias, o apoio aos movimentos sociais voltados a essa causa e especialmente, na garantia dos direitos humanos.</p> Liandra Lima Carvalho, Márcia Ribeiro Ramos Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62808 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 CURRÍCULO, CULTURA E ANCESTRALIDADE https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62867 <p>A Lei 10.639/2003 trouxe para o campo do currículo novos olhares sobre a cultura e ancestralidades negras, ao problematizar a monoculturalidade nos currículos e ao reivindicar produções curriculares multiculturais. Todavia, ao destacar uma identidade negra ancestral, as legislações, como o Currículo Mínimo do Estado do Rio de Janeiro representam-na em uma temporalidade como objeto epistemológico e metáfora de uma determinada linguagem. Movimento que delimita e restringe vivências e concepções de negritude na atualidade, esboçando uma ancestralidade negra estática, oclusiva e única. Assim, este artigo analisa, através da noção de currículo como enunciação cultural, Bhabha (2014) e Macedo (2006a), como o Projeto Africanidades, no Ciep Carolina Maria de Jesus reencena motivado pela legislação supracitada, na sua produção curricular a ancestralidade negra, introduzindo outras temporalidades culturais. Questionando as representações caricaturais e estereotipadas de negro, cristalizadas nos textos curriculares, parte-se da seguinte problemática: como o Projeto Africanidades trabalha com a ancestralidade negra na performação da sua produção curricular? Por entrevistas, diário de bordo e principalmente observação participativa, analisa-se e destaca-se que o Projeto Africanidades trabalha com a temporalidade das legislações, aliadas a outras temporalidades performáticas, redimensionando a conceituação de ancestralidade negra e currículo na performação da sua produção curricular, reelaborando-os movediços, contingentes e plurais.</p> Luciane dos Silva Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62867 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 VELHA ROUPA COLORIDA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62946 <p>O objetivo desse artigo é problematizar a articulação entre racismo, eurocentrismo e temporalidades na estruturação de narrativas históricas sobre o passado brasileiro que circulam do debate público atual. Formulamos nossas argumentações a partir de uma abordagem discursiva inscrita na pauta pós-fundacional em diálogo com as teorizações críticas e pós-críticas de currículo. Escolhemos o episódio cinco da série Brasil: A Última Cruzada, do canal Brasil Paralelo, como corpo empírico para nossas análises, que evidenciaram a centralidade do <em>racismo estrutural</em> (ALMEIDA, 2021) como elemento articulador das permanências relacionadas a estruturação de narrativas que desafiam à construção de um currículo de História democrático, não binário e antirracista, a despeito de mudanças pontuais na forma, mas que buscam preservar seu conteúdo.</p> César Augusto Pereira Coelho, Marcus Leonardo Bomfim Martins Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62946 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 O CURRÍCULO COMO NARRATIVA ÉTNICO-RACIAL https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62557 <p>Objetiva-se discutir a formação de professores e o currículo que a estrutura a partir de uma perspectiva afrocentrada. O currículo é aqui concebido como espaço de poder e território de disputas que, ao longo da história, tem se desenvolvido em uma perspectiva eurocêntrica, invisibilizando saberes africanos e afro-brasileiros por meio de práticas epistemicidas. Nesse sentido, o trabalho estrutura-se em três seções. Primeiramente, faz-se uma breve incursão pelas teorias curriculares de modo a apreender o currículo como um espaço no qual estão imbricadas diferentes relações de poder que, de certo modo, implicam no silenciamento de conhecimentos e representações de matriz africana; em seguida, adentra-se o território epistemológico da afrocentricidade, que surge em resposta ao paradigma eurocêntrico, apresentando as principais características e conceitos fundamentais da teoria afrocêntrica; por fim, na terceira seção, apresenta-se reflexões para o desenvolvimento do currículo e da formação de professores em uma perspectiva afrocentrada.</p> Marcos Vinicius Marques da Silva, Edinólia Lima Portela Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62557 Sun, 22 May 2022 00:00:00 -0300 INTERSECCIONALIDADES E SURDEZ https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62845 <p>O artigo, com inspiração ensaística, compartilha experiências vivenciadas por dois professores atuantes no contexto da educação bilíngue de surdos, com um público formado por jovens e adultos, muitos dos quais trabalhadores. Relatamos acontecimentos e conversações com estudantes em situações de sala de aula e de encontros do projeto “Surdez e diferenças: interseccionalidades em foco”, no qual colocamos em discussão, em rodas de conversa, nossas diferenças, nossas marcas de existência, em especial, as diferentes categorias que atravessam as corporalidades e histórias surdas: raça, gênero, condição social etc. No diálogo com essas experiências e acontecimentos, assim como com as narrativas de estudantes e as nossas próprias, problematizamos como diferentes sistemas de opressão se fazem presentes em nossas práticas pedagógicas e em nossas relações educativas, influenciando o processo de aprendizagem/ensino. Convidamos à escuta atenta e à reflexão sensível a partir das múltiplas vozes que compõem este texto, na busca da construção de uma educação bilíngue de/com surdos ética e esteticamente comprometida com práticas antirracistas e anticapacitistas.</p> Aline Gomes da Silva, Tiago Ribeiro Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62845 Sun, 15 May 2022 00:00:00 -0300 EU SOU PRETA, MINHA BOCA É MARROM... SOU IGUAL Á PRETINHA DA HISTÓRIA! https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62874 <p>O artigo traz reflexões sobre a produção, no cotidiano da educação infantil, de práticas pedagógicas articuladas à pedagogia antirracista. Sua referência está em uma pesquisa qualitativa, com o cotidiano escolar, envolvendo a experiência de uma de suas autoras, em seu processo de formação como professora pesquisadora, exercendo a docência numa instituição de educação infantil, vinculada a uma rede pública municipal. O artigo se desenha a partir da memória da professora e alguns de seus registros do vivido, especialmente com uma criança negra deste grupo, ao propor-se a articular literatura infantil e encontro com a negritude. O desenvolvimento da pesquisa percorre o racismo, como produção social que alimenta a desigualdade e fere as crianças e suas infâncias; sua problematização, como aspecto relevante da educação infantil; e seu enfrentamento, como processo que conduz ao exercício da pedagogia antirracista, imperioso no movimento de produção da educação libertadora. Suas conclusões ressaltam a potência da literatura infantil para mobilizar reflexão, diálogo e encontro com a negritude como afirmação do direito à diferença.</p> Joana Paula dos Santos Gomes de Oliveira, Maria Teresa Esteban Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62874 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 A REPRESENTAÇÃO DAS MULHERES NOS LIVROS DIDÁTICOS DO PNLD CAMPO E SUAS POSSIBILIDADES https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62817 <p>No Brasil os livros didáticos são os principais artefatos utilizados pelos professores da rede pública no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo, consubstancialmente, na constituição de sujeitos de determinados tipos. Com base nessa constatação, percebemos a necessidade de problematizar como estes materiais representam homens e mulheres em seus enunciados e ilustrações. Para isso, escolhemos como objeto de pesquisa a coleção de livros didáticos “Novo Girassol: saberes e fazeres do campo”, do Programa Nacional do Livro Didático e do Material Didático (PNLD) Campo, utilizando como método de análise ferramentas arqueo-genealógicas. Como resultado, percebemos que as mulheres ainda possuem menos espaços de representação do que os homens nos livros didáticos, e que muitas vezes os papéis reforçam estereótipos de gênero, de raça e de classe. Porém, acreditamos na força desses artefatos, enquanto rizomas, que podem produzir efeitos outros nos corpos que os utilizam, desde que outras histórias sejam contadas, outras imagens sejam veiculadas. Ao final sugerimos que histórias de mulheres brasileiras, que se destacam sócio-cultural-artisticamente, sejam adicionadas às coleções de livros didáticos pertencentes ao PNLD e que encontrem igualdade de oportunidade para demonstrar seus feitos.</p> <p> </p> Maria Luíza Lucas dos Santos, Maritza Maciel Castrillon Maldonado, Odimar João Peripolli Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62817 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 PANTERA NEGRA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62868 <p>O trabalho propõe realizar uma reflexão sobre o projeto&nbsp;<em>Pantera Negra: Representatividade Negra e Práticas Educativas</em>, implementado nas escolas municipais pela prefeitura de Belo Horizonte no ano de 2018. O projeto tem como objetivo fomentar a inserção da Lei 10.639/2003 e o debate sobre a representatividade negra, sobremaneira a representatividade negra feminina. O filme Pantera Negra, de produção americana, lançado em 2018 no Brasil, tem como destaque integrar um elenco majoritariamente negro e ser ambientado em grande parte no continente africano, no país fictício de Wakanda. Em nossa análise, além de trazermos reflexões sobre o filme, discutimos as respostas de um questionário que usamos com as professoras da rede pública que participaram ativamente da ação. A partir de nossos resultados, concordamos que o projeto <em>Pantera Negra </em>é de grande envergadura para implementação da educação das relações étnico-raciais, mesmo diante de outros aspectos igualmente relevantes, uma vez que o filme apresenta cenas que ainda contribuem para um imaginário binário (oriente x ocidente), permitindo que outras indagações&nbsp;sejam tecidas e fiadas na busca da&nbsp;emancipação da população negra e da descolonização dos currículos.</p> Flávia Paola Félix Meira, Julvan Moreira de Oliveira Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62868 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 DECOLONIALIDADE E EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62996 <p>O texto objetiva trazer discussões sobre as marcas do colonialismo, do racismo e a possibilidade de pensarmos na escola em alternativas que trabalhem com uma educação antirracista desenvolvendo uma crítica à produção de conhecimento na modernidade, discutindo como conhecer, por meio da observação e explicação, produziu um modelo de ciência que, tornou-se hegemônico e dogmático, invisibilizando múltiplos conhecimentos e traduzindo-os como inexistentes. Propõe pensar um currículo que produza a crítica aos modos como o conhecimento é tratado na escola trazendo outras vozes e saberes por meio das narrativas, visto que elas permitem desinvisibilizar as experiências de opressão que estão, de modo dinâmico, sempre se relacionando e se sobrepondo entre si, sinalizando a inseparabilidade estrutural das questões de raça, gênero e classe e fazendo notar como o colonialismo deixou marcas profundas em múltiplas estruturas, exercendo suas colonialidades mesmo após a independência de suas colônias. Como aporte teórico-metodológico utiliza as pesquisas <em>nosdoscom</em> os cotidianos e a pesquisa narrativa, a fim de buscar uma compreensão de mundo mais ampliada, argumentando que o racismo é uma questão estrutural. Para isso, traz uma discussão sobre os currículos escolares numa perspectiva de valorização das diferenças e de um entendimento radical a favor da ideia de democracia social, buscando, por meio da narrativa de experiências, outras possibilidades de insurgência, de existência e de resistência.</p> Graça Regina Franco da Silva Reis, Isadora Azevedo, Marcia de Oliveira Maciel Franco Reis Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62996 Sun, 15 May 2022 00:00:00 -0300 CURRÍCULO E (DE)COLONIALIDADE https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62761 <p>O currículo historicamente está marcado pela colonialidade, isto é, os modos de entender as diferenças construídos no período colonial mantêm-se e atualizam-se nos currículos, mas há também indícios de decolonização. Este artigo, fruto de pesquisa com apoio do CNPq, situa-se nesse contexto e objetiva discutir indícios decoloniais nos currículos a partir das percepções de estudantes de diferentes cursos de licenciaturas. Para a produção dos dados, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com vários estudantes de licenciaturas. Em consonância com o referencial teórico, baseado em um conjunto de autores que problematizam a colonialidade e o currículo na perspectiva crítica, a análise foi qualitativa. Como indícios decoloniais, destacam-se o reconhecimento de que todos são diferentes, a negação de que há sujeitos ou grupos superiores aos outros e a percepção de que a presença de diferentes sujeitos na educação é positiva.</p> Ruth Pavan Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62761 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 MAFROEDUC OLÙKỌ́ E A FORMAÇÃO DOCENTE AFROCENTRADA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62866 <p>Este estudo analisa o MAfroEduc Olùkọ́, grupo de pesquisa institucionalizado e vinculado à Universidade Federal do Maranhão (UFMA), como espaço de formação docente afrocentrada MAfroEduc Olùkọ́, grupo de pesquisa institucionalizado e vinculado à Universidade Federal do Maranhão (UFMA), como espaço de formação docente afrocentrada, ampliando o repertório de visões da docência que são discutidas em sala de aula. Aborda práticas de (re) aprendizagem docente, a exemplo da realização de oficinas Ubuntu (NOGUEIRA, 2011) permeadas pela dialogicidade e amorosidade freiriana. Analisa a atuação do MAfroEduc Olùkọ́ e suas contribuições na formação docente afrocentrada por meio de pesquisa qualitativa de cunho bibliográfico e uso de depoimentos de integrantes do grupo coletados por meio de formulário eletrônico, enfatizando a importância do MAfroEduc Olùkọ́ na construção da AfroDocência. Constatamos que a prática, os encontros, os estudos e pesquisas realizadas pelo grupo estão alinhadas com a noção de Afrocentricidade (ASANTE, 2009; 2016) e amorosidade freiriana (FREIRE, 1992; 1996), contribui na produção de uma formação docente contra hegemônica e anticolonial que se contrapõe aos modelos de formação monocultural vigentes nas academias brasileiras.</p> Raimunda Nonata da Silva Machado, Soraia Lima Ribeiro de Sousa Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62866 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 CORPOS QUE QUEBRAM https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62931 <p>Este artigo revisa o debate sobre a interseccionalidade e seus efeitos na pesquisa em currículo com ênfase nas políticas dos corpos nas escolas de Educação Infantil. Embora o debate sobre a interseccionalidade seja oficialmente descrito como nascido no final da década de 1980, sua emergência pode ser rastreada até a institucionalização dos estudos da mulher na década de 1970 e o movimento feminista da década de 1960. Feminismos negros, incluindo no Brasil, há muito defendem a força da categoria como espinha dorsal do pensamento feminista. Porém, nos últimos anos, a interseccionalidade tem enfrentado críticas, desde a filosofia feminista negra até a pesquisa política aplicada. Este artigo utilizará duas histórias heterogêneas de corpos infantis racializados e as suas performances de dança e canto de funk nas escolas para produzir uma reimaginação da relação entre currículo e diferença. Esta investigação aciona o pensamento fractal de Denise Ferreira da Silva para suplementar a interseccionalidade com considerações onto-epistemológicas sobre padrões de interferência, ou seja, em que corpo e mundo estão sempre enredados.</p> Lorraine Gonçalves, Victor Pereira de Sousa, Thiago Ranniery Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62931 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300 NARRATIVAS DE MÉDICAS NEGRAS SOBRE SEU PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62844 <p>Este artigo busca contribuir com as reflexões acerca da importância de se discutir as relações étnico raciais ao apresentar narrativas de experiências escolares de médicas negras que vivenciaram situações de racismo estrutural, durante toda a trajetória escolar, incluindo o curso superior em medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Essas narrativas foram produzidas em uma pesquisa de Mestrado que investigou processos de subjetivação de cinco mulheres negras e pobres que ingressaram no curso de medicina no ano de 2009 concluindo-o no ano de 2014. A pesquisa que dá base a este artigo opera com conceitos foucaultianos, em especial os modos de subjetivação. Como metodologia foram utilizadas as entrevistas narrativas, entendidas como uma técnica para produção de informações de pesquisa por meio de uma conversa, a partir de alguns eixos estruturantes. O argumento deste artigo é o de que o corpo negro é o alvo sobre o qual incidem as relações de poder que se referem ao racismo. Assim, para produzir modos de subjetivação, as médicas precisaram ressignificar esse corpo (particularmente no que concerne ao cabelo negro e à cor da pele), fazendo com que ele ocupasse um lugar social historicamente negado ao corpo negro. Nesse processo, elas desestabilizam as relações de poder, criam resistências e produzem outros modos de ser.</p> Maria Carolina Caldeira, Ieda Marisa Trindade Moreira de Abreu Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62844 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 PRÁTICAS ANTIRRACISTAS NOS PROCESSOS CURRICULARES COM AS REDES EDUCATIVAS COTIDIANAS DAS MULHERES NA BACIA DO RIO FORMATE https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62873 <p>Este artigo dialoga com as <em>escrevivências</em> de uma professora pesquisadora, engajada e insubmissa, para evidenciar práticas antirracistas nos processos curriculares envolvendo as questões étnico-raciais com as redes educativas cotidianas de mulheres que vivem e lutam em defesa da preservação do rio Formate do município de Viana do estado do Espírito Santo. Mulheres que são professoras, pesquisadoras e mães solo e que, em sua grande maioria, são negras. Desse modo, a escrita da pesquisa foi pensada, praticada e tecida conectando autoras e escritoras feministas negras, como: Sueli Carneiro, Djamila Ribeiro e Bell Hooks, à literatura negra de Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo, a fim de trazer à tona as re-existências femininas frente às opressões patriarcais. Para tanto, temos como aporte metodológico os estudos com os cotidianos e as pesquisas narrativas. Quanto à produção de dados, utilizamos como procedimento metodológico narrativas: narrativas ficcionais, <em>escrevivências</em>, ‘imagensnarrativas’ e diálogos amorosos com os sujeitos da história e praticantes da pesquisa. Assim, a partir das narrativas das moradoras e moradores locais e membros de movimentos sociais da localidade, foi possível problematizar as questões étnico-raciais. Nesse sentido, destacamos a pertinência da Lei Federal nº 10.639/03, que tornou obrigatório que o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira seja de fato exercido nos cotidianos escolares e em outras redes educativas para que as práticas antirracistas aconteçam na vida cotidiana.</p> Edilene Machado dos Santos, Soler Gonzalez Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62873 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 ENTRE O SEMBA E O FUNK https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/57736 <p class="p1">Este estudo faz uso do samba-enredo <em>História de ninar gente grande, </em>da Escola de Samba carioca Estação Primeira de Mangueira (2019), e do funk <em>Céu de pipa, </em>composto por MC Marks (2020), como fontes históricas possíveis para pensar o protagonismo negro na história e seu silenciamento no currículo formal escolar. Objetiva perquirir a importância de práticas culturais na constituição dos saberes históricos e em ações educativas que promovam a eficácia social da lei 10.639/2003, cuja exegese se alinha a eliminação de todas as formas de discriminação racial e compromete-se a uma dupla obrigação: eliminar as formas constantes de discriminação e promover a igualdade. Para tanto, faz uso da chave-teórica aberta por Thornton sobre a África e os africanos na formação do mundo atlântico, bem como dos estudos sobre uma educação antirracista e suas correlações com o currículo oficial escolar. Quanto ao aspecto metodológico, privilegia-se uma abordagem qualitativa, predominantemente com aporte procedimental na análise do conteúdo literal e no conceito de cultura histórica, como recursos para uma leitura crítica e holística dos estilos musicais.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> Diego dos Santos Alves, Jonatas Xavier de Souza Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/57736 Sat, 30 Apr 2022 00:00:00 -0300 ANÁLISE DE DADOS E POLÍTICAS PÚBLICAS ANTIRRACISTAS NA EDUCAÇÃO CARIOCA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62872 <p>Sabemos que escola pública tem cor, especialmente, a Rede Pública Municipal do Rio de Janeiro tem em seus bancos escolares a grande maioria de população negra e parda. Dito isto, observa-se que a criação de uma gerência de relações étnico-raciais na rede municipal da cidade do Rio de Janeiro é crucial para que o estudo de dados possa ajudar a embasar práticas pedagógicas que atendam a urgência da aplicabilidade e permanência das leis 10.639/03 e 11.645/08. O objetivo deste artigo é evidenciar a importância dessas políticas públicas Antirracistas para educação básica em escolas do município do Rio de Janeiro. Neste artigo, detalhamos o perfil étnico-racial da rede municipal, assim como analisamos a compreensão dos profissionais sobre a educação para as relações étnico-raciais. Faz-se urgente pensar uma política educacional antirracista como principal agente de construção de uma educação com narrativas outras, que foram historicamente negligenciadas e que devem estar presentes com outros protagonismos nos materiais didáticos, nos currículos e nos planejamentos, pois dialoga diretamente com a cor/raça de discentes desta rede educacional.</p> Jonê Carla Baião, Luan Ribeiro da Silva Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/62872 Wed, 25 May 2022 00:00:00 -0300