Phytosociology of angiosperms in a highly-fragmented landscape of Coastal Atlantic Forest in Northeastern Brazil

  • João Pedro Souza-Alves Departamento de Ecologia, Universidade Federal de Sergipe
  • Maria Regina de Vasconcelos Barbosa Departamento de Sistemática e Ecologia
  • Stephen Francis Ferrari Departamento de Ecologia
Palavras-chave: Floresta Atlântica, fitossociológia, fragmentação de hábitat, Unidade de Conservação

Resumo

Perda e fragmentação de habitat da Floresta Atlântica nordestina tem sido extremamente extensa, restando apenas arquipélagos de pequenos fragmentos florestais. Devido à falta de trabalhos botânicos na Mata Atlântica de Sergipe apresentamos o primeiro estudo fitossociológico de árvores e cipós da Mata Atlântica de Sergipe. Aqui duas áreas Mata Atlântica nordeste Brasil, Fazenda Trapsa (FT - 14 ha) e Refúgio da Vida Silvestre Mata do Junco (MJ - 522 ha) foram estudadas a partir de protocolos padrões de amostragem. A vegetação no FT demostra estar em um estágio inicial de regeneração, com uma grande diversidade de árvores e densidade de lianas, enquanto que MJ apresenta árvores mais altas, uma área basal maior e menor densidade liana indicando um hábitat mais maduro. Assim, a aplicação de estratégias de conservação e gestão destes habitats, tais como a criação de áreas protegidas, pode ajudar a manter e aumentar a diversidade de espécies. Além disso, esses fragmentos também pode atuar como stepping stones ou corredores ecológicos de biodiversidade na região.

Referências

AB’SÁBER, A. 2010. Os domínios de natureza no Brasil: Potencialidades paisagísticas. Ateliê Editora.

ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP. 2009. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III. Botanical Journal of the Linnean Society, 161:105-121.

ARROYO-RODRÍGUEZ, V. & TOLEDO-ACEVES, T. 2009. Impact of landscape spatial pattern on liana communities in tropical rainforest at Los Tuxtlas, Mexico. Applied Vegetation Science, 12:340-349.

ARROYO-RODRÍGUEZ, V., CUESTAL-DEL-MORAL, E., MANDUJANO, S., CHAPMAN, C., REYNA-HURTADO, R. & FAHRIG, L. 2013. Assessing habitat fragmentation effects for primates: The importance of evaluating questions at the correct scale. In: MARSH, L. K. & CHAPMAN, C. A. (eds.). Primates in Fragments: Complexity and Resilience, 2nd Edition. Springer, New York. Pp. 13-28.

ARROYO-RODRÍGUEZ, V., PINEDA, E., ESCOBAR, F. & BENÍTEZ-MALVIDO, J. 2009. Value of small patches in the conservation of plant-species diversity in highly fragmented rainforest. Conservation Biology, 23:729-739.

BAIÃO, S. A. A. 2013. Macaco Guigó (Callicebus coimbrai): Dispersão de sementes e conhecimento ecológico na Mata Atlântica de Sergipe. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Sergipe.

BURIL, M. T., GARCÍA-GONZÁLEZ., J. & ALVES, M. 2011. Convolvulaceae of Northeast Brazil. Environmental and Conservation Programa, The Field Museum, Chicago. Rapid Color Guide #293.

BURNHAM, R. J. 2002. Dominance, diversity and distribution of lianas in Yasuní, Ecuador: Who is on top? Journal of Tropical Ecology, 18:845-864.

CÂMARA, I. G. 2003. Brief history of conservation in the Atlantic Forest. In: GALINDO-LEAL, C. & CÂMARA, I. G. (eds.). The Atlantic Forest of South America. Island Press, Washington D.C. Pp. 31-42.

CARDOSO, D. B. O. S., FRANÇA, F., NOVAIS, J. S., FERREIRA, H. S., SANTOS, R. M., CARNEIRO, V. M. S. & GONÇALVES, J. M. 2009. Composição florística e análise fitogeográfica de uma floresta semidecídua na Bahia, Brasil. Rodriguésia, 60:1055-1076.

CASTRO, C. S. S., MARQUES, A. A. B., IZAR, P., OLIVEIRA, A. C. & LOPES, M.A. 2003. The role of primates as seed dispersers in the vegetation structure of tropical forests. Neotropical Primates, 11:125-127.

FAHRIG, L. 2003. Effects of habitat fragmentation on biodiversity. Annual Review Ecology, Evolution and Systematic, 34:487-515.

GALETTI, M. & DIRZO, R. 2013. Ecological and evolutionary consequences of living in a defaunated world. Biological Conservation, 163:1-6.

GALINDO-LEAL, C. & CÂMARA, I. G. 2003. The Atlantic Forest of South America: biodiversity status, threats, and outlooks. Center for Applied Biodiversity Science at Conservation International State of Hotspots series. Island Press, Washington, D.C.

GARCÍA-GONZÁLEZ, J. & ALVES, M. 2011. Common lianas, Atlantic Rain Forest, Igarassu, Pernambico, Brazil: Lianas stems of the Usina São José. Environmental and Conservation Programa, The Field Museum, Chicago. Rapid Color Guide #283.

GARCÍA-GONZÁLEZ, J. & ALVES, M. 2012. Trepadeiras e Lianas da Usina São José, Mata Atlântica, Pernambuco, Brasil: Trepadeiras e Lianas da Mata Atlântica. Environmental and Conservation Programa, The Field Museum, Chicago. Rapid Color Guide #305.

GARCÍA-GONZÁLEZ, J. D. 2011. Diversidade e abundância de lianas em uma área de Floresta Atlântica semidecidual ao Norte do Estado de Pernambuco. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Pernambuco.

GENTRY, A. H. 1982. Patterns of neotropical plant species diversity. Evolutionary Biology, 15:1-84.

GENTRY, A. H. 1988. Tree species richness of upper Amazonian forests. In: Proceedings of the National Academy of Sciences, vol. 85, USA. Pp. 156-159.

GENTRY, A. H. 1991. The distribution and evolution of climbing plants. In: PUTZ, F. E. & MOONEY, H. A. (eds.). The biology of vines. Cambridge University Press, Cambridge, UK. Pp. 3-42.

GENTRY, A. H. 1992. Tropical forest biodiversity: distributional patterns and their conservational significance. Oikos, 63:19-28.

GERWING, J. J., SCHNITZER, S. A., BURNHAM, R. J., BONGERS, F., CHAVE, J., DEWALT, S. J., EWANGO, C.E.N., FOSTER, R., KENFACK, D., MARTÍNEZ-RAMOS, M., PARREN, M., PARTHASARATHY, N., PÉREZ-SALICRUP, D. R., PUTZ, F. E. & THOMAS, D. W. 2006. A standard protocol for liana censuses. Biotropica, 38:256-261.

HORA, R. C. & SOARES, J. J. 2002. Estrutura fitossociológica da comunidade de lianas em uma floresta estacional semidecidual na Fazenda Canchim, São Carlos, SP. Revista Brasileira de Botânica, 25:323-329.

IBARRA-MANRÍQUEZ, G. & MARTÍNEZ-RAMOS, M. 2002. Landscape variation of liana communities in a Neotropical rain forest. Plant Ecology, 160:91-112.

KOBAYASHI, S. & LANGGUTH, A. B. 1999. A new species of titi monkey, Callicebus Thomas, from north-eastern Brazil (Primates, Cebidae). Revista Brasileira de Zooogia, 16:531-551.

KURTEN, E. 2013. Cascading effects of contemporaneous defaunation on tropical forest communities. Biological Conservation, 163:22-32.

LAURANCE, W. F., PÉREZ-SALICRUP, D., DELAMÓNICA, P., FEARNSIDE, P. M., D’ANGELO, S., JEROZOLINSKI, A., POHL, L. & LOVEJOY, T. E. 2001. Rain forest fragmentation and the structure of Amazonian liana communities. Ecology, 82:105-116.

LEITÃO-FILHO, H. F. 1987. Considerações sobre a florística de florestas tropicais e subtropicais do Brasil. IPEF, 45:41-46.

MANTOVANI, W. 2003. Delimitação do bioma Mata Atlântica: implicações legais e conservacionistas. In: CLAUDINO-SALES, V. (Org.). Ecossistemas Brasileiros: Manejo e Conservação. 1° ed. Expressão Gráfica e Editora, Fortaleza. Pp. 287-298.

MITTERMEIER, R., GIL, P. R., HOFFMANN, M., PILGRIM, J., BROOKS, T., MITTERMEIER, C. G., LAMOREUX, J., FONSECA, G. A. B., SELIGMANN, P. A. & FORD, H. 2004. Hotspots Revisited – Eath’s biologically richest and most endangered terrestrial ecorregions. International Conservaion, Washington D.C.

MORELLATO, P. & LEITÃO-FILHO, H. 1996. Reproductive phenology of climbers in a Southeastern Brazilian Forest. Biotropica, 28:180-191.

MUELLER-DOMBOIS, D. & ELLENBERG, H. 1974. Aims and methods of vegetation ecology. Willey & Sons. New York.

MURCIA, C. 1995. Edge effects in fragmented forest: implications for conservation. Tree, 10:58-62.

MYERS, N., MITTERMEIER, R. A., MITTERMEIER, C. G., FONSECA, G. A. B. & KENT, J. 2000. Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature, 403:853-858.

PAGLIA, P. A., DE MARCO, P. J., COSTA, F. M., PEREIRA, R. F. & LESSA, G. 1995. Heterogeneidade de estrutural e diversidade de pequenos mamíferos em um fragmento de mata secundária de Minas Gerais. Brasil. Revista Brasileira de Zoologia, 12:67-79.

PARDINI, R., BUENO, A. D. A., GARDNER, T. A., PRADO, P. I. & METZGER, J. P. 2010. Beyond the fragmentation threshold hypothesis: regime shifts in biodiversity across fragmented landscapes. Plos One 5.

PUTZ, F. E. 1984. The natural history of lianas on Barro Colorado Island, Panama. Ecology, 65:1713-1724.

RANTA, P., BLOM, T., NIEMELÄ, J., JOENSUU E. & SIITONEN, M. 1998. The fragmented Atlantic rain forest of Brazil: size, shape and distribution of forest fragments. Biodiversity and Conservation, 7:385-403.

REZENDE, A. A. & RANGA, N. T. 2005. Lianas da Estação Ecológica do Noroeste Paulista, São José do Rio Preto/Mirassol, SP, Brasil. Acta Botânica Brasilica, 19:273-279.

REZENDE, A. A. RANGA, N. T. & PEREIRA, R. A. S. 2007. Lianas de uma floresta estacional semidecidual, Município de Paulo de Faria, Norte do Estado de São Paulo, Brasil. Revista Brasileira de Botânica, 30:451-461.

SANTOS, A. L. C. 2009. Diagnóstico dos fragmentos de Mata Atlântica de Sergipe através de Sensoriamento Remoto. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Sergipe.

SANTOS, P. M. 2011. Composição florística e estrutura de habitat do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco e de fragmentos próximos: Influência na presença de Callicebus coimbrai Kobayashi & Langguth, 1999. Monografia de Graduação. Universidade Federal de Sergipe.

SCHNITZER, S. A. & CARSON, W. P. 2001. Treefall gaps and the maintenance of species diversity in a tropical forest. Ecology, 82:913-919.

SCHNITZER, S. A. 2005. A mechanistic explanation for global patterns of liana abundance and distribution. The American Naturalist, 166:262-276.

SHEPHERD, G. J. 2006. FITOPAC I. Manual do Usuário. Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

SILVA, J. M. C. & CASTELETI, C. H. M. 2003. Status of the biodiversity of the Atlantic Forest of Brazil. Pp. 43–59 in Galindo-Leal, C. & Camara, I. G. (eds.). The Atlantic Forest of South America: biodiversity status, trends, and outlook. Center for Applied Biodiversity Science and Island Press, Washington DC.

SILVA, J. M. C. & TABARELLI, M. 2000. Tree species impoverishment and the future flora of the Atlantic forest of Northeastern Brazil. Nature, 404:72-74.

THOMAS, W. W. 2008. The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. The New York Botanical Garden Press, New York

THOMAS, W. W., CARVALHO, A. M. V., AMORIM, A. M., HANKS, J. G. & SANTOS, T. S. 2008. Diversity of woody plants in the Atlantic Coastal Forest of Southern Bahia, Brazil. Pp. 21-66 in Thomas, W. W. (ed.). The Atlantic Coastal Forest of Northeastern Brazil. The New York Botanical Garden Press, New York.

UDULUTSCH, R., SOUZA, V., RODRIGUES, R. & DIAS, P. 2010. Composição florística e chaves de identificação para as lianas da Estação Ecológica dos Caetetus, estado de São Paulo, Brasil. Rodriguésia, 60:715-730.

VIEIRA, M. V., FARIA, D. M., FERNADEZ, F. A. S., FERRARI, S. F., FREITAS, S. R., GASPAR, D. A., MOURA, R. T., OLIFIERS, N., OLIVEIRA, P. P., PARDINI, R., PIRES, A. S., RAVETTA, A., MELLO, M. A. R., RUIZ, C. R. & SETZ. E. S. 2005. Mamíferos. In: RAMBALDI, D., MELLO, A. D., RUIZ, C. & SETZ, E. S. (Org.). Fragmentação de ecossistemas: causas, efeitos sobre a biodiversidade e recomendações de política públicas. MMA, Brasília. Pp. 126-156.

ZIMMERMAN, B. L. & BIERREGAARD, Jr. R. O. 1986. Relevance of the equilibrium theory of island. Biogeography with an example from Amazonia. Journal of Biogeography, 13:133-142.

Publicado
2019-05-19
Seção
Artigos