INFLUÊNCIA DA ALTITUDE NA DIVERSIDADE E DISTRIBUIÇÃO DE INSETOS DA CAATINGA NA SERRA DA ENGABELADA, PARAÍBA (NORDESTE DO BRASIL)

Ernandes Fernandes da Silva, Natan Medeiros Guerra, Eraldo Medeiros Costa Neto, Reinaldo Farias Paiva de Lucena

Resumo


O presente estudo buscou realizar um levantamento entomológico em diferentes níveis de altitudes, avaliando a influência desta na diversidade e distribuição espacial das populações de insetos que habitam a Serra da Engabelada, no município do Congo, Cariri paraibano, Nordeste do Brasil. Os insetos foram coletados em 7 níveis de altitude utilizando armadilhas do tipo pitfall com 3 repetições e em seguida foram triados e identificados a nível de família no laboratório de entomologia agrícola do CCHSA/UFPB. Utilizou-se o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC) e os dados foram convertidos para raiz de y + 0,5. As médias relacionadas aos meses foram submetidas ao teste de Tukey a 5% de probabilidade e as médias referentes a altitude foram submetidas a análise de regressão. Realizou-se análises multivariadas (ACP e PCO) para correlacionar as variáveis tempo, altitude e famílias. Foi coletado um total de 3.248 insetos distribuídos em 12 ordens e 23 famílias. As famílias apresentaram diferentes padrões de distribuição ao longo dos meses e do gradiente de altitude. Com relação a distribuição das famílias durante os meses de coleta e com exceção da família Gryllidae, todas as médias das demais famílias não foram significativas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Para a variável altitude, nenhuma das médias das famílias se ajustou ao modelo de regressão. A análise multivariada demonstrou que as médias das famílias estão próximas de zero e que apenas três (ACP) ou duas (PCO) destas apresentam médias distantes de zero. Contudo, a Serra da Engabelada apresenta uma grande diversidade de insetos, onde apenas a família Gryllidae é influenciada pela época de coleta e a altitude não interfere na diversidade e distribuição das famílias coletadas.


Palavras-chave


insetos; famílias; altitude



DOI: https://doi.org/10.22478/ufpb.2236-1480.2019v27n1.45957

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