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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1d1 20130915//EN" "JATS-journalpublishing1.dtd">
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        <article-title>LEITURAS DISTINTAS DE UMA MESMA PANDEMIA: UMA ANÁLISE DO TWITTER PRESIDENCIAL EM CONFRONTO COM AS NOTÍCIAS INTERNACIONAIS E A CONSTRUÇÃO DE IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR</article-title>
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            <givenName>Amanda</givenName>
            <surname>Caroline</surname>
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            <givenName>Silvia Garcia</givenName>
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        <title>Abstract</title>
        <p>O Governo Bolsonaro (2019-) relativizou os perigos e as potencialidades do Covid-19 ao longo de 2020, a despeito do Brasil ter contabilizado ao final de julho do mesmo ano 2.662.485 contaminados, 1.844.51 recuperados e 92.475 óbitos pela doença. Tendo essa discrepância como pano de fundo, o presente artigo tem como objetivo confrontar e discutir analiticamente a posição do presidente Jair Messias Bolsonaro quanto à crise da pandemia por meio de sua conta oficial no Twitter e o modo como a imprensa internacional (The New York Times/EUA, El Tiempo/Colômbia e Clarín/Argentina) retratou o tema e o governo brasileiro quanto à matéria. O recorte temporal da pesquisa, com acompanhamento diário do que foi publicado/postado é o mês de julho de 2020, quando o chefe de Estado brasileiro testou positivo para a afecção. Assim, a pesquisa de caráter bibliográfico e documental, pretende responder às seguintes perguntas: De que modo o presidente se posicionou sobre a pandemia e o que postou no Twitter? O que publicaram os jornais selecionados sobre o assunto e o posicionamento do governo/presidente brasileiro? Que imagem do Brasil no exterior é retratada pela mídia selecionada? Conclui-se que o chefe de Estado brasileiro tem sua imagem atrelada ao negacionismo como fator par de sua narrativa ideológica, o que vem repercutindo negativamente no sentido da construção da percepção internacional sobre o presidente, o governo e o Estado.</p>
        <p>Palavras-Chave: Governo Bolsonaro; Covid-19; Pandemia; Twitter; Imprensa Internacional.</p>
        <p>The Bolsonaro Government (2019-) has relativized the dangers and potential of Covid-19 throughout 2020, despite Brazil having accounted for 2,662,485 contaminated, 1,844,51 recovered and 92,475 deaths from the disease at the end of July of the same year. With this discrepancy in mind, this article aims to confront and analytically discuss the position of President Jair Messias Bolsonaro regarding the pandemic crisis through his official Twitter account and the way the international press (The New York Times/USA, El Tiempo/Colombia and Clarín/Argentina) portrayed the issue and the Brazilian government regarding the matter. The time clipping of the survey, with daily follow-up of what was published/posted is the month of July 2020, when the Brazilian head of state tested positive for the affection. Thus, the bibliographic and documentary research intends to answer the following questions: How did the president position himself about the pandemic and what did he post on Twitter? What did the selected newspapers publish about the subject and the position of the Brazilian government/president? What is the image of Brazil abroad portrayed by the selected media? We conclude that the Brazilian head of state has his image tied to negationism as an equal factor of his ideological narrative, which has been negatively impacting on the construction of international perception about the president, the government and the state.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <title>Keywords</title>
        <kwd>Palavras-Chave: Governo Bolsonaro</kwd>
        <kwd>Covid-19</kwd>
        <kwd>Pandemia</kwd>
        <kwd>Twitter</kwd>
        <kwd>Imprensa Internacional Key-words: Bolsonaro Government</kwd>
        <kwd>Covid-19</kwd>
        <kwd>Pandemic</kwd>
        <kwd>Twitter</kwd>
        <kwd>International Press</kwd>
      </kwd-group>
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    <sec>
      <title/>
      <p/>
      <p>perfil oficial do Twitter uma postagem do Ministério da Saúde, então comandado pelo Ministro Henrique Mandetta, a investigação do primeiro possível caso de Covid-19 no Brasil.</p>
      <p>A vítima era um homem de 61 anos que havia voltado de uma viagem para a Itália. Na ocasião, o país europeu passava por um surto significativo da doença. Esse foi também o primeiro caso notificado da doença na América do Sul <xref rid="b41" ref-type="bibr">1</xref> Nem nos piores cenários era possível imaginar o que estaria por vir. O coronavírus se espalhou rapidamente, atingindo todos os estados federativos. Até o dia 2 de novembro de <italic>2020, 5.535</italic>.605 pessoas foram contaminadas com 159.884 vítimas fatais, somente no Brasil, segundo dados da OMS 3 . As mídias nacional e internacional especulam que tal acontecimento esteja relacionado com a má gestão pública e com a ausência de uma ação federal conjunta no combate à proliferação e contenção do Covid-19. </p>
    </sec>
    <sec>
      <title>O POSICIONAMENTO DE BOLSONARO SOBRE O VÍRUS</title>
      <p/>
      <p>Durante os primeiros meses do que foi chamado metaforicamente de 'quarentena'</p>
      <p>(orientações ou normatizações voltadas para promover o isolamento social como forma de minimizar a disseminação do Covid-19), por diversas vezes, o presidente brasileiro atenuou as potencialidades do vírus e as consequências pós-infecção que muito repercutiu nas mídias nacionais e internacionais. Além do Clarín e do El Tiempo, a BBC News Brasil 4 sistematizou as oportunidades em que Bolsonaro minimizou a potência do SARS-CoV-2 alertada pelas autoridades competentes nacionais e internacionais 5 .</p>
      <p>De acordo com a matéria "Relembre frases de Bolsonaro sobre a covid-19" da BBC, na primeira vez que Jair Bolsonaro subestimou os riscos da doença, tratou da "super dimensão da questão do coronavírus", uma "gripezinha", em pronunciamento em rede nacional. Além desse episódio, chegou a falar "todos nós morreremos um dia" ao participar de um evento com aglomeração de pessoas (em março) e também o polêmico "e daí?" presidencial ao lado do "não sou coveiro", quando questionado sobre o recorde diário de mortes pela Covid. Nesse sentido, o comportamento da linha de tendência das buscas aponta para a evidência do caráter persuasivo do presidente através da sua rede social. O líder tem induzido a população a interessar-se pelo medicamento na prevenção e tratamento do Covid-19, mesmo após a OMS rejeitar a recomendação da droga devido aos efeitos colaterais que podem ser causados.</p>
    </sec>
    <sec>
      <title>QUEM SÃO OS JORNAIS ESTRANGEIROS?</title>
      <p/>
      <p>O Clarín, jornal de maior circulação na Argentina, originou-se em Buenos Aires, no dia 28 de Agosto de 1945, pelo jornalista, político e ex-ministro do Governo de Buenos Aires <italic>(1936)</italic><italic>(1937)</italic><italic>(1938)</italic><italic>(1939)</italic>, Roberto J. <italic>Noble (1902</italic><italic>Noble ( -1969</italic>  23 Optou-se por reunir os dois jornais latino-americanos em uma tabela única e em separado o norte-americano, pois os dados dos jornais latino-americanos do presente artigo foram coletados no contexto de uma pesquisa maior direcionada para essa região sobre imagem de Brasil em geral. A coleta de dados no NYT ocorreu com o propósito exclusivo para este artigo, em que foram acompanhadas sistematicamente somente notícias referentes ao assunto pandemia e governo brasileiro.</p>
    </sec>
    <sec>
      <title>Mês</title>
      <p/>
      <p>Clarín -9 de marzo de 2020: "Está siendo sobredimensionado el poder destructor de este virus". -16 de marzo de 2020: "Está habiendo una histeria. Si la economía se hunde, se hunde Brasil (...) Si acaba la economía, acaba cualquier Gobierno. Acaba mi Gobierno. Es una lucha de poder". -22 de marzo de 2020: "Brevemente, el pueblo sabrá que fue engañado por estos gobernadores regionales (en favor de medidas de aislamiento) y por gran parte de los medios de comunicación en esta cuestión del coronavirus. Espero que vengan a culparme entonces ante la cantidad de millones y millones de desempleados". -24 de marzo de 2020: "Por mi histórico de atleta, en caso de que fuera contaminado por el virus, no tendría que preocuparme, no sentiría nada, como mucho una gripecita o un resfriadito". -29 de marzo de 2020: "Es la vida, todos vamos a morirnos algún día". -3 de abril de 2020: "Este virus es igual que una lluvia, va a mojar el 70 por ciento de ustedes". -14 de abril de 2020: "Parece que está comenzando a irse la cuestión del virus, pero está llegando y golpeando fuerte el desempleo".</p>
      <p>27 Irresponsabilidad Video: Trump, Bolsonaro y AMLO, al frente del ránking de políticos imprudentes que olvidan o no quieren cuidarse del coronavirus. Clarín, 07/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/internacional/video-trump-bolsonaro-amlo-frente-ranking-politicos-imprudentesolvidan-quieren-cuidarse-coronavirus_0_aXmVA07vF.html&gt; Acesso em: 07 de jul. de 2020. 28 Entrevista Coronavirus en Brasil: la producción masiva de una vacuna "será posible a partir de mediados de 2021". Clarín, 24/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/coronavirus-brasil-produccionmasiva-vacuna-posible-partir-mediados-2021-_0_dhPzLW9Sr.html&gt; Acesso em: 24 de jul. de 2020. 29 ¡Pilas con las vacunas! El Tiempo, 26/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/opinion/columnistas/juan-lozano/pilas-con-las-vacunas-columna-de-juan-lozano-522484&gt; Acesso em: 26 de jul. <italic>de 2020. 30</italic> Después de minimizar el covid-19, Bolsonaro da positivo en prueba. El Tiempo, 07/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/el-presidente-de-brasil-jair-bolsonaro-resulta-positivo-paracoronavirus-515218&gt; Acesso em: 07 de jul. de 2020a.</p>
      <p>-28 de abril de 2020: "¿Y qué? Lo lamento. ¿Qué quieren que yo haga? Soy Mesías, pero no hago milagros" (cuestionado por el aumento de número de fallecidos).</p>
      <p>-2 de junio de 2020: "Lamentamos todos los muertos, pero es el destino del mundo". -9 de junio de 2020: "No queremos cifras mentirosas que sirvan para inflar este tema y dar titulares para la prensa. Estos números tienen que servir para alguna cosa y no para dar titulares a la prensa" -7 de julio de 2020: "A mi entender, hubo algunas medidas exageradas que llevaron a un cierto pánico a la sociedad en relación al virus. Todo el mundo sabía que él más tarde o temprano afectaría a una parte considerable de la población" (EL TIEMPO, 2020b).</p>
      <p>Tal exposição traz de forma linear as respostas do executivo brasileiro, as quais se mantiveram dentro de um mesmo quadro de indiferença em relação à gravidade dos impactos do coronavírus, tendo como principal preocupação a economia. Ao mesmo tempo, critica as medidas gerenciadas pelos governos regionais e demonstra apatia pelos casos de mortes provocados pela pandemia.</p>
      <p>Ainda nesse mesmo dia, como o Clarín, criticou a atitude do presidente de tirar a máscara diante dos jornalistas logo após anunciar seu teste positivo e situou-o como imprudente em relação ao vírus, ao lado de outros líderes políticos, que também contraíram a doença 31 . No dia seguinte, continuou a repercussão do vídeo (no Clarín 32 e no El Tiempo 33 ), em que o presidente remove a máscara na frente da coletiva de imprensa, fazendo menção à resposta da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que enviaria uma ação à Corte Suprema contra o governo Jair Bolsonaro por ter colocado em risco a vida dos jornalistas.</p>
      <p>Sobre essa situação, é relevante refletir na implicação do comportamento do presidente brasileiro em relação à opinião pública (OP). Segundo Tânia <xref rid="b34" ref-type="bibr">2</xref>, a OP tem como um de seus pilares a imprensa a qual cumpre um papel importante para induzir a formação de opiniões e tendências. A opinião pública também tem sua importância elencada na diplomacia midiática (instrumentalização da mídia para convencer de modo favorável a opinião pública sobre decisões oficiais, por exemplo) e diplomacia pública (governo utiliza-se de outros múltiplos canais, além da comunicação de massa, para cultivar positivamente a opinião pública no exterior) explicadas por Eythan <xref rid="b27" ref-type="bibr">3</xref>.</p>
      <p>31 Karma: Bolsonaro y quienes menospreciaron la covid-19 y se enfermaron. <italic>El Tiempo, 07/07/2020. Disponível em:</italic> &lt;https://www.eltiempo.com/mundo/mas-regiones/coronavirus-politicos-contagiados-quenegaron-la-covid-19-515442&gt; Acesso em: 07 de jul. de 2020. 32 Demanda ante la Corte Suprema Coronavirus en Brasil: demandarán a Jair Bolsonaro por poner en riesgo a periodistas. Clarín, 08/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/coronavirus-brasildemandaran-jair-bolsonaro-poner-riesgo-periodistas_0_vqEF7UW8o.html&gt; Acesso em: 08 de jul. <italic>de 2020. 33</italic> Demandarán a Bolsonaro por quitarse tapabocas teniendo coronavirus. <italic>El Tiempo, 08/07/2020. Disponível em:</italic> &lt;https://www.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/covid-19-periodistas-en-brasil-demandaran-a-jairbolsonaro-positivo-por-coronavirus-515734&gt; Acesso em: 08 de jul. <italic>de 2020</italic> Como apontam Caroline <xref rid="b17" ref-type="bibr">4</xref>  Em seu editorial <xref rid="b0" ref-type="bibr">5</xref> , o Clarín ainda localiza o presidente brasileiro junto com outros líderes que não sabem lidar com a crise da pandemia e optam por negá-la para não demonstrar fraqueza ou perplexidade. Em outra matéria <xref rid="b1" ref-type="bibr">6</xref>  periódicos Clarín e El Tiempo, os quais constantemente em suas publicações acerca do agravamento da crise sanitária do Brasil relacionaram o governo brasileiro às suas ações caracterizadas pelo ceticismo, ou seja, preferindo negar os riscos e consequências graves na saúde pública causadas pelo coronavírus -expressas no aumento do número de mortes e contaminados -enquanto dava preferência à reabertura comercial para salvar a economia. O</p>
      <p>The New York Times retrata o posicionamento do presidente Bolsonaro quase sempre de modo negativo durante todo o mês de julho, enfatizando a alta disseminação do vírus pelo país e o comportamento resistente à adoção de medidas orientadas pela OMS e outros órgão de saúde, como a de isolamento social e o uso de máscara pelo presidente brasileiro.</p>
      <p>Ao se compreender a capacidade da construção midiática da identidade de um Estado e de mobilização da opinião pública mundial, a partir do modo como a imagem internacional de um país é difundida pelos meios de comunicação <italic>(NOGUEIRA, 2012;</italic><italic>MOURON, 2013)</italic>, na pesquisa em tela em sua totalidade, conclui-se que a imagem do Brasil no que se refere à pandemia, e ao modo como o governo/presidente brasileiro vem lidando com ela, é negativa e desfavorável ao país. A percepção internacional produzida pelos jornais estrangeiros analisados é crítica diante do negacionismo dos fatos científicos, do não ou pouco cumprimento das orientações da OMS pelo presidente/governo brasileiro? e da ineficiência federal na contenção do novo coronavírus.</p>
    </sec>
    <sec>
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          <title>Somente na pandemia, até o mês de novembro de 2020, o cargo de ministro da saúde foi ocupado por três homens em períodos distintos: Henrique Mandetta (01/01/2019- 16/04/2020), Nelson Teich (17/04/2020-15/05/2020) e o atual, interino, Eduardo Pazuello (15/05/2020-). Os dois primeiros, médicos, e o último, militar. Foram públicos os embates entre a esfera federal do governo e as estaduais. Por diversas ocasiões o presidente e/ou o ministro da saúde condenou as medidas adotadas pelos governadores estaduais (especialmente 1 MINISTÉRIO DA SAÚDE. PORTARIA Nº 188, DE 3 DE FEVEREIRO DE 2020. Disponível em: &lt;https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-188-de-3-de-fevereiro-de-2020-241408388&gt; 2 Quando há um número significativo de pessoas infectadas por uma doença em todos os continentes do mundo 3 Painel do WHO Coronavirus Disease (COVID-19. Disponível em: &lt;https://covid19.who.int/&gt; Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira de São Paulo e do Rio de Janeiro) -e vice-versa -, evidenciando a descoordenação do governo brasileiro e a politização da situação sanitária. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo confrontar e discutir analiticamente o posicionamento do presidente Bolsonaro quanto à crise da pandemia expresso em sua conta oficial no Twitter e o modo como a mídia internacional (os jornais The New York Times/EUA, El Tiempo/Colômbia e Clarín/Argentina) enfocou o assunto e a posição do governo/presidente brasileiro quanto à matéria, de 1 a 31 de julho de 2020. Cabe dizer que a escolha do período se deve ao fato de nesse mês o líder brasileiro ter testado positivo para o coronavírus, no dia 7. De que modo o presidente se posicionou sobre a pandemia e o que postou no Twitter em julho? O que publicaram os jornais selecionados sobre o assunto e o posicionamento do governo/presidente brasileiro? Qual a imagem do Brasil no exterior retratada pela mídia selecionada? Estas são algumas perguntas que este artigo pretende responder, tendo por base os posts presidenciais e as notícias dos veículos estrangeiros.</title>
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    </sec>
    <sec>
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        <caption>
          <title>22EL TIEMPO, el medio colombiano con mayor audiencia digital. Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/economia/empresas/el-tiempo-es-el-medio-colombiano-con-mayor-audiencia- digital-en-colombia-491310&gt; Acesso em: 25 de jul. de 2020.RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 59 O periódico é assinado por mais de 5,25 milhões de usuários (3,5 milhões exclusivamente digitais), sendo um dos mais premiados do mundo (mais de 130 vitórias, a partir de 1918, no Prêmio Pulitzer de Jornalismo, o mais importante concedido a jornalistas e veículos de imprensa nos Estados Unidos. Somente no ano de 2020, o NYT ultrapassou os US$ 800 milhões em receita digital anual. Não possui filiações partidárias, embora, no passado tenha apoiado os candidatos Republicanos e depois, os Democratas nos Estados Unidos (LIMA; VIANA, 2011, p. 1). De acordo com Maria Érica Lima e Bruno César Viana (2011), o jornal é uma referência para outros de todo o mundo. Para os autores, o sucesso inicial esteve intimamente ligado ao baixo custo das impressões. Com a adaptação multimídia da companhia, o NYT ganhou seu site exclusivo e a Nielse My Buzz Metrics reconheceu a plataforma como o site mais relacionado em blogs. A breve descrição dos jornais selecionados aponta para critérios de escolha pautados na relevância jornalística dos materiais publicados em contextos distintos, corroborado pelos expressivos números de tiragem desses meios de comunicação. Como eles cobriram a pandemia e os posicionamentos do governo/presidente brasileiro? MÍDIA INTERNACIONAL E O CASO BRASILEIRO Conforme Eythan Gilboa (2001), o status e a imagem de um país na comunidade internacional tornaram-se elementos para o exercício de poder. Considerando-se que um dos modos de abordar a imagem de um líder ocorre por meio das informações transmitidas pela comunicação global, na presente pesquisa buscou-se observar como o Brasil foi retratado nas notícias dos jornais estrangeiros. Para tanto, na tabela abaixo 23 , a quantidade de notícias referentes ao mês de julho de 2020 que os jornais Clarín e o El Tiempo conferiram em relação ao Brasil e a forma como este país tem enfrentado a pandemia. É informado também quantas do total corresponderam de forma positiva, negativa e predominantemente factual. Tabela 2 -Distribuição das notícias da pandemia e do Brasil pelos jornais estrangeiros Clarín e El Tiempo por classificação (Positivo, Negativo, Factual)</title>
        </caption>
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    </sec>
    <sec>
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        <caption>
          <title>de fomentar a construção de uma imagem favorável e da percepção positiva do Brasil na mídia internacional, formadora de opinião pública mundial por excelência. No governo Dilma Rousseff (2011-2016), mais precisamente durante a crise do seu impeachment (2016), a ex-presidente recorreu aos veículos de comunicação internacional em sua própria defesa, ainda que não tenha sido suficiente para evitar sua saída (CIRINO, LEITE E NOGUEIRA, 2019). Portanto, perceber como esse governo promove sua imagem para e pela mídia tanto no âmbito doméstico quanto internacional é relevante no sentido de compreender o quão favorável ou desfavorável isso pode representar para o modo como o Brasil está sendo percebido pela OP. No contexto pandêmico, em julho de 2020, desde a semana em que foi realizado o anúncio do teste do presidente brasileiro até o final do mês, o Brasil é localizado sob um gerenciamento duvidoso, tanto pela recomendação de medicamentos controversos no que corresponde ao tratamento do Covid-19, como também pela imprecisão dos dados correspondentes aos casos e mortes no país pela pandemia 34 .</title>
        </caption>
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    <sec>
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        <caption>
          <title>Exatos 133 dias após o caso pioneiro da doença no país e de ter sistematicamente minimizado os efeitos da doença, o chefe de Estado comunica o resultado positivo para a 4 Ainda que não tenham sidos acompanhados sistematicamente e nem sejam focos deste artigos, algumas outros veículos de comunicação serão usados para complementar a análise.5  BRASIL. 2020. Relembre frases de Bolsonaro sobre a covid-19. BBC News Brasil. 07 de jul. de 2020. Disponível em: &lt;https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53327880&gt; Acesso em: 27 de out. de 2020 RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 53 infecção, através de uma coletiva de imprensa 6 . À altura, 66.741 pessoas morreram devido ao coronavírus no país, totalizando 1.668.589 contaminados, conforme o Ministério da Saúde 7 . O The New York Times 8 repercutiu a ida do presidente ao hospital após o almoço oferecido pelo embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, em comemoração ao 4 de julho (dia de comemoração da independência estadunidense). Em meio a líderes mundiais preocupados com os impactos humanos e econômicos do vírus, destacam-se aqueles que mantêm um posicionamento negacionista em relação à pandemia. O brasileiro encontra-se entre estes últimos, como comprova seu posicionamento no Twitter sobre a temática e as matérias internacionais veiculadas pelos jornais selecionados, como será visto a seguir. O DIA EM QUE O PRESIDENTE TESTOU POSITIVO PARA COVID-19 Dois meses antes de anunciar o resultado que confirmava a contaminação presidencial pelo vírus, o Supremo Tribunal Federal solicitou a entrega dos três exames realizados anteriormente pelo presidente (para a detecção da doença), após o jornal O Estado de S. Paulo ter acionado a justiça para a publicação do resultado, afirmando ser de interesse nacional o conhecimento dos laudos clínicos, conforme a CNN Brasil 9 . Na ocasião, Bolsonaro não o havia tornado público, mas afirmava que todos eram negativos. A entrega dos documentos (que foram anexados à reportagem da CNN) comprovaram que os testes dos dias 12, 17 e 18 de março realizados pelo líder brasileiro negaram o diagnóstico para a doença. Por diversas vezes, o presidente se colocou em situação de risco de contaminação pela Covid-19. Mesmo com a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, continuou realizando viagens nacionais para cumprir a agenda, gerando aglomerações de pessoas ao seu redor. Em tais ocasiões, muitas vezes estava sem máscara ou usando-a incorretamente (como pode ser visto em várias publicações no Twitter do presidente, incluindo o vídeo postado no dia 27 de junho 10 ). 6 BOLSONARO, Jair. 2020. Coletiva Presidente Bolsonaro -07 JULHO de 2020. (17m12s). Disponível em: &lt;https://www.youtube.com/watch?v=yHAvb0jVuNA&amp;feature=youtu.be&gt; Acesso em: 09 de out. 2020. 7 Painel Coronavírus. Casos acumulados de COVID-19 por data de notificação. Disponível em: &lt;https://covid.saude.gov.br/&gt; Acesso em: 22 de set. de 2020 8 President Bolsonaro of Brazil Tests Positive for Coronavirus. The New York Times. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/06/world/americas/brazil-bolsonaro-covid- test.html?searchResultPosition=14&gt; Acesso em: 01 de nov. de 2020 9 Bolsonaro testou negativo para Covid-19, mostram exames entregues ao STF. CNN Brasil. Disponível em: &lt;https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/05/13/exames-de-bolsonaro-dao-negativo-e-presidente-usa- pseudonimos&gt; Acesso em: 09 de out. de 2020 10 Jair Bolsonaro via Twitter. Disponível em: &lt;https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1276917982464262144&gt; Acesso em: 03 de set. de 2020 Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira Em 5 de Julho de 2020 (um dia após o almoço com Todd Chapman 11 ), Bolsonaro desenvolveu sintomas do Covid-19 e no dia seguinte dirigiu-se ao hospital para realização de exames, segundo a CNN Brasil 12 . A testagem confirmou a contaminação, no dia 7. Na coletiva de imprensa cedida pelo presidente no Palácio da Alvorada, e posteriormente compartilhada em seu perfil no Twitter, confirmou o diagnóstico, disse que iria seguir o protocolo de isolamento e que ingeriu hidroxicloroquina como medida de prevenção contra a SARS-CoV-2 (BOLSONARO, 2020) 13 . Ao final da entrevista, se afastou dos jornalistas, tirou a máscara, contrariando as recomendações da OMS, e proferiu as palavras finais da coletiva dizendo que estava bem e tranquilo "graças a Deus", agradecendo aos que oraram e torceram por ele. Disse que os críticos poderiam continuar criticando, defendendo a liberdade de expressão, pediu aos idosos que tomassem cuidado mas disse aos jovens que a chance de "algo mais grave é próximo de 0" (BOLSONARO, 2020). A CONTA OFICIAL DE JAIR BOLSONARO NO TWITTER Durante julho, o presidente citou a pandemia e/ou o novo coronavírus 29 vezes em sua conta oficial do Twitter 14 , uma média de quase uma postagem ao dia. Cinco das publicações (nos dias 4, 8, 18, 20 e 25) dedicaram-se à hidroxicloroquina, medicamento utilizado na prevenção e no tratamento contra a malária, cotado para o uso contra a Covid-19 apesar de não ter comprovação científica sobre sua eficácia para esse fim (ver Tabela 1) -o estudo "A Randomized Trial of Hydroxychloroquine as Postexposure Prophylaxis for Covid-19" publicado na The New England Journal of Medicine 15 traz tal conclusão, ao lado da agência especializada da Organização das Nações Unidas, que também disponibilizou uma série de 11 O dia 04 de julho é o da comemoração à Independência dos Estados Unidos. Neste ano, o embaixador estadunidense no Brasil, Todd Chapman (mesmo no cenário de pandemia de Covid-19), convidou o presidente, seu filho Eduardo Bolsonaro e o chanceler Ernesto Araújo, além de mais quatro convidados retratados em uma foto e a esposa do embaixador que não aparece na imagem, para um almoço na Embaixada, em celebração a data. O momento registrado foi publicado no Twitter do filho 02 (como costuma ser chamado) e pode ser consultado aqui: &lt;https://twitter.com/bolsonarosp/status/1279479876647616513&gt; Acesso em: 08 de nov. de 2020 12 CNN BRASIL. Bolsonaro está com sintomas de Covid-19. Disponível em: &lt;https://www.cnnbrasil.com.br/politica/2020/07/06/bolsonaro-esta-com-sintomas-de-covid-19&gt; 13 Vídeo da coletiva de imprensa publicado no canal do Youtube de Jair Bolsonaro: &lt;https://www.youtube.com/watch?v=yHAvb0jVuNA&amp;feature=youtu.be&gt; 14 Conta oficial do presidente no Twiter: &lt;https://twitter.com/jairbolsonaro&gt; 15 A Randomized Trial of Hydroxychloroquine as Postexposure Prophylaxis for Covid-19. The New England Journal of Medicine. Disponível em: &lt;https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2016638&gt; Acesso em: 08 de nov. de 2020 RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 55 estudos sobre a Covid-19 em sua base de dados 16 . A própria OMS por duas vezes suspendeu, por precaução, os testes com a droga devido às potencialidades dos efeitos colaterais provocados pelo remédio. Tabela 1 -Dados sobre a menção da pandemia, do novo coronavírus e/ou assuntos relacionados à Covid- 19 no Twitter do presidente 17 Temas centrais dos posts Quantidade de tweets Economia 1 Educação 2 Hidroxicloroquina 5 Recursos contra o vírus 7 Tecnologia 1 Outros 13 Fonte: Elaboração própria a partir das capturas de tela coletadas em julho/2020. Durante a pandemia, o governo federal do Brasil criou um novo modelo e adaptou o projeto de auxílio financeiro denominado Bolsa Família na tentativa de conter os impactos econômicos que o isolamento social geraria ao país, assim, foi estabelecida uma ajuda orçamentária de R$600,00 (auxílio emergencial) para as famílias e pessoas de baixa renda. Este foi o tema da postagem presente na categoria Economia da Tabela 1. A educação foi o assunto de dois tweets, ressaltando um equipamento de descontaminação da máscara N95 desenvolvido por pesquisadores brasileiros e o prazo de cadastramento de pesquisadores na prevenção e no combate a surtos, epidemias e pandemia na plataforma CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Sobre a Hidroxicloroquina, dedicou cinco 16 Base de dados da Organização Mundial da Saúde referente aos estudos que envolvem a hidroxicloroquina e/ou a cloroquina na prevenção e tratamento do Covid-19. Disponível em: &lt;https://search.bvsalud.org/global- literature-on-novel-coronavirus-2019- ncov/?u_filter%5B%5D=fulltext&amp;u_filter%5B%5D=db&amp;u_filter%5B%5D=collection&amp;u_filter%5B%5D=mj_cl uster&amp;u_filter%5B%5D=type_of_study&amp;u_filter%5B%5D=clinical_aspect&amp;u_filter%5B%5D=la&amp;u_filter%5B %5D=year_cluster&amp;u_filter%5B%5D=ta_cluster&amp;fb=&amp;where=&amp;range_year_start=&amp;range_year_end=&amp;filter% 5Bmj_cluster%5D%5B%5D=Hydroxychloroquine&amp;filter%5Bclinical_aspect%5D%5B%5D=therapy&amp;range_ye ar_start=&amp;range_year_end=&gt; Acesso: 08 de nov. de 2020 17 A categoria Economia na tabela refere-se ao tweet que relacionou a pandemia com o setor econômico do país; Educação abrange as postagens promovendo as ações do governo federal na área de pesquisa frente a nova doença; Hidroxicloroquina contém os tweets que são dedicados e/ou mencionam o medicamento; Tecnologia refere-se à publicação de uma ferramenta tecnológica voltada para a transparência orçamentária durante a pandemia; Recursos contra o vírus atende à classe de tweets que publiciza as medidas adotadas pelo governo contra a Covid-19 e seus efeito Outros compreende os posts que apenas mencionam a pandemia e /ou o vírus de maneira mais genérica. Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira publicações para promovê-la, em forma de fotos e vídeos. Recursos... refere-se às publicações em que o estadista elenca as ações do governo federal contra a SARS-CoV-2. Tecnologia contém a postagem em que publica uma ferramenta de transparência para que os cidadãos possam monitorar as despesas da União, estados e municípios. Outros abrange os demais tweets que fazem menção à pandemia e/ou ao Covid-19, citando o cenário pandêmico mais genericamente. Ao analisar a tabela 1, exceto Outros, o que chama a atenção são as classes intituladas Recursos contra o vírus seguida da Hidroxicloroquina. É curioso notar que antes de testar positivo para a doença, o líder já promovia o remédio em suas redes sociais e em seus pronunciamentos públicos. Sendo assim, utilizamos a ferramenta do buscador Google denominada Trends como parâmetro de investigação sobre o papel de influência das promoções da droga realizada pelo líder brasileiro junto à população do país em julho. Ela demonstra o interesse dos usuários do site sobre um tema, em espaço físico e período de tempo determinados. O volume de buscas é explicitado em pontos que variam de 0 (ausência de buscas) a 100 pontos (o maior volume de buscas do ínterim). Ao utilizar tal ferramenta para o termo "hidroxicloroquina" em território brasileiro entre 1 e 31 de julho, temos o seguinte resultado: dos dias 1 a 6 a pesquisa pelo termo pouco variou entre 30 e 37 pontos; no dia em que o presidente comunicou o resultado positivo para a doença, as buscas atingiram o máximo de 100 pontos; no dia 8 o resultado caiu em dois pontos (apesar dele mencionar o medicamento) e dia 9 pontuou apenas 51; entre os dias 10 e 11 o resultado pouco variou da casa dos 50 pontos, mas sofreu uma queda para 38 no dia 13. Nos dias 14 e 15 as buscas recuperam os quase vinte pontos perdidos no dia anterior e no dia 16 subiu para 70; no dia 17 perdeu 10 pontos e no 18 sofreu o segundo pico, pontuando 80 na escala do buscador (quando o chefe de governo do Brasil fez mais uma postagem sobre estudos da droga). Entre os dias 19 e 22 foram registradas quedas sucessivas perfazendo 42 pontos. Dia 23 há uma leve recuperação de 2 pontos e nos dias seguintes até o dia 27, mais um declínio chegando aos 22. O termo recupera relevância nos dias 28 e 29 (46 e 48 pontos respectivamente), retomando a diminuição de buscas nos dias 30 e 31 (30 pontos). RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 57 Gráfico 1 -Busca por "hidroxicloroquina" no buscador de sites Google Fonte: Google Trends (2020) 18</title>
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          <title>). Após sua morte em 1969, segundo HeltonBarreto (2020), a gestão do Grupo Clarín passa para Héctor Magnetto, cuja gestão coloca o grupo em posição entre as dez maiores empresas da Argentina e os três maiores grupos de mídia da América Latina, segundo na América do Sul, dentre outros fatores, como resultado de sua relação com os governos militares e civis. LuisAlbornoz (2007 apud Silveira 2009 posiciona o Clarín como o jornal com a maior circulação no mundo de fala espanhola - tiragem média superior a 550 mil exemplares e mais de dois milhões de leitores diariamente, e que teve seu site jornalístico lançado em 1996 (https://www.clarin.com/).18Dados disponíveis em: &lt;https://trends.google.com.br/trends/explore?date=2020-07-01%202020-07- 31&amp;geo=BR&amp;q=hidroxicloroquina&gt;Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira Conforme os dados trazidos pelo próprio jornal argentino 19 , medido pela Comscore - empresa que pesquisa o público digital do mundo -em uma de suas últimas atualizações a audiência de seu site marcou o recorde de 22.901.355 visitantes únicos em outubro de 2019. Tido como o número mais elevado já atingido por um meio jornalístico na Argentina, representando um alcance de 67,5% sobre os 33,9 milhões da população digital total do país. No caso do jornal colombiano El Tiempo, sua formação ocorreu em 1911 por Alfonso Villegas Restrepo. A posteriori, em 1913, foi comprado por Eduardo Santos Montejo, seu diretor e proprietário, o qual governou a Colômbia no período entre 1938 a 1942. Por tradição, o jornal apresenta uma estreita relação com a política, e é declarado favorável ao Partido Liberal, mas sofreu perseguição pelo governo militar da época, e por isso foi invadido e incendiado em 1952 20 . Em decorrência, passou a ter como pretensão ser identificado como um vetor de estabilidade e moderação, seguindo o princípio de não enfraquecer a autoridade do presidente da República, agora oferecendo seu apoio à maioria dos governos subsequentes (MOLINA, 2020). No dia 22 de Janeiro de 1996 21 , o periódico El Tiempo adquiriu edição digital (https://www.eltiempo.com/). Na medição mais recente da Comscore trazida pelo jornal 22 , precisamente no mês de Março de 2020, sua audiência digital atingiu o maior número médio de visitantes em dispositivos móveis (12.479.000 usuários únicos, que visitaram o site em um determinado período). Em seu país, a mídia digital colombiana ocupou o primeiro lugar também no acesso por computadores -categoria desktop -com 2.476.000 de usuários únicos, acompanhado de 30.200.000 visualizações de páginas. O The New York Times foi fundado em 18 de setembro de 1851 por Henry Jarvis Raymond e George Jones. O jornal que é publicado na cidade de Nova York nos Estados Unidos e administrado pela The New York Times Company tinha como ideia inicial produzir notícias com rigor, profundidade e preservando, acima de tudo, a qualidade da informação. Tudo isso, entretanto, sem deixar de lado características fundamentais responsáveis pelo sucesso dos jornais da época: diversificação de temas, no intuito de agradar a todas as camadas sociais; preços baixos; linguagem clara, concisa e objetiva; além do aprofundamento dos fatos (LIMA; VIANA, 2011, p. 6). 19 Audiencias digitales Récord de Clarín: 22.9 millones de visitantes únicos en octubre. Clarín, 30/11/2019. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/sociedad/record-clarin-22-9-millones-visitantes-unicos- octubre_0_tfTIk70K.html&gt; Acesso em: 05 de jun. de 2020. 20 EL TIEMPO, TODA UNA HISTORIA. Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/archivo/documento/MAM-634534&gt; Acesso em 5 de jun. de 2020. 21 La historia de cómo nació ELTIEMPO.COM, hace 20 años. Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/archivo/documento/CMS-16488349&gt; Acesso em 2 de mar. de 2020.</title>
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          <title>Negativo, Positivo e Factual correspondem, respectivamente, a conteúdos que abordaram o tema em tela (o governo brasileiro e a pandemia) com críticas explícitas ou abordagens desfavoráveis, com abordagens favoráveis ao Brasil/governo brasileiro e com foco na divulgação de informações mais objetivas dos fatos, sem posicionamento explícito ou julgamento do que foi informado.Como pode ser visto, o Clarín (149) em relação ao ElTiempo (118), revela um número maior no que corresponde ao total de notícias sobre a pandemia no Brasil, esse volume maior segue também nas notícias que retratam de modo negativo (90) a relação do Brasil nesse contexto. Já o número de notícias positivas (6) e factuais (51) foi menor em comparação ao jornal colombiano. Assim, o El Tiempo apresenta um total de notícias factuais superior (62) em paridade às notícias negativas (48), ainda que se sobreponha às notícias positivas (8).Em ambos os jornais, os casos "negativos", exprimiram críticas ao Brasil, aos momentos em que ao abordar o status do país no âmbito da pandemia foram proferidas reprovações na forma como esta tem sido gerida. Ou seja, ao noticiar os novos números alcançados de casos confirmados e mortes pela contaminação do Covid-19, no corpo do texto das notícias havia críticas à gestão do governo brasileiro sobre a situação pandêmica.Por outro lado, as poucas notícias positivas são alusivas a quando o Brasil foi observado pelo avanço no desenvolvimento das vacinas, especialmente por matérias que destacam o país por sua capacidade estrutural e científica nesse tipo de produção. Uma parte das notícias factuais somente menciona o Brasil em uma comparação a outros países quanto à posição que ocupa em número de casos de Covid-19. Ainda que o teor desse tipo de notícias RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 61 aponte o Brasil como o principal país na América Latina e segundo país no mundo com mais casos de contaminação e mortes causadas pelo Covid-19, podendo ser também classificado como negativo, optou-se aqui pela classificação como factual, por não tecer crítica direta a ele. Clarín (Argentina) No dia 1 de Julho de 2020, uma das primeiras notícias sobre o Brasil chama atenção para a quantidade de mortes causadas pelo coronavírus e ao fato de não haver nenhum pronunciamento do presidente brasileiro sobre o fato 24 . Na matéria, também são levantadas informações de forma crítica sobre o Prefeito João Dória, da cidade de São Paulo, e o Governador Ibaneis Rocha, do Distrito Federal de Brasília, este último -ainda informa a notícia -em uma entrevista parafraseou o governo federal ao se referir ao coronavírus como "gripezinha". As considerações negativas da matéria fazem o paralelo das respectivas respostas desses governos ao agravamento da crise sanitária, que se traduziram na decisão de reabertura do comércio e flexibilização da quarentena. Na mesma semana, em sua página principal e nas notícias mais lidas, foi destaque o resultado positivo do teste para o coronavírus pelo presidente. Nesse dia, o Clarín trouxe 17 notícias, das quais 12 foram negativas e 5 factuais dando ênfase ao assunto. Dentre elas, uma matéria com 29 imagens do governo Bolsonaro sob o título Covid-19 en Brasil En fotos: Bolsonaro "desafiando al virus" en plena pandemia 25 , destacando momentos em que o presidente desrespeitou medidas de segurança contra o vírus.Ainda sob ênfase na página principal, é publicada a notícia em que o correspondente argentino elucida as diversas razões pelas quais o mandatário brasileiro é considerado um dos piores líderes do mundo no combate à pandemia 26 . Tais motivos, ainda conforme essa mesma notícia, correspondem ao seu combate ao isolamento social e ao uso obrigatório de máscaras, bem como às medidas tomadas entre os governadores e prefeitos que buscaram seguir diretrizes científicas para atenuar a propagação do vírus. Paralelamente, o periódico argentino trouxe um vídeo situando momentos em que líderes políticos se descuidaram no contexto da 24 Cifras alarmantes Brasil superó las 60 mil muertes y 1,4 millones de contagios de coronavirus. Clarín, 01/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/brasil-supero-60-mil-muertes- coronavirus_0_iN5sBmmY6.html&gt; Acesso em: 01 de jul.de 2020.  25  Covid-19 en Brasil En fotos: Bolsonaro "desafiando al virus" en plena pandemia. Clarín, 07/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/fotogalerias-fotos-bolsonaro-desafiando-virus-plena- pandemia_5_B6KjuRF-9.html&gt; lida no dia 07 de jul.de 2020.  26  Jefes de Estado Coronavirus en Brasil: Bolsonaro es considerado uno de los peores líderes del mundo en el combate a la pandemia. Clarín, 07/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/coronavirus-brasil- bolsonaro-considerado-peores-lideres-mundo-combate-pandemia_0_-7tVB1rf_.html&gt; lida no dia 07 de jul. de 2020.Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira pandemia, dentre eles o texto declara como principais Jair Bolsonaro (Brasil), Andrés ManuelLópez Obrador (México), Boris Johnson (Grã-Bretanha) e Donald Trump (EUA) 27 . Sérgio Abranches (2020) compreende a governança brasileira como um fator que tem desorientado a forma que o país enfrenta a pandemia, tendo em vista a depreciação com que é tratada a ciência e o sistema de pesquisa médica do país, o qual se revelaria de significante contribuição para fazer frente a esse desafio. Sobre isso, é interessante observar como algumas das poucas notícias tanto pelo Clarín 28 quanto pelo El Tiempo 29 , que obtiveram notoriedade positiva quanto à imagem do Brasil se referiram a qualidade científica do país nos ensaios e produção da vacina. Nye (2004, p. 18-35) menciona a importância da ciência como um recurso de poder para que um país seja bem visto. El Tiempo (Colômbia) O El Tiempo publicou seis matérias sobre o mesmo caso, todas de forma negativa. A matéria dominante no topo de sua página principal foi intitulada Después de minimizar el Covid-19, Bolsonaro da positivo en prueba 30 na qual foram elencadas no corpo do texto as frases mais polêmicas ditas pelo governo brasileiro:</title>
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          <title>, explica ainda que os países que lideram em casos e mortes por coronavírus -dentre eles o Brasil -compartilham o fato de serem liderados por populistas.O El Tiempo 37  , por sua vez, elucida e critica o comportamento do governo brasileiro que se exibe como "campeón imbatible que derrotará la "gripecita" que lo aqueja", no qual finaliza "[...]  desejamos ao presidente Bolsonaro uma rápida recuperação, uma sorte que não tiveram -até agora -os mais de 67.000 brasileiros que não sobreviveram ao golpe do COVID- 34 Pandemia y debate Jair Bolsonaro con coronavirus: la verdad detrás del tratamiento y los dichos del presidente sobre Covid-19. Clarín, 08/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/jair-bolsonaro- coronavirus-verdad-detras-tratamiento-dichos-presidente-covid-19_0_ITSrWjUVk.html&gt; Acesso em: 08 de jul. de 2020.35 Cuadro de situación La pandemia y el populismo. Clarín, 08/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/opinion/pandemia-populismo_0_j-XQpAwdj.html&gt; Acesso em: 08 de jul.de 2020.  36  Política y crisis sanitaria Líderes populistas y poco ortodoxos: un rasgo que une a los países con más muertos por coronavirus. Clarín, 23/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/lideres-populistas- ortodoxos-rasgo-une-paises-muertos-coronavirus_0_NdiNSkZTA.html&gt; Acesso em: 23 de jul.de 2020.  37  Un contagio anunciado…El Tiempo, 08/07/2020.  Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/opinion/editorial/un-contagio-anunciado-editorial-515940&gt; Acesso em: 08 de jul. de 2020. RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 65 19 (tradução nossa)". Regularmente esses jornais atrelaram o declínio sanitário no Brasil à administração do regente brasileiro. Ao longo do mês, o presidente ainda ganhou espaço na manchete do jornal El Tiempo 38 -sendo a terceira notícia mais acessada da categoria Mundo no dia (24) -a situação também foi citada pelo Clarín o qual exibe as imagens clicadas 39 pela agência Reuters, que chamaram atenção para o fato de que mesmo após um novo teste positivo na terceira semana de Julho, o presidente apresentou ainda atitudes que desrespeitam os cuidados necessários pela contaminação do vírus, como foi o caso de sua aparição em público sem máscara cumprimentando cidadãos na parte externa da casa presidencial. The New York Times (EUA) O presidente é retratado nas páginas do NYT como um líder cético 40 . No mês de julho, conforme o resultado da sistematização das matérias, Bolsonaro foi citado doze vezes no jornal norte-americano, sendo que em seis delas, a notícia do contágio e/ou a recuperação eram centrais. No entanto, merece destaque a receptividade do líder brasileiro à hidroxicloroquina e à minimização do potencial do vírus, em detrimento da economia brasileira.Tabela 3 -O governo Bolsonaro na pandemia por The New York TimesTemas centrais das matérias do mês de julho Quantidade de matériasTeste positivo do presidente para a doença e/ou recuperação 6Hidroxicloroquina 1Outros assuntos 5Fonte: Elaboração própria a partir dos dados coletados(2020) De maneira geral, as matérias foram negativas em relação ao presidente e sua administração na pandemia.Somente em uma delas ("A Lost Dog's Brief Stint as Brazil's 38 Bolsonaro es visto sin tapabocas en la calle, pese a tener covid-19. El Tiempo, 24/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/jair-bolsonaro-es-sorprendido-en-las-calles-de-brasil-sin- tapabocas-521678&gt; Acesso em: 24 de jul. de 2020. 39 Brasil Con coronavirus, Jair Bolsonaro anda en moto y habla sin barbijo con empleados de la residencia oficial. Clarín, 24/07/2020. Disponível em: &lt;https://www.clarin.com/mundo/coronavirus-jair-bolsonaro-anda- moto-habla-barbijo-empleados-residencia-oficial_0_ZBgRinCt5.html&gt; Acesso em: 24 de jul. de 2020. 40 Brazil's Bolsonaro, Leading Virus Skeptic, Says He's No Longer Infected. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/25/world/americas/bolsonaro-coronavirus.html?searchResultPosition=9&gt; Acesso em: 09 de out. de 2020 Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira Presidential Mascot") 41 a abordagem foi de caráter factual, sendo que o tema principal não referia-se ao novo coronavírus. Em outra 42 , o presidente foi apenas citado durante a reportagem que cobria a contaminação da presidente da Bolívia evidenciando a periculosidade do Covid-19 na América do Sul. Todas as demais discorriam diretamente sobre a doença no Brasil. Uma tratava sobre a proliferação da doença nas comunidades indígenas 43 , já outra se estendeu sobre as drogas que têm sido usadas na América Latina para o combate ao novo coronavírus -a droga destacada do Brasil foi a hidroxicloroquina e a foto anexada era o presidente erguendo uma caixa do remédio diante de seus apoiadores 44 . Numa outra reportagem 45 do NYT, o youtuber brasileiro Felipe Neto, argumentava em um vídeo o porquê Donald Trump (EUA) não ser o pior presidente pandêmico, a sátira está no subtítulo da reportagem "É só perguntar aos brasileiros". A última, que compõe o grupo "outros" da tabela 3 é uma entrevista 46 no formato de podcast com duração de 29m24s que aborda também o momento político-sanitário do Brasil e o governo Bolsonaro (2019-), em um dos trechos, Ernesto Londoño (chefe de escritório do NYT residente no Brasil) afirma [...] as the virus really starts taking hold of the country, you're left with a president who is also in a really politically precarious situation, and who is clinging onto his hopes for a strong economy -an economy that won't go off the rails -because he sees that as the key to his political survival (LONDOÑO, 2020). Em uma das reportagens intitulada "President Bolsonaro of Brazil Tests Positive for Coronavirus" 47 , o negacionismo do presidente brasileiro é classificado como "desprezível" e é comparado com Boris Johnson (Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha), além disso, ganha destaque crítico a promoção da hidroxicloroquina feita por Bolsonaro em suas redes sociais, gerando a indução do seu uso a despeito da comprovação científica da ineficácia da droga 41 Acessível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/01/world/americas/bolsonaro-dog- adoption.html?searchResultPosition=26&gt; 42 Bolivia President, Jeanine Añez, Tests Positive for Coronavirus. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/09/world/americas/bolivia-president-jeanine-anez- coronavirus.html?searchResultPosition=23&gt; Acesso em: 01 de nov. de 2020 43 Brazil Health Workers May Have Spread Coronavirus to Indigenous People. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/19/world/americas/coronavirus-brazil- indigenous.html?searchResultPosition=17&gt; 44 With Officials' Backing, Dubious Virus Remedies Surge in Latin America. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/23/world/americas/chlorine-coronavirus-bolivia-latin- america.html?searchResultPosition=16&gt; 45 Trump Isn't the Worst Pandemic President: Just ask Brazilians. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/15/opinion/coronavirus-covid-brazil- bolsonaro.html?searchResultPosition=21&gt; 46 What went wrong in Brazil. Acessível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/02/podcasts/the-daily/brazil- coronavirus.html?searchResultPosition=25&gt; 47 Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/07/world/americas/brazil-bolsonaro-coronavirus.html&gt; RICRI, Volume 8, Número 15, 2020. Dossiê Mídia e Relações Internacionais 67para a prevenção da doença. As mudanças de ministros da saúde e as discordâncias entre a esfera federal e estadual também foram retratadas na reportagem do NYT 48 , que anunciava a infecção do presidente.CONSIDERAÇÕES FINAISA mídia internacional e o próprio posicionamento do presidente Jair Bolsonaro em sua conta oficial no Twitter corroboram com a noção de ceticismo do chefe brasileiro diante da pandemia do novo coronavírus. As conjunturas em que o líder se pronunciou sobre a temática e a descoordenação política do governo dificultaram o combate à Covid-19 em território nacional. A contaminação do presidente em julho de 2020, elevou as buscas pelo termo "hidroxicloroquina" no buscador de sites Google. No mesmo dia do anúncio, a pesquisa pela palavra atingiu 100 pontos exatamente no dia que Jair Bolsonaro anunciou estar usando o medicamento em seu tratamento durante a coletiva de imprensa, no dia seguinte quando o chefe de Estado postou uma mensagem mencionando o medicamento no Twitter, a pesquisa pelo termo continuou em alta evidenciando a influência e o alcance da rede social do líder brasileiro. Os conteúdos das postagens referentes à pandemia no Twitter do chefe de governo variaram quanto às suas temáticas centrais (Economia, Educação, Hidroxicloroquina, Recursos contra o vírus, Tecnologia e Outros), ainda que recorrentemente essas fronteiras temáticas analiticamente aqui construídas se apresentassem mais porosas, ou seja, um conteúdo analisado tenha abrangido também outros aspectos (por exemplo, quando o presidente fala do auxílio emergencial e comenta sobre o coronavírus, assuntos simultaneamente de economia e recursos contra o vírus).Portanto, concluímos que o presidente se manifestou negativamente diante das medidas de proteção e contenção do vírus que foram defendidas pela OMS e até mesmo por dois dos ministros que dirigiram a pasta da saúde. Nesse sentido, Bolsonaro utilizou-se de sua conta oficial no Twitter para expressar suas opiniões e ideias sobre o vírus e a pandemia, além das ações promovidas pelo governo no cenário. O chefe de Estado brasileiro vem adotando uma posição negacionista ou minimizadora da pandemia, construindo uma imagem negativa e desfavorável do/ao Brasil no exterior, na ótica dos jornais selecionados, especialmente pelos sucessivos embates com a Organização Mundial da Saúde e suas recomendações.48 President Bolsonaro of Brazil Tests Positive for Coronavirus. Disponível em: &lt;https://www.nytimes.com/2020/07/07/world/americas/brazil-bolsonaro-coronavirus.html&gt; Amanda Caroline Galdino; Lorrany Ribeiro Conceição; Silvia Garcia Nogueira O entendimento sobre a figura do presidente brasileiro foi compartilhada pelos</title>
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          <source>Rev. bras. epidemiol</source>
          <year>2020</year>
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          <source>What went wrong in Brazil</source>
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            <uri>&lt;https://www.nytimes.com/2020/07/02/podcasts/the-daily/brazil-coronavirus.html?searchResultPosition=25&gt;</uri>
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