<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?>
<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1d1 20130915//EN" "JATS-journalpublishing1.dtd">
<article>
  <front>
    <journal-meta>
      <journal-title-group>
        <journal-title>No Template</journal-title>
      </journal-title-group>
      <issn publication-format="print"/></journal-meta>
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>RESENHA FRONTEIRAS E DEFESA NO BRASIL: UMA ANÁLISE TRANSDISCIPLINAR</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group><contrib contrib-type="author"><name>
            <givenName>Renato</givenName>
            <surname>Victor</surname>
          </name>
          <email/>
        </contrib><contrib contrib-type="author"><name>
            <givenName>Lira</givenName>
            <surname>Brito</surname>
          </name>
          <email/>
          <xref rid="aff0" ref-type="aff">1</xref>
        </contrib><contrib contrib-type="author"><name>
            <givenName>Thays</givenName>
            <surname>Felipe</surname>
          </name>
          <email>thays.felipe@ufpe.br.</email>
        </contrib><contrib contrib-type="author"><name>
            <givenName>David</givenName>
            <surname>De Oliveira</surname>
          </name>
          <email/>
          <xref rid="aff1" ref-type="aff">2</xref>
        </contrib><aff id="aff0"><institution>, Universidade Federal de Pernambuco</institution>
        </aff><aff id="aff1"><institution>, Universidade Federal de Pernambuco</institution>
        </aff></contrib-group><permissions/><abstract>
        <title>Abstract</title>
        <p>As fronteiras representam áreas salutares para os países, sendo indispensável discuti-las em diversas perspectivas, especialmente no campo das Relações Internacionais e da Ciência Política. A construção da ideia de fronteira foi imperativa para o Estado Moderno porque determinou questões relacionadas à soberania estatal.</p>
        <p>Conti Pagliari e pelo Dr. Marcos Aurelio Guedes de Oliveira, sendo estruturada em 10 artigos, com autoria de 15 especialistas da área. Nesse âmbito, ela possui duas seções estruturantes, tendo a inicial cinco capítulos teóricos sobre a área, que tem como base as teorias clássicas.</p>
        <p>A segunda seção abrange estudos de caso aplicados de maneira interdisciplinar, abordando temas como a cooperação, os programas institucionais e estatais específicos, além de políticas públicas no setor.</p>
        <p>O primeiro artigo é escrito por Maria Izabel Malllmann, que discorre sobre a integração e a segurança a partir das Teorias em Relações Internacionais, tendo por base o modo como a Europa superou as diferenças históricas intencionando a estabilidade regional. Para isso, foi abordada a matriz realista e as suas principais perspectivas relacionadas à sobrevivência das unidades soberanas e os principais argumentos utilizados pela perspectiva liberal no processo de integração. Paralelamente, as vertentes liberais também têm um grande poder</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <title>Keywords</title>
      </kwd-group>
      </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec>
      <title/>
      <p/>
      <p>A segunda seção abrange estudos de caso aplicados de maneira interdisciplinar, abordando temas como a cooperação, os programas institucionais e estatais específicos, além de políticas públicas no setor.</p>
      <p>O primeiro artigo é escrito por Maria Izabel Malllmann, que discorre sobre a integração e a segurança a partir das Teorias em Relações Internacionais, tendo por base o modo como a Europa superou as diferenças históricas intencionando a estabilidade regional. Para isso, foi abordada a matriz realista e as suas principais perspectivas relacionadas à sobrevivência das unidades soberanas e os principais argumentos utilizados pela perspectiva liberal no processo de integração. Paralelamente, as vertentes liberais também têm um grande poder explicativo para o contexto mencionado pela autora, na medida em que, com o tempo, passaram a mesclar estabilidade econômica a outras preocupações que eram da seara realista, como a manutenção da paz. Mesmo abordando de forma breve os desafios da área, poderiam ter sido enumeradas pela autora outras ameaças emergentes que envolvem a dimensão doméstica e a internacional, de modo a incidir na integração, além das contribuições pós-positivistas para o debate.</p>
      <p>No segundo capítulo, de autoria de Aimee Arias, a autora discutiu sobre as Esse debate necessário perdura e permeia toda a obra, estando subjacente aos assuntos debatidos nos capítulos do livro, de modo a incorrer em um dos principais pontos para a agenda de pesquisa.</p>
      <p>Ana Lucia Villas-Bôas escreveu o terceiro artigo, que versa sobre como as principais mudanças políticas, sociais e econômicas do século XX estão relacionadas com o desenvolvimento científico que houve na década de 1980. Nele, buscou-se contextualizar a temática no Brasil, que, todavia, não registrou crescimento relativo no período da ditadura militar e isso gerou um gap em determinados setores. A autora justifica que houve uma exclusão tecnológica que colocou em xeque o exercício da soberania dos países periféricos, como por exemplo, o caso da Amazônia Legal, que teve o monitoramento da NASA porque as instituições de fiscalização ambiental brasileira têm pouco poder de ação em virtude da tecnologia limitada. A submissão abordada neste capítulo, em termos tecnológicos, do Brasil dialoga com a intersecção dos temas anteriores, uma vez que indica uma necessidade, por parte do País, de trazer tecnologia estrangeira para poder lidar devidamente com os problemas emergentes na política doméstica e na internacional. Por fim, há, ainda iniciante, uma discussão sobre políticas públicas, que se faz necessária junto ao crescimento do investimento na ciência nacional.</p>
      <p>Thiago Behre Galvão escreveu o quarto artigo e trata sobre a segurança e a defesa na vizinhança amazônica, enfocando as agendas bilaterais e multilaterais entre os estados vizinhos. O autor ressalta que o processo de regionalização iniciou na década de 1990, porém, foi apenas com o advento de 11 de setembro e a macrossecutização que o Brasil começou a se preocupar com a fronteira amazônica, deixando a zona cada vez mais militarizada. Dessa forma, criou-se um desenho lógico da segurança internacional do Brasil para demonstrar a importância de securitizar tal temática. No entanto, assim como o setor cibernético, a militarização dessa área não tem se mostrado muito frutífera, embora tenha sido vista como uma solução mínima dos problemas anteriores.</p>
      <p>O quinto artigo foi escrito por Gregor de Rooy e expõe de forma objetiva a temática da geopolítica e fronteiras. Destarte, foi realizado uma estruturação da ideia de geopolítica clássica, remetendo a expoentes como Ratzel, um grande estudioso alemão até os dias atuais, e outros autores reconhecidos na área. De forma análoga, na geopolítica crítica, os elementos utilizados para análise são sintetizados da seguinte forma: contexto, intelectual de estado e seu argumento, e a prática geopolítica. A rigor, o capítulo é destinado principalmente a analistas de políticas de defesa e fronteiriças, de forma que os exemplos utilizados e a literatura mobilizada apontam para o maior esmero analítico e metodológico da produção científica.</p>
      <p>O capítulo sexto é de autoria de Jayme Benvenuto e apresenta a questão da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai. Consistindo em uma nota da pesquisa Percepção da Integração O décimo artigo foi escrito por Fernando da Silva Rodrigues e José Carlos Araújo Neto, e discutiu sobre a porosidade da fronteira amazônica a partir do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. Para isso, demonstrou-se a importância do estudo sobre a porosidade em tal faixa de fronteira além das intervenções governamentais por meio da implantação de monitoramento e controle. Além disso, foi realizado um levantamento histórico, administrativo e de ações deste órgão, como por exemplo, o Programa de Cartografia da Amazônia que teve o seu início em 2008.</p>
      <p>As fronteiras foram analisadas por alguns dos expoentes no campo no Brasil, que usaram distintas abordagens teóricas e metodológicas para tal empreendimento, excetuando abordagens pós-positivistas, o que é uma das limitações da obra. Nesse sentido, o objeto analisado constitui tema significativamente versátil e de relevante importância para a segurança e a defesa dos países e para os estudiosos da área. Outro ponto relevante é a atualidade dos temas, que, mesmo existindo fatos relevantes após a elaboração da obra nos assuntos debatidos, eles não fogem da estrutura que foi abordada e até confirmam algumas das expectativas teóricas dos autores. Um dos pontos importantes na temática, mas não abordados em sua abrangência na obra, é o ecossistema cibernético, com a atuação das instituições no setor cibernético transpondo fronteiras.</p>
      <p>O presente livro apresenta informação com ampla extensão e profundidade, podendo ser indicado para alunos de graduação de pós-graduação como leitura introdutória, mas também abarcando a literatura especializada da área, dialogando com as discussões mais inovadoras no setor. Por último, ressaltamos a contribuição interdisciplinar que tal obra traz para o debate sobre fronteiras e políticas de defesa.</p>
    </sec>
    <sec>
      <fig id="fig_0" orientation="portrait" fig-type="graphic" position="anchor">
        <caption>
          <title>Regional na Fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai: Foz do Iguaçu, Puerto Iguazú,Ciudad del Este, o capítulo permeia alguns limites, trazendo aspectos normativos para o debate. Para a realização deste artigo, houve uma análise detalhada histórica e entrevistas com paraguaios entre 2014 e 2015 sobre a percepção relacionada a tal guerra. Nas entrevistas, foi identificado um discurso de subestimação deste país em relação aos outros.Marlene Inês Spaniol e Carlos Roberto Guimarães Rodrigues fizeram um estudo das ações da Estratégia Nacional de Segurança Pública na Fronteira (ENAFRON) no sul do Brasil. Para isso, eles se utilizaram de um levantamento histórico, legal e estratégico referente a ENAFRON. Após a implementação desse programa, houve aumento nos investimentos e convênios de cooperação no arco sul em segurança, prevenção e integração. No entanto, ultimamente a implementação desse programa vem sendo debatida, principalmente em relação à sua descontinuidade, o que gera uma oportunidade para refletir sobre quais aspectos da obra já apontam para dificuldades da ENAFRON. O artigo sobre a integração geopolítica entre Brasil e Venezuela foi escrito por Camilo Pereira Carneiro e Letícia Celise Ballejo da Costa. A partir do levantamento histórico, percebeu-se que há interações entre os países desde o período imperial. No século XX, os países mencionados começaram a desenvolver iniciativas cooperativas, demonstrando que a relação foi marcada por períodos de afastamento e de cooperação. A crise econômica de 2013 da Venezuela e a crise institucional do Brasil em 2015 trouxeram um momento de incerteza nas relações entre os países, o que foi sendo intensificado a partir dos novos acontecimentos da política doméstica de cada um dos países envolvidos, atingindo o pico durante o Governo Bolsonaro (2019-2022).Em seguida, Rafael Pinheiro de Araújo discorreu detalhadamente sobre as disputas entre a Venezuela e a Guiana pela região de Essequibo, que iniciaram quando houve o desmembramento do império espanhol, gerando, assim, disputas fronteiriças. Somente em 1995, tal área foi transformada em zona de reclamação do território venezuelano pela Organização das Nações Unidas. Até o ano de 2001 essa questão ainda não tinha sido resolvida e os países estabeleceram iniciativas para aprofundar a relação bilateral, reafirmando a importância da ONU para a solução deste conflito.</title>
        </caption>
      <graphic xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/66/SMPTE_Color_Bars.svg"/>
        </fig>
    </sec>
    <sec>
      <table-wrap id="tab_0" orientation="portrait">
        <table/>
        <caption>
          <title>Teorias de Integração Regional e de Relações Internacionais, utilizando como referência o caso da União Europeia. Inicialmente, o texto descreve a problemática da fronteira a partir de teorias mainstream das Relações Internacionais e, especialmente, as Teorias de Integração: realismo, liberalismo, supranacionalismo e intergovernamentalismo. Paralelamente, em um segundo momento, foi analisada a queda das fronteiras internas da União Europeia sob duas perspectivas, que foram denominadas The Single Market e Area of Freedom, Security andJustice. Algumas das conclusões da autora nos impelem para a visão de que a única alternativa crível para tratar as fronteiras da forma devida é a cooperação regional, com o argumento da limitação dos recursos humanos em países de grande extensão territorial.Essa questão pode ser satisfatória se aplicada especificamente pelo grupo designado pela autora. Outro problema é a extrapolação das fronteiras pelo ecossistema cibernético, que, segundo o Glossário de Segurança da Informação, é uma: Infraestrutura de informação interconectada de interações entre pessoas, processos, dados e tecnologias da informação, juntamente com o ambiente e as condições que influenciam essas interações. Engloba diversos participantes - governo, firmas privadas, organizações não-governamentais, indivíduos, processos e dispositivos cibernéticos -que interagem com propósitos diversos.(BRASIL, 2019).</title>
        </caption>
      </table-wrap>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <title>References</title><ref id="b0">
        <element-citation publication-type="misc">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <given-names/>
              <surname>Brasil. Gabinete De Segurança Institucional</surname>
            </name>
          </person-group>
          <source>Glossário de Segurança da Informação</source>
          <comment>
            <uri>http://dadosabertos.presidencia.gov.br/dataset/a762e973-ef19-4cdb-8392-2983aee7669a/resource/f4a3bba8-8544-443d-a070-b4762ee8abed/download/glossario-de-seguranca-da-informacao-txt.txt.Acessoem:25deout.de2022</uri>
          </comment>
          <year>2019</year>
        </element-citation>
        </ref>
      <ref id="b1">
        <element-citation publication-type="misc">
          <person-group person-group-type="author">
            <name>
              <given-names>M</given-names>
              <surname>Guedes De Oliveira</surname>
            </name>
            <name>
              <given-names>G</given-names>
              <surname>Pagliari</surname>
            </name>
          </person-group>
          <source>2017. Pensando Defesa e Integração nas Fronteiras. Recife: Editora UFPE</source>
        </element-citation>
        </ref>
    </ref-list>
  </back>
</article>
