Revista Temas em Educação https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo <p><span>Criada em 1991, a Revista Temas em Educação (RTE) publicou seu primeiro número na versão online em 2010. Com publicação quadrimestral e contínua, a partir de 2019, a RTE é uma revista eminentemente acadêmica, organizada pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFPB. Sua prioridade é divulgar produções que resultem de estudos e pesquisas científicas de âmbito nacional e internacional. </span></p><p> </p><p><strong>Qualis 2013-2016:</strong></p><p><strong>B2 </strong>(Ensino; Linguística e Literatura),</p><p><strong>B3 </strong>(Educação; Ciências da Religião e Teologia; Administração Pública e de Empresas; Ciências Contábeis e Turismo; Ciências Ambientais)</p><p><strong>B4 </strong>(Psicologia; Serviço Social) e</p><p><strong>B5 </strong>(Sociologia; Educação Física)</p><p><strong>ISSN: 0104-2777 (Versão Impressa) e 2359-7003 (Versão On-line)</strong></p> Editora da UFPB pt-BR Revista Temas em Educação 0104-2777 <p><span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span></p><p>. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p> Editorial https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/47860 Ana Cláudia Silva Rodrigues Fabiana Sena Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 1 1 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.47860 ASPECTOS QUANTITATIVOS DA DIVERSIDADE E DA SOBRECARGA DOCENTE NO IFRN CAMPUS NATAL - CIDADE ALTA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/41552 <p>Este artigo objetiva analisar a diversidade e a sobrecarga do trabalho docente no IFRN <em>c<em>ampus </em></em>Natal - Cidade Alta. Trata-se de uma pesquisa descritiva e inferencial, à luz da perspectiva quantitativa, iniciada em 2016. Os participantes são 44 docentes efetivos e substitutos e o instrumento para coleta de dados foi o questionário <em>online</em>. Tais dados quantitativos foram submetidos a análises no pacote estatístico SPSS 23. Para tanto, utilizou-se estatística descritiva e inferencial (testes U Mann-Whitney, Rho de Spearman e o Qui quadrado). Nas inferências empreendidas, notou-se que os docentes que já percebem a sobrecarga de trabalho sentem: o elo com o mal-estar no ambiente laboral; a jornada mais extenuante (,025-54,84%); a falta tempo para dedicar-se a atividade que mais gosta (,015- 80%) e para organizar as atividades de ensino (,023- 61,29%). Os docentes que tem a percepção mais negativa da sobrecarga de trabalho são: os doutores (r=-,487 p&lt;0,001); quem está há mais tempo no <em>campus</em> (r=-,329 p&lt;0,029); os efetivos (r=,376 p&lt;0,012); os que lecionam em mais cursos e os da área do Lazer e polivalentes (r=,316 p&lt;0,044). Identificados alguns aspectos que sobrecarregam os docentes e quem são esses profissionais, urge ações e intervenções que harmonizem o ambiente laboral e previnam situações de risco.</p> Maria Josely de Figueirêdo Gomes Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 2 23 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.41552 UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE NO DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA ÁREA DE EDUCAÇÃO NO BRASIL (2006-2017) https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/44040 O presente estudo é uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, que visa mapear a utilização de software nas pesquisas de Pós-Graduação em Educação, descrevendo quais as diferentes formas de contribuição que os softwares oferecem para a pesquisa que o utilizou. Para a coleta de dados, foi consultado o Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no qual foi utilizado, para a busca, o descritor "utilização de software", que retornou com 118 ocorrências. Ao aplicar o filtro por área de conhecimento com a opção Educação, foram encontrados 11 títulos, sendo 10 dissertações e 1 tese. Esta pesquisa apresenta uma categorização das formas de uso e contribuições de softwares para as pesquisas em Educação. Tem-se a pretensão de, com este estudo, fornecer informações sobre o uso de tecnologias da informação e da comunicação em pesquisa na área da educação e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para a forma com que as palavras-chave são referidas na produção acadêmica. Tatiana Dantas dos Santos Márcio Adriano de Azevedo Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 24 41 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.44040 O ENSINO DE SOCIOLOGIA NO BRASIL: UM BALANÇO DOS AVANÇOS GALGADOS ENTRE 2008 E 2017 https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/46060 <p class="western" lang="pt-PT" align="center"> </p><p class="western" lang="pt-PT" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-PT"><span><strong> </strong></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-PT"><span>A sociologia é marcada por uma trajetória de presenças e ausências no currículo escolar no Brasil, o que se relaciona diretamente com os projetos educacionais implementadas. Em 2008 a sociologia tornou-se disciplina obrigatória em todas as séries do ensino médio, o que perdurou até 2017, quando houve uma perda desta obrigatoriedade pela Reforma do ensino médio. Por meio de uma análise bibliográfica descrevemos os avanços ocorridos no âmbito do ensino de sociologia entre 2008 e 2017, período de sua obrigatoriedade, a partir de três aspectos: a) o debate intelectual; b) a formação de professores; c) a produção de livros didáticos. Os resultados apontam para o fortalecimento da sociologia nesse nível de ensino, ainda que a Reforma do ensino médio seja um empecilho para sua efetiva consolidação. </span></span></span></span></span></p><p class="western" lang="pt-PT" align="justify"> </p> Amurabi Oliveira Marcelo Pinheiro Cigales Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 42 58 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.46060 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO RELIGIOSIDADE E SAÚDE NAS PRÁTICAS DE CUIDADORES TRADICIONAIS QUILOMBOLAS https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/42199 <p class="Standard">Neste artigo são partilhadas descobertas advindas de diálogos com quilombolas: benzedeiras, curandeiros, parteiras e sacerdotes de religiões de matriz africana. Estes diálogos com cuidadores quilombolas aconteceram em quatro estados: Belém; Maranhão; Minas Gerais e Bahia, em sete quilombos, no Brasil. Estes diálogos ocorreram no âmbito do Projeto Protagonismo Quilombola na Luta por Saúde e Direitos Sociais, que teve como um de seus objetivos identificar práticas tradicionais de Cuidado, Promoção da Saúde e manifestações culturais. As práticas empreendidas por esses atores sociais mesclam-se muito mais profundamente com as suas convicções e práticas no campo da espiritualidade e religiosidade do que com a transmissão oral de conhecimentos por parte de seus ancestrais, diferentemente do esperado inicialmente. Uma outra conclusão foi a de que esses atores também são líderes comunitários considerados importantes por suas comunidades, e que também, a despeito das manifestações de intolerância religiosa dentro e fora dos quilombos, demonstram consciência da sua importância na luta pelos direitos quilombolas.</p> Carla Moura Lima Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 59 80 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.42199 Dossiê - EDITORIAL https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/47869 <p align="justify">Prezadas e prezados leitores, é com grande satisfação que divulgamos o novo dossiê da Revista Temas em Educação (RTE), que mostra o compromisso de publicar produções científicas qualificadas na área da Educação. Convidamos os(as) leitores(as) a acessarem os artigos que compõem o volume 28, número 02, de 2019. Esta edição está composta de oito artigos de pesquisadoras e pesquisadores de várias instituições nacionais e internacionais, com diversas temáticas e perspectivas complexas sobre a Educação Intercultural. </p> Daniel Valerio Martins Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 81 82 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.47869 FLORES E DORES: EMOÇÕES E A ÉTICA DA VIDA PARA UM ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA INTERCULTURAL E ANTIRRACISTA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/42353 <p>Ao olharmos os processos civilizatórios ocorridos na América Latina, em uma perspectiva autocrítica, poderemos constatar que formas outras de produção do conhecimento foram violentadas pelos colonizadores. A busca de uma razão intelectualista fez com que as afetividades fossem evitadas, ocasionando processos de violência epistêmica e racial que se estruturaram em diversas instituições produtoras de conhecimento. A instituição escolar, nesse sentido, (re)produz relações assimétricas de poder baseadas em representações enviesadas sobre os povos indígenas, por exemplo. Dessa forma, o Ensino de Ciências e Biologia, no pressuposto de um conhecimento neutro e imparcial que busca se distanciar das emoções, pode colaborar, em algumas situações, para relações racistas. Mas ao reconhecermos esse outro que se nos apresenta em sua diversidade e buscando uma educação intercultural, quais seriam as contribuições que os conhecimentos dos povos indígenas poderiam nos fornecer em relação às emoções para uma educação antirracista? Ao partir de uma perspectiva da descolonização, o presente trabalho busca refletir sobre possíveis contribuições para aspectos éticos que se relacionam às condições de possibilidade para que a vida floresça. </p> Nivaldo Aureliano Léo Neto Sueli Ribeiro Mota Souza Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 83 101 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.42353 INTERCULTURALIDADE NA ESCOLA URBANA: A DIVERSIDADE TECIDA POR JOVENS ESTUDANTES DO CAMPO. https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/42906 <p align="center"> </p><p><strong> </strong></p><p><strong>Resumo:</strong> Este artigo aborda a diversidade cultural, ao apresentar contribuições da perspectiva intercultural do campo educacional na pós-modernidade, entrelaçado aos pressupostos pós-críticos em educação, em diálogos contemporâneos sobre a juventude e suas identidades culturais, a partir da investigação no/do cotidiano escolar. O interesse da pesquisa surgiu da prática profissional de uma das autoras que, ao atuar como coordenadora pedagógica em uma escola de Ensino Médio, observa insegurança e dificuldades da maioria dos/as profissionais para o trabalho com a diversidade presente nesse espaço. A opção metodológica da pesquisa considerou a abordagem qualitativa e o contato direto com a situação estudada, através da Etnopesquisa, buscando compreender a realidade vivenciada pelos/as participantes, em seus contextos socioculturais. Para o levantamento e a construção das informações, utilizaram-se questionário, tertúlias dialógicas culturais e observação participante. O estudo aponta que os/as jovens estudantes, participantes da pesquisa, são sujeitos fragmentados e híbridos, que buscam por maiores espaços de expressão e afirmação de suas identidades culturais, passando por tensões, conflitos e negociações. Ao mesmo tempo, apontam a necessidade de repensar as práticas pedagógicas desenvolvidas pela escola, a fim de valorizar suas expectativas e necessidades.</p><p> </p><strong>Palavras-chave: </strong>Juventude. Interculturalidade. Identidade. Hibridização cultural. Emanuela Oliveira Carvalho Dourado Edilania de Paiva Silva Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 102 120 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.42906 O BEM VIVER COMO FILOSOFIA DA VIDA: CONTRIBUIÇÕES À EDUCAÇÃO INTERCULTURAL https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/43653 <p class="Normal1">Adotamos no presente artigo o <em>Bem Viver</em> andino como possibilidade de pensá-lo como Filosofia da Vida, situando-o no debate filosófico-educacional para, ensaisticamente, visualizar aportes a uma educação intercultural, capaz de reconhecer diferentes identidades, alteridades e racionalidades. O objetivo é refletir sobre possíveis aberturas e diálogos que podem contribuir com estudos e projetos educacionais que estão instaurando perspectivas críticas de educação e interculturalidade, de modo a descentrar concepções, discursos e práticas etnocêntricas, cognitivistas e monoculturais que reproduzem alienação e acriticidade, negando as dimensões da corporeidade, da espiritualidade e da inventividade das gerações contemporâneas. Utilizamos a hermenêutica filosófica, crítica, portanto, como referencial de nossa reflexão e diálogo com autores que oferecem subsídios teórico-metodológicos que sustentam o debate do intercultural na educação, como Paulo Freire, Vera Maria Candau e Reinaldo Fleuri, dentre outros. Concluímos que, embora o pensamento hegemônico perdure na cultura escolar, a abertura ao intercultural no pensamento filosófico-educacional tem se tornado inevitável, aumentando o desafio e, ao mesmo tempo, a riqueza contida nas diferentes perspectivas culturais e epistemológicas de educação.</p><p class="Normal1"><strong>Palavras-chave</strong>: Bem Viver; Filosofia de Vida; Educação; Interculturalidade.</p> Adecir Pozzer José María Hernádez Díaz Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 121 137 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.43653 AS ESCOLAS INDÍGENAS NO ESTADO DO CEARÁ: UMA HISTÓRIA DE RESISTÊNCIA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/46123 <p>O presente trabalho tem como objetivo investigar os percursos traçados pelos povos originários para o surgimento da educação escolar indígena no Estado do Ceará, as origens da escola diferenciada e intercultural, além de pesquisar sobre políticas e ações desenvolvidas neste ambiente escolar que visem respeitar a identidade e o autoreconhecimento desta população. O Estado do Ceará atualmente conta com 38 escolas indígenas da rede estadual e municipal, distribuídas em 15 municípios para 14 etnias cearenses. Ao pensar sobre o movimento indígena, especialmente sobre o surgimento da educação escolar indígena no Ceará e suas escolas, apareceram algumas inquietações e questões: quais foram os caminhos traçados nesta luta de resistência para que viesse a existir uma escola pensada pelos povos originários e para estes, garantindo seus direitos a esta escola diferenciada e intercultural, visando preservar sua identidade e ao mesmo tempo dando acesso a ciência e a tecnologia, dentro dos padrões das escolas asseguradas pelo Ministério da Educação e suas secretarias? Como são desenvolvidas as políticas e as ações para estas escolas e seus atores? Como referencial teórico, elencamos como principais pensadores sobre a questão indígena: Martins (2015), Aires (2009), Nascimento (2006), e outros, além de fontes oriundas do site da Secretaria de Educação e sua célula responsável. A metodologia adotada foi a pesquisa etnográfica, além de pesquisa bibliográfica, através de livros, artigos, documentos e sites. Realizou-se uma entrevista com a liderança indígena (cacique) da aldeia Tremembé. Os resultados revelam uma história traçada por luta, resistência, com perdas, negociações, mas também vitórias sobre os aspectos ligados à valorização da identidade indígena e autoreconhecimento. As considerações deixam reflexões a respeito da emergência da continuidade sobre a luta do movimento social indígena e da educação escolar indígena, sobre o qual deverá ser proporcionado mais visibilidade e investimentos.</p><p> </p><p>PALAVRAS-CHAVE: Povos originários, Identidade, Interculturalidade; Educação Escolar Indígena, Políticas Públicas.</p> Maria Veirislene Lavor Sousa Daniel Valerio Martins Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 138 151 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.46123 A ESCOLA E SEUS ACERVOS BIBLIOGRÁFICOS: APONTAMENTOS ANTROPOLÓGICOS https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/47258 <p>O presente artigo discute o tema da diversidade cultural e sua relação com os acervos das bibliotecas escolares desde um ponto de vista antropológico. A busca de compreensão deste fenômeno se baseou na análise das imagens e discursos que os livros didáticos reproduzem sobre os povos indígenas. O livro didático constitui um dos instrumentos mais utilizados pelos/as professores/as no processo de ensino e aprendizagem, sendo, por isso, crucial na formação do imaginário coletivo e na criação de certas ideologias, valores e crenças. Assim, em um primeiro momento, serão abordados alguns aspectos relativos ao ato de representar através da escrita, o qual constituiu um dispositivo de poder do ocidente, determinante na relação estabelecida com os povos originários. Posteriormente será desenvolvida uma discussão que oferece elementos teórico-metodológicos para estudar esse fenômeno, destacando a utilidade desse tipo de estudos dentro do marco legislativo proposto pela Lei 11.645 de 2008, que institui a obrigatoriedade do ensino da história e cultura indígena nas escolas brasileiras.</p> Daniel Guillermo Gordillo Sánchez Angela Maria Erazo Munoz Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 152 171 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.47258 UNA REFLEXIÓN PRELIMINAR SOBRE LA CONSTRUCCIÓN DE UNA HISTORIA INTERCULTURAL Y LA INTERCULTURALIDAD EN LA HISTORIA https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/45754 <p>A história intercultural e suas abordagens, a partir dos campos da elaboração teórica, epistêmica e metodológica, nos levam a pensar na necessidade de caminhar na ação de estabelecer um diálogo entre historiadores, humanistas e sujeitos interessados em diálogos entre culturas, em geral .</p><p>De nossa geografia e necessidades, a necessidade de uma história intercultural surge com os imperativos de construir uma história de grupos tradicionalmente invisibilizados pelo esquema da história universal, a mando de Hegel.</p> Gerardo Pompeu Ribeiro Neto Alfredo Guillermo Rajo Serventich Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 172 183 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.45754 EFICIENCIA DE PROGRAMAS DE EDUCACION AFECTIVO SEXUAL PROMOVIDOS POR INSTITUCIONES DE GESTIÓN SOCIAL. POTOSÍ (BOLIVIA). https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/47663 <p>RESUMEN:<strong> </strong>Se analiza el funcionamiento de las Instituciones de gestión social dependientes del Estado boliviano; objetivos, método, recursos reales y resultados para así priorizar necesidades y averiguar cuáles son los recursos reales destinados por el Gobierno a la ciudad económicamente más influyente del país, Potosí. Se identifican colectivos destinatarios, edades y características que reúne el personal contratado y/o voluntario que trabaja en estas instituciones. El método utilizado ha sido entrevistas en profundidad, estructuradas y dirigidas en materia de educación y salud sexual. Los profesionales entrevistados admiten que en su presupuesto sólo tienen cabida servicios médicos primarios. Los programas educativos obligatorios no llegan a la mayoría de los centros escolares de la ciudad, menos aún a los rurales. Este recorte fomenta la ignorancia de los jóvenes a la hora de adquirir estrategias de control, autoayuda y autocuidado, a corto y largo plazo, generando la dificultad de procurarse un estilo de vida saludable.</p><p>PALABRAS CLAVE: USMEA; SEDEGES; CIES Potosí; entrevistas en profundidad; adolescentes bolivianos; instituciones de gestión social.</p> Mara Garcia Rodriguez Mª Dolores Fernández Malanda Carmen Palmero Cámara Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 184 205 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.47663 RESENHA DE ENHANCING SCHOOL SCIENCE WITH INDIGENOUS KNOWLEDGE: WHAT WE KNOW FROM TEACHERS AND RESEARCH https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/46338 <p>Trata-se de uma resenha da obra <strong>Enhancing school science with indigenous knowledge</strong>: what we know from teachers and research, de Aikenhead e outros autores. A obra é uma contribuição valiosa a partir de uma experiência concreta em uma rede de ensino canadense e que se torna leitura obrigatória para aqueles interessados nas contribuições da interculturalidade, especialmente ao modo como é tratado o conhecimento tradicional, para o ensino e aprendizagem de ciências. O texto é organizado por meio de narrativas de professores da rede de ensino sobre suas experiências no processo de implementação do novo currículo. Essas narrativas oferecem o contexto, ou melhor, nas palavras dos autores, as histórias ajudam a aproximar o texto da vida, isto é, das práticas pedagógicas, das vivências e dos desafios enfrentados pelos docentes em direção da construção de uma proposta de ensino de ciências responsivo culturalmente (CReST – <em>Culturally Responsive Science Teacher</em>). A grande síntese que essa obra pode nos oferecer, coerente com a perspectiva intercultural, é que a ciência escolar, estendendo também à formação de professores, à didática e ao próprio currículo de ciências, tem como expectativa que os estudantes indígenas aprendam as explicações científicas, ao mesmo tempo que possam ter reconhecidas e fortalecidas suas identidades. Além disso, para os estudantes não-indígenas, a ciência escolar espera que eles também aprendam as explicações científicas, ao mesmo tempo que possam ampliar seus repertórios e visões de mundo ao compreender as perspectivas indígenas.</p> Rodrigo dos Santos Crepalde Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 206 213 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.46338 PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS E FAMILIARES DE CRIANÇAS DE CRECHES QUANTO AO TRABALHO DESENVOLVIDO NA EDUCAÇÃO INFANTIL https://periodicos.ufpb.br/index.php/rteo/article/view/44955 <p>A polêmica sobre o cuidar e o educar tem constituído o panorama de fundo sobre o qual se constroem as propostas em Educação Infantil. Nas últimas décadas, os debates enfatizam a necessidade das funções do educar e cuidar estarem integradas nessa etapa do ensino. O presente estudo investigou os sentidos que profissionais e familiares de crianças atribuíram ao trabalho desenvolvido em suas instituições de Educação Infantil. Foi utilizada a metodologia de grupos focais. A análise considerou as falas de cada grupo focal e procurou identificar regularidades que indicassem sentidos consensuados mas também discrepâncias e diferenças nos grupos e entre os grupos. De forma geral, as falas dos familiares e das profissionais não foram dissonantes e apontaram uma visão positiva da Educação Infantil e das vivências das crianças nas creches que foram associadas ao seu desenvolvimento integral e a um melhor desempenho na sua vida familiar e escolar, no entanto há muitos desafios mencionados, afirmando a importância da existência das instituições da Educação Infantil com atendimento educacional de qualidade. Pretende-se que esse estudo contribua na discussão sobre o papel e as funções do atendimento educacional da primeira infância, a partir da análise das falas dos atores envolvidos, família e profissionais.</p> Karla Cabral Barroca Patricia Maria Uchôa Simões Copyright (c) 2019 Revista Temas em Educação 2019-09-03 2019-09-03 28 2 214 244 10.22478/ufpb.2359-7003.2019v28n2.44955