https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/issue/feed Aufklärung: revista de filosofia 2021-02-08T10:01:05-03:00 Dr. Betto Leite da Silva revistaaufklarung@hotmail.com Open Journal Systems <p><em><strong>Aufklärung, revista de filosofia</strong></em> (Qualis B1, DOI 10.18012/ARF) tem foco na publicação de artigos na área de filosofia, ou que sejam relevantes para a pesquisa em filosofia. Tem como&nbsp; objetivos: a) contribuir para a formação acadêmica de profissionais de filosofia [ensino e pesquisa] e áreas afins; b) contribuir para a efetivação de políticas da área de filosofia, ao propiciar a divulgação de resultados originados a partir de pesquisas filosóficas voltadas para a pós-graduação com base em princípios éticos tranparentes; e c) constituir-se como um espaço aberto para o debate entre pesquisadores do Brasil e do exterior.</p> https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/55023 Percepção e Imaginação em Husserl: da coisa “ela própria” à reprodução por “semelhança” 2020-12-12T17:57:27-03:00 Carlos Diógenes Côrtes Tourinho cdctourinho@yahoo.com.br <p>O presente artigo tem como objetivo analisar as peculiaridades das sínteses de preenchimento intuitivo dos atos intencionais na percepção e na imaginação, apoiando-se nas <em>Investigações Lógicas </em>(1901) de Husserl. Se na percepção a coisa é apreendida diretamente “ela própria” (ainda que em diferentes momentos), na imaginação, a coisa visada originariamente é substituída por um “<em>analogon</em>” que lhe é mais ou menos semelhante (trata-se do fenômeno da reprodução na imaginação por “semelhança”). Ao final, o artigo compara a consciência perceptiva à consciência imaginante, opondo-as aos atos intencionais meramente significativos (nos quais encontramos apenas uma consciência de sinal, sem qualquer preenchimento intuitivo).</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/53823 A gênese da intuição do outro e a formação da comunidade transcendental: a questão da intersubjetividade em Husserl 2020-12-12T17:57:29-03:00 Marcos Alexandre Alves maralexalves@gmail.com <p>Este artigo objetiva examinar a gênese da intuição do outro e como ocorre a formação da comunidade transcendental, ou seja, investigar a questão da intersubjetividade em Husserl. A fenomenologia evoca a primazia do estudo eidético, tomando as essências no mais alto nível de pureza intencional. No sistema redutivo fenomenológico, o <em>ego</em> pode se autoexplicar de maneira rigorosa e revelar a si mesmo sua estrutura de possibilidade do conhecimento. Mostra-se que, Husserl, para não se cair no solipsismo, adota uma nova perspectiva de abordagem do sistema redutivo (<em>epoché</em> abstrativa), que proporciona identificar as estruturas transcendentais das relações com os outros sujeitos. Evidencia-se que, ao intencionar o outro, na perspectiva transcendental, o eu se depara com uma estrutura pura de vinculação, que lhe permite a constituição de um mundo comum, ou seja, o sentido da coletividade. Portanto, a fenomenologia, proporciona, agora desde novas bases, a constituição do eu transcendental e sua realidade concreta, como mônada, e ao descrever a questão da intersubjetividade, enquanto comunidade dos sujeitos, como fundamento da transcendência, emancipa-se do solipsismo e completa o sistema redutivo.&nbsp;</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/52344 Themata e Paradigmas: dois conceitos epistemológicos distintos, mas com relações 2020-12-12T17:57:30-03:00 João Barbosa joaolbarb@gmail.com <p>Apesar de nunca ter apresentado um conceito suficientemente preciso de thema/themata, Gerald Holton teve desde sempre a preocupação de alertar para a possível confusão entre os themata e diversas outras entidades que, podendo em alguns aspetos assemelhar-se aos themata, são, contudo, de natureza e de funcionamento distintos e como tal devem ser consideradas. É neste contexto de delimitação que surgem os paradigmas, de Thomas Kuhn, relativamente aos quais Gerald Holton sempre fez questão de contrapor os seus themata. Neste artigo apresenta-se uma análise comparativa que identifica diferenças essenciais mas também relações entre estes dois importantes conceitos da epistemologia do século XX, um inscrito numa epistemologia continuista (os themata) e outro epistemologicamente descontinuista (os paradigmas).</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/55680 Considerações sobre a natureza da experiência perceptiva 2020-12-17T18:12:44-03:00 Daniel Borgoni dborgoni@hotmail.com <p>Neste artigo apresentarei e discutirei a teoria dos dados dos sentidos, o intencionalismo e o disjuntivismo em suas versões puras, isto é, segundo as quais a natureza da experiência perceptiva é fundamentalmente uma questão dos dados dos sentidos, do conteúdo intencional e da relação perceptiva, respectivamente. Para isso, tratarei de alguns dos principais argumentos que sustentam essas teorias e de algumas críticas feitas a elas. Em face dos problemas que elas enfrentam, nenhuma delas parece oferecer um relato satisfatório para a natureza das experiências perceptivas.</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/52011 Considerações sobre a ação como negociação 2020-12-12T17:57:32-03:00 Diogo Bogéa diogobogeaa@hotmail.com Marcio Francisco Teixeira de Oliveira franciscomarciorj@gmail.com <p>Nosso objetivo neste artigo é investigar as possibilidades de pensar o conceito de “ação” aproximando-o da noção de “negociação”, retomando assim o próprio significado da palavra <em>práxis</em>. Partimos de uma crítica da noção arendtiana de ação como “iniciativa”, apontando suas bases metafísicas. Procurando nos distanciar de uma compreensão de “ação” muito presa à tradicional metafísica da subjetividade, isto é, a ação como livre-iniciativa de um sujeito racional e consciente, recorremos a Espinosa e Ortega y Gasset. As noções de afetividade e de circunstância, no sentido amplo em que tais pensadores as empregam, nos ajudam a pensar a “ação” como negociação entre multiplicidades de circunstâncias que se afetam mutuamente de muitas maneiras. Por fim, exploramos algumas consequências ético-políticas de uma tal concepção de ação.</p> 2020-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/54236 Direitos humanos: por uma cidadania autogestionária 2020-12-12T17:57:34-03:00 Antonio José Romera Valverde ajrvalverde@uol.com.br Luiz Carlos Montans Braga montansbraga@hotmail.com <p>O ensaio move-se em torno aos sinais do tempo presente, moldados, figurativamente, por densa cerração a obscurecer a visão crítica dos fins e dos meios ético-políticos da civilização tecnológica. No mesmo passo, intenciona refletir acerca dos Direitos Humanos, de modo projetivo para a invenção futura de uma cidadania de caráter autogestionário. A construção encontra-se demarcada pelo <em>fim das ilusões</em>, de certo modo, ainda à sombra dos cacos do <em>ethos </em>antigo, figurados por anacronismos, que insistem em reaparecer de modo espectral na forma de dificuldades, aparentemente, sem resolução de encaminhamento para a época atual. Para tanto, o ensaio recorre a passagens das filosofias moderna e contemporânea, de par com a poesia, o cinema e o teatro, de modo a sustentarem a defesa da teoria e da prática de uma tal cidadania. Pensada, modelarmente, desde a experiência autogestionária da Comuna de Paris, como etapa destacada de sua produção.</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/56033 Kant y el dilema de la anticipación de la infinitud 2020-12-14T19:41:38-03:00 Angelo Narváez angelo.narvaez.l@gmail.com <p>En este artículo exploraremos las dimensiones lógicas de las llamadas Anticipaciones de la percepción de la <em>Crítica de la razón pura</em> en el orden dialogar con las posibilidades que se abren desde ahí con la obra tardía de Kant, especialmente el <em>Opus postumum</em>. Para ello, discutiremos la composición de las Anticipaciones en su contexto narrativo específico, para luego vincular esa composición con las observaciones de las <em>Prolegomena </em>sobre el carácter formal y material de las mismas y, finalmente, pensar el problema de la anticipación de las magnitudes infinitas en el <em>Opus</em>.</p> 2020-12-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/55296 Sartre: o existencialismo em torno da morte 2020-12-14T19:42:55-03:00 Vanessa Furtado Fontana fontanessa@yahoo.com.br <p>O tema da morte sempre esteve presente na história da filosofia e também está nos textos existencialistas de Sartre. A principal obra que trata da morte é: “O ser e o nada” de 1943, no qual se concentra esse artigo. Nesta obra a morte é vista como limite para a nadificação. Contudo destaca-se também, a importante concepção do existencialismo ateu na obra “O existencialismo é um humanismo”, no qual a morte é apresentada como fim, sem as perceptivas de pós-morte do cristianismo. Ainda tratar-se-á do texto “A náusea”, como forma de pensar a morte e sua absurdidade. O tema do absurdo também é descrito na obra “O ser e o nada”, e é a primeira chave de leitura para esse fenômeno do limite da vida, mas que ainda é vida. Um último tema a abordar, e nem por isso menos importante, é o ser-para-outro, a concepção da minha morte encarada pelo outro, e como esse outro reage e fundamenta, em certo sentido, minha própria morte.</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/52313 A relação entre o princípio da não maleficência e o utilitarismo na ética de Peter Singer 2020-12-14T19:43:58-03:00 Wesley Felipe de Oliveira wesley.filosofia@hotmail.com Camila Dutra Pereira dcamila@gmail.com <p>Este artigo analisa a interpretação de Renzo Llorente de que a obra Libertação Animal, de Peter Singer, não tem sua estrutura moral baseada no utilitarismo, mas no princípio da não-maleficência. O artigo analisa criticamente essa interpretação e busca responder os problemas levantados. Consideramos de que maneira essa interpretação não se sustenta quando a ética de Singer é compreendida em seu conjunto e não apenas a partir de uma única obra. Porém, defendemos, neste artigo, apesar de a proposta ética de Libertação Animal tenha aspectos do princípio da não-maleficência, a obra se mantém utilitarista na medida que o princípio de não causar danos se fundamenta e se justifica por razões utilitaristas.</p> <p><strong>Palavras-chave: ética, utilitarismo, não-maleficência, animais.</strong></p> 2020-12-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/52408 Cinema em Lukács: a atmosfera psíquica em movimento 2020-12-14T19:45:19-03:00 José Deribaldo Gomes dos Santos deribaldo.santos@uece.br <p>O artigo dialoga com o debate empreendido por Lukács sobre cinema. Para esse autor, o filme é fruto de uma classe de reflexo que duplica a mimese. Opta-se, metodologicamente, por um estudo de caráter teórico-bibliográfico em que se opera uma leitura imanente de parte da <em>Estética</em> do húngaro. Sob tais orientações, a comunicação tematiza os principais pontos pelos quais Lukács ergue seu entendimento sobre a arte cinematográfica: 1) relação com o desenvolvimento da técnica; 2) autenticidade cinematográfica; 3) tendência a minimizar a objetividade indeterminada: labilidade e elasticidade; 4) atmosfera psíquica; 5) “linguagem” cinematográfica. A exposição entende que o cinema, embora tenha nascido como um produto do capitalismo desenvolvido, guarda a contradição de possuir elevado nível de realismo, ao mesmo tempo em que pode trafegar as mais tacanhas ideologias burguesas.</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/53082 Ensaio “Sobre Sujeito e Objeto” de Theodor Adorno como trânsito à sua Teoria Crítica 2020-12-14T19:48:08-03:00 Cleidson de Jesus Rocha cleidson.ufac@gmail.com <p>É propósito deste trabalho apresentar considerações sobre as teses presentes no conjunto de 12 partes que compõe o texto <em>Sobre Sujeito e Objeto,</em> de Theodor Adorno, relacionando a posição do autor com sua linha biográfica, marcada pelos acontecimentos históricos, bem como pelo itinerário do pensamento filosófico, elementos estes que pautaram a construção de sua teoria crítica. Para tanto, iniciamos com algumas considerações sobre a forma e o conteúdo do texto <em>Sobre Sujeito e Objeto</em>. No segundo momento apresentaremos uma chave de leitura, enquanto possibilidade de organização do texto por seu autor, passando então, a nos deter em cada uma das 12 partes, buscando, além das teses de cada uma das partes, apresentar a interlocução de Adorno com as epistemologias que lhe servem de apoio ao debate em questão. Finalizamos apontando o pessimismo adorniano ao constatar que a força, que tanto se esperou da consciência, não foi suficiente para fazê-la autônoma, pois, ao contrário das promessas iluministas, a racionalidade perde o controle e se desprende de si mesma, convertendo-se verdadeiramente em degeneração da consciência crítica, esvaziando, assim, a condição autônoma do sujeito.</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/55972 Heidegger: técnica e esquecimento do ser 2020-12-14T19:49:25-03:00 José Ricardo Barbosa Dias jrbdias@ufpi.edu.br <p>Trata-se de circunscrever o sentido do fenômeno da técnica no horizonte do pensamento de Heidegger e sua crítica à metafísica clássica. Para tanto, em um primeiro momento apresentamos o fenômeno da técnica no âmbito de sua leitura dessa metafísica em sua essência: <em>o esquecimento do ser</em>. Em um segundo momento, apresentamos, nos limites de nosso texto e de modo mais particular, dois acenos descortinadores da essência do fenômeno em questão. O primeiro no nexo <em>téchne</em>, verdade e liberdade e o segundo no nexo técnica, ciência e metafísica. Para, então, concluir com uma breve chamada de atenção acerca do que podemos guardar como o legado básico do pensamento de Heidegger acerca dessa central questão para nós da era tecnológica atual.</p> 2020-11-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/54586 Atividade e Condição Humana em Hannah Arendt 2020-12-14T19:50:43-03:00 Romildo Gomes Pinheiro romildogp81@yahoo.com.br <p>Gostaríamos de demonstrar neste ensaio que é possível estabelecermos uma relação de proximidade entre Arendt e Marx acerca dos conceitos de “vida activa” e “condição humana”, a despeito das críticas de Arendt à Marx na obra <em>A Condição Humana</em>. Sustentaremos que Marx e Arendt partem de uma concepção do homem como um ser ativo. Arendt se ancora no conceito de <em>energeia </em>em Aristóteles, e Marx no conceito de “atividade” do Idealismo Alemão. Ambos procuram ultrapassar o predomínio da contemplação sobre a ação. Além deste pressuposto comum, Marx, ao contrário do que diz Arendt, mas em acordo com sua perspectiva, estabelece uma distinção entre “obra”, associada ao trabalho útil produtor de valor de uso, e trabalho, pensado não como metabolismo com a natureza, como diz Arendt, mas como trabalho sob as condições capitalistas de produção. Com efeito, argumentamos que a ideia de ser ativo na sua tripla articulação com a obra, o trabalho e a ação teorizada por Arendt, prolonga a perspectiva de Marx. Sob esta ótica, o conceito de inversão, isto é, a reversão da hierarquia entre contemplação e ação, é fundamental para determinados o quanto Arendt prolonga a perspectiva de Marx.</p> 2020-12-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/57588 Johann Gottlieb Fichte, la educación y la interculturalidad 2021-02-08T10:01:05-03:00 Gerardo Miguel Nieves-Loja gnieves@unach.edu.ec <p>Esta investigación trata de realizar un análisis crítico y comparativo de la propuesta educativa del filósofo alemán Johann Gottlieb Fichte (1762-1814); quien manifiesta un vivo interés por la educación y la política, con la pretensión de recuperar y liberar a la nación alemana de los extranjeros. Según Fichte, una educación auténtica consiste en que los estudiantes deben ser alejados del mundo de los adultos para vivir en una morada más pura, donde aprendan a vivir con honor y sean capaces de inventar máquinas y herramientas. No son importantes las palabras y el debate en el espacio público. En contraste, se analiza la propuesta de Hannah Arendt, quien considera que toda educación debe despertar la opinión y la participación ciudadanas en el espacio público. El estudiante no debe ser alejado del mundo para fabricar y vender (homo faber); al contrario, debe aprender a pensar por sí mismo y actuar de manera concertada. En este sentido, los discursos contemporáneos sobre la interculturalidad, mediante un diálogo de saberes, constituyen una alternativa de paz y armonía entre las diferentes culturas.</p> 2020-12-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/52802 A ressignificação da cultura a partir da revolução científica: um estudo a partir da fenomenologia de Michel Henry 2021-02-07T23:17:42-03:00 Janessa Pagnussat janessapagnussat@hotmail.com Silvestre Grzibowski silboski@yahoo.com.br <p>O presente artigo tem como objetivo descrever a cultura como manifestação da vida originária, a barbárie como resultado da chegada da revolução científica moderna e a ressignificação da vida e da cultura a partir dessa objetividade do ser. Partimos da teoria de Michel Henry de que a vida se manifesta de forma originária e absoluta, em sua sensibilidade, constituindo a cultura e a arte como manifestações concretas da vida em suas diferentes formas elementares. Porém, com a chegada da ciência, a subjetividade foi sendo objetivada levando ao esquecimento da vida e a decadência cultural, o que originou a barbárie. Na obra <em>A Barbárie,</em> Henry descreve essa mudança radical ocorrida com a revolução científica em que a cultura e a vida foram ressignificadas. Assim, pretendemos descrever essas novas concepções a partir de uma proposta fenomenológica e a possibilidade de um retorno a vida e a sensibilidade originária que foram esquecidas pela sua objetivação.</p> 2020-12-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Aufklärung: revista de filosofia