Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf <p><em><strong>Aufklärung, revista de filosofia</strong></em> (Qualis B1, DOI 10.18012/ARF) tem foco na publicação de artigos na área de filosofia, ou que sejam relevantes para a pesquisa em filosofia. Tem como&nbsp; objetivos: a) contribuir para a formação acadêmica de profissionais de filosofia [ensino e pesquisa] e áreas afins; b) contribuir para a efetivação de políticas da área de filosofia, ao propiciar a divulgação de resultados originados a partir de pesquisas filosóficas voltadas para a pós-graduação com base em princípios éticos tranparentes; e c) constituir-se como um espaço aberto para o debate entre pesquisadores do Brasil e do exterior.</p> Aufklärung: Revista De Filosofia pt-BR Aufklärung: revista de filosofia 2318-9428 <p><strong>Política de Direito Autoral para os itens publicados pela Revista:</strong></p><p>1.Esta revista é regida por uma Licença da Creative Commons aplicada a revistas eletrônicas. Esta licença pode ser lida no link a seguir: <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank">Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)</a>.</p><p>2.Consonante a essa politica, a revista declara que os autores são os detentores do copyright de seus artigos sem restrição, e podem depositar o pós-print de seus artigos em qualquer repositório ou site.</p><p><strong>Política de Direito de Uso dos Metadados para informações contidas nos itens do repositório</strong><br />1. Qualquer pessoa e/ou empresa pode acessar os metadados dos itens publicados gratuitamente e a qulquer tempo.<br />2.Os metadados podem ser usados sem licença prévia em qualquer meio, mesmo comercialmente, desde que seja oferecido um link para o <strong>OAI Identifier</strong> ou para o artigo que ele desceve, sob os termos da licença CC BY aplicada à revista.</p><p>Os autores que têm seus trabalhos publicados concordam que com todas as declarações e normas da Revista e assumem inteira responsabilidade pelas informações prestadas e ideias veiculadas em seus artigos, em conformidade com a Política de Boas Práticas da Revista.</p> Pronouns, variables, and their positions https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/61299 <p>A topic generative grammar has addressed is that of the leftness condition. This condition appears to show that people tend not to relate pronouns and variables in the same sentence whenever the pronoun is to the left of the variable. This approach is basically syntactic. The present paper tries to move to a more semantic framework: that of the theory of mental models. This theory considers the meanings of the words in sentences to be essential. Besides, it proposes that people process sentences linking them to iconic models or possibilities. Thus, this paper argues that the theory of mental models can explain the semantic reasons for the difficulties to relate a pronoun and a variable when the pronoun appears first in the sentence.</p> Miguel López-Astorga Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 11 20 10.18012/arf.v8i3.61299 Paradigmas emergentes. Diálogos con Edgar Morin en un horizonte intercultural https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/61519 <p>El objetivo de este artículo es presentar la necesidad de nuevos paradigmas debido al fracaso del modelo implantado por la modernidad que, durante siglos, ha marginado las sabidurías y conocimientos de diversas culturas en el mundo. La ciencia moderna, con el afán de priorizar lo medible y la técnica, no ha sido capaz de comprender a los seres vivos, sus razonamientos, ritos y creencias. De ahí que este trabajo presenta algunos elementos que pueden contribuir a la construcción del bien común de la humanidad. </p> Gerardo Miguel Nieves Loja Vicente Eduardo Benítez Pérez Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 21 32 10.18012/arf.v8i3.61519 Educational ideas of pragmatism and its impact on education in the context of present https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60933 <p>The role of education of philosophy is in making a country prosperous. The purpose of the paper is on how to build the current Vietnamese educational philosophy. Papers on the education of philosophy need to develop the image of a dreamer and a dream of future society. The method is a broad principle and a specific history of the paper assessing the problems of implementing education of philosophy in Vietnam today through the study of education of philosophy of pragmatism. The paper found that the study of educational ideas about pragmatism with the clarification of the purpose of education is not to learn how to get a job. Therefore, the content and method of education must be the comprehensive development of people. A result is that Vietnam needs to develop its education of philosophy at different levels in the education system and ensure that the education of philosophy must have people develop comprehensively in the socialist direction that Vietnam is building.</p> Xuan Dung Bui Thi Kien Pham Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 33 46 10.18012/arf.v8i3.60933 Da criança apresentada no Emílio ao hipotético homem natural do Discurso da Desigualdade: aproximações a partir do viés da linguagem do Ensaio sobre a origem das línguas https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/59673 <p>Pesquisa de natureza teórica que investiga a Filosofia, a Educação e a Linguagem no pensamento de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). Com base nas obras <em>Ensaio sobre a origem das línguas</em><em> no qual se fala da melodia e da imitação musical; Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens </em>(1755) e<em> Emílio ou Da Educação </em>(1762)<em>, </em>objetiva-se fazer uma análise da criança apresentada no <em>Emílio</em> por meio de analogias com o hipotético homem natural apresentado no <em>Discurso sobre a desigualdade</em>, a partir do viés da linguagem do <em>Ensaio; </em>bem como examinar o desenvolvimento da linguagem nos referidos personagens a partir da relação com a educação do <em>Emílio.</em> A pesquisa de caráter interdisciplinar apresenta como resultado a conclusão que a relação entre filosofia, linguagem e educação é uma interpretação fecunda para se compreender o pensamento rousseauniano.</p> Luciano da Silva Façanha Francyhélia Benedita Mendes Sousa Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 47 62 10.18012/arf.v8i3.59673 Husserl: ética e responsabilidade do filósofo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60607 <p>O artigo analisa a obra <em>Krisis</em> de Husserl sob uma perspectiva ética. O principal argumento ético está na famosa afirmação de Husserl acerca da função do filósofo como “funcionário da humanidade”. Limita-se a ética do filósofo como aquele que garante a possibilidade de construir uma ética totalizante. É através do filósofo e da comunidade de filósofos que a crise contemporânea pode ser pensada e ultrapassada. Destaca-se o conceito de responsabilidade como chave para uma ética do filósofo, ou seja, como sujeito responsável em pensar o seu tempo histórico. Deve-se pensar o papel do filósofo na construção de uma ética da comunidade. Trata-se de pensar como o filósofo pode ajudar na crise das ciências e da humanidade em geral, para que esta se torne uma humanidade autêntica.</p> Vanessa Furtado Fontana Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 63 76 10.18012/arf.v8i3.60607 Ensaio sobre a formação e adaptação em Adorno https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/57863 <p>O presente artigo considera a questão da formação e adaptação no contexto da sociedade burguesa, analisada à luz do pensamento de Theodor W. Adorno (1903-1969), sobretudo, nos textos: <em>Educação e emancipação (1995); Teoria da semicultura (1996) </em>e<em> Dialética do esclarecimento (1985)</em><strong>, </strong>tendo por finalidade expor os condicionantes inerentes ao sistema capitalista que corroboram para a saída do homem da tutela da autoridade divina, sem, no entanto, chegar efetivar autonomia, no sentido kantiano, para se autogovernar. Tal sociedade elege o saber científico, potencializado pela racionalidade técnico-instrumental, como a única forma de saber válida que forja um tipo de subjetividade cujo pensamento é coisificado. A educação se vincula aos interesses do sistema capitalista para formar operadores do saber científico para produzir mercadorias, sem as devidas preocupações com as reflexões críticas sobre a vida marcada pela exploração e desigualdades presentes no seio da sociedade.</p> Ermínio de Sousa Nascimento Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 77 90 10.18012/arf.v8i3.57863 Adorno leitor de Kierkegaard: Ou, a estética de conteúdo como herança materialista https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60059 <p>Objetivamos neste texto (I) mostrar os elementos que constituem a crítica de Kierkegaard a Hegel e (II) as implicações desta crítica para uma suposta virada estética realizada por Adorno em sua filosofia como possibilidade de superação da dialética hegeliana. A hipótese que levantaremos aqui é que na crítica à concepção do estético em Kierkegaard, Adorno percebe a possibilidade da construção de uma noção de experiência racional irrestrita que tornará possível a saída efetiva do idealismo especialmente por meio do que mais tarde ele chamará de <em>estética materialista dialética </em>(<em>materialistisch-dialektischen Ästhetik</em>). Buscaremos mostrar que ao movimentar o pensamento de Kierkegaard contra Hegel (e vice-versa), o que Adorno faz, além de reconstruir criticamente a ideia hegeliana de dialética, é promover a implosão do idealismo presente em ambos os autores. Em outros termos, ele realiza uma interpretação materialista da dialética que traz à consciência o caráter mediado (necessário) da experiência real e concreta do sujeito com o mundo, sem subtrair um polo no outro, i.e., uma dialética que visa à desintegração do modelo idealista da subjetividade constitutiva sem eliminar a subjetividade tampouco o seu polo oposto.</p> Fábio Caires Correia Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 91 102 10.18012/arf.v8i3.60059 A figura de Eichmann e a faculdade do pensar em Hannah Arendt https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60727 <p>Em sua obra Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal, Hannah Arendt (1999) analisa o julgamento de Adolf Eichmann – um ex-oficial do regime nazista responsável pela deportação dos judeus europeus durante o Holocausto, que, por sua vez, se tornou um perito na questão judaica. Durante o seu julgamento, a autora destaca a sua incapacidade de fugir dos clichês burocráticos e sua conspícua superficialidade em condutas convencionais e padronizadas. Diante dessa figura, Arendt se espanta (thaumazein) com a ausência de pensamento nele existente: a falta de parar para pensar. Esse espanto levou Arendt a questionar se teria sido a ausência de pensamento uma das condições capazes de levar o homem a fazer o mal. Nessa perspectiva, este trabalho busca analisar a relação conflitante entre o mal que se torna banal, expresso na figura de Eichmann, e a faculdade humana de pensar, no sentido de se evitarem catástrofes.</p> José Luiz Oliveira Jhonatan Relher Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 103 114 10.18012/arf.v8i3.60727 Divisão de poderes e representação em Rousseau https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/59790 <p>Pretende-se mostrar que as ideias políticas fundamentais de Rousseau parecem sugerir um populismo democrático, pois os cidadãos devem formar uma vontade geral e exercer diretamente a soberania popular, inalienável e indivisível, através do poder legislativo, que elabora leis como atos gerais, as quais devem ser executadas, como atos particulares, pelo príncipe no exercício do poder executivo, o que impossibilitaria a divisão de poderes e a representação. No entanto, usando como método a análise das obras de Rousseau e os comentadores citados nas referências, observa-se que, à medida que ele deduz as consequências destas ideias fundamentais e as pondera por um realismo naturalista, surgem as instituições políticas republicanas, que revelam os limites da soberania popular e a necessidade de um conceito próprio de divisão de poderes e de representação. Neste sentido, conclui-se que o príncipe não somente pode como deve representar o soberano tanto no exercício do poder executivo quanto nas tarefas próprias do soberano, na legislação.</p> Aylton Barbieri Durão Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 115 130 10.18012/arf.v8i3.59790 Revalorizando a natureza a partir de Vittorio Hösle e Friedrich von Hardenberg (Novalis) https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/55992 <p>Buscamos apresentar Friedrich von Hardenberg (Novalis) (1772-1801) como um percussor do pensamento ecológico, tendo em mente a valorização da natureza em sua filosofia, resultado de uma busca constante de superar o dualismo de Fichte por meio da poesia; do estudo das ciências naturais e do estudo de Plotino. Observamos que Novalis tenta, com êxito parcial, modificar sua filosofia de um idealismo subjetivo nos moldes de Fichte rumo ao sincriticismo (síntese de idealismo e realismo), reconhecendo importância tanto da natureza quanto da consciência humana. Esse tipo de pensamento, análogo ao que Vittorio Hösle (1960-) denomina “idealismo objetivo” em sua <em>Filosofia da crise ecológica: conferências moscovitas </em>(1991), é bem favorável à ecologia, reconhecendo o ser humano como parte da natureza, e não como algo separado dela. Embora o filósofo ítalo-germânico observe essa postura filosófica em Schelling e Hegel, acrescentamos Novalis como um representante dessa forma de se fazer filosofia.</p> Gabriel Almeida Assumpção Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 131 138 10.18012/arf.v8i3.55992 Hegel e o λόγος heraclítico https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/59069 <p>O propósito do artigo é fornecer um percurso capaz de justificar a célebre passagem das <em>Preleções sobre a história da filosofia</em> em que Hegel atribui ao pensamento de Heráclito o norte central de sua lógica. O texto, entretanto, não pretende se ater às ocasiões das <em>Preleções</em> em que se aborda mais detidamente o escólio heraclítico, senão de modo subsidiário. O trajeto se concentra, por outro lado, em percorrer o <em>corpus</em> hegeliano a partir dos elementos característicos do pensamento de Heráclito. Visa-se, com isso, a dispor uma espécie de átrio para a inserção propriamente dita nas <em>Preleções</em>.</p> André Felipe Gonçalves Correia Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 139 160 10.18012/arf.v8i3.59069 Justiça como virtude artificial: Sobre o artifício humano na concepção de justiça de Hume https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/52919 <p>O artigo considera a tese humiana segundo qual a justiça é uma virtude artificial. Com base na análise de alguma das concepções apresentadas nas obras <em>Tratado da Natureza Humana</em> e <em>Investigação sobre os Princípios da Moral</em>, este texto propõe que a afirmação em questão exige uma qualificação. A noção de artifício, no contexto da discussão sobre justiça, deve ser compreendida à luz de uma relação fundamental entre disposições da espécie humana: a reflexão na sua atividade de refrear as paixões. Nesse sentido, o artificial, enquanto relacionado a isso que se concebe como artifício humano, pode ser compreendido, de alguma maneira, como natural, enquanto característico da espécie humana.</p> Gehad Marcon Bark Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-14 2021-12-14 8 3 161 174 10.18012/arf.v8i3.52919 Vivendo sob o signo do capital: subjetivação e representações no capitalismo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/49267 <p>Neste artigo propõe-se encarar o capitalismo como forma social portadora de signos, onde sujeitos reificados compartilham significantes adequados à forma mercadoria, elaboram suas individualidades por meio de parâmetros e valores sociais comungados pelo mercado, e identificam seus sentidos e comportamentos por meio da realidade instituída que granjeia a mercadoria como sua forma universal de expressão. Busca-se instituir as bases do problema através do desenvolvimento da contradição Capital e Trabalho para então apontar que criação de novas formas de subjetivação é caminho necessário para o desenvolvimento de novas relações sociais.</p> Ana Paula Salviatti Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-12-21 2021-12-21 8 3 175 186 10.18012/arf.v8i3.49267