Aufklärung: revista de filosofia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf <p><em><strong>Aufklärung, revista de filosofia</strong></em> (Qualis B1, DOI 10.18012/ARF) tem foco na publicação de artigos na área de filosofia, ou que sejam relevantes para a pesquisa em filosofia. Tem como&nbsp; objetivos: a) contribuir para a formação acadêmica de profissionais de filosofia [ensino e pesquisa] e áreas afins; b) contribuir para a efetivação de políticas da área de filosofia, ao propiciar a divulgação de resultados originados a partir de pesquisas filosóficas voltadas para a pós-graduação com base em princípios éticos tranparentes; e c) constituir-se como um espaço aberto para o debate entre pesquisadores do Brasil e do exterior.</p> pt-BR <p><strong>Política de Direito Autoral para os itens publicados pela Revista:</strong></p><p>1.Esta revista é regida por uma Licença da Creative Commons aplicada a revistas eletrônicas. 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Most evolutionary hypotheses around the mind still rely on classical cognitivism, while most theories of cognition still look for adaptive explanations. We believe that the merging of novel cognitive theories into a pluralistic account can greatly improve our understanding of both what cognition is and how it evolved.</p> Giorgio Airoldi Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60013 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 A mente estendida além do discurso: a esfera pública virtual como tecnologia cognitiva https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60014 <p>O artigo promove a interface entre áreas do conhecimento geralmente desvinculadas propondo um olhar trans-habermasiano à esfera pública. Seu objetivo é pensar a formação política e sua interface com a esfera pública virtual a partir de dois caminhos argumentativos. O primeiro, indo de encontro ao próprio Habermas, concebe a esfera pública virtual como tecnologia cognitiva à luz das teorias da mente estendida (CHALMERS e CLARK, 1998). O segundo procura fundamentar a ideia de que a formação política atual deva ser compreendida sob dois eixos: a partir dos efeitos de sentido, relacionados à hermenêutica do discurso, onde é possível inserir o próprio Habermas; e os efeitos de presença, que dialogando com o campo não hermenêutico, chamam atenção para a própria presença dessas tecnologias cognitivas e seus desdobramentos na cognição social e política na atualidade.</p> Camila Moura Pinto Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60014 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 O emergentismo como alternativa teórica para o problema mente-corpo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60016 <p>Por meio do presente artigo, propomos defender a tese de que o emergentismo é uma alternativa teórica plausível e profícua tanto para o equacionamento das relações mente-corpo quanto para as investigações concernentes ao ‘espaço’ ocupado pela consciência no mundo natural. A partir daí, queremos advogar a tese de que os postulados emergentistas nos descortinam uma alternativa teórica importante diante das limitações que inerem às abordagens reducionistas em seus modos de equacionar a natureza, a origem e a dinâmica da vida mental. Referimo-nos especialmente às concepções de que (i) a realidade é estratificada em diversos níveis e/ou camadas de complexidade, cada qual exigindo uma ciência própria, e de que (ii) a consciência é uma propriedade emergente que não se explica aditivamente, isto é, pela soma das partes. Nossa hipótese mais básica é a de que a perspectiva emergentista é irreversivelmente naturalista e, ainda assim, não se compromete com a pauta redutivista, a qual está fundamentalmente ancorada em um paradigma cerebralista. Dado que uma abordagem emergentista da consciência se baseia na crença de que complexas relações entre as propriedades do sistema (‘todo’) e de seus componentes (‘partes’) não apenas existem, mas são relevantes na constituição de sistemas, o emergentismo, acreditamos, estrutura uma robusta metafísica de processos, imprescindível, enquanto tal, para dar conta do fenômeno da consciência e de suas relações com as atividades neurais substrativas da mente. Acreditamos, também que a perspectiva emergentista de consciência é compatível com a tese de que a mente consiste de uma novidade ontológica de nível superior do sistema a qual resulta das relações de interação e integração entre cérebro, corpo e ambiente. Através do diálogo promovido entre a teoria emergentista e as posições basilares das teorias da mente corporificada, ambicionamos apresentar uma alternativa para o problema das relações entre a mente e o corpo capaz de superar a perspectiva defendida pelo paradigma cerebralista sem recair no dualismo, risco no qual uma teoria das propriedades incorre. Para atender a esse propósito, nosso artigo envolve, primeiramente, a apresentação dos rudimentos históricos do emergentismo, desde o equacionamento do problema todo-parte em sistemas complexos até o soerguimento do chamado ‘emergentismo fraco’, tal qual formulado por Stephan (1998, 1999). Em seguida, buscaremos demostrar em que sentido o emergentismo se opõe ao reducionismo, e, a partir daí, a relação entre as noções de composição e decomposição nas teorias emergentistas. Procuraremos também relacionar emergentismo e o naturalismo biológico de Searle (1992), e, por fim, trataremos da determinação descendente, isto é, da influência das propriedades sistêmicas sobre suas partes constituintes.</p> Fabiense Pereira Romão, Leonardo Ferreira Almada Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60016 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 Mnemonic causation, construction, and the particularity of episodic memory https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60017 <p>The idea that episodic memory is memory of particulars is prominent in philosophy. The particularity of remembering, as I will call it, has been taken for granted in most recent theorizing on the subject. This is because the classical causal theory of memory, which has been extremely influential in philosophy, is said to provide a straightforward account of particularity. But the causal theory has been criticized recently, in particular due to its inability to make sense of the constructive character of remembering. In this paper, I argue that recent attempts to account for the constructive character of remembering have failed to account for its particularity. This is either because they depart in important senses from the classical causal theory’s account of mnemonic causation or because they give up on mnemonic causation altogether. I then proceed to consider the question of whether we should go back to the classical causal theory of memory to account for particularity. I argue that, despite the widespread idea that the classical causal theory offers a straightforward account of particularity, there are good reasons to reject it. The upshot is that philosophers of memory should consider alternative accounts of particularity that do not revolve around mnemonic causation.</p> André Sant’Anna Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60017 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 The representational theory of mind and common sense psychology https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60021 <p>The goal of this paper is to present some advantages of the representational and computational theories of mind when compared to other views, especially behaviorism. The idea is that representational and computational theories allow us to conceive propositional attitudes (mental states such as beliefs and desires) in a way that preserves two essential features we take them to have in common sense psychological explanations: semantic evaluability and causal efficacy. Behaviorism reconceives mental states in a way that doesn’t preserve these essential features. In so doing, it makes a mystery of the success of common sense psychology. I illustrate some of the difficulties that behaviorism faces by considering and criticizing Wittgenstein’s approach to linguistic understanding. The upshot is that representational and computational theories of mind do a better job at vindicating common sense psychology, and so are to be preferred when compared to behaviorism.</p> Raquel Krempel Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60021 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 Why Later Wittgenstein was not a therapist https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60023 <p>Wittgenstein famously regarded philosophy as an activity and not as a body of doctrine. And yet within the secondary literature there is little agreement as to what Wittgenstein took the purpose of that activity to be. In this paper, I claim that the purpose of philosophical activity, at least according to the Later Wittgenstein, was to solve philosophical problems. As support for this claim, I argue that our everyday talk about the mind presents us with a philosophical problem about the mind. Focusing then on what Wittgenstein says about understanding and using his distinction between internal and external relations, I show how we can solve this problem. If my reading is accepted, then the purpose of philosophical activity, according to the later Wittgenstein, was not therapy. As such, later Wittgenstein should not be read as a therapist.</p> Victor Loughlin Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60023 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 Conceitos goal-derived e a tese da latência semântica https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60024 <p>Neste artigo, investigamos em que medida certas abordagens do conceito de conceito estabelecidas nas últimas décadas no âmbito das Ciências Cognitivas abrem caminho para uma reelaboração da tese da latência semântica, defendida originalmente por filósofos como Ernst Cassirer e Owen Barfield. A partir da década de 1980 do último século, Eleanor Rosch, Lakoff &amp; Johnson, Wilson &amp; Sperber, Lawrence Barsalou, dentre outros, vêm investigando (cada qual a seu modo), as ocorrências conversacionais de articulações de signos linguísticos a um só tempo significativas e não previstas por um código. Entendemos que a Teoria da Relevância, com seu conceito tripartite de conceito, e certas vertentes da Cognição Corporificada, com sua abordagem multimodal dos conceitos ad hoc, oferecem-nos os devidos meios para uma reabilitação da tese de que certas formas de inovação semântica não são senão fragmentos de evidências de acessos mnemônicos a conceitos formados para certos fins específicos (goal-derived) e que podem ser operatórios na vida de uma comunidade de modo velado, i.e., em condição de anonimato. Nossa hipótese de trabalho, de que a tese da latência semântica pode ser fortalecida nesses termos, tem pela frente o desafio de mostrar a viabilidade da compatibilização entre os bons insights de Wilson e Sperber, em sua Teoria da Relevância, com o modelo simulacionista de cognição situada proposto por Lawrence Barsalou, que diverge das posições intelectualistas assumidas pelos primeiros.</p> Diogo de França Gurgel, Guilherme Bernardo M. Soares Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60024 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 Descriptive Reference Fixing and Epistemic Privileges https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60025 <p>Donnellan (1977) argues for a radical limitation of Kripke’s (1980) thesis concerning the possibility of contingent truths knowable a priori as a result of descriptive reference fixing for names. According to the former, in the absence of some form of acquaintance between the speaker and the object of knowledge, there can be no de re singular knowledge (or even belief) envisaged by Kripke. And in the presence of acquaintance (which typically takes the form of perceptual contact), there can be no a priori knowledge. On the other hand, Jeshion (2001) argues that Donnellan’s main argument is fundamentally flawed. She explores a loophole intentionally (and explicitly) left open by Donnellan to say that he has not ruled out an alternative explanation for the problem that motivates the revision of Kripke’s thesis. In this paper, I access Jeshion’s argument against Donnellan. As I intend to show, she does not fully appreciate a second loophole in Donnellan’s account that offers a more appropriate way of seeing Kripke’s examples.</p> Marco Ruffino Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60025 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 A linguistic account of singular terms https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60029 <p>Vendler (1967b) discusses how we may linguistically recognize a singular term. Even though singular terms are relevant to Philosophy and not necessarily to Linguistics, it may be enriching to know what we can do to disambiguate such a term. Philosophically, singular terms are seen as singular definite descriptions which may be used to refer to a unique entity in the world. Vendler tried to provide a syntactic account of singular terms, and was not taken into account by philosophers. Linguistically speaking, a singular term will be a singular definite determiner phrase which may or may not correlate to something. We will show that a strictly syntactic account, as the one Vendler proposed, is deficient, and that it does not provide necessary and sufficient conditions to recognize a singular term. We will take into account Vendler’s spirit. We will use the advances in linguistics to explain how we may form a singular term, and provide syntactic-semantic conditions to recognize a singular term.</p> Ana Clara Polakof Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60029 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300 As múltiplas faces de problemas situados sob o tópico Cognição & Linguagem https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60012 <p>O que observamos ao pesquisar qualquer tópico que se enquadre sob os rótulos Cognição e/ou Linguagem é a grande diversidade de perspectivas sob as quais podemos considerá-los e de aspectos relevantes sobre os quais devemos nos debruçar. Muitas vezes, durante a pesquisa, esclarecemos alguns pontos muito específicos, algumas vezes obtemos uma visão perspícua e panorâmica sobre um determinado foco de debate, mas sempre temos o objetivo de obter uma visão perspícua e panorâmica ampla o suficiente para iluminar as grandes questões que temos acerca da nossa própria condição humana, enquanto seres linguísticos. Os esforços que venho empenhando vão nessa direção: a de obter uma visão perspícua e panorâmica dos diversos focos de debate que compõem um amplo cenário de compreensão acerca da nossa condição humana.</p> Nara M. Figueiredo Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/arf/article/view/60012 Thu, 01 Jul 2021 00:00:00 -0300