Narrativas em disputa: a proibição da discussão de gênero na educação

Autores

  • Ana Paula dos Santos Universidade Federal do Tocantins
  • Cynthia Mara Miranda Universidade Federal do Tocantins

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-0695.0vn0.52980

Resumo

As questões de gênero tem atraído atenção de diversos segmentos da sociedade, alcançado visibilidade na mídia e nas redes sociais, além de ser alvo de disputas ideológicas e políticas na esfera pública. No Brasil, desde 2015, no campo da educação, observa-se um acirramento dessas disputas em razão da aprovação do Plano Nacional de Educação, que devido à pressão de setores conservadores do Congresso Nacional, retirou a palavra "gênero" do documento final. Essa supressão teve repercussão nos estados e municípios e representou um retrocesso na luta pelo combate à misoginia, sexismo, homofobia, transfobia e outras discriminações. Entendendo a mídia como um mecanismo complexo de representação social, utilizando a metodologia da Análise Pragmática da Narrativa Jornalística, a pesquisa buscou compreender como foram construídas as narrativas jornalísticas em jornais on-line do Tocantins, sobre as controvérsias e disputas envolvendo a proibição da discussão de gênero nas escolas municipais de Palmas/TO por ocasião da publicação da Medida Provisória nº 06/2016 que alterou o Plano Municipal de Educação. A reprodução discursos religiosos, equívocos no uso de termos e uso político dessa discussão ficou evidente, mesmo assim as matérias jornalísticas, em sua grande maioria não provocaram uma efetiva discussão sobre o tema, revelando apenas a reprodução dos fatos e das falas dos envolvidos.

Palavras-chave: Gênero. Mídia. Educação. Jornalismo. Narrativas

Link: https://revistas.ufg.br/ci/article/view/54452/33805

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Biografia do Autor

Ana Paula dos Santos, Universidade Federal do Tocantins

Mestra em Comunicação e Sociedade – PPGCOM/Universidade Federal do Tocantins (UFT) graduada em
Sociologia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – Unijuí e Especialista
em Gênero e Diversidade na Escola pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Cynthia Mara Miranda, Universidade Federal do Tocantins

Doutora e mestre em Ciências Sociais (UnB), graduada em Comunicação Social (UFT) professora Adjunta
do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade e do curso de Jornalismo da Universidade
Federal do Tocantins (UFT). Integra o Núcleo de Pesquisa e Extensão Observatório de Pesquisas Aplicadas
ao Jornalismo e ao Ensino (Opaje-UFT). 

Publicado

2020-06-30

Edição

Seção

Resumos de artigos científicos