Ladislau Netto no Museu Nacional: entre memórias (1870-1894)

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DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-0695.2020v15n4.55931

Resumo

Este artigo consiste em uma revisão de um projeto de pesquisa em andamento, por ocasião do Exame de Qualificação, prerrogativa do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Alagoas (PPGCI/UFAL), em agosto de 2020. O artigo traz um recorte do projeto apresentando a gestão do alagoano Ladislau Netto (1870-1894) no Museu Nacional. Assim, este estudo busca dialogar com a Ciência da Informação, com a História Cultural e com a Museologia, de modo a situar o botânico Ladislau Netto no centro de suas contribuições à organização institucional, consequência de reformas administrativas advindas dos regulamentos de 1876, de 1888 e de 1892. Tal fato culminou na criação da revista científica Arquivos, na implantação de concursos e de cursos públicos de ensino, no âmbito do Museu Nacional, bem como no patrocínio das expedições científicas no Brasil, com repercussão na Exposição Antropológica Brasileira de 1882 e na Exposição Universal e Internacional de Paris em 1889. Desse modo, esta pesquisa trata o Museu Nacional como uma instituição voltada para a produção de informação e de conhecimento, ao instaurar processos inovadores, durante o último quartel do II Império brasileiro, o que configurou subsídios ao desenvolvimento científico-tecnológico, político, social e cultural do país. Por fim, este artigo busca estabelecer uma conexão entre o Museu Nacional e o Estado de Alagoas, como lugar de origem de Ladislau Netto, ambos portadores de informação acerca dessa trajetória. 

Palavras-chaves: Museu Nacional. Memória Institucional. Ladislau Netto. Mediação.

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Biografia do Autor

Almiraci Dantas dos Santos, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação Universidade Federal de Alagoas

Atualmente mestranda em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Alagoas, profissionalmente assume os cargos de Coordenadora da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Alagoas e do Comitê -PROLER - PROGRAMA NACIONAL DE INCENTIVO À LEITURA, em Maceió pela Secretaria de Estado da Cultura - Governo de Alagoas. Presidente e fundadora do Sindicato de Bibliotecários do Estado de Alagoas - SINBIBLIO, desde 2016. Em 2014-Desenvolveu a função de bibliotecária na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos - Estado de Alagoas. Ainda no mesmo ano realizou a pesquisa e organização do registro do Conhecimento acerca da Memória Histórica Institucional do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas. Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Alagoas desde 2011 com a defesa da pesquisa sobre a temática: O PATRIMÔNIO IMATERIAL: UMA LEITURA DAS AÇÕES CULTURAIS DA ONG OLHA O CHICO ? PIAÇABUÇU/AL.

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Publicado

2020-12-30

Edição

Seção

Pesquisas em andamento