As convocações biopolíticas da imprensa em prol da cesariana

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DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-0695.2020v15n4.56644

Resumo

Este artigo aborda a questão das convocações biopolíticas em torno das vias de nascimento, parto e
cesariana, identificadas em dois grandes jornais de circulação nacional: Folha de S.Paulo e O Estado de
S. Paulo. Considerados como dispositivos, segundo conceito adotado, esses veículos de mídia propagam
o paradoxo: normal e seguro é fazer cesariana; estranho e arriscado é o parto normal. No entanto, mais
do que propagarem o discurso em prol da cesariana, essas mídias convocam os leitores, com enunciados
ancorados no medo, no controle do corpo e na bioeconomia. A constatação resultou da investigação
conceitual realizada nas 390 reportagens sobre o tema publicadas nesses dois jornais entre 2010 a 2015.
O período é marcado pelo crescimento constante do número dessas cirurgias no Brasil, o que chegou a ser
considerado uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde.


Palavras-chave: Nascimento. Parto. Cesariana. Biopolítica. Comunicação. Dispositivos. Imprensa.

 

Link: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/1863/2361

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Biografia do Autor

Miriam Kenia de Carvalho, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Rogério da Costa Santos, Université de Paris IV

Doutorado em História da Filosofia pela Université de Paris IV.

Publicado

2020-12-27

Edição

Seção

Resumos de artigos científicos