Composicionalidade e sobreposição em terminologias biomédicas: alternativas para interoperabilidade em saúde

Autores

  • Livia Marangon Duffles Teixeira
  • Mauricio Barcellos Almeida

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1981-0695.2020v15n4.56929

Resumo

Uma importante fonte de informação para a prática clínica é o prontuário de paciente, um documento que já existe no formato eletrônico. A ambiguidade inerente ao discurso médico tem dificultado a integração automática desejável entre prontuários eletrônicos de pacientes uma vez que, no atual estágio de desenvolvimento tecnológico, os sistemas automáticos não estão aptos a lidar com variações sintáticas e semânticas da linguagem humana. Mesmo as terminologias padronizadas, criadas para lidar com tais variações, não resolvem o problema à medida da multiplicidade de opções. Essas, além dos objetivos e propósitos diversos, têm resultado em redundância, retrabalho e sobreposição entre termos. O presente artigo parte da premissa de que o problema da interoperabilidade é complexo e precisa ser atacado em diversas frentes. Uma dessas frentes, no âmbito dos prontuários eletrônicos de pacientes, envolve situações de caráter conceitual, a saber, a sobreposição epistemológica e a composicionalidade de termos. Vale-se aqui de um modelo baseado em ontologias criado em pesquisa anterior para projetar e testar um método que objetiva atenuar os efeitos dessas situações. O teste é realizado em fragmento da Classificação Internacional de Doenças e conclui-se que as situações de natureza conceitual mencionadas são aspectos relevantes a combater na busca por interoperabilidade.


Palavras-chave: Ontologia. Representação do conhecimento. Terminologias clínicas. Interoperabilidade.


Link: https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/98128

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Publicado

2020-12-22

Edição

Seção

Resumos de artigos científicos