ALTERAÇÕES DO BAÇO NO ENVELHECIMENTO DE ACORDO COM DIFERENTES CAUSAS DE MORTE

  • Aline Cristina Souza da SILVA Universidade Federal do Triângulo Mineiro/ Biomédica e Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Triângulo Mineiro(UFTM)
  • Grace Kelly Naves de Aquino FAVARATO Universidade Federal do Triângulo Mineiro/Enfermeira e Doutoranda Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Anna Luiza Salathiel SIMÕES Universidade Federal do Triângulo Mineiro/ Estudante da Graduação de Enfermagem
  • Ana Paula Emerick CÔRREA Universidade Federal do Triângulo Mineiro/ Estudante da Graduação de Medicina
  • Maria Paula de Paula NASCIMENTO Universidade Federal do Triângulo Mineiro/ Estudante da Graduação de Medicina da
  • Mara Lúcia Fonseca FERRAZ Universidade Federal do Triângulo Mineiro/ Doutorada e Biológa da Disciplina de Patologia Geral.
  • Rosana Rosa Miranda CÔRREA Universidade Federal do Triângulo Mineiro/ Doutora e Professora da Disciplina de Patologia Geral.
  • Camila Lourencini CAVELLANI

Resumo

Objetivo: Avaliar as alterações esplênicas de idosos autopsiados de acordo com diferentes causas de morte. Material e Métodos: Foram selecionados 38 idosos autopsiados no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro entre 1996 e 2012. As causas de morte foram agrupadas em cardiovascular (n=13), infecciosa (n=15) e neoplásica (n=10). Os fragmentos de baço foram analisados para determinação da densidade dos folículos linfoides, da área das arteríolas centro foliculares e da porcentagem de fibras colágenas e elásticas. Resultados: Os idosos acometidos pela causa de morte neoplásica apresentaram maior peso esplênico (234,00 vs 126,23g) e menor densidade folicular (0,16 vs 0,36 folículos/mm2) quando comparado aos acometidos pela causa cardiovascular. O grupo de causa neoplásica apresentou maior área das arteríolas centro foliculares quando comparado ao de causa infecciosa (817,00 vs 701,10µm2). Houve uma correlação negativa e significativa entre o peso do baço e a densidade folicular nos grupos com causa cardiovascular e neoplásica (rS=-0,382; p=0,018). Os idosos acometidos pela causa de morte cardiovascular apresentaram significativamente maior porcentagem de fibras colágenas que os idosos com causa infecciosa (0,81 vs 0,65%, p=0,002). O grupo acometido pela causa de morte infecciosa apresentou significativamente maior porcentagem de fibras elásticas quando comparado ao da causa neoplásica (6,01 vs 3,47%, p=0,001). Conclusão: As diferentes causas de mortes influenciam de modo distinto as alterações histomorfométricas do baço durante o envelhecimento. As doenças neoplásicas estiveram associadas ao aumento da área das arteríolas centro foliculares e a diminuição da densidade folicular, enquanto as doenças cardiovasculares contribuíram para o aumento da fibrose esplênica. DESCRITORES Baço.Envelhecimento.Matriz Extracelular.
Publicado
2018-04-13
Como Citar
SILVA, A. C. S. da, FAVARATO, G. K. N. de A., SIMÕES, A. L. S., CÔRREA, A. P. E., NASCIMENTO, M. P. de P., FERRAZ, M. L. F., CÔRREA, R. R. M., & CAVELLANI, C. L. (2018). ALTERAÇÕES DO BAÇO NO ENVELHECIMENTO DE ACORDO COM DIFERENTES CAUSAS DE MORTE. Revista Brasileira De Ciências Da Saúde, 22(3), 255-260. https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6032.2018v22n3.37632
Seção
Pesquisa