SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA DOCENTE: Notas sobre a ditadura militar e o movimento Escola sem Partido

Autores

  • Moacyr Salles Ramos Universidade Federal Fluminense (UFF)
  • Inez Stampa Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio).

DOI:

https://doi.org/10.15687/rec.v9i2.29830

Resumo

O artigo estabelece relação entre o controle do trabalho docente em dois períodos históricos distintos, situando esse controle no campo das disputas político-ideológicas em torno do currículo. Para tal, apresentamos documentos da ditadura militar guardados Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) - Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, buscando exemplificar como a prática docente crítica era alvo de perseguição na época. Por analogia, refletimos sobre o Movimento Escola sem Partido, que postula pela neutralidade do ato de ensinar e contra o que é chamado de “doutrinação e de abuso da liberdade de ensinar” por parte dos docentes. Trata-se de uma revisão bibliográfica que se utiliza de fontes primárias e secundárias. Foi possível concluir que apesar de vivermos em um período dito democrático, o recrudescimento das forças sociais conservadoras no momento contemporâneo tem suscitado um novo processo de perseguição docente no interior das instituições escolares. O pano de fundo é a disputa entre projetos de formação humana, evidenciando a educação escolar como espaço contraditório, podendo também servir como espaço de conscientização e emancipação das camadas populares. Em ambos os processos, o trabalho docente crítico-reflexivo é um elemento central.

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Biografia do Autor

Moacyr Salles Ramos, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Graduado em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Educação pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e doutorando em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Atualmente, atua como pedagogo na Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Inez Stampa, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio).

Assistente social e socióloga, doutora em Serviço Social pela PUC-Rio, professora adjunta do Departamento de Serviço Social e do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUC-Rio, do qual é atualmente coordenadora. Servidora do Arquivo Nacional/Ministério da Justiça, onde coordena o Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) – Memórias Reveladas.

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Publicado

2016-09-17

Como Citar

RAMOS, M. S.; STAMPA, I. SUBVERSÃO E RESISTÊNCIA DOCENTE: Notas sobre a ditadura militar e o movimento Escola sem Partido. Revista Espaço do Currículo, [S. l.], v. 9, n. 2, 2016. DOI: 10.15687/rec.v9i2.29830. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/rec.v9i2.29830. Acesso em: 7 dez. 2021.

Edição

Seção

O currículo como possibilidade de resistência, de criação, de solidariedades...