https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/issue/feed Revista Espaço do Currículo 2022-01-05T19:01:28-03:00 Profa. Dra. Ângela Cristina Alves Albino, Profa. Dra. Ana Claudia da Silva Rodrigues e Profa. Dra. Maria Zuleide da Costa Pereira rec@ce.ufpb.br Open Journal Systems <p align="justify">A Revista Espaço do Currículo é uma revista eletrônica de <strong>qualis A4 em Educação</strong>, organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares (GEPPC), da Universidade Federal da Paraíba. Tem como objetivo socializar conhecimentos sobre abordagens curriculares produzidas em âmbitos Internacional, Nacional e, em particular, na Região Nordeste, que tanto carece de meios para publicar a sua produção científica. Como espaço de divulgação eletrônica, a sua pretensão é facilitar e aprofundar o diálogo acadêmico, não de forma ruidosa, mas na perspectiva de dar visibilidade à relação existente entre sociedade, educação e currículo num mundo sem fronteiras. É uma publicação quadrimestral (Janeiro, Maio e Setembro) e reserva-se o direito de selecionar os artigos enviados, espontaneamente, e submetê-los à apreciação de um Conselho Editorial constituído por investigadores de diferentes instituições.</p> https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/55159 OS PLANOS DE ENSINO EM MOÇAMBIQUE 2021-12-10T11:12:03-03:00 Aristides Silvestre Culimua arisculimua@gmail.com Sérgio Luiz Ferreira de Figueiredo sergiofigueiredo.udesc@gmail.com <p>Este artigo se propõe a analisar as implicações pedagógicas decorrentes da adoção em nível provincial dos planos de ensino no Ensino Secundário Geral do 2º ciclo em Moçambique. Metodologicamente este trabalho ancorou-se numa pesquisa bibliográfica e documental, valendo-se do método hermenêutico, o qual possibilitou a interpretação crítica das fontes escritas. As conclusões desta reflexão mostram que o atual modelo dos planos de ensino nas escolas secundárias moçambicanas conduz para uma certa padronização curricular que, por um lado, tende a considerar parcialmente as particularidades dos contextos escolares e, por outro, a profissionalização docente. Deste modo, discute-se a possibilidade/necessidade de se repensar tal modelo vinculado a um paradigma dominante, em favor de uma educação que valorize a diversidade, de fato, e que contribua para a profissionalização do magistério em Moçambique.</p> 2022-01-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/61835 O CURRÍCULO COMO POSSIBILIDADE DE RESISTÊNCIA, DE CRIAÇÃO, DE SOLIDARIEDADES E AFIRMAÇÃO DE UMA VIDA BONITA 2022-01-02T10:46:25-03:00 Carlos Eduardo Ferraço ferraco@uol.com.br Danielle Piontkovsky danielle.ifes@gmail.com Marco Antonio Oliva Gomes paramarcoantonio@uol.com.br Maria Regina Lopes Gomes regilogo@hotmail.com <p>Trata-se de Dossiê que tem como tema articulador “O currículo como possibilidade de resistência, de criação, de solidariedades e afirmação de uma vida bonita”, de modo a se constituir como uma forma de luta por uma vida mais bonita na educação. Nesse sentido, privilegiou os saberes-fazeres que são tecidos <em>com</em> os cotidianos das escolas, em especial as públicas que criam currículos em redes, entendendo a vida como multiplicidade, encharcada de políticas inventivas. Tendo em vista os tempos sombrios que estamos vivendo, tempos marcados por discursos que buscam anular a diferença e produzir desesperança, apostamos em uma composição de textos assumindo o campo do currículo campo fértil de possibilidades, de resistências, de criações, de solidariedades e de afirmação de uma vida bonita.</p> 2022-01-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60715 CARTOGRAFANDO CURRÍCULOS 2021-09-01T20:44:26-03:00 Rosilene Lopes de Pinho rosi.pinho26@gmail.com Maritza Maciel Castrillon Maldonado maritza@unemat.br <p>Este artigo é um convite a pensar currículos outros, a pensar o currículo como potência, como resistência, como fabulações que movimentam o ambiente escolar. Objetiva-se problematizar as relações entre o <em>espaçotempo</em> escolar, o currículo e crianças, que na imanência de suas infâncias, de suas afecções com o mundo virtual, criam narrativas audiovisuais no cotidiano escolar entre linhas de fugas e escapes. Como inspiração metodológica, utilizamos a cartografia para adentrar o <em>espaçotempo</em> de uma escola pública estadual do município de Cáceres-MT, perceber a relação entre escola, currículo, crianças e infâncias e fazer ressoar as .bonitezas, fabulações e criações curriculares de seus <em>praticantespensantes</em>. Apresentamos o resultado parcial de uma pesquisa de mestrado que acompanhou movimentos e encontros que acontecem nos&nbsp;<em>espaçostempos</em>&nbsp;escolares, que vão muito além de normatizações, na medida em que mostram linhas de escapes, resistências, brechas e fugas que fazem a escola, que criam currículos rizomáticos, currículos <em>pensadospraticados</em> com o cotidiano, currículos criados pelas crianças que produzem efeitos e singularidades outros</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/59105 IMAGENS E CURRÍCULOS 2022-01-02T13:22:59-03:00 Lucas Brum lukaspachecobrum@yahoo.com Natália Ferreira da Cunha nataliafdacunha@gmail.com Maria Cecilia Lorea Leite mclleite@gmail.com <p>O presente ensaio problematiza as concepções curriculares de três imagens que ocupam um lugar central na cultura escolar. As imagens são tirinhas criadas pelo ilustrador Alexandre Beck, protagonizadas pelo personagem Armandinho, que aqui, são centrais, pois discute-se e analisa-se a produção de discursos sobre o currículo escolar. Desse modo, as tiras aqui são acionadas pelo conceito de pedagogias culturais, que educam, forjam e questionam as concepções curriculares. A análise se dá a partir da organização curricular através de disciplinas e questiona-se os conteúdos selecionados e excluídos dos currículos escolares. Por fim, considera-se as políticas curriculares educativas sobre uma perspectiva mercadológica e defende-se o currículo como prática cultural que está em constante movimento, valorizando as diferenças e as diversidades.</p> 2022-01-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/59947 ‘VENDOOUVINDOSENTINDOFAZENDOPENSANDO’ COM O CINEMA 2021-11-29T11:22:27-03:00 Leonardo Rangel dos Reis leonardorangelrreis@gmail.com Maria Cecilia Castro mcecilias.castro@gmail.com Marcelo Machado mar_chado@hotmail.com <p>Temos por finalidade, neste artigo, abordar as interfaces entre criações de imagens, cinema e os efeitos e sensações produzidos nesses encontros. A partir de Alves (2016), entendemos as redes educativas que nos formam e formamos com os outros, como importantes fluxos de ‘<em>conhecimentossiginificações’</em>. Com isso, buscamos compreender como as imagens (criações cotidianas) ‘<em>vistasouvidassentidasfeitaspensadas</em>’ provocam afetos, lembranças e narrativas que nos permitem conversar acerca de diferentes situações existenciais. Escolhemos o cinema, paixão dos autores, para pensarmos juntos com essas criações. De acordo com Deleuze e Guattari (1992), as imagens evocam nossos sentidos e nos permitem tecermos ‘personagens conceituais’ para continuarmos experimentando e resistindo e também como uma das muitas formas de ‘<em>fazersentirpensar</em>’ a educação. Acreditamos que os filmes podem nos envolver em bons encontros, consistindo em dispositivo aguçador de práticas heterotópicas.</p> 2022-01-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60860 O CINEMA COMO MÁQUINA DE GUERRA 2021-10-25T17:54:24-03:00 Sandra Kretli da Silva sandra.kretli@hotmail.com Ana Cláudia Santiago Zouain aninhazouain@gmail.com Nathan Moretto Guzzo Fernandes nathanmoretto1@hotmail.com <p>O artigo deriva de movimentos de pesquisas que pensam a força do cinema no cotidiano escolar em redes de conversações. Em meio a formas centralizadoras de gestar currículos que almejam modelizar e padronizar as escolas, o texto apresenta possibilidades de fugas criadoras por meio do encontro entre estudantes e professoras com as imagens cinematográficas. Objetiva apresentar os potenciais estéticos, ético-políticos e os movimentos de invenções curriculares e de <em>aprendizagensensino </em>disparados nos encontros com as imagens fílmicas. Para tanto, utiliza a cartografia como tática metodológica, buscando capturar os efeitos de pensamentos que emergem pela experimentação educacional com o cinema. Realizados em escolas públicas da educação básica de Vitória/ES, argumenta que os encontros com as imagens cinematográficas em processos de formação no cotidiano escolar tornam-se “máquinas de guerra” que violentam o pensamento e forçam a diferenciação, impulsionando a constituição de corpos coletivos que invocam novos movimentos curriculares e criam sentidos para os processos de aprender ensinar. A potência das imagens atua como forças que rompem as tentativas de centralização nas decisões curriculares, agindo como vetor de desterritorialização que expande as dimensões ético-político-estéticas dos conhecimentos, em direção a uma vida inventiva que não se deixa apequenar, mas que se mobiliza pelas afecções dos corpos-pensamentos, fazendo circular uma multiplicidade de saberes e de culturas na afirmação de uma vida bonita.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60874 O CURRÍCULO PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES 2021-11-08T16:31:07-03:00 Odair França de Carvalho odair.carvalho@upe.br Genilda Maria da Silva genilda.ms1@hotmail.com Josenilde Lima dos Santos profajosy@hotmail.com <p>O processo de formação de professores é reverberado por uma infinidade de complexidades, de saberes e de conhecimentos que viabilizam a construção de uma identidade profissional emancipatória. Entretanto, no contexto atual, observa-se que ideologias políticas de cunho neoliberal têm intensificado o forte desejo de alijar a formação deste profissional da docência para o desenvolvimento de competências e de habilidades, desconsiderando a diversidade da educação. Assim, com este artigo objetiva-se refletir sobre as concepções e tensões da BNCC e da BNC-Formação apresentadas em dossiês temáticos de dois periódicos nacionais, visando entender e apresentar seus desdobramentos para os currículos dos cursos de licenciatura, para as condições de trabalho dos professores e para as implicações no contexto da prática pedagógica, mediante a realização de uma pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa. Os dados revelam a necessidade do enfrentamento pelos profissionais da educação, em prol da luta para fazerem validar os direitos já conquistados em outros movimentos, em vistas da ruptura das ideologias neopolíticas, neotecnicistas. Por fim, conclui-se que a formação docente constitui-se de um processo aportado por construção cidadã, autônoma, que vislumbra a transformação social de todos.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60117 SOBRE PESQUISA, DIDÁTICA E FORMAÇÃO 2022-01-05T19:01:28-03:00 Noelia Rodrigues Pereira Rego noeliarpr@gmail.com <p>Trazemos em nosso processo de constituição social as marcas da dor e da ferida colonial. Conhecer, identificar e enfrentar essas dores e marcas não é um movimento tão fácil, requer disposição, ganha-se inimizades, porque passamos a mexer no terreno dos privilégios. O que tensionamos trazer neste artigo resulta de nossas <em>Práticas-Investigativas-Transformadoras</em>, a nossa PIT, que nasce de nosso trabalho de doutoramento. É por meio deste trabalho de investigação que defendemos ainda a <em>Banca Popular</em> e <em>Currículos que Transvergem</em>, como formas de pesquisa, didática, prática e formação <em>outras. </em>Somado a isso, reivindicamos ainda a perspectiva da <em>Trans-form-AÇÃO</em>, que seria transgredir, transformar, formar e agir por um outro viés. Contra-hegemônico e anti/contra/decolonial, por assim dizer, seria também uma forma de resistência e insurgência, de luta e de reinvenção de novos caminhos no enfrentamento à colonialidade, enquanto <em>Subalternizadxs-Mambembes-Insurgentes</em> que somos. É quando ocupar espaços torna-se urgente e salutar no combate ao epistemicídio e à biblioteca colonial que insistem em querer nos tragar.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60767 UM CURRÍCULO AO AVESSO 2021-12-08T16:17:33-03:00 Juliana Aparecida Jonson Gonçalves juju.ajg@gmail.com Antonio Carlos Rodrigues de Amorim acamorim@unicamp.br <div> <p class="AbstractdaREC"><span style="font-size: 0.875rem;">A vida que transborda nas cidades, em suas arquiteturas de afetos, nas pessoas, imagens e escritas que agem sobre os corpos em seus múltiplos encontros exige um currículo ainda a ser escrito. Escrita inventiva, que narra a imaginação que resiste às identidades orgânicas de uma personagem, cujo diário é potência para liberar alegria que resiste à morte cotidiana. Um movimento hacker próximo à pichação, ferindo o corpo da cidade com uma escrita errante. Apostando na heterogeneidade de estilos de escritas, o artigo deseja liberar um currículo para encontrar o fluxo de vidas em composição com palavras e imagens. Na incerteza do que podem a estética e a ética ao virar o currículo ao seu avesso, às suas dobras infinitas nas quais habitam os sujeitos, os conhecimentos, as culturas ainda não-nomeadas.</span></p> </div> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60710 TECENDO CONSIDERAÇÕES SOBRE O CURRÍCULO AO DISCUTIR GÊNERO E SEXUALIDADE COM DOCENTES DE BIOLOGIA 2022-01-03T20:38:18-03:00 Celina Gabriela Leite Bomfim bomfim.celina@gmail.com Edinaldo Medeiros Carmo medeirosed@uesb.edu.br <p>O presente artigo é resultado de uma pesquisa no campo do currículo, cujo objetivo foi compreender como o currículo praticado por professores e professoras de Biologia aborda as questões de gênero e de sexualidade. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, na qual os dados foram produzidos por meio de entrevistas semiestruturadas, com cinco professores/as, e analisados por meio da Análise Textual Discursiva. Ao colocar como foco da análise o currículo praticado e sua relação com o livro didático, os resultados demonstram as disputas por significados, pois, os/as docentes reconheceram o caráter limitado do livro didático na abordagem da temática gênero e sexualidade. Os resultados apontam, ainda, que estes/as docentes não apresentavam a intenção de discutir tal temática, no entanto, mediante os relatos das vivências dos/das alunos/as, repensaram sobre o currículo previamente idealizado. Nesse sentido, os/as alunos/as, tencionando a discussão das questões de gênero e de sexualidade, para além dos aspectos biológicos, contribuíram diretamente para que outras configurações curriculares ocorressem.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/61590 AFRICANIDADES EM TRANSCRIAÇÕES INFANTIS 2022-01-03T21:00:28-03:00 Kezia Rodrigues Nunes keziarnunes@gmail.com Larissa Ferreira Rodrigues Gomes larirodrigues22@hotmail.com <p>Busca ampliar sentidos de docências com crianças, em transcriações infantis, a respeito da beleza da africanidade, da importância dos negros na história do Brasil e dos modos de re-existir e reencantar o mundo. O campo problemático se constitui ao destacar o incômodo vivido por crianças negras ao desenhar, pensar e narrar sobre si, sobre sua cor de pele, tipo de cabelo e pela dor sentida pela discriminação. Apresenta experiências educativas e registros elaborados junto a um grupo de crianças entre 5 a 6 anos de uma instituição da autarquia federal de ensino no ano de 2019. Mobiliza a metodologia de pesquisa-intervenção pautada na cartografia e redes de conversações como procedimento para problematizar os diálogos entre as crianças, professoras, famílias e estudantes de Cursos de Licenciatura. Realiza conexões com a noção de currículos em redes de conhecimentos, de transcriações infantis e de avaliação como prática cartográfica de registros cotidianos. Como resultados, posiciona-se quanto ao papel social e colaborativo da escola e da universidade, ao assumir a contribuição de práticas curriculares e avaliativas de processos e de registros, que confiram visibilidade às dimensões conceituais, procedimentais, estéticas, éticas, atitudinais e políticas, que contribuam para romper com lógicas excludentes, com o racismo estrutural, com a supressão das diferenças e com a redução das existências desde a infância.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60707 SILENCIAMENTOS NOS CURRÍCULOS OFICIAIS E A EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA 2021-10-29T10:36:11-03:00 Diego dos Santos Alves clickdiego@hotmail.com Beatriz Medeiros de Melo mmelobeatriz@gmail.com <p>O intenso processo de escravidão no Brasil lançou à exclusão as populações afro-brasileiras e africanas, que elaboraram estratégias de resistência para sobreviver à barbárie do sistema escravista. Assim como ontem, hoje os povos africanos e seus descendentes na Diáspora são desafiados a re-existir num cenário de negação de direitos básicos. Este artigo tece reflexões sobre a negação da memória e da história quilombola nos currículos oficiais. Inicialmente, examina as possibilidades de um currículo intercultural para o fomento da história e cultura quilombola nos contextos escolares. Em seguida, apresenta as narrativas dos moradores da comunidade remanescente do Alto do Tamanduá/AL como caminhos possíveis para o diálogo com a memória quilombola. Ademais, analisa as condições de acesso à educação na comunidade, tendo por base as previsões legais da Educação Escolar Quilombola. O estudo ancora-se na metodologia da História Oral, com o emprego de entrevistas, sendo parte de uma investigação em nível de mestrado no âmbito do ProfEPT/Ifal, que resultou na elaboração de um vídeo documentário como Produto Educacional, contendo as memórias sociais daquela comunidade. Sem pretender encerrar as reflexões, indica caminhos para a inclusão da memória quilombola nos currículos.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60697 PEDAGOGIA DO MST E CURRÍCULO 2021-11-08T16:41:21-03:00 Ana Maria Baldo ana-baldo@uergs.edu.br Elisete Enir Bernardi Garcia elisete-bernardi@gmail.com <p>O presente artigo, de natureza bibliográfica, excerto de Dissertação de Mestrado em desenvolvimento, visa analisar a construção e os princípios que regem o currículo da Pedagogia do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra - MST. Nas análises parciais que obtivemos, podemos perceber que apesar de manter uma relação estreita com o currículo tradicional, a Pedagogia do MST ultrapassa as barreiras burocráticas vinculando-se à realidade política e visando a introdução e o ensino de conteúdos que auxiliam na construção do sujeito Sem Terra e na luta pela transformação social. Com prioridade para os conteúdos formativos socialmente uteis, o currículo da Pedagogia do MST é desenvolvido a partir da realidade próxima dos educandos e educandas e através das experiências práticas em e para além da sala de aula.</p> <p>&nbsp;</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60192 SEM SEPARAR-ME DA VIDA 2021-11-29T11:15:18-03:00 Mário Luiz Ferrari Nunes mario.nunes@fef.unicamp.br Samuel Ribeiro dos Santos Neto samuca_1990@yahoo.com.br <p>O estágio é um elemento curricular central nos processos de fabricação e manutenção das identidades docentes. Ancorado em um relato produzido por um aluno de estágio supervisionado do curso de Educação Física de uma universidade pública, este artigo objetiva discutir os jogos de força que atravessam o estágio e apontar possibilidades outras de leitura e escrita dessa prática. Partindo de uma revisão que aponta para as mudanças no sentido do termo, o texto propõe a ressignificação do estágio a partir da noção de transgressão de Michel Foucault. Encarado como ação transgressora, que não se resume ao assujeitamento profissional dentro de uma ordem político-discursiva estabelecida, o estágio pode possibilitar a superação dos limites traçados, configurando-se como experiência-limite.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60698 A FORÇA DA CONVERSA NA SUPERAÇÃO DE CONFLITOS NOS COTIDIANOS ESCOLARES 2021-11-11T20:28:28-03:00 Maria Riziane Costa Prates rizianeprates1@gmail.com Cleidimar Roberto da Silva Junca cleidimarjunca@yahoo.com.br Humberto Ribeiro Júnior humberto.junior@uvv.br <p>Trata da força da conversa nas produções curriculares tecidas em meio às práticas de violências que tem afetado e sido produzidas nos cotidianos escolares, a partir do projeto de <em>mediação de conflitos</em>, realizado em uma Escola Pública de Ensino Fundamental do município de Vila Velha de 2017 a 2019, em uma parceria da Secretaria de Educação com a Primeira Vara da Infância e Juventude. Objetiva compreender os modos de encaminhamento e resolução de conflitos, indagando como esses processos têm contribuído para potencializar relações mais amorosas entre os praticantes que habitam a escola? Aposta em <em>práticaspolíticas tecidas em redes de conversações com os cotidianos escolares, nas intercessões de</em> Certeau, Alves, Freire, Charlot, dentre outros. Afirma, com os sujeitos praticantes da escola, a força da conversa na superação de conflitos e produção de relações mais amorosas e alteras, que não eliminam ou negam os conflitos, mas problematiza-os.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/61347 PEDAGOGIA HISTÓRICO CRÍTICA E A APROPRIAÇÃO NEOLIBERAL 2021-11-09T17:01:39-03:00 Glaucia Rufato glauciaefelipe@hotmail.com Telma Adriana Pacífico Martineli telmamartineli@hotmail.com Jorge Monteiro jlima_monteiro@hotmail.com <p>Este estudo tem por objetivo analisar os pressupostos teóricos do Currículo da Educação Municipal de Maringá-PR, relacionando sua organização e sistematização de acordo com a base teórica que o fundamenta. A pesquisa problematiza se existe coerência entre o Currículo da Educação Municipal de Maringá e a Pedagogia Histórico-Crítica e a Teoria Histórico-Cultural, que fundamentam o documento. Trata-se de um estudo teórico e documental que adotou como referencial para tratamento, discussão e exposição dos dados a análise crítica dos documentos, considerando a interação entre as políticas, sua implementação e contexto de sociedade, conforme aponta Shiroma, Campos e Garcia (2005). Confrontando os pressupostos da Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval Saviani e da Teoria Histórico-Cultural da escola de Vigotski, com o “Currículo da Educação Municipal de Maringá: Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental” (MARINGÁ, 2019), principal documento que representa a política educacional do município, constatamos que não há uma suposta coerência teórica. Apesar do Currículo ter sido discutido com um número significativo de professores e estudiosos da área pedagógica, compreendemos que há uma dificuldade de implementar a proposta pedagógica crítica e transformadora em uma sociedade regida pelo capital, qual necessita constantemente formar cidadãos para servir aos interesses da sociedade capitalista, assumindo aparentemente, uma lógica positivista de neutralidade, sendo insuficiente para um discurso de ruptura.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/60955 POSSÍVEIS CONTRIBUIÇÕES DA REFORMA EDUCACIONAL ESCOCESA PARA A IMPLANTAÇÃO DA BNCC NO BRASIL 2021-11-08T16:30:13-03:00 Ana Lúcia Pereira anabaccon@uepg.br <p>O presente artigo tem como objetivo apresentar resultados de um projeto de pesquisa que&nbsp; objetivou construir conhecimentos sobre os desafios da formação de professores em um contexto de reforma educacional, a partir do paradigma de reforma educacional bem-sucedida realizada pela Escócia, país constituinte do Reino Unido e de alto desenvolvimento econômico, que a partir do início deste século iniciou o processo que culminou na implantação em todo o país do chamado <em>Curriculum for Excellence</em> (CfE). A pesquisa é de natureza qualitativa e a investigação consistiu de análise aprofundada dos documentos que embasaram as propostas escocesa e brasileira. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo identificar paralelos entre os processos de reforma curricular escocês e brasileiro, e através destes paralelos, contribuir para o aprofundamento das discussões em curso no Brasil acerca da BNCC e da reforma do Ensino Médio. Como resultados identificamos seis pontos onde traçamos alguns paralelos que podem contribuir com os debates em eventuais necessidades de correções de rumo no processo de reformas no Brasil. As reflexões aqui apresentadas também podem contribuir para a elaboração de propostas para enfrentar os desafios inerentes à formação inicial e continuada de professores no ambiente de reforma que ainda vamos enfrentar futuramente com a implantação da BNCC.</p> 2021-12-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Espaço do Currículo