https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/issue/feed Revista Espaço do Currículo 2024-02-02T13:30:58-03:00 Profa. Dra. Ângela Cristina Alves Albino, Profa. Dra. Ana Claudia da Silva Rodrigues e Profa. Dra. Maria Zuleide da Costa Pereira rec@ce.ufpb.br Open Journal Systems <p>A Revista Espaço do Currículo é uma revista eletrônica de <strong>qualis A3 (2017-2020) em Educação</strong>, organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Curriculares (GEPPC), da Universidade Federal da Paraíba. Tem como objetivo socializar conhecimentos sobre abordagens curriculares produzidas em âmbitos Internacional e Nacional. Como espaço de divulgação eletrônica, a sua pretensão é facilitar e aprofundar o diálogo acadêmico, não de forma ruidosa, mas na perspectiva de dar visibilidade à relação existente entre sociedade, educação e currículo num mundo sem fronteiras. É uma publicação quadrimestral e reserva-se o direito de selecionar os artigos enviados, espontaneamente, e submetê-los à apreciação de um Conselho Editorial constituído por investigadores de diferentes instituições e países.</p> https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68265 MOVIMENTOS DE TRADUÇÃO DAS POLÍTICAS-PRÁTICAS CURRICULARES DOCENTES NO AGRESTE PERNAMBUCANO 2023-12-30T12:08:47-03:00 Maria Angélica da Silva mariaangelica.silva@ufpe.br Lucinalva Andrade Ataide de Almeida nina.ataide@gmail.com Carlinda Leite carlinda@fpce.up.pt <p>Considerando que é importante compreender movimentos de tradução das políticas curriculares mobilizados por professores, foi realizado um estudo que analisou práticas curriculares tradutórias de professoras dos anos iniciais do ensino fundamental, em Caruaru, Pernambuco. O estudo recorreu à compreensão dos atos de tradução (DERRIDA, 2006) de sentidos de currículo presentes nas práticas curriculares docentes, vislumbrando que os discursos (LACLAU, 2000) das demandas das políticas atravessam as práticas curriculares docentes sem, no entanto, que estas se ocupem da restituição de sentidos desses mesmos discursos em suas práticas. Assim, o currículo e as práticas curriculares foram estudados em diálogo com a noção desconstrucionista da tradução em Derrida (2001, 2006, 2016) articulada à Teoria do Discurso em Laclau (1987, 2000) por ressaltarem a impossibilidade da transparência da constituição curricular e do controle e da fixação de sentidos de currículo, posto o seu caráter flutuante e contingencial demarcado pela indecidibilidade que habita em toda a decisão curricular. A análise realizada permitiu constatar que quanto mais as políticas curriculares intencionam prescrever o cotidiano, mais aumentam a demanda tradutória. Isso aponta para a compreensão de que a relação de fidelidade infiel com os textos políticos que fazem parte dos cotidianos das professoras possibilita a tessitura de espaços-tempos de decisões curriculares que desafiam as professoras a, no ato de tradução curricular, traduzirem a si mesmas e a todos os discursos que compõem as suas formações discursivas. Assim, a tradução não é uma perspectiva, um método ou um momento, mas, sim, uma atitude política frente ao acontecimento curricular.</p> <p>&nbsp;</p> 2023-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68480 CURRÍCULOS E POÉTICAS COTIDIANAS 2023-12-30T12:08:35-03:00 Noale de Oliveira Toja noaletoja22@gmail.com Talita dos Santos Malheiros Gregorio tatamalheiros@yahoo.com.br Júlia da Silva Lima jjuduarte08@gmail.com <p>Esta conversa-artigo resulta dos estudos com os cotidianos e encontros diversos com as artes e as dimensões éticas, estéticas, poéticas, políticas proporcionadas pelos encontros, narrativas, e afetações a partir das inúmeras redes educativas que formamos e que nos formam. Para problematizar os currículos <em>‘dentrofora’ </em>dos <em>‘espaçostempos’ </em>escolares, a metodologia de pesquisa aqui apresentada se baseia na potência das conversas como mobilização do pensamento, das criações, de deslocamentos de nós mesmos e de um <em>‘fazerpensar’ </em>docente que ousa desejar e criar ao resistir, (re)existir e experimentar novas versões de mundo e outras configurações curriculares e poéticas cotidianas. No decorrer destas páginas traremos o pensamento acerca das artes, das imagens e dos sons como acontecimentos, aqueles que se dão em movimentos nômades de deslocamentos, apropriações e agenciamentos outros de <em>‘sentirpensaragir’</em>. Por fim, a estrutura em disciplinas, imposta pela Modernidade e marcada por dicotomias, também será colocado em conversa neste artigo, já que as criações curriculares com as artes atravessam e sacodem os documentos normativos e a construção linear e hegemônica dos saberes.</p> 2023-12-26T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68488 A SOLIDÃO DE UMA EDUCAÇÃO COTIDIANA 2023-12-30T12:09:00-03:00 Tamili Mardegan da Silva tamilimardegan@hotmail.com Danielle Piontkovsky danielle@ifes.edu.br <p class="ResumoportugusdaREC">Este texto se dá como efeito da produção de uma tese, em uma tentativa de problematização dos modos de vivência da solidão preponderantes na contemporaneidade educacional, em meio ao que se configura como solidões pautadas nas noções de carência, de melancolia e de precariedade, conferindo um status negativo à solidão. A partir de intercessores como Deleuze, Guattari e Nietzsche, aponta outras formas de se considerar a solidão atrelada aos currículos, formas estas mais desprendidas da compreensão de ser humano como um sujeito enfraquecido. Aproxima a produção curricular a uma “[...] boa solidão, a solidão livre, a que vos permite seguir sendo bons em qualquer sentido” (NIETZSCHE, 2005, p. 35), cartografando os processos de produções curriculares intensificados pela potência da solidão como afirmação de uma vida inquietada e atravessada pelos devires que forçam o pensamento em busca da não subordinação. Busca, desta maneira, evidenciar as práticas de criação de espaços inéditos no campo do currículo, promovidos pela solidão em meio à lógica produtiva contemporânea, <span style="color: windowtext;">em seus múltiplos</span> sentidos possíveis, nos encontros de uma educação cotidiana.</p> 2023-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68497 BRINCANDO DE VIVER 2023-12-30T12:09:07-03:00 Camila Amorim Campos camilaamorimcampos@gmail.com Maria Carolina da Silva Caldeira mariacarolinasilva@hotmail.com <p>Este artigo mostra que criar novas formas de vida no currículo com festas é criar uma vida outra apesar de todos os poderes que insistem em enclausurar vidas. É abrir-se à alegria de brincar e ao desejo de viver. Para tanto tem como objetivo analisar como um corpo esgotado cria modos de existências no currículo com festas. Argumentamos que um corpo esgotado, em um dia de festa, ao traçar linhas de fuga para sobreviver, experimenta novas formas de vida e brinca de viver&nbsp; ao experimentar as potencialidades do corpo no currículo. Mostramos como um corpo que parecia ter sua vida marcada pelas incertezas e pelas aflições, um corpo esgotado, em um currículo com festas, brinca de viver. Isso porque ao entrar em devir percorre novos caminhos, explora, cria novos mundos, brinca de viver, sorri. O corpo esgotado, tão marcado e muitas vezes silencioso e silenciado, mostrou que há sempre novos passos a serem dançados no currículo com festas.&nbsp; Mostrou que um corpo em devir-criança espanta. Espanta ao sorrir. Porque cria singularidades, momentos. Evidencia que&nbsp; os seus agenciamentos possibilitam&nbsp; linhas de fuga.</p> 2023-12-06T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/67234 O QUE PODE UM QUINTAL? 2023-08-24T16:33:46-03:00 Fernanda Binda Alves Touret ferbinda@yahoo.com.br Vivianne Flavia Cardoso viviannefc@gmail.com Sandra Kretli da Silva sandra.kretli@hotmail.com <p class="ResumoportugusdaREC">O artigo apresenta uma pesquisa com os bebês, realizada em um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) do município de Vitória/ES e tem por objetivo verdejar os espaçostempos de seus quintais em ações que integrem a natureza em seus cotidianos, fazendo brotar alegrias no corpo. Utiliza a cartografia como metodologia para acompanhar os processos que se efetuam junto aos bebês em aprendizagens inventivas. Argumenta que o quintal, como prática do encontro, possibilita um plano imanente em que os agenciamentos dos/com os corpos dos bebês se intensifiquem por meio das experimentações inventivas abertas às infindáveis possibilidades e devires. Aposta na força do encontro coletivo junto aos quintais, fazendo expandir movimentos em que a vida pulsa de modo efusivo na potência dos saberes que surgem nesses ajuntamentos, como possibilidades propagadas por contágio a ampliar vivências que transbordam o concreto que os permeia. Conclui afirmando a vida junto às experiências no CMEI por meio de ações que fazem explodir multiplicidades junto à natureza para escapar e resistir aos endurecimentos cotidianos, movimentando invenções curriculares.</p> 2023-09-02T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68464 PRÁTICASPOLÍTICASINCLUSIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 2023-12-30T12:08:40-03:00 Maria Riziane Costa Prates rizianeprates1@gmail.com Marcia Marques Teixeira marciamarquesteixeira@gmail.com Camila Junca Stefenon camila.junca@gmail.com <p>Apresenta problematizações a partir de práticas inclusivas no contexto educativo de um Centro Municipal de Educação Infantil da cidade da Serra no Estado do Espírito Santo, Brasil. Objetiva visibilizar e debater possibilidades de conversas por entre educação infantil, cuidado, realidade social, aprendizagem e bem estar das crianças; frente a um momento em que existe uma crescente ampliação do número de crianças chamadas, neste tempo, de atípicas. Investiga a partir de redes de conversações e as pesquisas com os cotidianos; modos de resistência como experimentação estética de viver as infâncias na sua mais alta potência no contexto escolar. Tece abordagens com as intercessões teóricas de Deleuze, Freire, Kohan, dentre outros que ajudam a tecer educação como invenção de mundos e resistência. Aposta em composições afetivas, a partir de uma escuta atenta e sensível às infâncias e aos contextos experimentados com os cotidianos escolares, na invenção de mundos possíveis que possam afirmar a vida e a aprendizagem como força, frente às vulnerabilidades sociais.</p> 2023-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68482 CURRÍCULOS, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E INFÂNCIAS 2023-12-30T12:09:02-03:00 Tania Mara Zanotti Guerra Frizzera Delboni taniadelboni@terra.com.br Beatriz Celeste Martins da Silva Niro biaz.celeste@gmail.com Nayara Bacchetti Baratela baratela.nay@gmail.com <p>O artigo afirma a força do encontro entre currículos, histórias em quadrinhos e infâncias para potencializar os movimentos aprendentes que abrem outros possíveis para pensar e viver a Educação. Problematiza os efeitos que o encontro das crianças com as histórias em quadrinhos produz, instigando movimentos do pensamento, movimentos aprendentes e inventivos “[...] dando língua aos afetos que pedem passagem”, além de questionar o modo como as histórias em quadrinhos convocam as crianças à fabulação, provocando outros currículos em movimentos aprendentes inventivos. Utiliza a cartografia como metodologia de pesquisa, acompanhando, nos encontros das crianças de duas turmas de 4º anos de uma escola pública municipal com os signos, vibrações, intensidades, invenções e experimentações, enfim, composições a partir da vida que pulsa nos cotidianos escolares. Tal encontro pode forçar o pensamento em diferentes processos de criação do <em>aprenderensinar</em>, em movimentos inventivos que fabulam outros currículos, outras docências, outras estéticas, outros possíveis de vida. Aponta que o encontro com as histórias em quadrinhos pode convocar as crianças à fabulação, instigando conversas, indagações e criação de mundos outros; pode potencializar os currículos e as docências em movimentos aprendentes, deslocando sentidos, significações e ressignificações, afirmando a vida em sua potência.</p> 2023-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68439 POR ENTRE LINHAS E EXPERIMENTAÇÕES ESTÉTICAS COM COTIDIANOS ESCOLARES 2023-12-30T12:08:43-03:00 César Leite cesar.leite@unesp.br <p>A proposta deste texto é fazer circular algumas experiências em torno dos cotidianos escolares. O texto está composto por situações (vividas e imagens) de presentes em escolas de Educação básica da Rede Pública, aliados a manifestações artísticas do dia-a-dia. Partiremos de uma perspectiva em que a forma do texto se apresenta como espaço compositivo do próprio conteúdo, sendo organizado em ‘heterotopias escolares’ (1 – cotidianos; 2 - experimentações–estéticas; 3 – resistências; 4 – produções de mundos), estas heterotopias estão organizadas a partir de expereimentações compostas por linhas e linhas de fuga que procuram agenciar linhas de força. O texto também se alia a perspectivas conceituais vinculadas à Filosofia da Diferença</p> 2023-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68461 DESASSOSSEGOS COTIDIANOS 2023-12-30T12:08:55-03:00 Maria Inês Sá ines.rdsa@gmail.com <p>Este texto narra acontecimentos cotidianos na docência de uma professora em <em>desassossego</em>. Uma narrativa de um<em> narrador praticante</em> (ALVES, 2001) que trata dos significados da liberdade docente e do trabalho com textos literários, em uma escola pública na cidade do Rio de Janeiro. Tem como objetivo principal abordar as possibilidades de <em>ensinaraprender</em> temas sensíveis nas salas de aula dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. <em>Temas sensíveis</em> são temáticas presentes nos currículos do Ensino da História e que neste texto são tratados como temáticas que provocam polêmicas, causam tensões e podem gerar autocensuras pedagógicas para docentes que trabalham com crianças, como por exemplo, laicidade, gênero, racismo. As discussões trazidas nesse texto decorrem do estágio de pós-doutorado realizado desde abril de 2022, imersas na perspectiva teórico-metodológica dos Estudos com os cotidianos e seus resultados pretendem contribuir para as discussões do currículo e de <em>outras</em> possibilidades no cotidiano da sala de aula dos Anos Iniciais. Dentre as principais conclusões apresentadas neste texto, está a importância de se compreender o que é <em>branquitude</em> (BENTO, 2022) na luta contra as opressões e as mudanças que podem decorrer dessa compreensão nos micro-lugares, como a sala de aula.</p> 2023-12-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/67275 AS CRIANÇAS PRETAS ME CONVIDARAM A OUVI-LAS 2023-12-30T12:09:13-03:00 Daniela Coutinho Barreto Dias dcoutinhobarreto@gmail.com Marco Antonio Leandro Barzano malbarzano@uefs.br <p class="ResumoportugusdaREC" style="margin-bottom: .0001pt;"><span style="color: windowtext;">O artigo apresenta possibilidades de encantamento e reencantamento, partindo de vivências e conversas com crianças da pré-escola, que teve como um dos objetivos da pesquisa: apresentar como as crianças percebem os processos de construção da identidade e de uma autoimagem positiva a partir de livros de Literaturas Infantis Pretas que abordam valores civilizatórios afro-brasileiros e/ou princípios de cosmovisão africana. Nesse sentido, o estudo teve como base metodológica a abordagem qualitativa e, como estratégia de investigação, utilizamos o aporte da etnografia para contemplar a pesquisa com crianças, adotando os referenciais teóricos e metodológicos da Pretagogia e dos Valores Civilizatórios Afro-brasileiros. A pesquisa foi realizada em um Centro de Educação Infantil de Feira de Santana/BA. As crianças comentam as histórias, as imagens, as situações e relacionam com as suas vivências, se reconhecem através dos personagens; as histórias surgem também para romper como um distanciamento das crianças diante de outras culturas, apresentando a elas e valorizando outras formas de existir e produzir conhecimento.</span></p> <p class="ResumoportugusdaREC" style="margin-bottom: .0001pt;"><span style="color: #767171;">&nbsp;</span></p> 2023-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68487 DANÇANDO O CARIMBÓ NA ESCOLA 2023-12-30T12:08:52-03:00 Verônica Teodora Pimenta veronicateodorapimenta@gmail.com Julia Medeiros Dantas julia.dantas@ufrr.br <p>Este artigo trata da Dança no currículo formal da Educação Básica, visando à construção de conhecimentos por meio de vivências com Danças Brasileiras, especificamente o carimbó. A metodologia envolveu o projeto interdisciplinar “Carimbó, cultura regional e desenvolvimento sustentável”, com estudantes do 4º Ano do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Roraima. Partimos do entendimento de Pedagogia de Projeto, com planejamentos de sequências didáticas simultâneas em Língua Portuguesa, Geografia, Dança, Música e Educação Física. Trazemos reflexões sobre a experiência interdisciplinar nos componentes Dança e Educação Física.&nbsp; Foram essas as seguintes etapas de construção do conhecimento: pesquisas envolvendo a história do carimbó e suas características, vivências de roda de carimbó na sala de aula, rodas de conversa, além da experiência performativa, na culminância do projeto fora da sala de aula, com rodas de carimbó com música ao vivo e a presença de integrantes da comunidade escolar, incluindo familiares das crianças. Essa experiência implicou no reconhecimento do carimbó enquanto patrimônio cultural e fruto da resistência de comunidades populares do Pará. Devido à natureza performativa e festiva da roda, o carimbó também foi o ponto de partida para reflexões sobre modelos de inclusão do corpo no espaço escolar. O reconhecimento do carimbó enquanto patrimônio contou, especialmente, com a aproximação afetiva da dança, além da descoberta dessa manifestação como uma resistência afro-ameríndia. Para além de um tradicional Pedagogia de Dança, reconhecemos na memória do carimbó, nos seus elementos festivos e nas influências recebidas da cosmovisão indígena, caminhos para possíveis Pedagogias Decoloniais em Dança.</p> 2023-12-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/67256 (DE)COLONIZAÇÃO DO CURRÍCULO 2023-12-30T12:09:20-03:00 Beatriz Mendes Queiroz beatrizmendesq@gmail.com Deise Guilhermina da Conceição deisehis@gmail.com <p>Este artigo traz discussões sobre (de)colonialidade, racismo, narrativas do cotidiano e infâncias a partir da temática do currículo e da educação. O que se propõe é pensar sobre a relevância de nos considerarmos sujeitos de nossa própria história para que, em diálogo com as narrativas infantis apresentadas e com os debates decoloniais possamos pensar táticas e fazeres antirracistas, compreendendo os modos a partir dos quais a ordem colonial opera em nossas subjetividades. Assim, indicam-se possibilidades de se pensar uma produção de conhecimentos que aponte para uma <em>ecologia de saberes</em> (SANTOS, 2013) tecida nas microesferas da sala de aula. Tudo isso, inspira-se nas proposições, metodologias e questões apontadas no trabalho de conclusão de curso intitulado “(De)colonização das infâncias: por uma epistemologia cotidiana das crianças negras”, que conta metodologicamente com a narrativa autobiográfica, a pesquisa com os cotidianos e a metodologia de conversas, aspectos que permeiam a escrita do artigo. Seus resultados colaboram para a ressignificação das infâncias negras a partir de janelas interculturais encontradas no cotiando escolar e inspira reflexões pedagógicas acerca do papel da escola na promoção de práticas que contribuam para a produção de subjetividades resistentes e não silenciadas.</p> 2023-08-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/67292 NOTAS SOBRE PEDAGOGIA QUEER 2023-07-24T18:32:31-03:00 Thiago Ranniery t.ranniery@gmail.com Victor Pereira de Sousa victordesousa@outlook.com.br <p>Este ensaio busca pensar com o filme <em>Corpo Elétrico</em> (2017), de Marcelo Caetano, o que chama de pedagogia queer. O texto se assume como um conjunto de notas biográficas escritas na primeira pessoa do plural e extraídas de relação dos autores como amigos, professor e estudante, mas também a partir das intersecções das suas experiências como gays de cidades pequenas com diagnósticos de altas habilidades e transtorno de ansiedade generalizada, entre outros aspectos que fogem à eficácia do tempo do discurso pedagógico. Formas alternativas de teorizar o tempo e a sensibilidade são propostas por meio de intensidades como a adesividade, as persistentes ambivalências dos encontros entre corpos e a fricção erótica dos afetos que não fáceis de incluir ou reconhecer na história das ideias pedagógicas. Assim, o texto traça uma pedagogia queer como o nome para descrever uma modalidade de educação sentimental que faz tremer o domínio da subjetividade e contempla esteticamente a existência sem limitá-la a noções de belo, gosto e sublime. Conectando-se a irrazoabilidade do sensível, este ensaio apresenta os desafios que o filme dá a pensar sobre os pressupostos crononormativos da educação que tendem a abundar quando se trata de projetos políticos e de formação de sujeitos.</p> 2023-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68491 SO[M]BRAS, PÉROLAS E PORCOS 2023-12-30T12:08:50-03:00 André Luiz de Araújo Lima andrelima743@gmail.com Ana Lúcia Gomes da Silva analucias12@gmail.com Antenor Rita Gomes antenorritagomes@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo é resultado da pesquisa de mestrado intitulada </span><strong>O fotográfico e a professoralidade: </strong><span style="font-weight: 400;">uma cartografia de aproximações e distanciamentos</span><strong>. </strong><span style="font-weight: 400;">Nele rastrea-se processos de criação na perspectiva de uma esquizoanálise de memórias, tensionando, entretanto, sem negar frontalmente a ideia de santidade impressa na laicidade da escola, num modo de estetização do espaço escolar e, alhures, produzir linhas de fuga singularizantes a partir do </span><em><span style="font-weight: 400;">fotográfico</span></em><span style="font-weight: 400;">, cartografando algumas passagens dessa trilha, embate entre santidade, pérolas e porcos em meio ao lamaçal sombrio e fecundo do processo de vir a ser professor, para alcançar um certo modo de ser metaestável. Adota como método a cartografia e toma a esquizoanálise como inspiração processual da análise. Aponta como resultados centrais emergentes: percurso cartográfico desse jogo de sombras permite experimentar ser encharcado pelos acasos, pelas pequenas formas dos acontecimento microfísicos, na educação básica como docente de arte,&nbsp; pela luz que chega, pelo peso do ferro que morre, pela leveza do ar, tudo isso retorna como uma energia potencial pelo fotográfico, que rearranja esses vetores de força e produz uma existência outra, uma existência artística, encarnada por inteiro no presente.</span></p> 2023-12-19T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68493 A INVENÇÃO DA ESQUIZOANÁLISE POR GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI E ALGUMAS PROBLEMATIZAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO 2023-12-30T12:08:58-03:00 Eduardo Simonini ideiadolivro@gmail.com Roberta Romagnoli robertaroma1@gmail.com <p>Este texto se propõe a examinar a invenção da esquizoanálise, de Gilles Deleuze e Félix Guattari e algumas contribuições para a Educação. Para tal discute os conceitos de máquinas desejantes e de Corpo Sem órgãos, presentes no livro <em>O Anti Édipo. </em>O conceito de máquina é usado para evidenciar o maquínico e não se refere ao não humano, tecnológico, mas à produção, às engrenagens que sustentam a realidade. As máquinas desejantes se associam ao conceito de Corpo Sem Órgãos, corporeidade que não pertence a um sujeito, mas sim é atravessada por uma vitalidade intensiva e conectiva. Esse pensamento sustenta a complexidade e a processualidade da realidade se deslocando do domínio da representação para o domínio da experimentação. Altera ainda a forma de abordar a subjetividade, não em sua interioridade, mas a partir das relações que são estabelecidas e seus efeitos. Ao final do artigo, é desenvolvida uma discussão a respeito da Educação e de como a esquizoanálise pode ser uma maneira de pensar a invenção e a resistência em diferentes processos de aprendizagem.</p> 2023-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68382 TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO 2023-12-30T12:08:37-03:00 Cláudio Renato Zapalá Rabelo claudiorabelo1@gmail.com Kezia Rodrigues Nunes keziarnunes@gmail.com <p>A pesquisa realizada como parte do estágio pós-doutoral objetiva mapear as possibilidades de ampliação da educação em redes de <em>saberesfazeres</em> mediados por tecnologias comunicacionais. Usa o método cotidianista nas perspectivas de Certeau, Ferraço e Alves em consonância com a hermenêutica da complexidade de Morin, a fim de experimentar tecnologias em redes, como modos de promover a educação também em redes, assim como trazer de volta as aprendizagens geradas nessa tessitura social para a sala de aula. Concluímos que espaços de mediação como o podcast, o Tiktok, o Youtube, o Instagram, o Linkedin, os infográficos do Pinterest, o Whatsapp, assim como o livro impresso, as revistas, os museus, os jogos e os eventos acadêmicos são algumas, entre tantas, tecnologias capazes de atrair os olhares e os corações das pessoas para a educação, ao tempo que ressignificam as práticas cotidianas, produzindo diferenças sobre as repetições, muitas vezes (des)aprendidas nas rotinas pedagógicas.</p> 2023-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/67295 O DEBATE SOBRE O ESPAÇO GEOGRÁFICO 2023-12-30T12:09:10-03:00 André Luis de Abreu andreluisdeabreu@gmail.com Patricia Raquel Baroni narrativasdocampo@gmail.com Raquel Falcão rakafalcao.rf@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo desenhar o currículo vivido dentro de uma escola iguaçuana no que se refere ao ensino de geografia no primeiro segmento da educação básica. Entre vozes e reflexões, esse trabalho procura trazer às tácticas curriculares subversivas do corpo docente frente aos documentos norteadores que insistem em pensar a geografia de forma estancada da realidade num viés tradicionalista pautado numa mera memorização de conceitos em geral abstratos. Na contramão desse movimento o texto procura reconhecer toda a força que a escola pública vem exercendo todos os dias.</p> 2023-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68236 A ESCRITA COMO MODO DE VIDA 2023-12-30T12:09:04-03:00 Tiago Amaral Sales tiagoamaralsales@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">De que maneiras a escrita pode ser potente contemporaneamente à educação e à pesquisa deste campo? É a partir desta inquietação que este texto tece reflexões acerca de possibilidades contemporâneas da escrita na tarefa de aprender, de ensinar e de pesquisar os acontecimentos que permeiam a educação. Para tal feitura, mobiliza-se cinco caminhos pós-críticos para a escrita: a cartografia, o ensaio, a autoficção, a escrita-oficina e a fabulação especulativa. Cada dimensão destas é apresentada brevemente e rizomaticamente de modo a compor com uma escrita que acontece com o corpo todo. Defende-se uma escrita que aconteça artesanalmente e poeticamente, junto da coragem de uma autoria, de engajar-se com respons-habilidade e de viver com o que se escreve.&nbsp;</span></p> 2023-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/65994 HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA NA BNCC DO ENSINO FUNDAMENTAL 2023-12-30T12:09:29-03:00 Laís Francine Weyh lais.weyh@gmail.com Sidinei Pithan da Silva sidinei.pithan@unijui.edu.br Ivo dos Santos Canabarro ivo.canabarro@unijui.edu.br <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo objetiva compreender a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino e a aprendizagem da história e cultura indígena no componente curricular de História, nos anos finais do Ensino Fundamental, a fim de ter a compreensão do que deve ser trabalhado nessa etapa da Educação Básica. Trata-se de uma pesquisa do tipo documental e bibliográfica, com abordagem qualitativa e exploratória, tendo os objetos de conhecimento e Habilidades da BNCC de História dos 6º aos 9º anos, relativas aos povos indígenas, como </span><em><span style="font-weight: 400;">corpus</span></em><span style="font-weight: 400;"> de análise. Acredita-se que apesar da existência de discursos na defesa da diversidade cultural e identitária, bem como em um ensino que promova o conhecimento dos povos indígenas e suas contribuições históricas, sociais, econômicas e culturais, a BNCC, em parte, estrutura o componente curricular de História sob uma perspectiva tradicional e eurocêntrica, dividindo seu ensino de forma quadripartite e colocando os povos europeus na centralidade da narrativa histórica.&nbsp;</span></p> 2023-07-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/66224 A DISCIPLINA DE CIÊNCIAS NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 2023-12-30T12:09:26-03:00 Leonardo Deosti leodeosti@gmail.com Marcos Cesar Danhoni Neves macedane@yahoo.com <p>O ensino de Física na Educação Básica tem sido longamente discutido na bibliografia recente e pretérita. Pesquisadores têm divulgado a evolução dos currículos escolares e discorrido sobre a forma que essa disciplina e seus conceitos foram incluídos na grade curricular ao longo dos anos. Recentemente pudemos observar novas alterações nesta organização, em detrimento da homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a publicação de novos documentos orientadores para a elaboração dos currículos escolares. Assim, este trabalhou objetivou a comparação das orientações presentes nos documentos oficiais para a Educação Básica no que se refere ao ensino de conceitos físicos no âmbito do Ensino Fundamental II. Para tanto analisamos o documento que representa as antigas orientações do Estado do Paraná, as Diretrizes Curriculares Estaduais, e o novo documento, representado pelo Currículo da Rede Estadual Paranaense. A pesquisa classifica-se como um estudo documental qualitativo e revelou que houve um aumento dos conceitos físicos presentes no currículo de referência nos últimos anos, além de indicar que as estratégias de ensino permanecem, em sua maioria, as mesmas. Algo comum nos dois documentos é a indicação da contextualização do conhecimento como elemento essencial para o alcance dos objetivos de aprendizagem listados.</p> 2023-07-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/66091 CONHECIMENTO CIENTÍFICO E AS FAKE NEWS 2024-02-02T13:30:58-03:00 Edilce Maria Balbinot Borba edilcemb@gmail.com Marcos Antonio Florczak marcosflorczak@gmail.com <p>Este artigo apresenta uma análise teórica, de natureza qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica para tentar esclarecer se as fakes news podem ser caracterizadas como obstáculo epistemológico na aprendizagem do conhecimento científico, nas disciplinas de Ciências e Biologia, no contexto da pandemia da covid-19 e da disseminação de notícias falsas ou <em>fake news</em>. Para desenvolver essa proposta pretende-se identificar na obra de Gaston Bachelard a noção de obstáculo epistemológico ao reconstruir, de modo breve, a narrativa do autor, na tentativa de indicar caminhos para o conhecimento científico e as implicações das <em>fake news</em> nesse processo. Sabe-se que o excesso de informações, a infodemia, apresenta-se como barreira em função da dificuldade de critérios na seleção de informações relevantes e seguras como aliadas no processo educacional. Percebe-se um intenso movimento anticientífico, que não é novo, mas é possível observar seu crescimento mundial nos últimos anos.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Será importante que o educador assuma uma postura investigativa e reflexiva para que o sentimento de fracasso não passe despercebido quando o comportamento instintivo não se apresente em sua prática pedagógica, por ser o detentor do conhecimento porque&nbsp;&nbsp; dessa forma todo conselho referente aos erros pedagógicos que cometem será absolutamente inútil. Sendo assim, as <em>fake News, </em>configuraram-se em um fenômeno do <em>pensamento fraco</em> ou em obstáculo epistemológico da <em>experiência primeira</em>, que significa deixar-se levar pelo impulso, pelo arrebatamento natural, causado pela informação, sem considerá-la criticamente, porque é na criticidade que o espírito científico se forma e se reforma, retificando saberes, quando não oferecemos resistência ao novo conhecimento.</p> 2023-07-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/65878 GLOBALIZAÇÃO E CURRÍCULO ESCOLAR 2023-12-30T12:09:23-03:00 Alexandre Junior de Souza Menezes alexandrejuniorsm@hotmail.com Mário de Miranda Vilas Boas Ramos Leitão mario.miranda@univasf.edu.br Lucia Marisy Souza Ribeiro de Oliveira lucia.oliveira@univasf.edu.br <p>Este artigo tem como objetivo discutir como a globalização está influenciando o desenvolvimento e a implementação dos currículos escolares em diferentes partes do mundo. Para alcançar esse objetivo, foi realizada uma revisão da literatura sobre o tema, com o objetivo de identificar as principais tendências internacionais em educação que estão influenciando os currículos escolares, bem como as mudanças que estão ocorrendo na forma como os currículos são desenvolvidos e implementados. Os resultados indicam que a globalização está levando a uma maior diversidade e inclusão nos currículos escolares, com uma maior ênfase em temas como direitos humanos, sustentabilidade, diversidade cultural e linguística. Além disso, as tecnologias digitais estão desempenhando um papel cada vez mais importante na elaboração e implementação dos currículos escolares. No entanto, também existem desafios a serem enfrentados, como a necessidade de equilibrar as demandas do mercado de trabalho com os objetivos educacionais e a necessidade de promover a inclusão e a equidade nos currículos escolares. Concluímos que os educadores precisam estar atentos às tendências internacionais em educação e às mudanças na forma como os currículos são desenvolvidos e implementados, a fim de garantir que os alunos estejam preparados para enfrentar os desafios do mundo globalizado. Sugere-se que pesquisas futuras se concentrem em explorar as implicações da globalização no currículo escolar e nas práticas educacionais, bem como em desenvolver abordagens inovadoras para a elaboração e implementação de currículos mais inclusivos e relevantes para o contexto globalizado.</p> 2023-07-24T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/66749 UM OLHAR PARA AS NORMAS SOBRE COMPUTAÇÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES 2023-12-30T12:09:18-03:00 Mariangela Deliberalli mariangela.deliberalli@unioeste.br Tiago Emanuel Klüber tiago_kluber@yahoo.com.br Clodis Boscarioli boscarioli@unioeste.br <p>Neste artigo direcionamos nosso olhar para as Normas sobre Computação na Educação Básica. Sendo uma pesquisa qualitativa de análise documental, onde assumiremos a hermenêutica como um modo ontológico da compreensão, para assim, identificar o que subentende-se na normativa e quais as suas inferências para a formação de professores. Ao discutirmos para além da palavra e do sentido imediato dos verbos destacados nas competências e habilidades, evidenciamos que estes precisam ser vislumbrados para além da pedagogia das competências, pois indicam muito mais do que pode ser percebido. É preciso, por parte do professor, compreender a profundidade das ações requeridas pelas competências expostas na normativa.</p> 2023-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/66116 INOVAÇÃO, CURRÍCULO E RESSIGNIFICAÇÃO 2023-12-30T12:09:31-03:00 Luiz Gustavo Bonatto Rufino gustavo_rufino_6@hotmail.com Samuel de Souza Neto samuel.souza-neto@unesp.br <p>O presente estudo objetivou analisar algumas das estratégias curriculares desenvolvidas por professores formadores em Educação Física de universidades tendo em vista o desenvolvimento da prática pedagógica nesse componente curricular na formação de professores. Para isso, entrevistou-se por meio de entrevistas semiestruturadas sete professores formadores oriundos de Instituições de Ensino Superior públicas do Estado de São Paulo. Após transcritas, as entrevistas foram submetidas à análise de conteúdo. Os dados provenientes da categorização foram agrupados em duas categorias: 1) Estratégias formativas e possibilidades da formação à luz de práticas reflexivas (Pibid, formações continuadas, projetos de extensão; e, 2) Formação docente e inovação curricular: preparação para a realidade da prática profissional desafiante do <em>“agir na urgência e decidir na incerteza”. </em>Com base nos achados, conclui-se que embora existam iniciativas importantes no que tangencia o desenvolvimento de inovações curriculares nas práticas formativas no campo acadêmico da Educação Física, há ainda uma série de desafios estruturais que dificultam que a formação inicial possa solidificar processos que possibilitem aos novos professores atuarem de modo mais adequado nos contextos profissionais atuais tendo em vista as demandas e contingências que afetam o trabalho docente.</p> 2023-06-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/66941 REENCANTAMENTO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS 2023-12-30T12:09:15-03:00 Yuri Rodrigues Cunha cunhayr@gmail.com <p class="ResumoportugusdaREC">Neste trabalho o nosso objetivo é demonstrar que o pensamento do filósofo Rudolf Steiner pode ser utilizado, por seus princípios metodológicos, como instrumentos potentes para o reencantamento da prática pedagógica e para a construção de um currículo utópico. Nosso argumento consiste em defender que o professor-estudante deve atuar em sua prática pedagógica, na relação educador-educando, levando em consideração pensar, sentir e querer dos educandos e de si, reencantando seu processo educativo, contribuindo para a construção de um currículo utópico. Concluiu-se que a experiencia vivida como educador proporciona fundamentos para enfrentar os dilemas causados por uma prática orientada pela modernidade racional-desencantada, que considera o ser humano apenas do ponto de vista racional-cognitivo.</p> 2023-10-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/65727 OS CÍRCULOS DIALÓGICOS INVESTIGATIVO-FORMATIVOS COMO POSSIBILIDADE DE AUTO(TRANS)FORMAÇÃO DOCENTE E DO CONTEXTO PROFISSIONAL 2023-12-30T12:09:33-03:00 Rita de Cássia Borges ritadecassia.borges9@gmail.com Tatiane Peixoto Isaia proftatianeisaia@gmail.com Elisiane Machado Lunardi elisiane.lunardi@gmail.com <p>Este artigo faz parte da pesquisa do Mestrado Profissional do PPGE/UFSM. O estudo objetivou: (i) promover Círculos Dialógicos Investigativo-Formativos em uma EMEF, na perspectiva de processos auto(trans)formativos à Educação Infantil no Projeto Político-Pedagógico; (ii) elaborar, no decorrer dos Círculos, Elementos Orientadores para a [re]significação do PPP. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa (MINAYO, 2009) e análise documental. Realizou-se os Círculos Dialógicos (HENZ, 2015) e a hermenêutica filosófica (HERMANN, 2002) para interpretação dialógica. O referencial teórico está embasado nos marcos legais, em (IMBERNÓN, 2011), (FREIRE, 2021) entre outros. Como resultado foram criados os Elementos a partir da dialogicidade das coautoras: objetivos da EI; concepção de EI, criança, infância, inclusão e proposta pedagógica; organização dos tempos e espaços; avaliação e formação em contexto. Constatou-se que por meio dos Círculos Dialógicos ocorreu a auto(trans)formação docente.</p> 2023-06-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rec/article/view/68926 COTIDIANOS ESCOLARES, EXPERIMENTAÇÕES ESTÉTICAS, RESISTÊNCIA E PRODUÇÃO DE MUNDOS 2023-12-30T12:08:31-03:00 Alexandre Simão de Freitas alexandre.freitas@ufpe.br Carlos Eduardo Ferraço ferraco@uol.com.br Conceição Gislâne Nóbrega Lima de Salles conceicao.nlima@ufpe.br <p>O presente Dossiê objetiva apresentar pesquisas que têm como campo problemático diferentes processos de criação do <em>aprenderensinar</em>, destacando as experimentações estéticas que irrompem com os acontecimentos, com os encontros e com os <em>fazeressaberes</em>, em meio aos <em>espaçostempos</em> praticados nos múltiplos cotidianos das escolas. Trata-se de uma aposta ético-estético-política na potência das <em>práticasteorias</em> cotidianas que combatem determinismos, opressões, exclusões, entre outros tantos mecanismos de diminuição das vidas, produzindo, assim, outros sentidos de educação e de sociedade. Partimos da força da arte como um ato de resistência, como uma linguagem das sensações que nos força a pensar o mundo de outros modos e a experimentar outros possíveis de vida. Só com a arte podemos viver outros mundos que não o nosso. Como defendia Nietzsche, “temos a arte para não morrer da verdade”.</p> 2023-12-28T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2023 Revista Espaço do Currículo