Sæculum – Revista de História https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh <p><em>Sæculum</em> - Revista de História é publicada pelo <a href="http://www.cchla.ufpb.br/dhistoria/">Departamento de História da UFPB</a> desde 1995 e, a partir de 2004, passou a ser também o periódico do <a href="http://www.ufpb.br/pos/ppgh">Programa de Pós-Graduação em História</a> da mesma universidade. Desde então sua frequência é semestral, e se trata de uma revista voltada à divulgação de pesquisas e ao debate no campo da História e da Cultura Histórica em suas diversas interfaces, abrindo espaço para o diálogo entre pesquisadores(as) do Brasil e do exterior. Está avaliada como Qualis B1 pela CAPES (A3 no Qualis referência 2017/2018) e é indexada no <a href="https://latindex.org/latindex/ficha/26959" target="_blank" rel="noopener">Latindex</a>, <a href="https://scholar.google.com.br/citations?user=DJANGzAAAAAJ&amp;hl=pt-BR">Google Scholar</a>, <a href="https://www.ebscohost.com/titleLists/hsi-subject.pdf">EBSCO</a> e <a href="https://diadorim.ibict.br/handle/1/3257">Diadorim</a>.</p> <p>Trata-se de um periódico de acesso aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente e sem custo para o usuário ou sua instituição. Os usuários estão autorizados a ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou criar links para os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outro propósito legal, sem pedir permissão prévia do editor ou do autor. Isso está de acordo com a definição BOAI de acesso aberto.</p> pt-BR A revista <i>Sæculum</i> permite aos autores a manutenção dos direitos autorais pelo seu trabalho, no entanto eles devem repassar direitos de primeira publicação ao periódico. saeculum@cchla.ufpb.br (Saeculum - Revista de História) periodicos.ufpb@gmail.com (Portal de Periódicos da UFPB) Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 OJS 3.3.0.5 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Ensinar história em tempos de pós-verdade: o que está em jogo? https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/61677 <p>O presente artigo reúne um conjunto de reflexões sobre a perda do protagonismo da ciência, da docência, da universidade, da história, da escola, e como esse reposicionamento está ligado a um comportamento atrelado ao conceito de pós-verdade. O conhecimento histórico é abordado, sua natureza e o processo de socialização, ao mesmo tempo que é problematizado o declínio da ciência na sociedade atual e o impacto desse processo no nosso campo científico/laboral, chamando a atenção para como os(as) pesquisadores(as) discutem em seus trabalhos essas questões, buscando explicar os possíveis efeitos pedagógicos de um negacionismo do conhecimento histórico na forma como crianças, adolescentes, adultos e idosos aprendem. No intuito de refletir sobre os efeitos políticos dessa pós-verdade e os usos políticos do presente, passado e futuro nas salas de aula e nas redes sociais, este artigo abre e apresenta o dossiê “A escrita da história em disputa: os desafios do tempo presente para a prática da pesquisa e do ensino em História”, que discute as estratégias desenvolvidas no campo da história para enfrentar o avanço do revisionismo e da negação do status de ciência, o processo de incorporação de novos objetos e perspectivas nos livros e matérias didáticos de história, as estratégias de difusão do conhecimento histórico (dissertações, teses e monografias) e o papel das aulas de história na formação intelectual dos mais diferentes sujeitos, no contexto das <em>fake news</em>.</p> Damião de Lima, Juliana Alves de Andrade Copyright (c) 2021 Damião de Lima, Juliana Alves de Andrade https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/61677 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 O lugar da Guerra do Paraguai em práticas curriculares de professores de História de escolas da educação básica no Brasil e no Paraguai https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60411 <p>O artigo em tela apresenta o objetivo de investigar o lugar da Guerra do Paraguai em práticas curriculares de professores de História da Educação Básica no Brasil e no Paraguai. Adicionalmente, também buscou-se obter informações a respeito de materiais didáticos e fontes utilizadas pelos professores participantes da pesquisa no processo de ensino e aprendizagem. Foram selecionados quatro professores como sujeitos da pesquisa, sendo dois brasileiros e dois paraguaios. A coleta de informações junto aos professores se fez por meio de entrevista semiestruturada e de aplicação de questionário. Percebeu-se que, no caso brasileiro, o conteúdo curricular Guerra do Paraguai estava associado ao estudo do contexto do Segundo Império, sobretudo no que diz respeito às questões ligadas aos desdobramentos do pós-guerra no Brasil, como a abolição e a Proclamação da República. Percebeu-se, ainda, que o tempo curricular destinado ao mesmo conhecimento nos países em tela era diferenciado, sendo tratado com muito mais tempo no contexto de ensino paraguaio.</p> André Mendes Salles Copyright (c) 2021 André Mendes Salles https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60411 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Sociodiversidades indígenas: desafios do tempo presente para o ensino em História https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60382 <p>A partir dos seus protagonismos os indígenas afirmam sociodiversidades, as diversas formas do ser indígena com diferentes expressões socioculturais, reivindicando o reconhecimento de direitos, provocando questionamentos acerca do lugar dos indígenas nas narrativas sobre a História do Brasil, nas discussões sobre as relações étnico-raciais na Educação, nas práticas docentes e no ensino de História. Estudar criticamente sobre os povos indígenas é reconhecê-los como parte da nossa sociedade, ocupando diversos espaços, produzindo conhecimentos, questionando a História do Brasil, se afirmando como sujeitos históricos e contemporâneos de direitos. E, sobretudo, repensar as imagens e discursos genéricos, superficiais, preconceituosos nos conteúdos e práticas pedagógicas sobre os chamados “índios”, e assim superar os muitos estereótipos, equívocos, preconceitos. É (re)conhecer direitos fixados na Constituição Federal aprovado em 1988 e em vigor, como também ratificados na LDB e na legislação posterior, compreendendo os significados que representam as sociodiversidades indígenas em nosso país. São desafios do tempo presente para o ensino em História.</p> Edson Hely Silva Copyright (c) 2021 Edson Hely Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60382 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Em tempo de silêncios, o grito da resistência não pode calar: as parcerias entre o Ensino de História e a Educação dos povos do campo https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60183 <p>Como o Ensino de História e a Educação dos povos do campo podem ser parceiros na transformação da sociedade? Essa é a questão central deste artigo. Veremos que ambas as temáticas, no atendimento a determinados projetos, escolheram protagonistas e, ao mesmo tempo, produziram silêncios, os quais, na atualidade, ganham novo contexto por meio das tentativas do agronegócio de ser um protagonista dos processos históricos e educacionais. Quanto aos avanços do agronegócio sobre o ensino formal, perceberemos que convergem com a popularização de tradicionais grupos conservadores e, à semelhança desses, pregam a suposta “neutralidade” e “imparcialidade” educacional, entretanto, diferente deles, que se orientam pela negação ou reinterpretação do passado, os representantes do agronegócio distorcem a realidade atual, já que tratam as características do presente como se fossem do passado. Diante de tal situação, a parceria entre o Ensino de História e a Educação dos povos do campo tem um papel de extrema relevância, uma vez que ela é capaz de revelar o verdadeiro caráter classista do agronegócio e quebrar os silêncios acerca dos atuais retrocessos.</p> Tânia Mara de Bastiani Copyright (c) 2021 Tânia Mara de Bastiani https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60183 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 A cruzada “alternativa” da Brasil Paralelo: a história como instrumento da guerra cultural https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60386 <p>O artigo apresenta resultados de pesquisa que teve como objetivo analisar a natureza do discurso da série <em>Brasil: a última cruzada,</em> produzida pela empresa Brasil Paralelo. Os objetivos específicos foram: 1) Conhecer a história da Brasil Paralelo e o seu papel na guerra cultural contemporânea no Brasil; 2) Compreender o surgimento da <em>alt-right</em> e da <em>alt-history</em>; 3) Refletir sobre os impactos da <em>alt history</em> para o ensino de História. Metodologicamente o trabalho utilizou as ferramentas digitais na coleta, organização e análise dos dados. O referencial teórico está sustentado nos debates sobre guerra cultural, <em>alt-right</em> e <em>alt-history</em>. Partimos da hipótese de que a Brasil Paralelo utiliza a História como instrumento da guerra cultural produzindo uma narrativa “alternativa”. Os resultados permitiram identificar a série <em>Brasil: a última cruzada</em> como exemplo de <em>alt history</em>.</p> Karina Oliveira Brito, Osvaldo Rodrigues Junior Copyright (c) 2021 Osvaldo Rodrigues Junior, Karina Oliveira Brito https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60386 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 O fenômeno negacionista e suas representações na narrativa cinematográfica “Negação” (Denial – 2016) https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60197 <p>Considerando os desafios inscritos em nosso tempo presente, que influenciam os fazeres historiográficos e os caminhos da pesquisa, produção e ensino do conhecimento histórico, nosso trabalho visa colocar em discussão alguns aspectos formais do fenômeno negacionista representados na trama da narrativa cinematográfica <em>Negação</em> (<em>Denial</em>, 2016). Em seu enredo, baseado numa história real, vemos os debates jurídicos travados entre a historiadora Deborah Lipstadt, que foi processada por David Irving, um notório negacionista da historicidade do Holocausto. Entre os aspectos formais que identificamos e analisamos, estão: I) a estrutura retórica da negação, II) o sentimento de ser um <em>outsider</em> e III) a dimensão de publicidade perseguida pelo negacionista. Para analisar os elementos e dimensões desse fenômeno, propomos um diálogo com autores tais como Jörn Rüsen, Eric Hobsbawm, Antoon De Baets e Michel de Pracontal. Os diversos elementos identificados no roteiro desse filme estimulam reflexões teóricas e metodológicas sobre o nosso ofício e ciência, estimulando, ainda, a possibilidade de discutir alguns ataques dos quais vários pesquisadores, em particular, e o conhecimento científico e acadêmico, em geral, têm sido alvo de maneira recorrente, dentro e fora da academia.</p> Danilo Linard Copyright (c) 2021 Danilo Linard https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60197 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Professores em tempos sombrios: objetivações da ética no Ensino de História https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60375 <p>Buscamos neste ensaio debater acerca dos rumos de uma ética no Ensino de História. Objetivamos situar elementos da vida cotidiana e da prática docente como formas constitutivas de caminhos para uma ética no interior das salas de aula. Para tanto, apresentaremos o andamento do debate mencionado, estabelecendo uma interlocução com autores de referência. Seguiremos neste percurso com duas perspectivas sobre o tema: a ética como elemento norteador de nossa ação profissional, bem como a ética enquanto componente intrínseco ao saber histórico escolar, permeando toda a relação de ensino-aprendizagem da nossa disciplina. Traremos à baila também interlocuções com a docência na educação básica, intencionando-se lançar inteligibilidade acerca dos saberes experienciais, promovendo-se um diálogo entre teoria e empiria. Em nossas análises, encontramos resultados interessantes. Foi a partir destes problemas e das múltiplas crises vivenciadas em nosso país que se origina, na comunidade disciplinar de professores, professoras, pesquisadores e pesquisadoras do Ensino de História, o debate da ética. A partir das contribuições de colegas, observamos que tal ensino pode ser ético na medida em que concebemos o outro colocado no interior da sala de aula, e dos processos que chamamos de ensino-aprendizagem, como ser humano. O outro entra em cena, mas entra em cena em um determinado tempo e em um determinado espaço. Portanto, é momento de repensar os paradigmas orientadores das nossas funções. Estes poderiam possibilitar a formação de um olhar compassivo, empático diante das diferenças características de nossa condição humana. Precisamos de uma abordagem para o ensino de História que contemple não apenas a dimensão cognitiva, mas também a afetiva e a Ética. Defendemos assim um ensino de História comprometido com a ética nascida da riqueza que representa a experiência humana, essa corajosa aventura coletiva.</p> Felipe Dias de Oliveira Silva, Diogo Henrique Vianna, André Victor Cavalcanti Seal da Cunha Copyright (c) 2021 André Victor Cavalcanti Seal da Cunha, Felipe Dias de Oliveira Silva, Diogo Henrique Vianna https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/60375 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 A instituição escolar: do aluno sujeito ao aluno autônomo e o protagonismo no Ensino Médio https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59876 <p>Neste artigo apresento algumas reflexões sobre a atual reforma do Novo Ensino Médio, instituída pela Lei nº 13.415/17, e sobre mudanças ocorridas no desenho curricular do Ensino Médio da Paraíba a partir da criação do Programa de Escolas Integrais (2016). O debate se segue com base nas investigações que venho desenvolvendo através de projetos de iniciação científica (PIBIC/UEPB, cotas 2018/2019, 2019/20020 e 2020/2021) e considerando a emergência das políticas neoliberais na educação brasileira por meio do exame da ênfase do empreendedorismo na formatação de subjetividades, compatíveis com a constituição de indivíduos autônomos, adequados ao século XXI. Antes, porém, faço uma breve discussão sobre os percursos da História ensinada nas escolas e da escola disciplinar, considerando o esforço desta para modelar corpos dóceis, procurando, assim, apontar algumas diferenças entre o aluno sujeito da escola disciplinar e o aluno autossuficiente e autônomo da escola contemporânea. Para a constituição do texto, foram relevantes alguns conceitos, entre os quais cito a instituição de confinamentos, capital humano e sociedade de controle, entre outros. Destaco, ainda, as leituras de documentos oficiais, notadamente da Paraíba, entre eles as <em>Diretrizes Operacionais 2020: das escolas da rede estadual de ensino na Paraíba</em> (Portaria nº 1330/2019, de 09 de dezembro de 2019) e o Edital de Bolsas nº 008/2019, que trata da concessão de quotas de bolsas do programa Gira Mundo Finlândia – formação de professores (HANK ou TAMK).</p> Mariangela de Vasconcelos Nunes Copyright (c) 2021 Mariangela de Vasconcelos Nunes https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59876 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Percepções de alunos e alunas do Ensino Médio sobre o conhecimento histórico: O ensino de história entre os saberes ensinados e os saberes designados a serem ensinados https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59567 <p>A ciência está no centro do debate público. Termos e conceitos incomuns no vocabulário da população em geral como prova, ensaio randomizado, amostra, estudo cego, duplo cego e hipótese ganham a imprensa escrita e falada. Paralelo a esse contexto, a emergência de notícias falsas acompanhado das pressões externas (econômicas, políticas e sociais) ao laboratório revelam o quanto o brasileiro sabe pouco de ciência. No caso das humanidades e a História em particular esse contexto fica ainda mais complexo. Nesse sentido, o presente artigo busca identificar as percepções que alunos do 3° ano do ensino médio possuem da história. Por meio de pesquisa qualiquantitativa e questionário semiestruturado, baseado na escala likert e aplicados junto à escolas de educação básica via formulários Google, foi possível identificar as percepções dos jovens quanto ao ensino de história, ao longo da educação básica. A pesquisa indica que grande parte dos alunos não sabe identificar um conhecimento científico e o livro didático é o principal acesso ao conhecimento histórico.</p> Andrey Lopes de Souza, Valéria de Jesus Leite Copyright (c) 2021 Andrey de Souza, Valeria de Jesus Leite https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59567 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Por uma História Local: relatos de experiência na formação do docente em História https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58852 <p>Este estudo tem como locus a disciplina de Estágio Supervisionado II -Ação Educativa Patrimonial, do curso de Licenciatura em História, e os enlaces que a mesma possui com a História Local. Objetiva-se, analisar os mecanismos que entrecruzam a teoria e a prática na abordagem da História Local, por meio da problematização dos relatos de experiência do professor Gustavo D’Almeida Lobo (Departamento de História – Fafidam/UECE), que tem como mote metodológico o recorte temporal os anos de 2010 a 2020, período em que o docente exerceu atividades educativas no ensino superior. Para isso, é considerado basilar constituir análises sobre a relação entre prática e teoria, possibilitando construir análises sobre a História Local como proposta desafiadora para o Ensino de História. Os relatos de um decano de experiências possibilitam perceber em que medida o local se relaciona com outras experiências históricas, podendo ser elas locais e/ou macro. E assim, realizar conexões entre o conhecimento histórico (História Escrita) e o cotidiano (História Vivenciada). Portanto, cabe afirmar que a experiência docente possibilita um rico cenário de reflexão e debate, em que a teoria e a prática são mecanismos indissociáveis do fazer docente.</p> Luciana Meire Gomes Reges Copyright (c) 2021 Luciana Meire Gomes Reges https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58852 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Corpus delicti: El cuerpo como indicio en un asesinato del siglo XVI https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59826 <p>Este artículo tiene como material de análisis el proceso criminal sobre la muerte de Juana, india de la estancia de Acatepec – actual estado de Guerrero en México –, quien fue hallada ahorcada cerca de la misma estancia el 16 de agosto de 1548. Por una parte, su objetivo es mostrar la aplicación en esta época de un método indiciario para la resolución del homicidio en el que el cuerpo ocupaba un lugar esencial. En otras palabras, este trabajo se centra en la historia de un tipo de “lenguaje” y comunicación que tiene como soporte al cuerpo y su entorno. Por otra parte, y de manera más tangencial, busca revelar las resonancias de estas muertes pasadas y, sobre todo, de los métodos de su desciframiento en las muertes actuales. De esta forma, se demuestra que la lectura semiótica de los cuerpos destazados de la violencia contemporánea no es más que la persistencia de una epistemología antigua.</p> Alfredo Nava Sánchez Copyright (c) 2021 Alfredo Nava https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59826 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Representações sócio-históricas da alteridade em escritos corográficos do século XIX https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59578 <p>O início do século XIX foi marcado por uma multiplicação de escritos de caráter 'histórico' ou 'histórico-geográfico' no Brasil, fruto da ampliação do espaço público, de transformações na ordem social e da emergência de novos sujeitos políticos. Essa produção foi essencialmente marcada pela diversidade, apresentando-se em diferentes formatos textuais, tais como memórias, relatos de viagem, corografias, entre outros. Este trabalho tem por objetivo apresentar algumas considerações iniciais a respeito das representações da sociedade e do espaço da província do Rio Grande de São Pedro em duas dessas obras, a “Corografia Brazílica” de Aires de Casal, e os “Annaes da Província de São Pedro” de Fernandes Pinheiro, ambas publicadas na segunda década do século XIX. Buscamos evidenciar as formas através das quais tais obras manejavam concepções a respeito de uma alteridade socioespacial, enquanto buscavam construir um discurso de legitimidade política do Império Português (e, depois brasileiro) sobre o território nelas apresentado. Nossas primeiras impressões apontam que as obras estudadas se caracterizaram por buscar construir uma ideia de unidade territorial, contribuindo para uma narrativa que visava legitimar a posse do território do Continente, e fazendo assim um contraponto tanto às pretensões dos espanhóis como aos direitos das populações ameríndias que ocupavam originalmente a região. Além disso, foi possível identificar uma diferença sensível na forma como seus autores construíram representações em seus discursos, variando entre uma expressão de familiaridade quando tratavam da descrição do espaço a uma negação da alteridade quando tratavam de apresentar as gentes que disputavam seu domínio.</p> Israel da Silva Aquino Copyright (c) 2021 Israel da Silva Aquino https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59578 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 “Mergulhados em uma profunda tristeza”: tensões políticas na Ordem Terceira do Carmo de São Cristóvão (1874-1882) https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59135 <p>Este artigo tem como escopo os bastidores da Ordem Terceira do Carmo de São Cristóvão a partir das tensões envolvendo dois artistas sacros: o pintor Torquato, responsável pela encarnação da venerada imagem do Senhor dos Passos e o alferes Antônio Miguel do Prado, acusado pelo capitão Joaquim José Pereira de usurpar um palmo da corrente do turíbulo da referida associação de leigos. Na segunda metade do século XIX, a Ordem Terceira do Carmo era a mais prestigiada associação católica de leigos da província de Sergipe e organizava, anualmente, a romaria do Senhor dos Passos, que congregava alguns dos mais importantes nomes da política provincial e um elevado número de romeiros das camadas populares. Assim, pautado em fontes como o diário de Manoel Messias Álvares Pereira e nas notícias de jornais oitocentistas, mobilizo episódios que explicitam a aproximação entre política e catolicismo nos bastidores dessa importante irmandade de Sergipe.</p> Magno Francisco de Jesus Santos Copyright (c) 2021 Magno Francisco de Jesus Santos https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59135 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Problema de saúde pública ou fé? Os caminhos do Espiritismo após o artigo 157 no Rio de Janeiro https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58980 <p>O artigo propõe discutir algumas ações da Federação Espírita Brasileira (FEB) sob a chancela de seu porta-voz, o periódico <em>Reformador</em>, ante as demandas provenientes da criminalização do Espiritismo nas leis penais de 1890. A FEB se debruçou a revelar processos criminais que espíritas passaram a responder, sobretudo no Rio de Janeiro, por suas práticas terem sido consideradas charlatanismo e curandeirismo. O Código Penal de 1890 criminalizou a prática do Espiritismo em seu artigo 157. Como era recorrente os espíritas atuarem na arte de curar sem terem habilitação acadêmica, eles também poderiam ser inseridos nos artigos 156 e 158 que legislavam sobre a proteção ao exercício da medicina. Em imbróglios que envolviam fé, cura, saúde pública e crime, os juízes que tiveram a função social, mediante suas sentenças, interpretar se os réus enquadrados no artigo 157 cometiam crimes ou estariam professando a sua fé religiosa em meio a uma complexa disputa simbólica do Espiritismo entre os campos religiosos, da medicina e da legalidade. </p> <div class="ms-editor-squiggler" style="color: initial; font: initial; font-feature-settings: initial; font-kerning: initial; font-optical-sizing: initial; font-variation-settings: initial; forced-color-adjust: initial; text-orientation: initial; text-rendering: initial; -webkit-font-smoothing: initial; -webkit-locale: initial; -webkit-text-orientation: initial; -webkit-writing-mode: initial; writing-mode: initial; zoom: initial; place-content: initial; place-items: initial; place-self: initial; alignment-baseline: initial; animation: initial; appearance: initial; aspect-ratio: initial; backdrop-filter: initial; backface-visibility: initial; 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Essa leitura possibilita a avaliação de um perfil do autor ainda pouco estudado e discutido por parte dos pesquisadores de sua fortuna, com enfoque para a figura do homem burocrata, do indivíduo de pele enrijecida e comumente associado a alguém sem vontade, que sofreu os apagamentos das sensibilidades e que esteve preso às amarras do poder estatal. A figura do “juristinista” é apresentada como uma possibilidade de discutir as visibilidades e dizibilidades que o escritor traçou acerca do direito e diz respeito a uma nova percepção corpórea que sempre forjou e criou sobre si, em paralelo às fachadas sociais do jornalista e do literato, geralmente situadas como perfis combativos do homem burocrata. Na articulação do debate, realiza-se uma análise dos artigos e crônicas barretianos, bem como de outras documentações escritas que ajudam a tornar evidente de que forma Lima Barreto fez constantes travessias entre as fronteiras do direito.</p> Thiago Venicius de Sousa Costa Copyright (c) 2021 Thiago Venicius de Sousa Costa https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59908 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 “Redentor do Nordeste”: as obras contra as secas e o projeto político de José Américo de Almeida no Ministério de Viação e Obras Públicas (1930-1934) https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58317 <p>À frente do Ministério de Viação e Obras Públicas entre 1930 e 1934, José Américo de Almeida empreendeu uma campanha contra as secas com recursos em uma proporção não antes vista na região. Isso se devia, sobretudo, à coalização de forças do Bloco do Norte. O objetivo desse texto é compreender os capitais, o trabalho político e as intenções do ministro na condução do programa de assistência social e obras contra as secas. A documentação acessada incluiu jornais, relatórios, correspondências, diários, romances para entender as ideias e disputas de poder então em jogo. A partir das leituras de Michel Offerlé (1987), percebemos que o sentido do seu trabalho político não era a construção de uma oligarquia “americista”, como é difundido por uma parte da historiografia, mas antes de tudo, a defesa de uma representação política nortista no Executivo Federal e de uma agenda de investimentos na região, sobretudo nos espaços mais atingido pelas estiagens.</p> Luiz Mário Dantas Burity Copyright (c) 2021 Luiz Mário Dantas Burity https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58317 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Memória, religiosidade e arte nas práticas culturais do sensível de um guineense do século XXI https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59259 <p>Este artigo enfoca as narrativas de um guineense, Roberto Mendes, sua arte, sua poesia, sua etnia manjaca e seus costumes, as celebrações ao Irã, além das celebrações religiosas características de sua etnia. A influência do catolicismo e do cristianismo é significativa na vida desse artista nascido na Guiné Bissau, região de Cacheu, em uma Tabanca chamada Bianga. Através da vida de Roberto Mendes, relata-se uma realidade vivida por muitos guineenses. Por meio da arte de Roberto Mendes, percebe-se toda influência que ele recebeu, tanto da sua etnia manjaca, como também do cristianismo. Roberto passou um período de sua vida junto com os padres na cidade de Canchungo, para concluir seus estudos. Posteriormente, os padres o auxiliaram para que ele pudesse estudar em Portugal. Atualmente, mora na Guiné Bissau e contribui para que as crianças tenham acesso à cultura e à arte</p> Artur Cesar Isaia, Maristela de Godoy Copyright (c) 2021 Artur Cesar Isaia, Maristela de Godoy https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59259 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 A opacidade nos bancos de dados digitais e a pesquisa histórica https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58641 <p>Considerando o papel fundamental da computação e da internet em praticamente todos os campos de nossa vida atual, em que mais do que nunca as noções de acessibilidade e disponibilidade de materiais, acervos e etc., tomam um papel central nas discussões no meio acadêmico, voltamos nosso olhar em direção às ferramentas digitais disponíveis aos historiadores e historiadoras, focando na discussão, pouquíssimo trabalhada no Brasil, acerca da constituição e utilização de Bancos de Dados Digitais para a pesquisa histórica. Neste sentido, O presente artigo visa discutir a problemática específica da “opacidade”, encontrada no próprio projeto de desenvolvimento de bancos de dados digitais, observando como ela influi de maneira silenciosa, porém determinante, nas possibilidades de pesquisa disponíveis aos usuários destes bancos. Para tanto, apresentamos no decorrer deste estudo uma discussão teórica inicial a respeito da constituição, desenvolvimento e utilização de bancos de dados digitais, para então apresentarmos exemplos reais dos mesmos, evidenciando os elementos ligados à opacidade.</p> Nelson de Paiva Bondioli Copyright (c) 2021 Nelson Bondioli https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/58641 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 O golpe de 2016, as mulheres e o futuro da democracia: neoliberalismo, desigualdade e misoginia https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59101 <p>Este artigo analisa as dimensões de gênero do golpe de estado de 2016 no Brasil. Ele busca somar-se a outras tentativas de entendimento desse processo histórico, social e político e de um de seus aspectos centrais que foi o uso de discursos e práticas misóginas e o recuo que as políticas adotadas posteriormente à saída de Dilma Rousseff significaram nas conquistas e nos direitos das mulheres. A análise é desenvolvida a partir de quatro aspectos: o o dispositivo da misoginia e seu uso nas campanhas pelo impeachment e nos discursos pronunciados no evento do sacrifício político de Dilma Rousseff; os efeitos do golpe sobre os direitos e políticas sociais, sobretudo aqueles dirigidos às mulheres pobres e negras; as convergências entre neoliberalismo e neofascismos no contexto político recente do país; a centralidade da perspectiva feminista na resistência contra o fascismo e o neoliberalismo e na luta pela democracia. A exclusão das mulheres dos espaços de poder, a perda de direitos conquistados, o empobrecimento da população feminina, o aumento da violência de gênero e das taxas de feminicídio, principalmente de mulheres negras, são abordados como aspectos centrais das motivações do golpe e do programa do fundamentalismo neoliberal e não como efeitos secundários dessas políticas.</p> Sônia Weidner Maluf Copyright (c) 2021 Sônia Weidner Maluf https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59101 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 A memória difusa de um passado/presente traumático: algumas questões sobre um termo associado a tortura em torno de uma polêmica recente https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59807 <p>O objetivo deste artigo é discutir a relação entre história e memória. Partindo do episódio em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, diz a frase “quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, tubaína”, percorro os caminhos da conturbada relação entre história e memória tendo em vista que o site Diário do Centro do Mundo (DCM) publicou uma matéria se referindo à “tubaína” como um tipo de tortura. Discuto a questão da memória de militantes e vítimas da ditadura, que foram ouvidas pela reportagem do DCM, e que leram nas entrelinhas das palavras de Bolsonaro uma referência ao passado traumático, tentando entender os motivos pelos quais a memória evocou essa reminiscência à luz da memória difusa em um presente revestido de novos e perigosos traumas. Na elaboração do artigo, procuro contextualizar a discussão do tema da cloroquina, demarcando o campo de oferta de alternativa à pessoas de direita e de esquerda, seguindo uma intervenção de dois militantes que numa live confirmaram, embora de modo hesitante, a associação do termo “tubaína” à tortura por afogamento.</p> Carlos Zacarias Sena Júnior Copyright (c) 2021 Carlos Zacarias Sena Júnior https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/59807 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300 Expediente https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/61789 Comissão Editorial Copyright (c) 2021 Comissão Editorial https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/srh/article/view/61789 Wed, 29 Dec 2021 00:00:00 -0300