https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/issue/feed Revista Ártemis 2021-07-11T08:13:35-03:00 Revista Ártemis artemisestudosdegenero@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Ártemis divulga a produção científica no campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades pelo viés interdisciplinar, abordando fenômenos sociológicos, culturais, análises históricas, literárias, psicológicas, além de estudos interseccionais. O objetivo é contribuir com a construção de novas abordagens teóricas e metodológicas, difundir artigos e pesquisas nacionais e internacionais, resenhas, entrevistas e traduções. A revista é semestral, estando vinculada aos Programas de Pós-Graduação em Sociologia e em Letras da UFPB. Em julho de 2019, recebeu classificação Qualis A2.</p> https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/56553 A relação entre satisfação sexual e compromisso marital entre mulheres casadas no Irã 2021-04-17T11:53:29-03:00 Zeinab Jalambadani jalambadaniz@gmail.com Ahmad Sharifnezhad jalambadaniz@yahoo.com Sara Sadeghi jalambadaniz@nums.ac.ir <p>A satisfação sexual é um dos fatores que afetam as relações interpessoais. O objetivo desta pesquisa foi determinar a relação entre a satisfação sexual e o compromisso marital entre mulheres casadas em Neyshabur, Irã, em 2019.</p> <p>Este estudo transversal foi realizado com 330 mulheres casadas. Os instrumentos utilizados foram o questionário de Adams de satisfação sexual e compromisso conjugal de Larsson. Os dados coletados foram inseridos no software SPSS com a versão 20 e, por meio de métodos estatísticos descritivos, foram utilizados a análise de correlação de Pearson e testes ANOVA.</p> <p>A média de idade das mulheres foi 23,92 ± 3,96 anos. Além disso, 7 (2,12%), 37 (11,21%), 148 (44,84%) e 138 (41,81%) das mulheres apresentaram níveis zero, baixo, moderado e alto de satisfação sexual. O compromisso conjugal foi positivamente correlacionado com a satisfação sexual geral (r = 0,67, P &lt;0,001). Além disso, o compromisso conjugal foi associado a alta satisfação sexual n (r = 0,69, p &lt;0,001), satisfação sexual média (r = 0,52, p &lt;0,001), lei da satisfação sexual (r = 0,39, p &lt; .001) Falta de satisfação sexual (r = .19, p &lt;.001), subescalas de satisfação sexual.</p> <p>Mulheres com níveis mais curtos de casamento apresentaram maior satisfação sexual e compromisso matrimonial. Portanto, os planejadores de saúde devem adotar estratégias para aumentar a satisfação sexual, o compromisso conjugal em mulheres com níveis de casamento mais longos.</p> 2021-07-14T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/56296 Pensando as masculinidades contemporâneas 2021-04-14T18:07:48-03:00 Esmael Alves de Oliveira esmael_oliveira@live.com 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60144 Hacia una psicología cultural del nacimiento y la(s) maternidad(es) 2021-07-10T09:44:45-03:00 María Fernanda González maria.gonzalez@uner.edu.ar 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60134 Apresentação do dossiê 2021-07-09T17:12:51-03:00 Danielle de Luna e Silva danilunas@yahoo.com.br Maria Elizabeth P Souto Maior Mendes mepsmm@academico.ufpb.br 2021-07-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60135 Entrevista: Dra. Andrea O’Reilly e a perspectiva da maternidade 2021-07-09T17:18:09-03:00 Maria Elizabeth P. Souto Maior Mendes mepsmm@academico.ufpb.br Maria Collier de Mendonça maria.cmendonca@ufpe.br 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60136 Uma maternidade tão branca: a maternidade normativa conforme representada e resistida no gênero memorialista 2021-07-09T17:25:42-03:00 Andrea O’Reilly aoreilly@yorku.ca 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/54296 Maternidade e maternagem: os assuntos pendentes do feminismo 2020-07-31T19:24:39-03:00 Maria Collier de Mendonça mariacmendonca@gmail.com <p>Resumo:</p> <p>Este artigo inicialmente apresenta dificuldades enfrentadas pelas mães contemporâneas. Em seguida, discute motivações e conceitos que embasam a teoria e prática do Feminismo Matricêntrico (O’Reilly, 2016). Segundo esta autora, a maternidade e a maternagem permanecem como assuntos pendentes do feminismo, sobretudo nos debates acadêmicos, mas também nas práticas ativistas feministas contemporâneas. Ao final, concluímos que é necessário criar espaços para a discussão da maternidade e maternagem no Brasil, como assuntos relevantes para os estudos feministas e os estudos de gênero.</p> <p>Palavras-chave:&nbsp;Maternidade. Maternagem. Estudos Maternos. Feminismo Matricêntrico. Gênero.</p> <p>&nbsp;</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/57975 A cabaça-útero de Òsun: um olhar para o corpo materno na literatura beninense 2021-03-03T21:20:42-03:00 Maysa Morais da Silva Vieira maysamorais22@gmail.com Luciana Eleonora Calado de Freitas Deplagne lucianaeleonora@yahoo.com.br <p><span style="font-weight: 400;">A partir de um olhar para as personagens femininas dos romances </span><em><span style="font-weight: 400;">Presqu’une Vie</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">Pour une poignée de gombos</span></em><span style="font-weight: 400;">, das escritoras Carmen Toudonou e Sophie Adonon , respectivamente, este artigo busca analisar como estas mulheres vivenciam a maternidade a partir do lugar no qual estão inseridas, o Benim, país localizado na África Ocidental, que sofreu um grande processo de colonização francesa que provocou profundas mudanças nos seus aspectos socioculturais e políticos. Em </span><em><span style="font-weight: 400;">Presqu’une Vie</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">Pour une poignée de gombos,</span></em><span style="font-weight: 400;"> tanto a narradora-personagem quanto a narradora observadora que tecem as histórias, retratam diversos aspectos que envolvem o universo feminino, desde seus papéis na sociedade beninense enquanto mulher e esposa, como também as suas ligações com o sagrado e a ancestralidade, que conduzem os leitores a entendimentos sobre seus processos de reformulações identitárias e resgate de poder que as auxiliam na superação das diversas formas de opressão que as cercam. Nosso olhar será voltado para as experiências destas personagens femininas com a maternidade, compreendendo as diferentes relações que elas estabelecem com o seu corpo materno e as reverberações advindas com o ato da maternagem. Como aportes teóricos, este artigo seguirá à luz de epistemologias pensadas por mulheres que buscam uma ressignificação da maternidade dentro dos estudos feministas ocidentais, a exemplo do conceito de </span><em><span style="font-weight: 400;">Feminismo</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">Matricêntrico</span></em><span style="font-weight: 400;">, de Andrea O'Reilly. Bem como conceitos de maternidade pensados por mulheres africanas e afro-diaspóricas, que, resgatando os valores africanos sobre o ser mãe, nos possibilitam enxergar as dinâmicas vivenciadas pelas mulheres em diferentes sociedades africanas e da diáspora negra. Destacamos os conceitos de </span><em><span style="font-weight: 400;">other-mothering</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">mothering</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">of</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">the</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">mind</span></em><span style="font-weight: 400;">, cunhados pela estadunidense Patrícia Hill-Collins, e o </span><em><span style="font-weight: 400;">Motherism</span></em><span style="font-weight: 400;">, pensado pela nigeriana Catherine Acholonu. Ainda serão relevantes para nossas análises as contribuições teóricas de&nbsp; Frantz Fanon; Bell Hooks; Sylvia Tamale; Nkiru Nzegwu; Oyeronke Oyewumi; Carla Akotirene.</span></p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/58567 A maternidade política em Hibisco Roxo, de Chimamanda Adichie 2021-03-22T09:32:45-03:00 Ana Ximenes Gomes de Oliveira ximenes06@gmail.com Sávio Roberto Fonseca de Freitas savioroberto1978@yahoo.com.br <p>O presente artigo se centra no estudo do gênero e da maternidade como categorias políticas diante do sujeito feminino pertencente à Nigéria, transpostas no romance <em>Hibisco Roxo</em>, de Chimamanda Nigozi &nbsp;Adichie. O corpus desta pesquisa apresenta narrativas que inscrevem o feminino como sujeitos tangenciados pela cultura patriarcal e que subvertem os lugares impostos de silenciamento. Teóricas como Anne McClintock (2010), Bibi Bakare-Yusuf (2003) e Amina Mama (2013) foram trazidas para o estudo, destacando a necessidade de se entender o gênero como uma categoria que perpassa as experiências coloniais e pós-coloniais na África. Assim, observamos a maternidade pelo viés político de análise, como debatida por Mary O’Brien (2007) e Andrea O’Reilly (2007) nos estudos feministas, atuando como um lugar de força e resistência de mulheres entre si, capaz de gerar modificações nas gerações que se seguem e questionando as narrativas históricas e seus lugares de protagonização e poder.</p> 2021-07-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60137 A (des)construção da maternidade no romance Com armas sonolentas, de Carola Saavedra 2021-07-09T17:39:51-03:00 André Eduardo Tardivo tardivo.andre@gmail.com Lúcia Osana Zolin luciazolin@yahoo.com.br <p>Experiência exclusivamente delas, a maternidade, assentada nos pilares do patriarcado, constitui-se como uma das ferramentas para o cerceamento das identidades femininas na medida em que funciona, entre outras frentes, como mecanismo regulatório de ação no espaço público. Insurgem-se daí questões fundamentais sobre o direito feminino de arbitrar o próprio corpo e da relação entre mães e filhos/as. Na esteira deste pensamento, e considerando que o meio literário se constitui como espaço para (re)significar comportamentos e posições, o presente artigo pretende apresentar uma leitura interpretativa do romance <em>Com armas sonolentas </em>(2018), de Carola Saavedra, com o objetivo de problematizar a representação da maternidade e seus desdobramentos no âmbito literário. Direcionamos a atenção, em nossa leitura, para a personagem Anna Marianni porquanto seu comportamento mostra-se combativo aos ideais sociais que enxergam a maternidade como único destino de toda mulher, ao mesmo tempo em que impelem aquelas que optam por uma vida sem filhos/as à condição deficitária nos quesitos de feminilidade e amor. Para tanto, embasamos nossas discussões em autores/as como Badinter (1985, 2011), Beauvoir (2016a; 2016b), Donah (2017), Iaconelli (2015), entre outros/as.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/57961 Papéis sociais de gênero e conflitos nas dimensões de raça, classe e geração de mulheres - mães no município de Vitória da Conquista-BA 2021-03-03T18:33:12-03:00 Luciana Cristina Teixeira de Souza lunasouza83@gmail.com <p>Esse texto analisa os resultados parciais de uma pesquisa realizada com mulheres-mães que narram suas experiências nas relações intrafamiliares, detidamente com seus filhos e filhas, mas não somente. O objetivo é trazer à tona as percepções relacionais que tais mulheres possuem de si mesmas em torno das identidades maternas e dos papéis conjugais exercidos no âmbito das relações de poder sociofamiliares, bem como compreender alguns conflitos decorrentes das mesmas - repletas de ambiguidades - e as distintas formas de lidar encontradas por elas. A análise é feita a partir de um olhar que intersecta diversos lugares de pertencimento, problematizando variadas posicionalidades como: distintas localizações de classe, raça, geração, nível de escolaridade, ocupação espacial atual e outros marcadores sociais emergentes na investigação em campo - estruturais ou circunstanciais - como a procedência e origem geográficas, e, assim, desvelar certa pluralidade de experiências e percepções sobre ser mulher-mãe. Para a apreciação e sistematização dos relatos, ancorei-me na análise qualitativa viabilizada através da categorização e análise de conteúdo inspirada em Bardin (1977) e Minayo (2006), além da valoração das subjetividades das falas por meio de estratégias metodológicas com o uso da história oral (Thompson, 1998; Magalhães, 2002).</p> <p>&nbsp;</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60139 “Mãe é mãe, né pai?”: maternidade, trabalho e desigualdade em debate no Facebook 2021-07-10T08:40:41-03:00 Milena Freire de Oliveira-Cruz milena.freire@ufsm.br Marina Judiele dos Santos Freitas marinafreitas.js@gmail.com Isadora Severo isasevero@gmail.com <p>Este artigo parte do objetivo geral de refletir sobre as diferentes formas pelas quais a maternidade é reconhecida e/ou problematizada nas redes sociais digitais enquanto uma instituição que oprime as mulheres/mães. Para tanto, analisamos o caso do post “Mãe é mãe, né pai?", publicado no Facebook em 2018, a partir das diferentes posições e interpretações suscitadas pelos(as) internautas em um debate composto por mais de 10 mil comentários. A publicação, de autoria de uma mãe de três filhos que apresenta cenas da rotina materna e a sobrecarga enfrentada em seu cotidiano, questiona a desigualdade que está por trás de um modelo de maternidade intensiva e patriarcal. Para a catalogação e sistematização dos diferentes sentidos postos em circulação nos comentários, acionamos a metodologia da Análise de Conteúdo proposta pela autora Laurence Bardin (1995), refletida no âmbito das redes sociais digitais por Raquel Recuero (2015). Os 1089 comentários selecionados foram agrupados e analisados à luz dos dez pressupostos ideológicos que moldam a cultura da maternidade patriarcal, elaborados por Andrea O’Reilly (2016).</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60140 A blogosfera materna é branca: trabalho, feminismos, raça e classe na blogosfera materna brasileira 2021-07-10T08:44:02-03:00 Elaine Muniz Pires elainempires@hotmail.com <p>Este artigo versa sobre a não neutralidade racial e de classe dos blogs maternos brasileiros na última década. Apresento a discussão a partir da identificação feita por mulheres negras da ausência na blogosfera materna de temas pertinentes às suas experiências de maternagem e às questões que as afligem. Este diagnóstico, que as motiva a criar blogs maternos e grupos de mulheres específicos para o debate da maternidade negra, visibiliza como a blogosfera materna brasileira, que não reivindica recorte racial e de classe, é marcada pela branquitude. Reforço o argumento através da apresentação de enunciados proferidos em blogs escritos por mulheres mães brancas acerca dos feminismos. O debate, que se centra no trabalho remunerado fora do lar geralmente visto como símbolo de libertação ou de opressão feminina, além de manter a mulher como principal cuidadora das crianças, evidencia o perfil das mulheres que participam da construção deste discurso e as teorias feministas que o embasam. Nesta análise, dialogo com a autora afro-americana bell hooks, a qual evidencia como certos discursos maternalistas refletem o viés de classe e raça das participantes e como questões relativas ao cotidiano e à prática de ser mãe das mulheres negras encontram-se ausentes de modelos de maternidade romantizados que invocam a maternidade como um dado da natureza feminina e, consequentemente, universal.<span class="Apple-converted-space">&nbsp;</span></p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/58478 A maternidade e o Feminismo Interseccional debatido no canal de podcast Mamilos 2021-03-21T11:35:01-03:00 Maria Lúcia Castagna Wortmann wortmann@terra.com.br Cláudia Schneider Marques clausmarques@gmail.com <p>Neste artigo, analisamos a produção cultural de representações sobre maternidade, valendo-nos dos aportes do chamado Feminismo Interseccional, a partir de discussões ocorridas em um programa do canal de podcast Mamilos.&nbsp; Nossa proposta é a revisitação do material coletado em uma dissertação de mestrado produzida em uma linha de pesquisa atrelada às práticas pedagógicas enfocando aqui aspectos relacionados ao Feminismo Interseccional. Argumentamos que os sujeitos aprendem a ser quem são na interação com diversos artefatos de mídia, embasadas por autoras e autores de estudos conduzidos nos Estudos Culturais, como Giroux (2003), Kincheloe &amp; Steinberg (2004), e mais recentemente por Camozzato &amp; Costa (2013), Camozzato (2014), Camozzato; Carvalho; Andrade (2016), que têm dedicado seu tempo ao estudo das chamadas pedagogias culturais, potente ferramenta de análise. Após voo panorâmico, no qual apresentamos brevemente a pesquisa original, apontamos alguns dos direcionamentos revistos, salientando-se que esta revisão colocou em diálogo conceitos dos Estudos Culturais com as perspectivas teóricas do Feminismo Interseccional, amparadas por Lugones (2020), Curiel (2020), Audre Lordee (2019) e bell hooks (2013) entre outros. Ao longo do diálogo entre as mulheres convidadas para conversar em um programa cujo tema central era a maternidade foram focalizados aspectos relativos ao papel social das mulheres, à noção de Feminismo Interseccional e à violência. Buscamos ver como o programa opera como uma pedagogia cultural, colaborando para as construções de representações de maternidade. Consideramos, então, que debruçar-se sobre as pedagogias culturais que vêm construindo a criação de estereótipos discriminatórios e cruéis em filmes, quadrinhos, na literatura etc., talvez seja uma ferramenta com a qual possamos contar para revertê-las.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60141 Influencers e mompreneurs: uma exploração do repertório digital da maternidade 2021-07-10T08:51:14-03:00 Marina Sanchez de Bustamante marina.sdb@gmail.com Carolina Justo von Lurzer justo.carolina@gmail.com <p>Este artigo investiga a configuração discursiva do modelo da “mãe empreendedora” em artigos de jornais na imprensa argentina e em contas de redes sociais cujos usuários se auto-inscrevem nesse modelo. Propomos, primeiro, caracterizar particularidades e valorizações das narrativas maternas no espaço digital; e depois observar as características e significados que constituem o modelo da mãe empreendedora como alguém que encontra uma resolução adequada para as dificuldades de conciliar trabalho produtivo e reprodutivo. Para isso, apelamos à análise cultural qualitativa da tradição da crítica ideológica (Richard, 2009; Thompson, 1991) que nos permite investigar a configuração dos significados sociais em relação às suas condições materiais de produção (Angenot, 2010). A partir da seleção de alguns exemplos, questionamos o alcance e os limites das idéias que se entrelaçam em conteúdos que exibem espaços digitais como abertura para a coletivização da maternidade e incentivam a replicação de experiências maternas como as da mãe empreendedora.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/58536 Relação de cuidado mulher/criança: dominação simbólica e desigualdade 2021-03-21T19:43:37-03:00 Yeimy Carolina Espitia Villafañe yeimyespitiavillafane@gamail.com Rita de Cássia Pereira Farias rcfarias@ufv.br <p>El objetivo del presente artículo fue analizar las representaciones de género que circulan en la relación de cuidado mujer/<em>criança</em>, a partir del análisis de los datos obtenidos en el trabajo de campo de corte cualitativo, desarrollado en el barrio Potosí de la ciudad de Bogotá. Hallándose que dicha relación de cuidado se encuentra en un escenario de tensiones, ya que las prácticas de cuidado son accionadas por las vulnerabilidades presentes en el territorio, convergiendo diversas formas de opresión. Entre ellas, la atribución naturalizada del cuidado de la primera infancia a las mujeres y la tendencia a caracterizar el niño como un ser fuerte y activo, mientras la niña es caracterizada por su delicadeza y debilidad. Lo cual, corresponde a un sistema invisible de disposiciones, manteniendo el orden social y como consecuencia estructurando relaciones sociales que reproducen dinámicas de desigualdad</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/60142 Inscrições poéticas: maternidades 2021-07-10T09:01:28-03:00 Fabiana Carneiro da Silva fabicarneirodasilva@yahoo.com.br 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/55542 Mulheres filiadas a partidos políticos: relatos de experiências femininas na política partidária 2021-02-23T09:19:46-03:00 Antonio Teixeira de Barros antonibarros@gmail.com <p>O objetivo do artigo é analisar as motivações das mulheres para a filiação partidária e a percepção delas sobre essa experiência. Os dados foram coletados por meio de um questionário com pergunta aberta dirigido especificamente às mulheres filiadas. Os depoimentos ressaltam as experiências de aprendizado político, a convivência com as companheiras de legenda, o discurso sobre a “nova política”, a política do cuidado, a necessidade de maior presença das mulheres na política e a relação entre fé e política no caso dos partidos de orientação religiosa.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/56639 Um retrato do romance brasileiro contemporâneo de autoria feminina 2021-05-05T21:01:25-03:00 Lúcia Osana Zolin luciazolin@yahoo.com.br <p>Nosso objetivo nesse artigo foi construir uma espécie de retrato do romance contemporâneo de autoria feminina, no qual destacamos as suas principais características temáticas, estéticas e ideológicas, matizadas de subversões feministas. O ponto de partida foi o mapeamento do modo de construção das personagens que integram um corpus constituído por 151 romances escritos por mulheres e publicados por três grandes editoras brasileiras entre os anos 2000 e 2015, realizado por meio da pesquisa “Literatura de autoria feminina brasileira contemporânea: escolhas inclusivas?”. &nbsp;A metodologia compreendeu o reconhecimento, a problematização e a interpretação de constantes que permeiam essa produção. O aporte teórico foi constituído a partir de uma perspectiva multidisciplinar que aborda o texto literário em suas interseções com o contexto sociocultural em que emerge e com teorias nascidas para pensar o mundo contemporâneo e suas manifestações artísticas, com ênfase na teoria crítica feminista.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/54089 Feminismo Gordo: sexo, desejo e prazeres revolucionários 2020-07-22T17:23:03-03:00 Maria Luisa Jimenez Jimenez malujjimenez@gmail.com Marcelle Jacinto da Silva marcelle.silva.cs@gmail.com <p>A ação biopolítica no capitalismo contemporâneo alimenta discursos de poder e disciplina a sexualidade e tecnologias que normatizam identidades e corporeidades possíveis nas práticas sexuais heteronormativas como regime político e tecnológico na reprodução de corpos. Esse texto visa repensar formas subalternas de sobrevivência, a partir do feminismo gordo, o qual propõe a desobediência ao sistema sexual-político hegemônico com caráter colonizador, rompendo essa lógica de corporeidades patologizadas sobre mulheres gordas. A proposta é denunciar uma injustiça epistemológica sobre esses corpos grandes e a construção do desejo que classifica corpos desejáveis enquanto saudáveis, e os indesejáveis enquanto doentes e perversos, em uma nova proposta revolucionária de sexo, desejo e prazeres.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/53919 Dialogando com as línguas selvagens: contribuições de Gloria Anzaldúa para pensar o feminismo decolonial 2021-04-14T20:12:04-03:00 Vivian da Veiga Silva vivian.veiga@ufms.br <p class="FG11-referencias" style="margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">A decolonialidade é uma proposta epistemológica construída a partir da obra de Aníbal Quijano (1930-2018) que busca romper com a colonialidade imposta às sociedades colonizadas, de maneira a criar e manter hierarquizações e classificações subalternizantes. Diversas teóricas feministas levaram essa perspectiva teórica para o campo feminista, forjando o que podemos denominar de feminismo decolonial. Sua proposta central é construir uma agenda feminista focada nas vozes e nas experiências das mulheres situadas ao Sul, nas sociedades que sofreram intrusões coloniais. Nessa perspectiva, a proposta do presente artigo é estabelecer um diálogo entre o feminismo decolonial e a teórica <em>chicana </em>Gloria Anzaldúa (1942-2004), considerada um dos expoentes do feminismo descolonizado. </span></p> <p class="FG11-referencias" style="margin-bottom: .0001pt;"><strong><span style="font-size: 11.0pt;">Palavras-chave: </span></strong><span style="font-size: 11.0pt;">Gloria Anzaldúa. Decolonialidade. Feminismo decolonial. Norte. Sul</span></p> <p class="FG11-referencias" style="margin-bottom: .0001pt;"><span style="font-size: 11.0pt;">&nbsp;</span></p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/54497 A homofobia contra o professor “primário” do sexo masculino 2020-08-12T17:37:33-03:00 Amanda Oliveira Rabelo amandaorabelo@hotmail.com <p class="Textoresumo"><span lang="PT">Este artigo apresenta um estudo comparativo sobre o professor do sexo masculino que trabalha no ensino público do “ensino primário” do Rio de Janeiro - Brasil e em Aveiro - Portugal. O que se pretendeu averiguar, fundamentalmente, foram os motivos e as consequências da escolha profissional destes professores que se enveredam por uma área tipicamente associada com o feminino, uma associação tão forte que estes professores parecem um “corpo estranho” no cotidiano das escolas públicas “primárias”. Utilizamos a metodologia de investigação quantitativos e qualitativos de acordo com um modelo multimodal e misto de investigação que converge tais enfoques aproveitando as suas vantagens, foram aplicados questionários e realizadas entrevistas narrativas. A pesquisa tem base em uma amostra de 209 professores do ensino público que responderam anteriormente a um questionário (objetivo e subjetivo), 60 do Distrito de Aveiro (Portugal) e 149 do Estado do Rio de Janeiro (Brasil), bem como em entrevistas com seis professores escolhidos ao acaso, 3 professores no Brasil e 3 em Portugal com diferentes faixas etárias. </span>Percebemos que estes professores são homens que estão na escola repensando os papéis masculinos e femininos nas profissões e, por estar introduzindo mudanças nos papéis de gênero, acabam por sofrer muitas discriminações, uma delas é a homofobia contra este professor.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/56295 Gênero e envelhecimento: uma análise sobre o corpo envelhecido a partir das representações sociais compartilhadas por homens e mulheres velhos/as 2021-05-07T21:13:30-03:00 Stephanie Natalie Burille snb.stephanie@gmail.com Silvana Maria Bitencourt silvanasocipufmt@gmail.com <p>Este artigo propõe analisar as representações sociais de homens e mulheres sobre seus corpos envelhecidos. &nbsp;Existem duas noções atreladas ao imaginário social do envelhecimento: a primeira consiste na representação tradicional da velhice atribuindo ao/a velho/a uma imagem associada à decadência física e a ausência de papeis sociais; e outra noção confere novos significados a esta etapa da vida, incentivando a autovigilância dos corpos e a responsabilização dos sujeitos pelo sucesso do envelhecimento. Neste sentido, a pesquisa apresentada visa compreender as representações dos/as velhos/as sobre o processo de envelhecimento a partir do gênero. A metodologia do estudo consistiu em entrevistas semiestruturadas em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e um grupo de convivência, ambos localizados em Cuiabá (MT). Constatou-se que as representações sociais compartilhadas enaltecem o corpo jovem como padrão hegemônico de corpo que produz trabalho. Ademais, a construção social do gênero revela-se como aspecto fundamental na experiência do envelhecimento, especialmente para as mulheres, pois sobre estas incide uma expressiva cobrança social para a manutenção da juventude de seus corpos.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/54351 Gênero como forma de vir a ser: uma análise do livro A ciência jurídica e seus dois maridos frente à edificação de um pensar complexo no direito 2021-02-23T09:04:40-03:00 Noli Bernardo Hahn nolihahn@san.uri.br Bianca Strücker biancastrucker@hotmail.com Thaís Maciel de Oliveira adv.thaismaciel@gmail.com <p>No presente estudo, através da imaginação literária, convida-se o leitor a um pensar complexo no Direito. Assim, gênero em um viés simplista/dicotômico deriva da poda de um desejo, de um devir castrado por uma ideologia cartesiana, de uma racionalidade centrada, logocêntrica. A castração como personificação das podas das subjetividades, plenifica o indivíduo a partir de suas certezas. A visão de gênero como vir a ser abre a perspectiva do vazio, do abrir-se a novas perspectivas do vir a ser complexo e paradoxal. Desse modo, a partir de uma abordagem complexo-paradoxal se problematiza as ambiguidades que são inerentes ao ser. Em outras palavras, como vamos falar sobre democracia se a linguagem castra seu devir ambivalente? Esta questão apresenta-se central na imaginação literária ao se pensar o Direito numa lógica surrealista na perspectiva de Luis Alberto Warat.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/54249 Lilith em (per)cursos entre o ontem e o hoje 2021-02-20T18:23:30-03:00 Eliane Fernandes Azzari elianeazzari@gmail.com Amanda Lis P. Vital mandlisvital@gmail.com <p>Neste trabalho, de natureza interdisciplinar, apresentamos resultados provenientes de investigação etnográfico-digital que teve por objetivo evidenciar a presença de Lilith em diferentes produções socioculturais situadas em ambientes digitais. Adotamos perspectiva dialógica, de orientação Bakhtiniana, para tratar de interfaces entre sujeito, linguagem e sociedade. Figura mítica, repetidamente reapropriada ao longo dos séculos, Lilith sustenta arquétipos, protagonizando múltiplos e diversificados contextos discursivos. Os dados – resultantes de nossa exploração no ciberespaço –, sugerem que, ao apropriarem-se de Lilith nos dias correntes, os enunciadores elaboram réplicas ativas às representações dessa figura, realocando-a do campo discursivo do sagrado ao profano. Conquanto seja ressignificada em enunciados que materializam processos identitários contemporâneos, Lilith ainda protagoniza narrativas que remontam ao lugar/papel ocupado pelo mito em tempos e espaços sócio-históricos passados. Encontrando subsídios nos campos da filosofia, da antropologia e dos estudos culturais, discutimos possíveis contribuições de nossos achados para o estudo da construção social da identidade feminina.</p> 2021-07-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/57615 Os efeitos do binarismo de gênero nas estruturas cognitivas e na construção do pensamento social dos filhos da injúria 2021-04-08T18:44:26-03:00 Rebeca Valadão Bussinger rebecabussinger@hotmail.com Maria Cristina Smith Menandro cristinasmithmenandro@gmail.com <p>Este trabalho teve como objetivo investigar as representações sociais de masculinidades e amor para travestis, homens <em>gays </em>e homens heterossexuais. Utilizamos um questionário com questões abertas e fechadas distribuídas em três blocos temáticos: (1) ser homem, ser mulher; (2) amor e sexo; (3) preconceito e homofobia. Participaram 131 pessoas, divididas em três grupos: 40 homens heterossexuais, 52 homens <em>gays</em> e 39 travestis. Para análise dos dados utilizamos o <em>software</em> ALCESTE, ferramenta comumente utilizada em estudos sobre representações sociais. As representações sociais de masculinidades possuem elementos que ora aproximam, ora distanciam os grupos trabalhados. O amor, objeto investigado, atua na constituição das identidades de gêneros dos três grupos revelando práticas que reforçam os binarismos de gênero. Já os discursos que justificam o preconceito e a discriminação, vivenciados ou não, assentam-se sobre as estruturas cognitivas dos grupos pesquisados conferindo legitimidade à estas mesmas identidades grupais e respectivas práticas.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/artemis/article/view/57737 Representações e vivências da violência na perspectiva de usuárias de um Centro de Referência no Atendimento à Mulher 2021-02-18T08:58:35-03:00 Tânia Maria Gomes da Silva tania.gomes@unicesumar.edu.br Letícia Cabral Gonçalves Lopes leticia.cabral.lop@gmail.com <p>Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa de metodologia mista, desenvolvida com usuárias de um Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), localizado numa cidade de porte médio, no Estado do Paraná. O CRAM atende mulheres em situação de violência, assegurando-lhes o acesso às políticas públicas em defesa de seus direitos. O enfoque teórico-metodológico valeu-se dos estudos de gênero (SCOTT) e de representação na perspectiva psicossocial (MOSCOVICI). Objetivou-se conhecer as práticas e representações da violência doméstica a que as mulheres estiveram expostas. Quarenta questionários ficaram disponíveis no CRAM por um período de 30 dias. A equipe técnica ficou responsável por orientar as usuárias que aceitassem integrar o estudo e vinte mulheres acederam ao convite. A sistematização dos dados seguiu a análise de conteúdo (BARDIN) e evidenciou que a violência é frequente na vida dessas mulheres. Concluiu-se que agressões praticadas pelos parceiros íntimos é um elemento que desestabiliza a vida.</p> 2021-07-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Revista Ártemis - Estudos de Gênero, Feminismos e Sexualidades