IGUALDADE EXPATRIADA: a trama moral entre natureza e convenção

Autores

  • Ellen Elsie Nascimento UFPB

Resumo

O pensamento político de Locke estabelece a legitimidade da propriedade privada segundo o grau de conveniências da vida, justificadas pelo trabalho, o que confere um título em conformidade com a moral cristã. Tal lógica assinala a correspondência entre mérito e trabalho como realização do plano divino e introduz uma nova escala de igualdade que diferencia os sujeitos desde o estado de natureza, instituindo capacidades diferenciadas de avocação de bens naturais, pautadas pela noção da razoabilidade, o que institui um plano desagregador dos sujeitos em comunidade, segundo uma lógica de interesses combinados entre homens confiáveis, em prol da garantia da propriedade, donde percebe-se que o pacto político instituído se estabelece em restrição à ameaça dos não proprietários, comprometendo o valor

de liberdade e justiça em nome de um princípio ordenador. A ascensão da moral liberal que daí resulta contradiz o postulado da ética cristã, expondo a contradição da teoria de Locke.

Palavras-chave: propriedade; trabalho; igualdade.

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Publicado

2019-07-19

Edição

Seção

DOSSIÊ OPERE CITATO