El Radioperiodismo en la Comunidad Quilombola de Santa Maria das Mangueiras
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1809-4783.2023v33.67315Palabras clave:
Quilombo Santa Maria Das Mangueiras, RadioperiodismoResumen
Este artigo tem como objetivo geral analisar o papel do radiojornalismo na percepção da Comunidade Quilombola de Santa Maria das Mangueiras, localizada no Estado do Tocantins. Para tanto, busca-se traçar o perfil dessa comunidade, investigando o acesso e o consumo de informações por meio do rádio. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e utiliza métodos de procedimento histórico, bibliográfico e documental. Esses métodos são empregados para comparar os argumentos e fatos presentes na literatura, a fim de oferecer a melhor solução para a problemática abordada. Além disso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com dez moradores da comunidade. Na Comunidade visitada, o rádio se tornou um meio de informação e afetividade, fortalecendo os laços entre os moradores e a comunidade em geral. O radiojornalismo tem se mostrado uma ferramenta importante na comunicação com as comunidades quilombolas. Na Comunidade visitada, os moradores estabeleceram uma relação de confiança com o rádio, que se tornou um meio de informação e entretenimento.
Descargas
Citas
ARAUJO, Valmir T.; PERUZZO, Cicilia M. K. Comunicação Popular e Comunidades Quilombolas. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S. l.], v. 11, n. 29, p. 214–230, 2019. Acesso em: 6 jul. 2023.
ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção visual: uma psicologia da visão criadora. Edição Revista. São Paulo: Cengage Learning, 2016.
BARGAS, Janine de K. R. Quilombolas do Pará e mídias digitais: sociabilidade, conflito e mobilização online nas lutas por reconhecimento. 2018. 200 f. Tese (Doutorado) - Curso de Comunicação Social, Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCOM/UFMG), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2018.
BIANCO, Nelia R. D. Radiojornalismo em mutação: a influência tecnológica e cultural da internet na transformação da noticiabilidade no rádio. 2004. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
BRANCALEONE, Cassio. Comunidade, sociedade e sociabilidade: revisitando Ferdinand Tönnies. Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v. 39, n. 1, p. 98-104, 2008.
BRETAS, Maria Beatriz A. S. Televisão. In: CAMPELLO, Bernadete S.; CALDEIRA, Paulo da T. (Org.). Introdução às fontes de informação. 2. Ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008, p. 89-100.
BRUCK, Mozahir. Jornalismo em reconfiguração: notas sobre contratos e contratações. Brazilian Journalism Research, Brasília, v. 15, n. 2, p. 418-437, ago. 2019.
CABRAL, Raquel; GEHRE, Thiago. (Ed.). Guia Agenda 2030: Integrando ODS, Educação e Sociedade. São Paulo: Lucas Fúrio Melara: Raquel Cabral, 2020.
CAMINHAS, Ana Margarida T. As Feiras Agroecológicas, a Segurança Alimentar e o Protagonismo Feminino nos Quintais Produtivos da Agricultura Familiar: A Contribuição para a Prática da Agenda 2030 / Agroecological Fairs, Food Safety and Female Protagonism in Family Farming Productive Backyards: Contribution to the Practice of the 2030 Agenda. Brazilian Journal of Development, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 4184–4200, 2022.
CASTANHA, Renata Cristina Gutierres; LIMA, Larissa de Mello; MARTÍNEZ-ÁVILA, Daniel. Análise do discurso sob a perspectiva bibliométrica nos estudos de Ciência da Informação no Brasil. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 22, n. 1, p. 17-37, jan./mar. 2017. Disponível em: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2813/1840. Acesso em: 6 abr. 2023.
CAVALCANTE, Jéssica P. R. Regularização territorial do quilombo mumbuca: identidade e memória como fundamento da propriedade quilombola. 2018. 137 f. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2018.
CAVALCANTE, Jéssica P. R.. Identidade, memória e propriedade quilombola [recurso eletrônico]. Porto Alegre: Editora Fi, 2021. 172 p.
CAVALCANTE, Jéssica P. R. Comunidades Tradicionais e Direitos de Posse e Propriedade. 2023. 286 f. Tese (Doutorado em Direito Público) - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2023.
CNN. Dados preliminares apontam que o Brasil tem 1,65 milhão de indígenas. 2023. Elaborado por Daniela Amorim. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/dados-preliminares-do-censo-2022-apontam-que-brasil-tem-165-milhao-de-indigenas/#:~:text=que%20o%20sol-,Dados%20preliminares%20do%20Censo%202022%20apontam%20que,1%2C65%20milhão%20de%20indígenas&text=O%20Instituto%20Brasileiro%20de%20Geografia,segunda%2Dfeira%20(3). Acesso em: 30 maio 2023.
CONAQ. Censo 2022: IBGE já recenseou 386.750 quilombolas. 2022. Disponível em: http://conaq.org.br/noticias/censo-2022-ibge-ja-recenseou-386-750-quilombolas/#:~:text=Pela%20primeira%20vez%20em%20150,quilombola%20como%20grupo%20étnico%20populacional. Acesso em: 02 maio 2023.
CÔTÉ, James E.; LEVINE, Charles. A critical examination of ego identity status paradigm. DevelopmentalReview, v. 8, n. 2, 147-1 88, 1988.
DIAS, Marciley Alves. A influência do radiojornalismo em comunidades quilombolas: o caso da comunidade tradicional quilombola de Santa Maria das Mangueiras, de Dois Irmãos, estado do Tocantins.2023. 101f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Sociedade) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Sociedade, Palmas, 2023.
DPAGRA/TO. Núcleos Especializados: Núcleo de Ações Coletivas e núcleo da Defensoria Pública Agrária. PROPAC N. 03/2016. Defensoria Quilombola, Palmas-TO. 17.03.2016.
ERIKSON, Erik H. Young man Luther. New York: W. W. Norton. 1958.
FARCOM. Federação das Associações de Rádios Comunitárias do Estado do Tocantins. Disponível em https://www.farcomto.org/. Acesso em 15 de jan. 2023.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
FAZENDA, Ivani C. A. Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade na formação de professores. Ideação, [S. l.], v. 10, n. 1, p. p.93–104, 2010.
FERRARETTO, Luiz A. Rádio: o veículo, a história e a técnica. 2° ed. Porto Alegre, Sagra Luzzatto, 2001.
FUNAI, Assessoria de. Brasil registra 274 línguas indígenas diferentes faladas por 305 etnias. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2022-02/brasil-registra-274-linguas-indigenas-diferentes-faladas-por-305-etnias#:~:text=Brasil%20registra%20274%20línguas%20indígenas,Fundação%20Nacional%20dos%20Povos%20Indígenas. Acesso em: 30 maio 2023.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
GODOY, Eleniton Vieira; SANTOS, Vinicio de Macedo. Um Olhar sobre a Cultura - Educação em Revista, v. 30, n. 3, p. 15-41, 2014.
GONÇALVES, Isabel Cristina Lima; SILVA, Rodrigo Barbosa e. O Rádio: uma história de resistência. In: Narrativas e vivências em construção: experiências formativas em Comunicação. Porto Alegre: Editora Fi, 2020.
GRIJÓ, Wesley P. A questão quilombola na pesquisa em comunicação. Comunicologia - Revista De Comunicação Da UCB, v. 9, n. 2, p. 33-51, 2016.
HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação & Realidade, [S. l.], v. 22, n. 2, 2017.
HAN, Byung-Chul. O desaparecimento dos rituais: uma topologia do presente. Petrópolis: Vozes, 2021.
LOPES, Ivani da Silva; CAETANO, Lindemberg R.; CARDOSO, Jéssica S. M. Comunicação quilombola, resistência e proximidade na redução das desconexões no enfrentamento à pandemia. Revista Mídia e Cotidiano, v. 16, n. 3, 28-48, 2022.
LOPEZ, Debora C. Marcos tecnológicos do radiojornalismo no Brasil: uma revisão histórica. In: Anais VII Encontro Nacional de História da Mídia. Fortaleza, 2009.
LOPEZ, Debora C. La Radio en Narratives Immersives: le contenu journalistique et l’audience. In La Radio du Futur: du téléchromophotophonotétroscope aux postradiomorphoses. Cahiers d’histoire de la radiodiffusion, v. 1, n. 132. Paris: Comité d’histoire de la radiodiffusion. avril/juin, 2017.
LUZ. Deydjane da. Secretaria de Comunicação Social - Secom. Fundação Palmares certifica Santa Maria das Mangueiras como comunidade quilombola. 2009. Disponível em:https://secom.to.gov.br/noticias/fundacao-palmares-certifica-santa-maria-das-mangueiras- como-comunidade-quilombola-26388/. Acesso em 10 de dez. 2022.
MARCIA, James. Development and validation of ego-identity status. Jornal of Personality and Social Psychology, v. 3, p. 551-558, 1966.
MARTÍN-BARBERO, Jesus. Globalização comunicacional e transformação cultural. In: MORAES, Denis de (Org.). Por uma outra comunicação: mídia, mundialização cultural e poder. Rio de Janeiro: Record, 2003. p. 57-86.
MEDEIROS, Rafael; PRATA, Nair “Liguei o rádio pra conferir se era verdade”: a credibilidade do radiojornalismo local em tempos de fake news. Intexto, Porto Alegre, n. 52, p. 98044, 2021.
MORAES, Nelson R.; FERREIRA, Luciana R.; SGUAREZI, Sandro B. Memória, história e desafios de povos originários e comunidades tradicionais na contemporaneidade. Patrimônio e Memória, v. 17, n. 1, p. 1-8, 2021.
MUNANGA, Kabengele. Origem e histórico do quilombo na África. Revista USP, [S. l.], n. 28, p. 56-63, 1996.
NASCIMENTO, Abdias. O Quilombismo. Rio de Janeiro: Fundação Palmares, QR Editor Produtor, 2002.
NUNES, Juliana Cézar. Comunicação Quilombola: cenários de mobilização, visibilidade e empoderamento. 2013. 136 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Comunicação, Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, Brasília, 2013.
PACKALÉN, Sture. Culture and sustainability. Corporate Social Responsibility and Environmental Management, v. 17, n.2, p. 118-121, 2010.
PAIXÃO, Cláudio C. Natureza viva: a presença das comunidades tradicionais na Rádio Nacional da Amazônia. Comunicação & Informação, Goiânia, Goiás, v. 24, 2021.
PENNEROUX, Michel. Rádio Digital e Novas Tecnologias. Palestra no Seminário Internacional de Radiojornalismo Público. Brasília, DF. 18 e 19 de maio de 2009.
PENUEL, William R.; WERTSCH, James V.. Vygotsky and identity formation: a sociocultural approach. Educational Psychologist, [S.L.], v. 30, n. 2, p. 83-92, mar. 1995.
PEREIRA, Cleyciane C. M.. Necessidades informacionais das mulheres da comunidade quilombola de Itamatatiua - Maranhão. 2018. 258 f. Tese (Doutorado) - Curso de Ciência da Informação, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia, UFBA, Salvador, 2018.
POAGUE, Kasandra. Beira Rio FM 104.9: A Frequência da educação na comunidade Quilombola de Bom Jardim da Prata. Interagir: Pensando a extensão, Rio de Janeiro. N. 27, p. 01-10. 2019.
POMBO, Olga. Interdisciplinaridade e integração dos saberes. Liinc em Revista, [S. l.], v. 1, n. 1, 2006.
SAMPAIO, Walter. Jornalismo audiovisual: rádio, TV e cinema. Petrópolis, RJ: Vozes, 1971.
SHARMA, Jessica. Radio jornalismo. Jornalismand Mass Comunication. Sri Mandir Publication: Bubaneswar, 2017.
SILVA, Ingridi F. S.; RODRIGUES, Ivaneide L. A.; NOGUEIRA, Laura M. V.; SILVA, Hilton P.; PALMEIRA, Iaci P. Representações sociais do cuidado em saúde por mulheres quilombolas. Esc. Anna. Nery v. 26, 2022.
STARKEY, Guy; CRISELL, Andrew. Radio journalism. SagePublications: California, 2009.
TAPARELLI, Carlos Henrique A. A evolução tecnológica do rádio. Revista USP, n. 56, p. 16-21, 2002.
THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna Teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petropólis: Vozes, 2009.
TÖNNIES, Ferdinand. Community and Society: gmeinschaft und gesellschaft. Mineola, New York: Dover Publications, 2002. Translated and edited by Charles P. Loomis.
VAMPRÉ, Octavio Augusto. Raízes e Evoluções do Rádio e da Televisão. Porto Alegre: Feplam. 1979.
VEIGA-NETO, Alfredo. Cultura, culturas e educação. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 23, p. 5-15, 2003.
WATERMAN, Alan. Identity status theory and Erikson's theory: Communalities and differences. Developmental Review, v. 8, n. 2, p. 185-208, 1988.
WHITE, Leslie A.; DILLINGHAM, Beth. O conceito de cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 2009.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Los autores/as que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
a) Los autores/as conservan los derechos de autor y ceden a la revista el derecho de primera publicación, con el trabajo registrado simultáneamente bajo la Licencia Creative Commons Atribución 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite compartir el trabajo con el reconocimiento obligatorio de la autoría y de la publicación inicial en esta revista.
b) Los autores/as están autorizados a asumir contratos adicionales por separado para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (ej.: publicar en un repositorio institucional o como capítulo de libro), siempre que exista el reconocimiento de la autoría y de su publicación inicial en esta revista.
c) Los autores/as tienen permiso y son incentivados/as a publicar y distribuir su trabajo en línea (ej.: en repositorios institucionales o en su página personal) solo después de la publicación oficial del artículo por parte de la revista, preservando así el anonimato de la revisión doble ciego. Este intercambio posterior tiene el potencial de aumentar el impacto y la citación del trabajo publicado.

